Dica do Dia:

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Verdade, Sinceridade e Autenticidade para o acesso à Quinta Dimensão. Por que?
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O Dia Perfeito

 

abraham

Bem, Abraham, se você estivesse em nosso lugar, o que você faria quando acordasse de manhã e que processos você usaria em uma base diária?

Abraham: Esta é uma grande questão. Não é? Porque isto depende das circunstâncias.

Circunstâncias diferentes requerem respostas diferentes, mas lhes daremos uma idéia aqui porque o que você realmente está perguntando é “Como eu poderia começar a aplicar esta infinidade de processos que recebemos ao longo dos anos?”

Começaríamos na noite anterior. Colocaríamo-nos em nossa cama e deitaríamos ali, e tentaríamos alcançar um sentimento de apreciação. Apreciaríamos nossa cama. Apreciaríamos nosso dia. Elogiaríamo-nos pelas realizações do dia, não importando quão grandes ou pequenas fossem. Faríamos nosso melhor para nos alegrarmos em nossa cama.

O final de seu dia perfeito

Antes de cair no sono, estabeleceríamos um pensamento, que é o que chamamos de pré-pavimentação, de agradável antecipação do amanhã. Diríamos algo como “Amanhã será um dia maravilhoso”. E então tentaríamos achar o estado do sentimento de um dos dias mais maravilhosos que já tivemos. Tentaríamos achar o estado do sentimento do acordar e estarmos alegres por estarmos vivos e sentindo felicidade sobre nossa experiência física de vida. Não gastaríamos muito tempo nisto porque você não quer estimular-se para um monte de pensamentos exatamente antes de tentar dormir. Tentaríamos apenas gerar o sentimento da apreciação sutil, o bom sentimento pacífico, amoroso.

Poderíamos dizer “E se eu sonhar e houver qualquer coisa importante, quero me lembrar”. Quando despertássemos de manhã, a primeira coisa que faríamos seria tomar conhecimento de estamos vivos e despertos no físico e, então, perguntaríamos “Eu sonhei?”, porque se você esperar muito tempo, você não se lembrará. Normalmente você não terá um sonho do qual se lembre, mas se você se lembrar de algo, então deite ali e tente recapturar o sentimento dele, porque o sentimento é o que lhe dá sua informação. Em outras palavras, as emoções que você sentiu em seu sonho são o contraste que lhe deixa saber o que você não quer e o que você quer, assim como seus sentimentos que você vive em sua experiência de vida real o ajudam a saber quando você está incluindo algo não desejado ou quando está incluindo algo desejado. Em seguida, deitaríamos em nossa cama por aproximadamente dois ou três minutos, apreciando confortavelmente. Agora, novamente, você pode sentir o que estamos dizendo sobre gerar um sentimento?

Você sabe, quando você dorme, seus pensamentos se retiram do físico. Assim, sua Energia, suas energias do corpo físico, é alinhada. Assim, primeiramente, quando você acorda, você é como um bebê recém-nascido. Você está alinhado. Você está sintonizado, encaixado em si e ligado. Você já acordou e sentiu-se imediatamente pesado quando voltou para a consciência? Isto não acontece todo o tempo, mas ocasionalmente isto acontece e isto é o sentimento de vir da pura vibração do Não Físico para a Energia mais densa e pesada do físico. E isto normalmente apenas acontece para você se você teve algum problema contra o qual está se debatendo, mas uma vez que você tem sua Energia alinhada, você não terá este sentimento pesado. Esther se lembra, nos dias iniciais em que conversava pelos Abraham, constantemente quando ela acordava de manhã, havia a sensação de seu corpo pesando mil libras quando ela vinha de uma vibração alta, rápida, para uma vibração mais densa, de um pouco de luta ou preocupação.

Começando seu dia perfeito

Uma vez que você tenha despertado e está deitado ali, como que apreciando por três, ou quatro, ou cinco minutos, seja lá quanto tempo você tenha, cinco minutos realmente é ótimo, então começaríamos a estabelecer algumas declarações do que antecipamos para esse dia. Agora, se você já praticou seus processos diários, você provavelmente tem algumas coisas alinhadas para esse dia. Mas e não, quanto mais cedo você fizer isto em seu dia, melhor. Assim, lhe encorajaríamos a se levantar, se pôr confortável, ir ao banheiro, escovar seus dentes, beber algo, talvez até mesmo comer um pouco do café da manhã.

Processo do Descanso de Pratos

O Processo do Descanso de Pratos é o mais efetivo que já vimos para começar o dia, e é aquele onde você, no lado esquerdo de uma página, lista as coisas que planeja fazer hoje. Seja verdadeiro nisto, não coloque 5.000 coisas na lista de hoje. Não ponha mais na lista do que você pode fazer hoje, ou ela o derrotará. Para começar, isto faz com que você se sinta oprimido. Siga adiante em sua lista de coisas. E no lado direito da página faça uma lista das coisas que você quer, mas que por alguma razão ainda não está apto a agir, e simplesmente os deixe vir livremente de você. Não carregue a lista dia a dia, dia a dia. Não faça conta dela. Apenas, a cada manhã, pergunte-se “Quais são algumas das coisas que quero e ainda não estou pronto para agir? Coisas que gostaria que a equipe Universal cuidasse” e simplesmente liste estas coisas porque tomar uma decisão sobre o que quero com uma atitude assim “não é para mim, mas quero isto feito” é um alinhamento muito bom de Energia. Normalmente se você disser “Eu quero fazer isso” e você sabe que não tem tempo, então sua Energia se divide mesmo quando você escreve aquilo na lista. Mas se você disser “Quero fazer isto e enquanto não tenho tempo, estou colocando em minha lista. Estou apenas dizendo ao Universo ‘por favor, trabalhe nisto para mim, sim?’”. Então há uma [sensação de] liberdade sobre isto. Não há resistência na vibração. Você está realmente fazendo o que Criação é. Você está definindo o que quer e permanecendo vibracionalmente fora do caminho daquilo. É isto. Então, nos moveríamos em nosso dia. Agora, se algo acontece, como alguém nos chamar ao telefone e tivermos pouco tempo para atender alguém em quem sentimos emoção negativa, então o processo que ofereceríamos é “Hummm, sinto emoção negativa”. Isto significa “estou com meu lápis no ventilador”, o que significa que estou incluindo em minha vibração algo que realmente quero excluir. Mas não há tal coisa como exclusão. Então, estou gritando “Não” àquilo, incluindo aquilo de qualquer forma, abaixando minha própria vibração, não permitindo meu Âmago de Energia e sujando minha vibração. Não quero fazer isto mais. Assim, “já que sei o que não quero, o que é que quero?”. E então faríamos a declaração do que quero.

O Processo da Roda do Foco

Agora, se você realmente quiser pegar o tempo para aclarar essa Energia exatamente agora, faça uma Roda do Foco. Em outras palavras, você tem este novo conhecimento recém adquirido do que você quer agora. Ele é mais forte e mais claro do que recentemente era. Em outras palavras, ele simplesmente aconteceu. Noticia de primeira mão. Está exatamente ali, grande e em alto e bom som. Você sabe que quer se sentir assim e assim. Então se sente com sua Roda do Foco, que é um pedaço de papel com um pequeno círculo no meio e simplesmente comece a estabelecer declarações. Escreva-as. Escrever é seu mais forte ponto de foco. Sua mente não vaga muito quando você escreve. Sua Energia não fica muito dividida quando você escreve. Você mantém sua vibração mais pura quando escreve. Então, comece escrevendo suas declarações à direita, ao redor do meio do círculo.

