14 sinais de abuso verbal

Abuso verbal ocorre sempre quando um agressor faz observações ofensivas sobre outra pessoa, no caso, a vítima. As formas mais comuns desse tipo de violência são: questionar a capacidade intelectual da pessoa ou zombar de sua constituição física. A principal vítima é a mulher.

As palavras são incrivelmente poderosas: elas podem nos levantar ou nos derrubar, acalmar-nos ou ferir-nos. Pessoas se esquecem disso.

O abuso verbal faz parte de praticamente todos os relacionamentos íntimos e sociais em geral. A convivência acarreta em conflitos, os quais são naturais e, até certo ponto, positivos. Mas a convivência também acarreta em confrontos, os quais são sempre esmagadores, negativos. O abuso verbal é um subproduto do confronto.

Abusar verbalmente é diferente de repreender. O abuso verbal tem o objetivo de ofender; a repreensão, de corrigir.

É muito fácil identificar sinais de abuso verbal, uma vez que eles afetam claramente os pensamentos, crenças e emoções da vítima. O difícil é controlar as consequências desses sinais, que indicarão os possíveis sintomas e efeitos colaterais.

Em geral, abusadores usam táticas de intimidação para impor sua força e dominação sobre uma vítima. Durante a experiência de agressão verbal, o abusador costuma implantar ideias e suposições na mente da vítima de tal forma que esta chega a duvidar de seus próprios pensamentos, ou até desacreditar de suas percepções.

Gritos, xingamentos, insultos, julgamentos. Algumas manifestações de abuso verbal são óbvias, mas muitas delas são encobertas e, portanto, menos reconhecíveis.

Existem casos em que pessoas até recebem abusos verbais, mas não chegam a sofrer por eles (pelo menos não conscientemente), assim como há situações – a maioria delas – em que pessoas se sentem extremamente tristes, prejudicadas ou inferiorizadas por conta disso.

Na maioria das vezes, os agressores desejam que a vítima reaja aos seus ataques, pois essa é a maneira mais evidente de saber que a agressão surtiu efeito. Quando a vítima reage a um abuso verbal, está recompensando quem o praticou.

Muitos seguranças de festas, bares e baladas, por exemplo, reagem de forma violenta e agridem clientes que praticaram comportamentos inadequados, sejam eles quais forem, porque esses profissionais aproveitam da posição de autoridade para validar suas reprimendas, mesmo quando são injustas. Esses seguranças querem mostrar serviço, havendo ou não necessidade para isso. Situação semelhante ocorre com policiais em resposta agressiva a criminosos e infratores. Na verdade, esse dilema de justiça existe sempre quando o nível de força e/ou influência é determinado por uma hierarquia.

Outro caso comum, infelizmente, é a agressão verbal, e física, do marido para com a esposa quando ocorre uma briga por traição ou algum outro traço de infidelidade, para citar um dos motivos.

Bem, o abuso verbal pode ser tão doloroso quanto o físico e emocional. Todo mundo já sofreu, sofre e com certeza sofrerá por isso, fato que implica na necessidade de proteção contra esse tipo de violência.

14 sinais de abuso verbal

Em seu livro Como Enfrentar a Violência Verbal, publicado no meio da década de 90, a autora americana Patricia Evans escreve sobre a natureza dos relacionamentos abusivos e esclarece como responder positivamente em casos de crise. Ela diz:

“Desde que este livro foi lançado, há mais de 20 anos, a incidência de violência verbal só cresceu. Por exemplo, uma em cada três adolescentes americanas é vítima de abuso.”

Tendo em vista o frequente e crescente número de ocorrências de abuso verbal, e considerando todas as suas consequências negativas, torna-se importante compreender os sinais que originam tal agressão. Segundo Evans:

“Se você foi vítima de abuso verbal, certamente já escutou de maneira sutil, e de outras nem tão sutis assim, que a sua percepção da realidade e os seus sentimentos estão errados. A vítima de violência verbal vive num mundo que fica cada vez mais confuso. Muitas vezes, ela não tem testemunha nem conta com alguém que entenda sua experiência. Como consequência, você pode duvidar de sua própria experiência e ao mesmo tempo não perceber que está fazendo isso.”

