Lya Luft

 

Lya Luft

A vida vai nos ensinando o quanto isso é verdade.

Pais e filhos, irmãos, amigos e amantes podem conviver décadas a fio, podem ter uma relação intensa, podem se divertir juntos e sofrer juntos, ter gostos parecidos ou complementares, ser interessantes uns para os outros, superar grandes conflitos – mas persiste o lado avesso, o atrás da máscara, que nunca se expõe nem se dissipa.

Nem todos os mal-entendidos, mágoas e brigas se dão porque somos maus, mas por problemas de comunicação.

Porque até a morte nos conheceremos pouco, porque não sabemos como agir. Se nem sei direito quem sou, como conhecer melhor o outro, meu pai, meu filho, meu parceiro, meu amigo – e como agir direito?

Amor e amizade transitam entre esses dois “eus” que se relacionam em harmonia e conflito: afeto, generosidade, atenção, cuidados, desejo de partilhamento ou de vida em comum, vontade de fazer e ser um bem, e de obter do outro o que para a gente é um bem, o complicado respeito ao espaço do outro, formam um campo de batalha e uma ponte.

Pontes podem ser precárias, estradas têm buracos, caminhos escondem armadilhas inconscientes que preparamos para nossos próprios passos em direção do outro. O que está mergulhado no inconsciente é nosso maior tesouro e o mais insidioso perigo.

Relacionar-se é uma aventura, fonte de alegria e risco de desgosto.

Na relação defrontam-se personalidades, dialogam neuroses, esgrimem sonhos e reina o desejo de manipular disfarçado de delicadeza, necessidade ou até carinho.

Difícil? Difícil sem dúvida, mas sem essa viagem emocional a existência é um deserto sem miragens.

No relacionamento amoroso, familiar ou amigo acredito que partilhar a vida com alguém que valha a pena é enriquecê-la; permanecer numa relação desgastada é suicídio emocional, é desperdício de vida. Entre fixar e romper, o conflito e o medo do erro.

Somos todos pobres humanos, somos todos frágeis e aflitos, todos precisamos amar e ser amados, mas às vezes laços inconscientes enredam nossos passos e fecham nosso coração. A balança tem de ser acionada: prevalecem conflitos ásperos e a hostilidade, ou a ternura e aqueles conflitos que ajudam a crescer e amar melhor, a se conhecer melhor e melhor enxergar o outro? O olhar precisa ser atento: mais coisas negativas ou mais gestos positivos? Mais alegria ou mais sofrimento? Mais esperança ou mais resignação?

Cabe a cada um de nós decidir, e isso exige autoexame, avaliação.

Seja como for, com alguma sorte e boa vontade a alma do outro pode também ser a doce fonte da vida.

Lya Luft

do Blog Vale de Luz

http://luiza-uniaodaluz.blogspot.com.br/

 

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RESERVE UM TEMPO PARA CUIDAR DE SUA CRIANÇA INTERIOR

criança interior

Mensagem de Louise Hay
29 de Junho de 2016

Todos nós temos uma criança dentro de nós que precisa de amor e de aceitação. Não importa quantos anos você tem. Nossa criança interior é a fonte de nossa alegria, jovialidade e espontaneidade. Com muita freqüência, à medida que crescemos, a nossa criança interior é ferida.

Quando crianças, quando algo sai errado, tendemos a acreditar que há algo imperfeito em nós. As crianças acham que somente se elas puderem fazer algo certo, os seus pais ou cuidadores irão amá-las. A criança acredita: Há algo de errado comigo. Eu não sou boa o suficiente.

À medida que envelhecemos, carregamos estas falsas crenças conosco e aprendemos a nos rejeitar.
Então, como podemos descobrir a nossa criança interior e estimulá-la de volta à plenitude?

A criança interior é uma parte fundamental de nossa psique inconsciente. Nossa inteligência intuitiva, a nossa auto-expressão natural e uma sensação geral de bem estar residem na criança interior. Esta criança deseja ser amada e cuidada. Precisamos nos curar para que a nossa criança interior esteja entrelaçada com o nosso eu adulto. Quando isto acontece, sentimo-nos realizados e íntegros.