Faremos uma Roda de Foco relativa à emissão de nossa amiga sobre o telefonema de sua irmã a respeito do chucrute. Ela escreveria algo como “eu quero me dar bem com essa irmã maravilhosa. Prefiro quando estamos nos adorando e há muitas coisas sobre ela que são fáceis de adorar, e a vida é tão boa. Estou contente por vivermos juntas o bastante de forma que podemos trocar intimidade sobre a vida uma da outra, e vamos ter um tempo maravilhoso nesta festa de hoje, e o sentimento de estar ali será tão bom e percebo que nossa relação é maior do que este pequeno incidente estúpido. E assim, suplantaremos isso e nos sentiremos maravilhosas”. E no meio do círculo ela escreveria “Não estou feliz por ter esta pessoa em minha vida?”. Com um pouco de esforço, você se trouxe completamente não apenas de volta para o alinhamento, mas para um alinhamento mais forte, mais claro e melhor do que estaria, para começar, se o incidente não tivesse acontecido.

Pois na maior parte, é assim que viveríamos nossas vidas. Estaríamos cientes de que a maneira como nos sentimos é um indicador do que estamos vibrando.

Amo me sentir bem

Agora, em algum lugar ali, e você pode ou não fazer isto, mas ofereceríamos talvez cem vezes por dia um “eu amo me sentir bem. Eu amo me sentir bem. Nada é mais importante do que me sentir bem. Eu quero ser verdadeiro comigo mesmo. Quanto melhor eu me sinto, mais conectado estou”. Em outras palavras, faríamos muitas declarações deste tipo, lembrando-nos que o bom sentimento é realmente tudo o que na verdade importa. As pessoas às vezes se preocupam com isto. Elas dizem “Abraham, você é esquisito porque você está ensinando as pessoas a se sentirem bem e sobre o monstro que se sente bem quando faz algo monstruoso?”. E dizemos “ninguém já se sentiu bem quando não está em harmonia vibracional com seu Âmago. Você não precisa se preocupar.

Se você pode ensinar às pessoas como se conectarem com aquele sentimento de Bem-Estar ou com aquele sentimento de amor, ou com aquele sentimento de apreciação, e elas estiverem trabalhando para harmonizar seus pensamentos, palavras e ações com aquele sentimento, seus problemas cessam neste planeta. Ninguém jamais se debateria contra ninguém nunca mais sobre nada. Bom.

[Abraham]

 

Do Seminário em Napa, CA/USA, em 28/Fev/1997 – Tape G
trd: ll, sp, sp, br ~ Grupo Jardim Sagrado

http://metafisicamenteoficial.blogspot.com.br/

 

Energias da ascensão de Fevereiro de 2017

 

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ENERGIAS DA ASCENSÃO DE FEVEREIRO DE 2017
Mensagem de Jamye Price
27 de Janeiro de 2017

REVISÃO DE JANEIRO

Janeiro teve um ritmo interessante e alguns tons emocionais com ele. Às vezes, havia uma sensação de movimento rápido e fluxo direto, então, isto parecia parar ou reduzir o ritmo (especialmente para o fluxo de algumas emoções).

Em geral, este ano de novos inícios (2+0+1+7 = 1 na numerologia) terá muita energia catalisadora para a mudança.

Aqueles no caminho da Ascensão estão sendo chamados para um novo nível de capacitação interna, quando começamos a ter mais apoio energético para criar o novo. Haverá muita mudança neste ano.

Olhe além da oposição óbvia e negativa os potenciais amorosos que estão chamando o seu foco e ação. Será um período interessante, de fato.

ENERGIAS DE FEVEREIRO

Fevereiro traz uma atualização cerebral. Traz o potencial para mais paz mental, até mesmo em meio ao caos (que desenvolvimento criativo da energia da mudança!)

Poderia haver algumas maneiras de observar isto. Uma mente mais calma. Sono mais profundo. Menos atividade frenética. As atividades rotineiras se tornam momentos no piloto automático, onde você se preocupa ou pensa menos, e apenas flui.

Uma capacidade de observar algo que possa ter causado uma reação emocional antes, mas agora você mantém uma compaixão desapegada. Eu também sinto sementes de inspiração criativa chegando a um foco que parece uma excitação tranquila (não, estes não são opostos completos, eles realmente se dão bem)

ALGUMAS ADVERTÊNCIAS

Este não é um estado destacado de fuga, é um fluxo da mente que se torna mais típico com a conexão coração/mente e uma essência do Amor empoderado. Esta é uma energia de reposição que pode não parecer exatamente a mesma, uma vez que a sua energia tenha se reajustado a um novo nível de Soberania Mental. Se você já tem a coerência coração/mente a um grau eficaz, então isto pode ser uma atualização mais fácil.

Se a vida o está apoiando a saltar em uma maior coerência, você pode notar que esta energia é como um circuito mental (foco e pensamentos repetitivos), pensamentos vagos, fadiga, irritabilidade, ou esquecimento. Não se julgue. Use esta bela mente para se lembrar de que as atuais energias estão operando para apoiar a sua melhoria.

Receba o benefício com algumas ações de apoio: medite mais (mesmo por curtos períodos de tempo), converse com um amigo que lhe apoie, saia na natureza, receba alguma energia de cura ou massagem, concentre-se na nutrição, na água, exercício ou dança, faça um diário, seja criativo.

Permita que o seu corpo se reajuste e apoie este fluxo.

Você pode perceber que há emoções que precisam se expressar. Esta é a coerência do seu coração/mente que surge através de uma liberação de experiências discordantes/lembranças/traumas/crenças.

Apoie o seu fluxo de emoções saudáveis, poderoso Trabalhador da Luz do Amor!

Se você sentir raiva ou ódio, isto não define QUEM você é.
Isto define como você se sente em relação a um determinado comportamento.

Quando você deixa esta emoção fluir de uma maneira saudável (lágrimas, expressão para um ouvinte solidário, conversação construtiva, etc), você está permitindo que a emoção se transforme em uma lição aprendida, em sabedoria, em uma nova força e clareza.

Caso contrário, isto permanece suprimido em você e cria a ruptura interiormente. Você merece fluir bem e Amar a vida. Você é poderoso, querido! A Vida quer que você prospere.

SOBERANIA MENTAL

Este é um momento poderoso de atualizar o fluxo da estrutura mental para apoiar uma maior conexão com os reinos sutis. Eles sempre estiveram lá, no entanto, mais pessoas estão se tornando agora mais conscientes ao interagir com eles, em vez de apenas reagirem à vida.

Quando você tem soberania mental, você é capaz de ver além do óbvio os potenciais que os seres humanos focados no amor estão querendo criar. Você é a calmaria em meio ao caos, que pode criar uma ponte de ligação com novos potenciais.

Você é indiferente à manipulação e ao engano. Você sente menos a necessidade de resistir ou evitar e mais um desejo de avançar se algo é agradável ou não (você geralmente encontra algum tipo de alegria na jornada, entretanto.)

Você se torna mais capaz de uma auto avaliação, de se adaptar e de criar a mudança em sua vida sem tumulto. Você fica menos desequilibrado por aqueles que o rodeiam, e porque você não está mais ressonante com a mesma negatividade, eles podem começar a interagir de forma diferente.

A soberania mental lhe permite ouvir o seu coração mais claramente e o capacita interiormente. Isto lhe permite interagir com a Vida a partir do Empoderamento, ao invés de uma resposta de medo predominante.

RESUMO

Neste ano de Soberania Empoderada (de acordo com Areon), a Vida o está apoiando para melhorar a sua individualidade, a sua ressonância harmoniosa. Isto, por sua vez, ajuda-o a se conectar com os outros e a Vida a partir desta clareza e força. Isto apoia o seu fluxo criativo e alegre com a Vida.

As energias de Fevereiro estão aumentando a sua soberania mental à medida que a sua conexão coração/mente aumenta. Aproveite o processo de abertura do fluxo de sua mente para prever a beleza da Vida florescendo.

Grata por tudo o que você está fazendo para enriquecer a Terra.

Feliz Fevereiro!

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A ação Divina e a grande cura coletiva – atualização da energia

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A AÇÃO DIVINA E GRANDE CURA COLETIVA
ATUALIZAÇÃO DA ENERGIA
Mensagem de Lee Harris
27 de Janeiro de 2017

TEMAS PRINCIPAIS

A ENERGIA DA DIVISÃO AINDA EXISTENTE 

Algumas pessoas se sentem ativadas, despertas e mais preparadas para trazer o seu propósito online neste momento, devido a circunstâncias externas no mundo. Outros estão com medo, tristeza ou no recuo, e ainda lidando com a densidade coletiva.