No livro, Evans lista os 14 sinais que acusam um abuso verbal. Esses sinais são descritos sob as perspectivas da vítima e do agressor, papeis que todos nós já cumprimos ao menos uma vez na vida, e provavelmente ainda cumpriremos em outras oportunidades. Os sinais são:

1. Xingamento

Xingar é uma das formas mais evidentes de abuso verbal, praticada pelo agressor para ferir ou prejudicar sua vítima.

2. Ameaça

Ameaças são expressões diretas de abuso verbal, como gritar e xingar. Na base da submissão, o agressor amedronta ou aterroriza a vítima. As ameaças podem ser tão debilitantes quanto a violência física explícita.

3. Ordenação

É uma forma ostensiva de abuso verbal. O agressor costuma tratar sua vítima não como pessoa, mas como serva, que existe para satisfazer seus desejos e necessidades. Quando o agressor ordena, é uma indicação de que ele acredita ter direito de interferir no livre-arbítrio da vítima.

4. Julgamento e crítica destrutiva

Aqui, o agressor mostra plena falta de aceitação da vítima. O agressor acredita que pode julgar a vítima melhor do que ela mesma. Comentários disfarçados de críticas construtivas são, muitas vezes, críticas destrutivas. Além de criticar a vítima pessoalmente, o agressor fala mal dela para outras pessoas a fim de denegrir sua imagem e prejudicar sua reputação.

5. Acusação

Acusações consistem de declarações ou réplicas feitas pelo agressor com o intuito de transferir a culpa e a responsabilidade para a vítima.

6. Banalização

É quando o agressor diz, de várias maneiras, que o que a vítima faz ou pensa é ridículo, ou insignificante. Agressores verbais tendem a banalizar os hábitos, interesses e hobbies das vítimas, bem como suas realizações.

7. Negação

Um agressor frequentemente vai negar que tenha sido abusivo com a vítima, e provavelmente irá desconsiderar o fato de que seu comportamento foi inaceitável.

8. Esquecimento

Isso inclui negação e manipulação. Convenientemente, o agressor se esquece de incidentes ou promessas que foram importantes para a vítima. Negar pela simples alegação de “esquecer” pode ir além do esquecimento normal, ao ser um ato abusivo.

9. Retenção

A retenção envolve, basicamente, reter-se da intimidade normal e necessária em um relacionamento afetivo. A vítima de abuso verbal pode sentir isso através de um silêncio prolongado, uma falta de vontade de interagir, ou simplesmente tendo a impressão de que não pode compartilhar suas experiências. Quando a vítima está retida, não há relação íntima, e nenhuma troca de sentimentos. Assim, ela acaba se sentindo sozinha e chega a perguntar o que fez de errado para irritar ou alienar a outra pessoa, no caso, seu agressor.

10. Contrariedade

Neste caso, o agressor opõe-se a qualquer pensamento, opinião ou sentimento da vítima. A realidade de um relacionamento é ofuscada quando as percepções das pessoas são sempre opostas. Contrariar de forma recorrente torna qualquer discussão impossível, já que não importa o que o outro diga, a resposta virá em desacordo. Este é um motivo de briga bastante comum.

11. Desconto

Quando o agressor, de forma abusiva, dá pouco valor aos sentimentos, ações e emoções da vítima. Caso ela se sinta magoada por isso, pode ficar mais sensível, e até pensar que suas experiências são produtos da imaginação ao invés de realidade concreta. Qualquer declaração de desconto por parte do agressor acaba subtraindo o ímpeto da vítima de confiar nos seus próprios pensamentos, crenças e percepções.

12. Bloqueio e desvio

São formas de o agressor prevenir, controlar ou mudar o tópico de uma discussão com a vítima. Um exemplo de bloqueio é quando o agressor se recusa a discutir um problema, enquanto desvia o assunto para outro que sirva aos seus próprios interesses. A vítima tenta se defender e explicar a real necessidade da conversa, mas o agressor foge do tema.