Quero lhes dar alguns exercícios que vocês podem usar diariamente para ajudar a se tranquilizarem e saberem que estão seguros e que são amados neste mundo.

Reservem algum tempo ao longo do seu dia para fazer uma pausa, respirarem e se lembrarem de sua criança interior com quem vocês estão durante toda a sua vida, e que a vida os apóia e os ama. Digam em voz alta para que isto penetre intensamente. Fiquem com isto por um momento e continuem com o que estavam fazendo. Se precisarem, coloquem alarmes em seu celular para lembrá-los de fazer uma pausa e cuidar de sua criança interior.

Outra ótima maneira de estimular a sua criança interior é se olhar no espelho a cada manhã antes de sair de casa e dizer: “Eu agora valorizo a minha criança interior com todo o amor que eu tenho em meu coração e ela está curada.”

Ao fazerem isto no espelho, vocês estão se concentrando em seu eu verdadeiro e enfrentando diretamente estes medos. Este é o exercício mais forte que vocês têm disponível a vocês. Há também workshops maravilhosos disponíveis a vocês que oferecem um ambiente de cura. Vocês não estão sozinhos e como uma parte de uma comunidade, trabalhar através das mesmas mudanças positivas, pode ajudar tremendamente.

Sei que a cura e a aceitação de sua criança interior podem ser difíceis, mas com a prática vocês farão mudanças positivas e maravilhosas. A cada dia podemos praticar o amor pela nossa criança interior.

O amor pode curar até as memórias mais profundas e dolorosas e eu estou aqui para ajudá-los a curar a sua criança interior. Neste ponto de nossas vidas – neste exato momento – precisamos começar a nos tornar completos e aceitarmos cada parte de quem somos. Foi preciso um pouco de tempo, mas eu curei a minha criança interior ferida e sei que vocês podem, também.

Aqui está um pensamento para vocês:

Eu acolho a minha criança interior com amor. 

Eu cuido da minha criança interior. 


É a criança que tem medo. 


É a criança que está sofrendo. 


É a criança que não sabe o que fazer. 


Eu lá estarei para a minha criança. 


Eu a abraço e a amo e faço o que puder para cuidar de suas necessidades. 


Certifico-me de deixar a minha criança interior saber que não importa o que aconteça, eu sempre lá estarei para ela. 


Eu nunca me afastarei ou fugirei. 


Eu irei sempre amar esta criança.

Amor,

Louise

Por favor, respeite os créditos ao compartilhar
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – http://www.decoracaoacoracao.blog.br
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – https://lecocq.wordpress.com
www.LouiseHay.com
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

CRIADOR

autêntica paz

Recado 1:

AUTÊNTICA PAZ

Faça de cada momento desperto, de tudo que você realiza e de cada respiração que você toma, um ato de oração, amor, gratidão e agradecimento para o Universo.

É nesse lugar que você vai encontrar a sua paz verdadeira.

~ Criador
por Jennifer Farley

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Recado 2:

SEJA VOCÊ MESMO(A)

No mundo de hoje, haverá sempre alguém que diz o que é considerado “atrativo”, o que é considerado “aceitável” ou o que é considerado “correto”.

Você tem uma escolha, uma opinião e uma voz.

Deixe Ir o que os outros pensam e deixe o seu coração e alma serem sua Guiança.

O mais belo dom que lhe foi dado é a capacidade de ser você mesmo(a), use-o.

~ Criador
por Jennifer Farley

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Recado 3:

MESTRE EM FORMAÇÃO

Olhe ao seu redor, cada pessoa em que você pausar os olhos é um Mestre em formação.

Agora, olhe no espelho; o que você vê?

~ Criador

por Jennifer Farley

Todos do Blog:
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – http://www.decoracaoacoracao.blog.br
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – https://lecocq.wordpress.com
https://thecreatorwritings.wordpress.com
Tradução – Vilma Capuano – vilmacapuano@yahoo.com.br

10 livros que ajudam a desvendar o Sagrado Feminino

sagrado femininoDicas de leitura para você aprofundar seus conhecimentos sobre o tema

Por Nanda Barreto/Nosso Bem Estar Mônica Gomes/Prisma Circular

Mulheres se unem no resgate de si mesmas

Existem diversos livros para quem tem interesse em aprofundar conhecimentos sobre o Sagrado Feminino. Com o auxílio das focalizadoras de círculos de mulheres, Andrea Boni e Lucia D. Torres, o Nosso Bem Estar selecionou 10 livros que vão ajudar você a desvendar os mistérios desta consciência antiga com uma visão contemporânea.  São publicações que trazem os arquétipos das deusas, questionamentos sobre os papeis assumidos pelas mulheres em um modelo patriarcal de sociedade e reflexões sobre as luzes e sombras da maternidade, entre diversos outros aspectos.