Questione para você (se você for o último):

Você está absorvendo ou sentindo a forte energia coletiva do medo e da confusão?
Repita diariamente: “Eu libero todas as energias e emoções que não são minhas”

SINTOMAS NO ESTILO DO MERCÚRIO RETRÓGRADO 

As coisas não estão avançando tão rapidamente ou tão fluentemente quanto você gostaria. Este é um acontecimento mundial, assim não se surpreenda.

Os campos de energia ancorados estão com muito fluxo, mas de forma lenta e estável. Seja paciente e se lembre de que se não estiver funcionando, foque em outro lugar por algum tempo, até que a energia se abra novamente.

OS DETALHES QUEREM A SUA ATENÇÃO AGORA

Eles são fundamentais para maiores avanços e criam novas bases para os próximos anos. Ter que observar os detalhes traz resistência ou ressentimento dentro de você, note estes sentimentos, aceite que eles estão aí e, então, passe além deles com graça e facilidade.

“Eu me permito avançar com graça e facilidade”


“Eu me permito construir esta nova base em minha vida”

LIDANDO COM ESTADOS MENOS ELEVADOS COMO A DEPRESSÃO OU A ANSIEDADE

Este é um tema coletivo – processar estados/emoções inconscientes ou inferiores, e é contagioso para alguns de vocês. Será que os seus pensamentos e reações aos seus estados menos elevados de sentimento estão piorando a situação? Será que o medo de sua ansiedade está apenas acrescentando mais ansiedade?

Aceite que a ansiedade está aí. Trabalhe com ela em seu corpo através da respiração consciente e se abra para receber ajuda. Procure ajudar o seu corpo a processar a ansiedade. Encontre técnicas, professores e recursos que o ajudem a fazer isto.

ISTO PODE MUDAR. 
Lembre-se disto nos momentos mais sombrios.

ESTAMOS AQUI PARA SER A MUDANÇA

Você veio aqui sabendo que existem melhores maneiras de ser e você está aqui para se apresentar todos os dias, experienciar-se como o você mais expandido, quando e onde for possível e, então, oferecer esta energia aos outros.

SOMOS PESSOAS EM MOVIMENTO 

As energias de mudança são fortes, assim, continue se conectando com os seus desejos, necessidades e intenções para você e os outros, enquanto estas energias se movem através do mundo.

ENCONTRE OS SEUS PACOTES DE LUZ 

Você pode ser a “ilha” entre os pacotes de luz nos próximos anos – para pessoas, lugares e momentos.

A luz está aí, está mais forte do que nunca em muitos sentidos e precisamos nos convidar para um novo paradigma de encontrar e entrar na luz mais do que nunca. Este movimento entre pacotes de luz irá fortalecê-lo.

Um tempo de luz e fogo na Terra. Um tempo de luz e fogo em você. Um tempo em que você pode estar encontrando a sua voz, seu poder e a sua liberdade, além de qualquer vida, anteriormente.

VOZ, PODER, LIBERDADE

A LIBERDADE é vital para a próxima fase de sua jornada. É o poder de se sentir conectado à energia da Fonte e da alma, e, então, criar com ela na forma humana.

Uma alma LIVRE cria a ação divina.
Mas há alguma perspectiva nesta última afirmação.

Os mais esclarecidos em seu planeta estão criando a ação divina, tanto quanto 60% do tempo que eles têm na Terra. A grande maioria a está criando em algum lugar, de 10-20% do tempo. O restante do tempo é gasto criando a “ação repetitiva” para a cura em potencial, através da repetição de padrões passados e presentes.

Por exemplo, uma criança abusada que se torna um adulto pode continuar a repetir este padrão de se sentir abusada em círculos cada vez menores. Ela pode encontrar empregadores, amigos, amantes que têm ecos desta história e desempenham uma versão semelhante desta dinâmica (embora menos dolorosa) em sua vida, até que a criança abusada alcance um espaço onde isto é desfeito dentro dela.

Então, ela é curada deste impacto, e entra em uma libertação desta história. É, então, que a liberdade desta energia é alcançada e agora mais de sua energia pode ir para a ação divina.

Até os mais esclarecidos (que criam a ação divina tanto quanto 60% do tempo), estão passando pelo menos 40% do seu tempo na própria cura divina, do coletivo e do planeta.

Não há nada de errado com isto – é o que a vida é para muitos.
E você estará entrando em um nível mais profundo de cura coletiva nos próximos 3 a 4 anos.

No entanto, os Mestres da Energia são aqueles que desejam acessar mais plenamente o seu poder inerente, não só para estarem pessoalmente mais livres do peso coletivo, mas, também, para experienciar uma maior liberdade de ser humano e, então, entregar e compartilhar a sua ação divina com as pessoas e TODAS as energias nesta Terra.

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Ser Completo, íntegro e porque a desordem está conosco

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SER COMPLETO, ÍNTEGRO
E POR QUE A DESORDEM ESTÁ CONOSCO
Uma mensagem canalizada do Arcanjo Uriel
26 de Janeiro de 2017

Tudo está acontecendo agora. 

Nesta semana, finalmente, chegamos ao fim do difícil Mercúrio retrógrado que começou neste novo ano.

  
Até agora, neste ano, estivemos completando as lições, o aprendizado e a energia de 2016, o que pode explicar por que estamos vendo tantas coisas surgindo para nós, que considerávamos concluídas no ano passado. Elas não terminaram ainda e este é um convite para fazermos o fechamento e a conclusão, definitivamente, agora.

Alguns dos eventos astrológicos desta semana incluem o final do Mercúrio retrógrado, Mercúrio em conjunção com Plutão (uma grande coisa, desde que ele acontece no momento mais poderoso de Mercúrio), Marte entra em Áries, Vênus e Chiron estão em conjunção (muita cura aí), e temos uma Lua Nova na sexta-feira, o que prepara o cenário para o Eclipse de 27 de Fevereiro. 


Então, você estará pronto para voltar para a cama e esperar que isto logo termine? 


Estamos avançando em um ritmo tão rápido que a intenção é a nossa aliada nesta jornada extraordinária. Se você estiver assistindo as notícias e as ações do Presidente Trump, pode estar se sentindo um pouco desanimado – mas esta não é uma notícia tão ruim assim.


Permaneça em sua intenção, brilhe e se lembre de que enquanto a 3D se desintegra, todas as frequências disponíveis da 5D podem preencher este espaço recém-vazio. A mensagem desta semana é uma canalização do Arcanjo Uriel sobre ser completo e íntegro e por que isto está criando tanta desordem em nossas vidas agora.

Cada aspecto de sua energia é íntegro e completo porque ele ressoa em sua vibração e frequência energética. Você está na totalidade em cada passo de sua jornada de cura, alinhado às lições e ao propósito de sua vida, a cada momento.

A cada mudança na vibração energética, o que acontece primeiro nos planos internos da consciência, você se sente fora de alinhamento porque houve uma conclusão de um aspecto de seu propósito de vida, o que está integrando a sua cura e alinhando a sua energia em um novo propósito direcionado pela alma.

Tudo isto expande a sua vibração energética para uma nova frequência e abre uma nova possibilidade de totalidade. Agora você está incorporando aspectos energéticos que estão vibrando em diferentes níveis energéticos.

O desconforto, dúvida e incerteza que você descreve como “não estar em seu caminho”, são a manifestação de estar em dois caminhos diferentes, e tentando incorporar dois propósitos de vida diferentes, associados a vibrações energéticas.

É o momento de escolher em que caminho você estará, mas nenhum é confortável.

O caminho conhecido já não ressoa completamente com a sua vibração e o novo caminho é desconhecido e você também não está totalmente em sua vibração. Sua cura no caminho conhecido está completa e é o momento de passar para outro nível de totalidade.