13. Piadas disfarçadas

Quando o abuso verbal é disfarçado de uma piada, simplesmente ela não é engraçada, e ainda machuca. Pode ser um comentário depreciativo dito com um sorriso, mas que na verdade é um ataque à competência da vítima, suas habilidades ou valores. Alguns agressores assustam as vítimas e depois riem sarcasticamente, como se fossem hilários, quando na verdade essa tentativa de susto os fez agir como idiotas insensíveis.

14. Raiva abusiva

A raiva é algo que todas as vítimas e agressores estão familiarizados. A inexplicável explosão de cólera de um agressor pode deixar a vítima completamente indefesa, como costuma acontecer nos casos de abuso verbal precedido de violência física.


Muitas pessoas sofrem de abuso verbal e emocional em segredo durante anos, sem entender o que está acontecendo ou por que elas se sentem tão mal. Além disso, elas não percebem quão facilmente essas formas aparentemente leves de abuso podem ser precursoras para a violência física.

Este livro de Patricia Evans ajuda a vítima a entender como reconhecer o abuso, valida a percepção da vítima do que está acontecendo e oferece sugestões sólidas sobre o que fazer para controlar abusos e proteger-se.

 

http://www.contioutra.com/14-sinais-de-abuso-verbal/

Pão com queijo. O que isso tem a ver com a sua vida?

arco iris nas gotas

 

Durante anos o meu café da manhã, e o meu café da tarde, foi uma fatia de pão integral torrado com requeijão, e café.

Depois de comer o pão torrado com requeijão, eu comia uma fatia de queijo branco derretido. Como prêmio de consolação.

Até que a Sandra me levou, em Americana, a um misto de restaurante, padaria e doçaria.

Olhei para o cardápio cheio de delícias fotografadas e pedi aquele cuja foto me pareceu simpática. Junto da imagem estava escrito: “o mais pedido no horário das 15.”

É a hora do meu café. Pensei: que saudades do meu café. Nem peço café quando vou por ai, porque ninguém sabe fazer o meu café.

Quando o pedido chegou descobri que nada mais era do que uma baguete de pão integral com requeijão e queijo branco derretido. Deliciosa!

Fez-se a luz: e se eu chegasse em casa e fizesse a minha torrada de pão integral (pão de forma mesmo) com requeijão, e adicionasse o queijo branco, exatamente como havia comido, o resultado seria igual?

Foi o que fiz, e desde então, nunca mais separei a dobradinha. Ganhei em sabor e para ficar mais próximo possível do original, fiz o que eles fizeram: serviram as duas metades separadas.

Usei duas fatias de pão integral, lambuzadas de requeijão com a sua respectiva fatia de queijo quente. Separadas. O queijo por cima.

E animada com o resultado, inventei de colocar dois tomatinhos cerejas previamente esquentados no forno.
No capricho!

Isso me fez pensar: quantas coisas fazemos no automático e nos descuidamos dos detalhes.

Mas o requinte está nos detalhes! E nesse sentido, o sabor melhora com o requinte! Ignorar detalhes é perder sabor. Todo chefe de cozinha sabe disso e -por saber- nos parece tão afrescalhado, com suas exigências que nos soam descabidas.

Resumidos que somos. Mas não é só isso. A questão é mais profunda.

Envolve fundamentos da neurolinguística.
Envolve cultura.
Envolve tradição.
E envolve algum resquício de culpa, de dever, de negação de prazer.

No meu caso, ao comer o pão separado do queijo, inconscientemente, eu estava fazendo uma coisa que sempre faço, desde a infância: escolhendo o que é ruim primeiro, e deixando o gostoso para o fim.

Ao fazer isso, eu engolia o pão seco, levemente lambuzado de requeijão, e pensava: daqui a pouco eu ganho uma fatia de queijo branco derretido.

Daqui a pouco. Agora não posso. Agora ainda não mereço. Primeiro o dever, depois o prazer.