As mulheres que vão em busca do sagrado feminino muitas vezes são aquelas que sentem um chamado interior e buscam maior plenitude para suas vidas. Na correria do dia-a-dia, com tanta sobreposição de tarefas e compromissos, pode ser muito benéfico buscar um contato maior com a sua verdadeira essência.  “Muitas pessoas querem saber por que as mulheres precisam se reunir em um espaço exclusivo a elas. As mulheres precisam estabelecer outros vínculos e equilibrar a energia feminina ausente no todo. A mulher tem uma natureza cíclica e é preciso resgatar esse conhecimento em um espaço protegido, onde possam se reconhecer como iguais”, defende Andrea.

Confira a lista:

Mulher dos 0 aos 90 (e além) –  Joan Boricenko

Tendas e Clãs do Sul – Jornadas Femininas de Amor e Cura – Lúcia Torres

Círculos Sagrados para mulheres contemporâneas – Mirella Faur

O poder da parceria – Riane Eisler

A Influência da Lua na Nossa Vida Diária – Sasha Fenton

Mulheres que Correm com os Lobos – Clarissa Pinkola Estes

A Idade do Poder. Transformação, Saúde e Beleza para a Mulher – Márcia De Luca

Fiando Palha, Tecendo Ouro. O que os contos de fada revelam sobre as transformações na vida da mulher – Joan Gould

Mulheres, Mitos e Deusas. O feminino através dos tempos – Amrtha Robles

A Luz Da Deusa – Rae Beth

 

 

 

http://portoalegre.nossobemestar.com/posts/385-sagrado-feminino-dicas-leitura-livros

Neste dia de sua vida, querido amigo(a)acredito que Deus quer que você saiba

Recado 1:

Neste dia de sua vida, querido amigo(a)acredito que Deus quer que você saiba……

QUE A VIDA TEM A VER COM SUA ALMA,

não com seu corpo nem com a sua mente.
A maioria das pessoas trabalha duro para manter o corpo feliz. Depois procura estimular a mente. Depois… se houver tempo… cuida da alma. Mas, a prioridade mais benéfica é exatamente o inverso.
Quando foi a última vez que você prestou atenção à sua alma?

Amor, Seu Amigo,

Neale Donald Walsch

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Recado 2: 

Neste dia de sua vida, querido(a) amigo(a), acredito que Deus quer que você saiba……

QUE O TEMPO DURA BASTANTE PARA AQUELES QUE SABEM APROVEITÁ-LO! Leonardo Da Vinci disse isso, e ele estava certo. Há quem diga que o “tempo voa”, mas esses são aqueles que não usam cada minuto do tempo. O tempo é realmente seu maior presente. É melhor do que dinheiro. Então, invista nele sabiamente. Em que você investirá seu tempo hoje? Qual será sua recompensa? Em que você investiu seu tempo ontem? Qual foi sua recompensa? É “tempo” de usar seu tempo mais sabiamente? Só especulando..

Amor, Seu Amigo ,

Neale Donald Walsch

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Recado 3:

Neste dia de sua vida, querido(a) amigo(a), acredito que Deus quer que você saiba……

QUE VOCÊ TEM DUAS VOZES CO AS QUAIS VOCÊ FALA:

a sua VozMente e a sua VozAlma. Essas duas vozes estão também — todo o tempo — falando com você. A voz que você ouve determinará a voz com a qual você fala.
Deus convida você a ouvir e conversar com a sua VozAlma. Isto melhorará imensamente suas comunicações pessoais — para não falar no seu estado de espírito.