A última etapa de cada ciclo de cura é a incorporação das novas energias, que são novos potenciais que você pode escolher para o seu próximo nível de alinhamento energético. Quando você faz a sua escolha, você é capaz de experienciar as novas e as velhas energias e decidir onde estará.

Não há pressão ou tempo para esta escolha e o desafio que você enfrenta é a liberação das conexões com aspectos de sua realidade que incorporam a “velha” energia, incluindo pessoas, relacionamentos e situações.

Você pode ser o primeiro em seu grupo de alma a alcançar a totalidade em uma vibração energética e isto pode fazer com que você se sinta muito sozinho. Você pode tentar manter conexões que já não mais lhe servem ou ao seu novo caminho, ou com que você não mais está alinhado.

Esta última liberação une o ego e o espírito em um momento de totalidade, onde você está plenamente alinhado e completo, pronto para começar outra jornada para a transformação, a integridade e a congruência.

Este é o caminho da ascensão e cada nível que você integra, com que se alinha e domina, novos níveis de vibração energética estão se abrindo para que você possa se tornar completo e íntegro em frequências e níveis de ser cada vez mais elevados.

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Um pensamento pode ser mudado

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UM PENSAMENTO PODE SER MUDADO
Mensagem de Louise Hay
25 de Janeiro de 2017

“Eu sei que os antigos padrões negativos não me limitam mais. Eu os libero com facilidade.” (Louise Hay)

Eu aprendi que você pode criar facilmente e sem esforço quando permite que os seus pensamentos venham do espaço amoroso do seu coração. Esta é uma das razões pelas quais eu escrevi o livro “Pensamentos do Coração” há alguns anos.

Ele dá orientação para todos os aspectos da sua experiência diária, bem como o ajuda em áreas específicas onde você possa estar tendo dificuldade.

“Eu escolho me sentir bem em relação a mim mesma a cada dia. Todas as manhãs eu me lembro de que eu posso fazer a escolha de me sentir bem. Este é um novo hábito a cultivar.” – Louise Hay

Pensamentos do Coração é o tipo de livro que deve ser lido uma ou duas vezes por dia a fim de ver qual a mensagem que ele tem para você. Eu decidi abri-lo com o pensamento do que lhe serviria neste momento. O livro foi aberto na página 41 e este é o pensamento do coração que eu recebi para você:

É somente um Pensamento e um Pensamento pode ser mudado

Quantas vezes você se recusou a ter um pensamento positivo sobre si mesmo? Bem, você pode se recusar a ter pensamentos negativos sobre si mesmo, também. As pessoas dizem: “Eu não consigo parar de pensar.” Sim, você pode!

Você tem que se decidir que é o que você fará.
Você não tem que lutar contra os seus pensamentos quando quiser mudar as coisas.

Quando esta voz negativa surgir, você pode dizer: “Grato por compartilhar, mas eu estou escolhendo fazer outra coisa. Não quero mais me envolver nisto. Quero criar outra maneira de pensar”.

Não lute com os seus pensamentos.
Reconheça-os e os supere.

Você tem sempre uma escolha e ao prestar atenção aos seus pensamentos, você pode começar a mudar aqueles que não mais deseja manter com os novos, através de afirmações positivas.

Vamos fazer algumas afirmações agora para ajudar a superar os pensamentos negativos:

“Eu tenho o poder de mudar e de evoluir”.


“Eu libero os pensamentos negativos com facilidade”.


“Eu crio novas maneiras de pensar que me apoiam e me nutrem”.

Com Amor,

Louise

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A geração dos imaturos para sempre

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Estamos vivendo um movimento que lembra a força de uma epidemia. Vivemos cercados de pessoas acometidas por uma espécie de mistura de “Síndrome de Peter Pan”, com “Complexo de Cinderela”, mais uma pitada de “Jeito Pateta de ser” e um tiquinho de “Meu sonho é morar na Disney”. Isso até seria engraçado, se não fosse assustador. E trágico.

Há pessoas que simplesmente não encontram o caminho da maturidade. E nem é que não queiram crescer ou estejam perpetuando a adolescência para além dos trinta, quarenta ou cinquenta anos porque decidiram que é assim que tem que ser. Não! Nada disso!

Simplesmente não sabem como fazê-lo. Existe uma legião de perdidos num limbo da infância emocional eterna, alimentados por um estilo de educação familiar que não percebe o quão danoso pode ser a qualquer um de nós, ser poupado a todo custo de sofrer frustrações, de lidar com as negações, de enfrentar a vida por si mesmo.

Há milhares de famílias, que vão desde os menos favorecidos até os mais abastados, que insistem em criar seus filhos como se eles – os pais – fossem durar para sempre. Alimentam suas crianças e jovens com infinitas mamadeiras de dependência emocional, sob o pretexto de garantir que seus rebentos sejam absolutamente felizes, sempre felizes, todos os dias, o tempo todo.

O resultado de tamanha alienação é a ocorrência de meninos e meninas, que serão meninos e meninas para toda a eternidade. Recém-nascidos para sempre, que esperneiam quando algo não sai do jeito que esperavam. Que amarram a cara, quando não são imediatamente atendidos. Que não fazem a menor ideia de como todas as coisas que os cercam vão parar em suas mãos.

Meninos e meninas com vida sexual ativa. Meninos e meninas que não sabem dar importância ou valorização para a formação acadêmica. Meninos e meninas que chegam à vida adulta, sem ter a menor ideia do quanto de dinheiro é necessário para mantê-los. Meninos e meninas que se consideram adultos o suficiente para beber, para fumar, para amanhecer na rua e voltar para suas casas a hora que bem entenderem. Alguns com carteira de motorista em mãos, mas sem juízo suficiente para sentar-se atrás de um volante ou no banco de uma moto. Muitos, sem nenhuma noção de compromisso e responsabilidade. Perdidos.

E, não, não estou falando que as pessoas precisam viver de forma rígida e azeda. Não estou falando que é proibido ser alegre. Não se trata de não ter o direito de ser criança, ou jovem e se divertir e aproveitar essas fases tão maravilhosas e absolutamente necessárias para que um dia, surja um adulto inteiro.
O grande nó para o qual eu convido a uma boa reflexão é o fato de que estamos assistindo passivamente a inúmeras crianças e incontáveis jovens, sendo privados da experiência fantástica que é passar por essas fases e estar disposto a entrar em outras. Outras fases, tão ricas e bonitas quanto são aquelas pelas quais passamos em nossos anos iniciais.

Crescer é um direito! Amadurecer é tomar posse da própria vida. É ter a chance de fazer escolhas. É experimentar o prazer de andar com as próprias pernas. E errar. E acertar. E tentar outra vez, outra coisa, de outro jeito. Tenhamos a amorosidade necessária para abrir mão de congelar nossos filhos num tempo em que, depois de um tempo, o que era encantador certamente será ridículo. Tenhamos a sabedoria para dar a mão às nossas crianças na travessia da vida, sabendo que vez ou outra é com as mãos livres que se deve andar.

“Ana Macarini é Psicopedagoga e Mestre em Disfunções de Leitura e Escrita. Acredita que todas as palavras têm vida e, exatamente por isso, possuem a capacidade mágica de serem ressignificadas a partir dos olhos de quem as lê!”
 http://www.contioutra.com/geracao-dos-imaturos-para-sempre/

7 dicas para não absorver a “energia negativa” de outras pessoas

7 dicas para não absorver a “energia negativa” de outras pessoas

Basta que qualquer matéria sobre empatia seja postada para que dezenas de pessoas (que se identificam como empatas) comentem sobre o lado difícil do excesso de sensibilidade.

Não é novidade, também, o fato de existirem pessoas que são, voluntaria ou involuntariamente, mais reativas ao que acontece no ambiente ao seu redor. Para elas, a dor do outro dói em si, o mau humor de alguém as abala e as deixa mal humoradas, notícias pesadas as fragilizam e muito estímulo – como estar no meio de multidões e grandes grupos -, as consomem.

A questão é: se eu não consigo me desligar da dor ou mesmo das oscilações de humor do outro, logo, eu também sofro com elas e, pouco posso fazer para ajudar, uma vez que estou imerso na mesma fonte de desestabilização emocional.