Foi assim que me ensinaram e que fui condicionada a pensar: Deus fez o mundo em 6 dias, e no sétimo, descansou. Só não me falaram que Deus vive tudo ao mesmo tempo, e que o tempo de Deus não tem passado e nem futuro, é um eterno HOJE E AGORA.

Compartimentando a comida em categorias estanques, estendi a mesma ideia para outras coisas da minha vida: a melhor roupa fica para os dias especiais, há roupas para ficar em casa, e há roupas para sair.

De manhã, devo fazer tudo o que não gosto, à tarde fico livre para fazer tudo o que gosto. E como sou essencialmente matutina, o que não faço de manhã, acabo não fazendo a tarde, e deixo para lá o que gostaria de ter feito.

Esses esquemas de sabotagem que montamos para o nosso funcionamento nos fazem totalmente previsíveis e robóticos.
Mas é assim que funcionamos a contento. E a contento significa: fazendo tudo do mesmo jeito que sempre fizemos.

Não passa pela nossa cabeça juntar o pão torrado com o queijo e comer tudo junto.

E só mesmo quando alguém ousa quebrar os nossos paradigmas, a gente engole. Engole e gosta.

E pensa: como não pensei nisso antes?

Pare de estender discussão inútil. Você não achou seu tempo no lixo.

árvores em portal.jpg

Saia da frente do touro, do meio da rua, da alça de mira, da linha de tiro. Discutir com quem comprou a verdade é desperdício de tempo. E você não achou seu tempo no lixo.

Aqui entre nós, tem coisa que não tem jeito. Quanto mais a gente explica, mais difícil fica. Deixe estar.

Não dê ouvidos a gente cretina. Não responda, não retruque. Ignore. Faça como se estivesse no zoológico: não alimente os animais.

Tem gente demais por aí jogando sujo, mentindo, esperneando pra fazer valer sua vontade mesquinha. Quanto mais a gente discute com um palerma, mais engorda a idiotice do mundo. E o mundo não suporta mais tanto idiota.

Bater de frente para quê? Desvie! Respire fundo, siga em frente. Repita consigo: “eu tenho mais o que fazer”. Então vá e faça!

A alegria de todo canalha é a tristeza alheia. E jogar fora o seu tempo por nada é triste! Não faça isso. Proteja-se. Preserve-se. Ignore. Passe longe de uma discussão inútil. Cuidar de si mesmo ainda é um bom jeito de amar o próximo.

Palavras de avó: quando uma mulher estiver triste o melhor a fazer é trançar o seu cabelo

10986888_10204962651682807_3590122567287692272_n

“A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo. Havia que ter cuidado para que a tristeza não entrasse nos olhos, porque iria fazer com que chorassem, também não era bom deixar entrar a tristeza nos nossos lábios porque iria forçá-los a dizer coisas que não eram verdadeiras, que também não se metesse nas mãos porque se pode deixar tostar demais o café ou queimar a massa. Porque a tristeza gosta do sabor amargo.

Quando te sintas triste menina- dizia a minha avó- entrança o cabelo, prende a dor na madeixa e deixa escapar o cabelo solto quando o vento do norte sopre com força. O nosso cabelo é uma rede capaz de apanhar tudo, é forte como as raízes do cipreste e suave como a espuma do atole.

Que não te apanhe desprevenida a melancolia minha neta, ainda que tenhas o coração despedaçado ou os ossos frios com alguma ausência. Não deixes que a tristeza entre em ti com o teu cabelo solto, porque ela irá fluir em cascata através dos canais que a lua traçou no teu corpo. Trança a tua tristeza, dizia. Trança sempre a tua tristeza.

E na manhã ao acordar com o canto do pássaro, ele encontrará a tristeza pálida e desvanecida entre o trançar dos teus cabelos…”

Registro da antropóloga Paola Klug

Fotografia tirada na Nicarágua por Candelaria Rivera, do ensaio fotográfico: “Amor de Campo”

 

Nota: A Conti outra tem a autorização da autora para reprodução deste material.