Amor, Seu Amigo ,

Neale Donald Walsch

Neale Donald Walsch

 

‘As mídias sociais estão deixando as pessoas tristes e ansiosas. Queremos mudar isso’, diz Orkut sobre sua nova rede

Engenheiro turco que popularizou conceito de mídia social entre brasileiros lança ‘Hello’, para conectar pessoas com base em interesses comuns; mas há espaço para mais uma rede social em nossas vidas?

orkut

Orkut Büyükkökten deixou o Google em 2014 para criar sua nova rede social, a Hello. Há 12 anos, o engenheiro turco Orkut Büyükkökten ficou famoso no Brasil ao emprestar seu nome para o site que popularizou no país o conceito de mídia social. Agora, ele está de volta com uma nova – e ambiciosa – empreitada na área: a rede social Hello, que chega ao Brasil em julho.

A Hello foi apresentada oficialmente na semana passada como uma rede para fazer e manter “amizades profundas” com outras pessoas com base em interesses e paixões mútuos e onde o “medo e o ódio não têm vez”.

É a forma como o criador do Orkut acredita poder ajudar a resolver uma questão que vem afastando algumas pessoas desse tipo de serviço. Ainda que persista a pergunta: há espaço para mais uma rede social entre os usuários de internet?

“Desde que lançamos o Orkut, as redes sociais evoluíram muito, mas nem sempre de uma forma boa. Estudos mostram que, hoje, elas deixam muita gente triste ou ansiosa”, opina Büyükkökten em entrevista à BBC Brasil.

“Uma pessoa usa o Facebook pensando na forma como quer ser percebida publicamente, interage com os outros tentando passar uma certa imagem, mas isso não é autêntico nem divertido. Queremos mudar isso e ser a próxima geração das redes sociais.”

O engenheiro dá o exemplo de um casal de amigos que está se divorciando, mas publicou recentemente um post em que pareciam bastante felizes em um piquenique no parque.

“Ao mesmo tempo, ver essa ‘vida feliz’ dos outros nos deixa com medo de estarmos perdendo algo em nossas próprias vidas. Uma rede social não pode ter esses efeitos. Ela deveria tirar o melhor das pessoas.”

 

Personalidade, interesses e pontos

Ao criar perfil, usuário responde questionário e indica seus principais interesses. (Foto: BBC)

A forma de fazer isso, segundo ele, é gerar conexões entre as pessoas com base no que elas mais gostam. Seja entre amigos e conhecidos ou entre quem ainda não se conhece.

Ao criar seu perfil, o usuário responde a um questionário com 60 perguntas para identificar sua personalidade e depois elege os cinco assuntos que mais lhe interessam.

Há uma lista com cem possibilidades, que vão desde itens corriqueiros, como ser apaixonado por cães ou esportes, até outros mais incomuns, como gostar de nudismo, striptease ou “observar pessoas”.

Isso determina o tipo de publicações que serão vistas por um membro da rede social. As características pessoais e interesses podem ser atualizados ao longo do tempo.

O usuário ainda ganha pontos, chamados “moedas Hello”, ao gerar conteúdo próprio – texto ou fotos – e ao conquistar curtidas e comentários em seus posts.

Esses pontos podem ser acumulados – ou comprados – para elevar a categoria ou nível de um perfil, como ocorre com um personagem de videogame, ampliar o alcance de uma publicação ou ainda postar anonimamente.

Membros acumulam pontos, que podem ser usados para publicar post anônimo. (Foto: BBC)

Desde o Orkut, diz Büyükkökten, as redes sociais passaram por muitas mudanças – e uma das principais é a forma de acesso, que ocorre cada vez mais exclusivamente pelo celular.

Por isso, em sua segunda incursão neste universo, o engenheiro criou um serviço que não pode ser acessado por navegadores, mas só por meio do aplicativo, disponível para iOS e Android.

 

Concorrência
Ao mesmo tempo, ao longo dos últimos 12 anos, surgiram uma série de novas redes sociais. Haveria espaço para mais uma?

“Realmente, há uma fadiga quanto às redes sociais. As pessoas se inscrevem em diferentes serviços por diferentes motivos, e estar em tantas delas ao mesmo tempo gera um cansaço”, afirma o engenheiro.