E, como deixar de sentir não é uma opção das mais viáveis ou indicadas, proponho uma reflexão sobre maneiras de lidar com essa sobrecarga, inclusive quando você identifica pessoas, cujos comportamentos nocivos, realmente afetam o seu equilíbrio diário.

Abaixo,  7 dicas para lidar com pessoas tóxicas e seu impacto em nossas emoções.

1) Lembre-se que ouvir não te obriga a reagir.

Relacionar-se é um dos atos que mais caracteriza a nossa humanidade e, ao mesmo tempo, continua sendo um dos aspectos mais complexos e desafiadores de nossa existência. Viver em sociedade exige que convivamos com pessoas das mais diversas origens, opiniões e valores pessoais.  E, nesse emaranhado de vidas, certamente nos encontraremos com pessoas cuja presença e convivência não nos fará bem.

Há duas maneiras de lidar com situações como essas: a primeira é o afastamento por completo. Afastar-se, porém, na maioria das vezes, não é um ato viável porque precisamos estar em diversos lugares, precisamos de nossos empregos e não podemos (pelo menos na maioria das vezes) nos afastar por completo da família e assim por diante.

A sabedoria, nesse aspecto, consiste em diminuir a interação ao mínimo possível para uma coexistência pacífica. Por exemplo, se eu não gosto de assuntos polêmicos, por que eu deveria entrar em uma roda de conversa que fala sobre isso? A neutralidade costuma diminuir as chances de desentendimento e não alimenta conversas infrutíferas. Lembre-se que, se você está confortável na sua certeza, não há necessidade de se desgastar tentando provar ao outro que você está certo.

2) Não se sinta responsável por mudanças que apenas a outra pessoa pode buscar.

Você não pode mudar o outro sem que ele mesmo esteja disposto a mudar. Entretanto, quando você muda, você desperta uma reação em cadeia em todo o ambiente que está ao seu redor e, assim, buscando adaptar-se ao seu novo padrão, os outros mudarão também. Mesmo assim, não há garantias de que essas mudanças provocadas venham diretamente ao encontro de suas expectativas.

3) Estabeleça limites para os outros e para si.

Nesse aspecto é importante lembrar que, mesmo que a companhia de muitos seja imposta em nossas vidas, outras pessoas só estão presentes porque nós permitimos e alimentamos a sua presença. Por que razão convidamos para perto de nós pessoas com as quais não queremos estar? Ou seja, é necessário estabelecer limites para decidir quem queremos que fique próximo mas, acima de tudo, são necessários limites para nós mesmos. Precisamos aprender a utilizar o “não” quando esse “não” for a nossa opção de resposta naquele momento.

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4) Faça uma manutenção das relações

Tão ou mais importante que acertar é também, respeitar o direito de errar. As relações são construídas e só evoluem mediante a crença, o investimento emocional e a superação de dificuldades. Entretanto, não é porque hoje alguém está em minha vida que essa pessoa deve continuar presente em meu futuro. Após um tempo de convivência devemos ser capazes de identificar quem fica e quem deve sair da nossa intimidade.

Lembre-se que: “Para todo senhor existe um escravo” e, se você se colocar na posição de escravo fazendo o que não quer, logo haverá um senhor a comandá-lo por caminhos que talvez não sejam sua opção e, o que é pior, causem em sua vida um verdadeiro mal.

5) Não ofereça cuidados se você não está disposto a dar. Não vá a lugares onde você não quer estar.

Executadas suas obrigações de trabalho e observados os direitos mínimos de convivência respeitosa – lembre-se que exercer a tolerância também é necessário -, você deve dizer NÃO até mesmo para as pessoas mais queridas se, em determinado momento, você não tiver forças para doar-se à relação.

Grande parte dos problemas que encontramos pelo caminho – e que acabam com nossa energia vital -, são consequências da falta de respeito próprio e de escolhas equivocadas que são retroalimentadas pela rotina, por carências ou mesmo pelo medo da mudança.

Sabe aquela pessoa que te liga e te segura no telefone por mais de uma hora? Pois é.

 

6) Assuma total responsabilidade por suas decisões

Não alimente algozes e nem incremente um altar para torturadores psicológicos; aqueles que tiram muito de você sem oferecer nada em troca além de destrutividade.  É necessário que identifiquemos o problema e lutemos pela mudança. E, nesses passos, os pés pertencem apenas a quem escolhe o próprio caminho: até na hora de aceitar ajuda a decisão central é pessoal.

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7) Guarde seu tempo para recarregar.

Ao chegar em casa, tome seu banho, faça algo que goste. Esteja com quem ama. Procure lugares que transmitam paz. Guarde um tempo para si. Silencie.

Decisões importantes, limites e mudanças devem ser fruto de escolhas feitas com calma.

Para finalizar, apresento o conceito grego da egrégora:

Egrégora é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas. O termo pode também ser descrito como sendo um campo de energias extrafísicas criadas no plano astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões vibracionais.

Ou seja, se nossa energia e a vibração das pessoas em nosso entorno forem positivas, certamente as pessoas que trazem negatividade não terão forças para nos abalar. Se, entretanto, entrarmos na mesma sintonia de posturas negativas (fofocas, agressões), fortaleceremos um conjunto vibracional negativo.

Sejamos, então, responsáveis pelo que emanamos e pelo que queremos perto de nós.

Imagens: Gregory Colbert

 

Blogueira e empresária. Após trabalhar anos como psicóloga, abandonou o serviço público para manter seus valores pessoais. Hoje, a Josie Conti ME e sua equipe trabalham prioritariamente na internet na administração funcional, editorial e publicitária de redes sociais e sites como A Soma de Todos os Afetos e Psicologias do Brasil, além de várias outras fan pages que totalizam cerca de 6.5 milhões de usuários. É idealizadora da CONTI outra, o projeto inicial que leva seu nome.

Seja inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude

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A vida contemporânea cheia de regras e adestramento fez com que houvesse uma padronização completa das pessoas, de tal maneira que todos se comportam do mesmo modo, falam das mesmas coisas, se vestem mais ou menos do mesmo jeito, possuem as mesmas ambições, compartilham dos mesmos sonhos, etc.

Ou seja, as particularidades, as idiossincrasias, aquilo que os indivíduos possuem de único, inexistem diante de um mundo tão pragmático e controlado.

Vivemos engaiolados, tendo sempre que seguir o padrão, que se encaixar em normas pré-determinadas, como se fôssemos todos iguais. Sendo assim, a vida acaba se transformando em uma grande linha de produção, em que todos têm que fazer as mesmas coisas, ao mesmo tempo e no mesmo ritmo, de modo a tornar todos iguais, sem qualquer peculiaridade que possa definir um indivíduo de outro e, por conseguinte, torná-lo especial em relação aos demais.

Somos enjaulados em vidas superficiais e nos tornamos seres superficiais, totalmente desinteressantes, inclusive, para nós mesmos. Sempre conversamos sobre as mesmas coisas com quer que seja, ouvindo respostas programadas pelo padrão, o qual nos torna seres adequados à vida em sociedade.

Entretanto, para que serve uma adequação que transforma todos em um exército de pessoas completamente iguais e chatas, que procuram sucesso econômico, enquanto suas vidas mergulham em depressões?

Qual o sentido de adequar-se a uma sociedade que mata sonhos, porque eles simplesmente não se encaixam no padrão? Uma sociedade que prefere teatralizar a felicidade a permitir que cada um encontre as suas próprias felicidades. Uma sociedade que possui a obrigação de sorrir o tempo inteiro, porque não se pode jamais demonstrar fraqueza. Uma sociedade que retira a inteligência das perguntas, para que nos contentemos com respostas rasas. Então, por que se adequar?

Os nossos cobertores já estão ensopados com os nossos choros durante a madrugada. O choro silencioso para que ninguém saiba o quanto estamos sofrendo. Para manter a farsa de que estamos felizes. Para fazer com que mentiras soem como verdade, enquanto, na verdade, não temos sequer vontade de levantar das nossas camas.

O pior de tudo isso é que preferimos vidas de silencioso desespero a romper com as amarras que nos aprisionam e nos distanciam daquilo que grita dentro de nós, esperando aflitamente que o escutemos, a fim de que sejamos nós mesmos pelo menos uma vez na vida sem a preocupação de agradar aos outros.

Somos uma geração com medo de assumir as rédeas das próprias vidas. E, assim, temos permitido que outros sejam protagonistas destas. É preciso coragem para retomá-las e viver segundo aquilo que arde dentro de nós, mesmo que sejamos vistos como loucos, pois só assim conseguiremos sair das depressões que nos encontramos.

É preciso sacudir as gaiolas, já que, como diz Alain de Botton: “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. E, sobretudo, é preciso ser inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude.

 http://www.contioutra.com/seja-inadequado-porque-nao-se-adequar-uma-sociedade-doente-e-uma-virtude/

Morrendo como Objeto

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Morrendo como objeto

O sistema médico-hospitalar faz de nós violentados: em vez de viver o luto, temos que lidar com o trauma

Somos seres que morrem, isso não podemos evitar. Somos seres que perdem aqueles que amam, e isso também não podemos evitar. Mas há algo aterrador que persiste, e isso podemos evitar. E, mais do que evitar, combater. É preciso que os mortos por causas não violentas cessem de morrer violentamente dentro dos hospitais.

Aqueles que amamos se tornam vítimas de violência no espaço onde deveria existir cuidado. E nós, que os perdemos, também nos tornamos vítimas. Quando tudo acaba, não somos apenas pessoas que precisam elaborar o luto de algo doloroso, mas natural. O sistema médico-hospitalar faz de nós violentados. Não há apenas luto, mas trauma. E é preciso que comecem a responder por isso – ou a rotina de violências não cessará.

Escrevo sobre o morrer e sobre a necessidade de recusar a “obstinação terapêutica” há quase dez anos. Em 2008, acompanhei o cotidiano de uma enfermaria de cuidados paliativos por quatro meses, para contar da morte com dignidade, a partir da ideia de que quando não se pode curar, ainda se pode cuidar. Neste percurso, testemunhei o morrer de várias pessoas, cada uma à sua maneira, vivendo até o fim a sua singularidade. A morte como parte da vida, não como seu contrário.

Morrer com dignidade é morrer da forma que se escolheu morrer quando o fim se tornou inevitável. É escolher até onde os médicos podem ir na tentativa de prolongar uma vida que já não é vida, é escolher se quer morrer numa cama de hospital ou em casa, é escolher na companhia de quem se quer estar quando chegar a hora de partir.

Como a maioria de nós não sabe o que vai provocar sua morte, nem quando, existe um instrumento chamado de “Diretiva Antecipada de Vontade (DAV)”. Particularmente, prefiro outro nome, “Testamento Vital”, porque é de vida que se trata. Mas apesar do nome burocrático, hermético para a maioria, este documento pode ser até mesmo escrito a mão. Nele, determinamos previamente nosso desejo, assim como os limites à equipe de saúde que nos atenderá, caso não estejamos em condições de expressar nossas escolhas quando o fim chegar. Caberá a nossos familiares levar esse documento à equipe de saúde e garantir que essa vontade seja cumprida. Ou, se nenhuma vontade foi expressa, escolher o que nos cabe quando já não for possível evitar a morte. Porque são eles que nos conhecem melhor – e porque possivelmente nos amam.

Ao entrar num hospital para morrer, deixamos de pertencer a nós mesmos

É preciso lembrar que o fim de uma vida é ainda vida – e não morte. Para respeitar a vida, é preciso respeitar aquele que vive. Só há respeito quando há reconhecimento de que ali há um sujeito. No momento em que o corpo se torna objeto, o sujeito é sujeitado. E o que é apresentado como cuidado vira tortura.

Comprovei da forma mais dura que, com exceção de alguns pequenos enclaves de resistência, morrer com dignidade é uma ficção no sistema médico-hospitalar brasileiro. No momento em que se entra num hospital e a morte se desenha como desfecho, aqueles que amamos deixam de pertencer a si mesmos. É uma espécie de sequestro, mas sem resgate possível.

No início de 2016, perdi um parente querido. Numa noite, logo após um dia particularmente feliz, um aneurisma em sua aorta rompeu-se. Depois de uma longa cirurgia, as possibilidades de recuperação eram escassas. Após mais de uma semana na UTI, em que ele não despertou nenhuma vez, complicações mostraram que não havia chance. Era preciso deixá-lo partir. Mas ainda assim ele seguia entubado, continuava sendo espetado por agulhas e manipulado de várias maneiras. Havia se tornado um objeto de intervenção. Quando manifestávamos nossa preocupação, a resposta era: “Não se preocupem, ele não sente nada”.

Receber a notícia da perda de alguém tão estrutural na vida é devastador. Podemos tão pouco neste momento. E o que podemos é cuidar. Para nós, não é um corpo sedado que ali está. É uma pessoa na grandiosidade de seus últimos momentos de vida.

Pedi então para conversar com um dos médicos. Ele me atendeu incomodado por estar sendo chamado. Manifestei, educadamente, a nossa preocupação com a continuidade dos procedimentos invasivos e a nossa necessidade de compreender melhor o que estava acontecendo e quais seriam os próximos passos. Já que não era mais possível desejar que aquele que amávamos vivesse, queríamos assegurar sua dignidade na morte e nos despedir em paz.

Estávamos no corredor da UTI, em pé. O médico não concordara em conversar com os familiares numa sala reservada, apesar de existir um espaço para isso. Ele alterou a voz, quase gritando. Claramente, sentia-se afrontado porque, como “doutor”, qualquer pergunta soava como um questionamento a uma autoridade que acreditava incontestável. Disse-me que não havia nada a ser questionado, que eles sabiam o que fazer – e estavam fazendo.

Ao ouvir a voz alterada do médico, o filho do homem que morria se postou ao meu lado. Ele, que perdia tanto, disse ao médico com toda a calma que não era aceitável ser grosseiro quando já sofríamos tanto. E reiterou que precisávamos compreender melhor o momento e os próximos passos para fazer as melhores escolhas. Depois de mais alguns minutos de rispidez, o médico afastou-se sem nos dar qualquer resposta. Estávamos num dos templos do sistema hospitalar brasileiro.

Naquele momento, além da dor da perda, já somava-se uma outra. Havíamos sido agredidos quando estávamos tão frágeis. Em vez de acolhimento, abuso. Nos dirigimos então à recepção da UTI para perguntar se havia um setor de cuidados paliativos. Estávamos confusos, sem informação. Nossa esperança era que alguém com um conceito mais humanizado sobre o morrer pudesse intervir e conseguisse responder a nossos questionamentos, assim como assegurar os direitos de quem morria. O recepcionista da UTI disse que iria pesquisar e, depois de alguns minutos, apareceu com um telefone num pedaço de papel. Era um domingo. Passei a manhã ligando e só encontrava uma gravação de secretária eletrônica. Perguntei se havia outra maneira de contatar o setor, o recepcionista me deu um celular de emergência da suposta equipe. Outra secretária eletrônica. Deixei recado. Nunca recebemos resposta.

Da sala de espera da UTI comecei a buscar orientação com médicos paliativistas que eu conhecia, trocando mensagens privadas nas redes sociais. Estes me escutaram e me orientaram pelo Twitter. Uma médica amiga foi ao hospital e entrou na UTI como visita para poder nos explicar o que estava acontecendo e o que poderíamos exigir que fosse diferente, a partir de nossa escolha de evitar procedimentos invasivos e desnecessários e poder alcançar a melhor despedida possível dentro das circunstâncias.

É importante sublinhar: foi preciso infiltrar uma médica para ter informações e tentar fazer escolhas que respeitassem aquele que morria. Num momento tão limite da vida de todos, foi necessário uma “clandestina” para tentar proteger quem partia. E o que era proteger e cuidar quando já não era possível salvar? Tratá-lo como uma pessoa, um ser com história – e não como um objeto, um invólucro de carne “que nada sentia”.