“Não esperamos que as pessoas parem de usar as outras, mas que usem o nosso serviço cada vez mais, porque, ao atualizar suas características pessoais ao longo do tempo, isso mudará sua experiência individual, e a rede social vai evoluir com você. Não será preciso substituir um serviço por outro conforme seu estilo de vida muda.”

Raquel Recuero, pesquisadora em mídia social e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Católica de Pelotas, acredita que pode haver espaço para a Hello.

“Hoje, existe um certo ranço do Facebook, que se universalizou demais. Há gerações mais novas que usam cada vez menos”, afirma a pesquisadora. “Ao mesmo tempo, nos últimos tempos, alguns malefícios ficaram mais aparentes no Brasil, como pessoas que se expuseram demais ou brigaram com a família ou amigos (por conta de postagens).”

 

Volta às origens e anonimato

Hello só tem versão para ser acessada por meio de aplicativo para celulares. (Foto: BBC)

Recuero considera “interessante” a proposta da Hello e vê nela um resgate de algumas características da primeira rede social lançada por seu criador.

“As comunidades do Orkut já eram lugares para achar pessoas com interesses em comum, mas depois seu uso foi sendo modificado pelo usuário para mostrar características pessoais suas. Também havia um aspecto de game ao poder avaliar os outros com corações para dizer se a pessoa era sexy ou com gelinhos para dizer se ela era ‘cool'”, diz Recuero.

“Pode ser uma volta à ideia original, só que melhorada. Mas, no fundo, atende uma característica fundamental do ser humano, porque adoramos encontrar pessoas que gostam do que também gostamos.”

No entanto, outras redes sociais onde usuários podiam fazer publicações sem revelar sua identidade fracassaram diante da chuva de críticas e reclamações sobre comentários ofensivos.

Recuero concorda que o anonimato pode ser um incentivo à publicação de discursos de ódio e à propagação de diversos tipos de preconceito.

“É um recurso para uma pessoa se esconder ao expressar opiniões radicais, e isso pode ser perigoso, mas tudo depende da forma como esse recurso será usado”, diz Raquel Recuero, pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Büyükkökten diz não estar preocupado com isso. “Sem ter uma opção para expressar uma opinião impopular sem medo de represália, os usuários acabam criando outras contas com identidades falsas que entopem o sistema”, afirma.

“Se posts anônimos tiverem agressões ou mensagens de ódio, a comunidade pode denunciá-lo para impedir que se propague. Isso reduz a reputação de quem publica e afeta como o conteúdo postado por essa pessoa será distribuído no futuro.”

 

Brasileiros e redes sociais
A nova rede social já está disponível em cinco países de língua inglesa – Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Irlanda e Reino Unido.

Em breve, estará disponível em outros países (e idiomas), como França, Alemanha, México e também no Brasil, onde será lançado no próximo mês, segundo seu criador, e não em agosto, como indicado no site da rede social.

“Isso exige um esforço muito grande, porque existem centenas de milhares de verbos e expressões em cada língua, e queremos garantir que temos a melhor tradução possível.”

Büyükkökten diz ter ficado “honrado” com a repercussão entre os brasileiros do lançamento de sua nova rede social nos país, que consta com frequência nas listas dos que mais usam redes sociais no mundo.

“A cultura brasileira é por si própria muito social , então, acho que é por causa disso que há uma alta adoção desse tipo de site pelos brasileiros. Não vamos decepcionar vocês.”

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/06/as-midias-sociais-estao-deixando-as-pessoas-tristes-e-ansiosas-queremos-mudar-isso-diz-orkut-sobre-sua-nova-rede.html

Todo Filho é Pai da Morte de Seu Pai

TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI

Não pude deixar de compartilhar… Me emocionei pela verdade no texto, não deixem de ler!

” Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.

É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.

É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.

É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.

É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

Todo filho é pai da morte de seu pai.

Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.

Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.

A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.

A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.

Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:e

— Deixa que eu ajudo.

Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.

Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.

Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.

Embalou o pai de um lado para o outro.

Aninhou o pai.

Acalmou o pai.

E apenas dizia, sussurrado:

— Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. ”

 

http://revistadonna.clicrbs.com.br/2013/10/06/fabricio-carpinejar-todo-filho-e-pai-da-morte-de-seu-pai/