De repente, ele era um objeto de acesso controlado, protegido de nós, que o amávamos

Pouco antes da morte, soubemos por uma enfermeira que há pelo menos uma semana já era claro que este seria o desfecho. Mas nada disso nos foi contado. Possivelmente não era necessário que morresse numa UTI, possivelmente não havia sentido que permanecesse numa UTI. Possivelmente poderíamos ter nos despedido do nosso jeito. Certamente poderíamos ter escolhido bem mais.

Mas no instante em que ele entrou no hospital, numa situação de emergência, perdemos o acesso a quem amávamos. Tínhamos apenas o acesso controlado ao seu corpo “que nada sentia”. De repente, ele era um objeto sob vigilância, protegido de nós, que com ele compartilhávamos a vida e a história.

Seis meses depois, em agosto, perdi meu pai. Havíamos combinado de assistir juntos à abertura da Olimpíada. Como morávamos em estados diferentes, eu ainda estava no caminho quando ele passou mal. Foi levado ao hospital de ambulância. E lá sofreu um AVC e entrou em coma. Meu pai tinha 86 anos e já não havia chance para ele.

Quando cheguei com parte da família ao hospital, depois da pior viagem de nossas vidas, ele estava na UTI. As visitas eram permitidas apenas em três horários. Como só conseguimos chegar de madrugada, convenci a enfermeira a me deixar entrar. Ao perceber que ela ficaria ao meu lado, pedi que saísse porque eu queria privacidade. Antes de sair, ela fez um comentário: “Fazia muito tempo que você não via o seu pai?”.

Meu entendimento era que meu pai morria de velho. Se não morremos por tiro, acidente ou catástrofe, alguma doença nos mata em nossa progressiva corrosão física. No caso do meu pai, poderia ter sido o coração, que tantos sobressaltos lhe provocou durante a vida. Mas foi um AVC. Assim, apesar da dor sem medida que eu sentia, me era claro que a morte era inevitável. Qualquer tentativa de esticar sua vida, na sua idade e naquelas circunstâncias, seria excessiva. Na melhor das hipóteses, ele teria uma vida sem vida, o que meu pai não gostaria nem merecia. Me era claro – e era para todos nós – que tudo o que podíamos fazer naquele momento era assegurar a ele uma morte digna e garantir a nossa despedida.

Como ficar numa sala de espera enquanto quem amamos morre sozinho, entubado e cheio de fios?

Ao contrário dos principais hospitais do país, a UTI do centro de saúde em que meu pai for internado não permitia a permanência dos familiares junto à pessoa doente ou em processo de morte. Segundo o Estatuto do Idoso, ele teria direito a um acompanhante permanente. Mas ali a UTI suspendia a lei. Era preciso esperar pelos horários de visita. Mas como ficar numa sala de espera enquanto alguém que amamos morre sozinho, entubado e cheio de fios a alguns metros dali? E por quê?

Nós queríamos estar com ele. Queríamos fazer carinho no seu cabelo enrolado e tão branco. Queríamos dar beijo na testa e também nas bochechas. Queríamos afagar a sua mão. Queríamos ter certeza de que ele não estava passando frio. Queríamos contar histórias sobre ele. Queríamos dizer que o amávamos e que ele seguiria vivendo em nós.

“Ele não sente nada”, ouvi mais uma vez. Ainda que ele não sentisse, nós sentíamos.

Quando horas depois o médico declarou a “morte cerebral”, sabíamos que ele tinha partido. Mas o horário de visitas não tinha chegado. A despedida já não importava ao meu pai, mas importava a nós. Ele já não estava lá, mesmo que o coração ainda batesse. Mas nós precisávamos dessa despedida para poder seguir a vida sem ele. O que nos roubaram ao impedir que ficássemos com quem amávamos, ao reduzir meu pai a um corpo passível de visitação em horários determinados, jamais poderá ser devolvido.

Minha mãe queria estar com o homem com quem viveu 63 anos de um casamento de amor, mas o horário de visitas não tinha chegado. Na noite anterior ela tinha dormido aconchegada a ele, horas antes conversavam sobre o que comprariam na feira, e agora ela era impedida de tocá-lo. Me era difícil suportar a indignidade daquela situação, mas ver a minha mãe passar por essa violência me era insuportável. Ela nunca poderia ter sido impedida de ficar ao lado do meu pai, de mão com ele. Não há necessidade de manter uma pessoa numa condição irreversível em uma UTI. E não há sentido em manter alguém na UTI longe dos familiares.

Naquele momento, meu pai já estava morto, e eu sabia disso. Morte encefálica é morte. E ponto. Mas minha mãe ainda seguia aguardando o horário de visitas. Toquei a campainha para falar com a enfermeira. Disse a ela que meu pai estava morrendo e que precisávamos nos despedir. Que não poderíamos esperar o horário de visitas e que também não podia ser um de cada vez, que precisávamos estar com ele juntos.

Ela negou, dizendo que isso era contra as regras – ou contra o estatuto do hospital, não lembro o termo exato. Eu retruquei que nosso direito de estar com o meu pai no seu morrer estava acima das regras do hospital. A enfermeira chamou o médico de plantão. Havíamos nos tornado a família criadora de problemas. Já tínhamos inclusive ouvido mais uma pérola: “As famílias sempre têm dificuldades de aceitar mortes repentinas”. Era o que para essa profissional justificava a nossa impertinência de exigir direitos. O médico chegou. Disse a ele o mesmo que havia dito à enfermeira. Ele concordou com os argumentos e permitiu nossa entrada.

Uma mão asséptica descobria o corpo, uma mão trêmula voltava a cobri-lo

Nos reunimos todos em volta do meu pai. Ele já estava morto, mas fingimos que o coração batendo era vida. E nos despedimos. A enfermeira que antes tinha barrado nosso direito de nos despedir talvez não tenha suportado a interdição. Com a justificativa de medir os sinais vitais, arrancava o lençol dele, expondo o seu corpo. Minha mãe, de 81 anos, voltava a puxar o lençol para cobrir o homem que ela amava, o homem com quem criou uma família, o homem com quem dividiu a vida. A enfermeira voltava a tirar o lençol. Minha mãe o recolocava. Dois gestos em disputa, o impasse de uma época. A mão asséptica, pragmática, arrancando o lençol (e a humanidade) transformava meu pai num objeto. A mão trêmula, gasta de anos, voltando a cobri-lo com o lençol, devolvia a ele a humanidade e a história.

O direito de permanecer junto à pessoa querida, assim como o direito de se despedir, seguiu sendo negado às outras famílias que estavam na sala de espera. Parte delas, em vez de se juntarem a nós num movimento que seria mais potente porque coletivo, nos acusaram de “privilégio”. Era desesperador ouvir direito ser convertido em privilégio justamente por quem era violado num momento tão limite. Mas não havia tempo para argumentar. Era preciso cuidar agora do corpo do pai.

Por mais que a gente se prepare para perder, e eu me preparo há muitos anos, a morte é um buraco. Não há um dia sequer em que eu não sinta falta do olhar do meu pai. Sei que ele vive em mim, o reconheço na forma como eu escuto o mundo, no formato dos dedos dos meus pés. Meu sorriso é o dele. Na minha carne há palavras que foi ele quem disse, suas histórias correm no meu rio.

Estresse pré-traumático é a angústia produzida pela certeza de morrer como objeto

Mas há um buraco onde antes havia o olhar dele. Percebo que envelhecer e perder é também aprender a andar por aí com o corpo esburacado pelos olhares que a gente já não tem. Passamos a ser carregadores de ausências. E há que se abrir espaço-tempo para viver o luto, porque só assim a gente descobre como reencontrar a alegria mesmo com o corpo esburacado. E a alegria, a forma mais bonita de amor, é quase tudo.

Meu luto é fundo, mas sereno. A violência vivida, não. Ela me escava. E é com ela que me debato hoje. Perto de mim, aquele que perdeu o pai no início de 2016 nomeou o que ambos vivemos como “estresse pré-traumático”. Passamos a ficar em pânico com o que acontece com uma pessoa quando ela entra num hospital e, de imediato, é convertida num objeto. E num objeto sequestrado. Descobrimos que nada do que já deixamos escrito servirá para barrar a onipotência médica se o nosso processo de morrer acontecer dentro de uma instituição hospitalar. Que nosso corpo será virado e revirado por estranhos, espetado e penetrado por objetos, mesmo quando estivermos além da possibilidade de cura. Que só teremos informações pela metade e que estranhos escolherão por nós.

Descobrimos que tudo isso que somos numa vida nos será roubado no final. Não pela morte, mas por um sistema médico-hospitalar que reduz pessoas a objetos. Numa paródia com o inferno de Dante, a inscrição no portão dos hospitais poderia ser: “Deixai toda história, ó vós que entrais”. Nem morremos ainda e já somos reduzidos a um não ser.

Me preparei muito para cuidar de quem amava quando morresse. E não pude. Não consegui protegê-los. Não fui capaz de fazer valer nem os meus direitos nem os deles. Aceitar que morremos e que perdemos é duro, mas é preciso. É nossa condição de existir. Mas a impotência diante da violência e da violação de direitos é uma indignidade que não podemos seguir permitindo que aconteça.

É isso o que aquele que perdeu o pai primeiro descreve como estresse pré-traumático. Prometemos um ao outro impedir a redução a objeto, mas sabemos que fracassaremos. Porque fracassamos em proteger o pai dele e o meu de quem deveria cuidá-lo. Se nossa morte não for súbita, não conseguiremos voltar para casa para morrer entre os livros, com a nossa música, no espaço que lembra de nós, entre aqueles que conhecem a nossa história. O último ato da vida será o de virar coisa num hospital. E, assim, o estresse pré-traumático seria a expectativa dessa objetificação, como os prisioneiros que ouvem os gritos nos porões e sabem que sua vez irá chegar. A antecipação da tortura já é tortura.

A imagem do nosso trauma é a descrita pelo historiador Phillipe Ariès em seu livro O homem diante da morte: “A morte no hospital, eriçado de tubos, está prestes a se tornar hoje uma imagem popular mais terrífica que o trespassado ou o esqueleto das retóricas macabras”. Pensávamos que podíamos escapar disso e cuidar da morte como parte da vida, mas a lógica do sistema nos esmagou. Lembro de uma mulher que entrevistei para uma das minhas reportagens sobre o morrer. Ao perceber o que fariam com seu marido, além da possibilidade de cura, ela e um filho fugiram com ele do hospital numa cena cinematográfica. Ela conseguiu encontrar um lugar em que ele pôde morrer em paz, mas ter de fugir para fazer isso revela o tamanho da distorção.

O uso da palavra “doutor” ecoa nossas piores distorções históricas

Naturalizamos essa lógica perversa em que se morre não como gente, mas como objeto. A assepsia do processo, os jalecos brancos, a linguagem que torna a maioria analfabetos, a informação que não é compartilhada, o poder da medicina sobre os corpos em nossa época histórica encobrem a perversão de um sistema em que bem no fim nossos direitos são suspensos. Se já não há história, não há sujeito. Se não há sujeito, não há direitos.

Não uso a palavra “doutor” para ninguém. Nem para médico, nem para advogado, delegado, procurador, juiz etc. O uso do “doutor”, no Brasil, ecoa nossas piores distorções históricas. E, sempre que evocado, volta a reeditá-las. Assim, escolho não usar como ato político. Mas em algum momento destes processos, me vi chamando médicos que violavam direitos de “doutor”. Percebi que queria agradá-los por duas razões: 1) a expectativa de que me tratassem com gentileza porque me sentia imensamente frágil; 2) o pavor de saber que eles tinham todo o poder sobre alguém que eu amava.

Ao fazer isso, eu assumia a posição de vítima. E esta posição, como é óbvio para qualquer um, tem um custo alto. Como a violência aparece travestida de cuidado, o que talvez seja a maior perversão do sistema, fica ainda mais difícil tratar violência como violência.

Percebo com clareza que a maioria dos profissionais de saúde não compreende que, a partir de um determinado momento, o que é apresentado como cuidado se torna tortura. Assim como o que é apresentado como zelo se torna excesso. Assim como não percebem que os corpos não lhes pertencem apenas porque ingressaram na instituição. E que, ao tomá-los, torna-se sequestro. Somos todos – e os profissionais de saúde também – filhos dessa época histórica. Por isso, quando questionados, os profissionais ofendem-se e sentem-se até mesmo injustiçados. Afinal, acostumaram-se a habitar um lugar idealizado e de enorme potência, o lugar de quem salva.

Esse estado de coisas, o funcionamento da instituição médico-hospitalar como espaço de absolutos, é naturalizado. Afinal, a medicina tem hoje o poder de decidir até mesmo quem é normal e quem não é – ou o que é normalidade. Ou, ainda, que a normalidade existe. O que somos não é mais algo complexo, cheio de camadas, mas um diagnóstico: depressivo, cardíaco, anoréxico, obeso etc. Quando esse poder de dizer o que uma vida humana é se une aos interesses da indústria farmacêutica, as chances de um olhar em que a pessoa não seja reduzida a um objeto se encolhem.

É preciso encontrar uma maneira de dar vários passos para fora e recuperar a capacidade do espanto. E assim poder enxergar o que acontece no espaço do hospital sem os véus encobridores da naturalização. Pegando o mais comum dos procedimentos, por exemplo. Uma simples injeção. Se não há justificativa, ela é não é cuidado. É tortura. Exatamente porque nem sempre é fácil identificar quando o cuidado se transforma em tortura, o questionamento se torna fundamental. E a escolha, ao final, só pode ser de quem morre ou de quem ama aquele que morre quando este já não pode escolher. O que para o profissional de saúde é digno, para aquele que morre pode não ser. Quem decide?

Se quisermos morrer como sujeitos, teremos que mudar a formação dos médicos nas universidades e botar limites na falta de limites

Abrir mão do poder absoluto sobre os corpos, porém, é algo difícil para grande parte dos médicos. Difícil por várias razões e, principalmente, porque significa aceitar a própria condição de impotência diante da morte. Assim, qualquer pergunta que questione esse poder, ainda que ela parta de uma pessoa fragilizada pela perda de alguém, se transforma numa ferida narcísica. Nesta época histórica, se quisermos morrer como sujeitos, teremos que mudar a formação dos médicos nas universidades. E botar limites na falta de limites.

Levei meses para compreender que me confrontava com duas situações inteiramente diversas. Uma natural, a da perda. A outra naturalizada, a da violência perpetrada pelo sistema médico-hospitalar. Uma é lidar com a condição humana de morrer. Com essa, podemos. A outra é lidar com a certeza de morrer como objeto. Com essa, não podemos. Uma é lidar com a dor da perda de quem amamos. Com essa, podemos. Outra é lidar com a violência de não poder assegurar o direito de uma morte digna a quem amamos. Com essa, não podemos. Uma é luto, outra é trauma. O luto se vive, o trauma precisa virar outra coisa para que a vida possa seguir. No meu caso, vira escrita. O luto – e a luta.

Num país em que o SUS está sendo atacado pelas forças do retrocesso, em que doenças como dengue e zika proliferam por falta de saneamento básico, em que a febre amarela ressurge no Sudeste, em que as pessoas morrem por falta de assistência, o debate sobre o direito de morrer com dignidade encontra pouco espaço. Mas é de vida que se trata. Se não sabemos morrer, jamais saberemos viver.

Eliane Brum é escritora, repórter e documentarista. Autora dos livros de não ficção Coluna Prestes – o Avesso da Lenda, A Vida Que Ninguém vê, O Olho da Rua, A Menina Quebrada, Meus Desacontecimentos, e do romance Uma Duas. Site: desacontecimentos.com Email: elianebrum.coluna@gmail.com Twitter: @brumelianebrum

http://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/23/opinion/1485169382_907896.html?id_externo_rsoc=FB_CC