13 regras para lidar com sociopatas na vida cotidiana

estrada de pedra

Trabalhando em ambientes empresariais e posteriormente no serviço público tive contato com diversas pessoas de caráter duvidoso que foram atraídas pelo poder dos cargos e utilizaram-se de suas posições hierárquicas para realizar ações com fins de lucro, interesses e prazeres meramente pessoais, abstendo-se, em contrapartida, do olhar da totalidade da organização e das necessidades da população.

Na prática clínica, ao realizar atendimento à pacientes e suas famílias, os anos de trabalho também confirmaram o que a literatura já dizia sobre os estragos provocados em pessoas que, direta ou indiretamente, tiveram suas vidas relacionadas à sociopatas.

Sabendo que um em cada 25 indivíduos é sociopata a conta deixará claro que praticamente todos nós já “esbarramos” ou convivemos com uma pessoa que, se corretamente avaliada, teria esse diagnóstico.

Como descrevi em outros artigos, eles podem ocupar qualquer profissão e dificilmente recorrem a violência, como aparece nos filmes.

Um dos traços muito frequente nesse perfil é um charme superficial- uma espécie de brilho ou carisma que, a principio, pode fazê-lo parecer mais interessante ou encantador do que a maioria dos indivíduos normais à sua volta. Destacam-se também, é sempre bom lembrar, pela superficialidade da emoção, pela natureza vazia e transitória de quaisquer sentimentos de afeto que possam alegar e por uma insensibilidade surpreendente. Eles não demonstram nenhum sinal de empatia nem interesse genuíno em se envolver emocionalmente com um parceiro. Uma vez retirada a camada superficial do charme, seus casamentos são sem amor, unilaterais e, quase sempre, de curta duração. Se o sociopata valoriza minimamente o cônjuge é porque o vê como uma posse e, se perdê-lo, ficara furioso, mas jamais triste ou culpado.

Não há culpa porque não há consciência moral, o que dá ao sociopata a mais completa liberdade para fazer o que bem quiser e com quem quiser. Para alcançar seus objetivos, sem a barreira da culpa, é só dizer às pessoas o que elas querem ouvir (manipulação) ou obrigá-las a fazer algo (coação, abuso hierárquico, etc).

Agora, o mais interessante e que me levou a escrever essa série de artigos é a dificuldade que temos em identificar pessoas com esse perfil e nos protegermos delas.

Sendo assim, seguem 13 dicas para lidar com psicopatas na vida cotidiana

1- Aceite a realidade de que algumas pessoas literalmente não tem consciência
Um dos grande erros que cometemos no dia-a-dia é achar que as pessoas enxergam e compreendem o mundo da mesma maneira que nós, o que é um pensamento absolutamente equivocado. Frente à uma mesma situação as pessoas podem ter interpretações completamente divergentes. Da mesma forma tratamos a questão da consciência. Nos sociopatas sabemos que ela é inexistente, logo não há culpa e quem não sente culpa pode fazer qualquer coisa.

2- Em caso de conflito entre seus instintos e o que espera de alguém no papel de educador, médico, líder, protetor de animais, humanista, pai ou mãe, siga seus instintos.
Querendo ou não, todos nós somos observadores constantes do comportamento humano e nossas impressões são filtradas. Muitas vezes captamos mensagens no ambiente e referentes ao comportamento de pessoas que são indicativos prévios de que existe algo errado mesmo antes que esse “algo errado” seja entendido conscientemente. Pode ser um olhar que nos dá medo, um sorriso que nos inspire falsidade.

3- Quando pensar em um novo relacionamento, seja de que natureza for, siga a REGRA DOS TRÊS com relação à afirmações e promessas que a pessoa fizer e às responsabilidades que ela tem.
Uma mentira, uma promessa não cumprida ou uma única responsabilidade negligenciada podem decorrer de um mal entendido. Duas vezes representam um erro grave, mas três ocorrências indicam que você está lidando com um mentiroso, e o engodo é a essência do comportamento de quem não tem consciência. Reduza seu prejuízo e se afaste o mais rápido possível.

4- Questione a autoridade
Mais uma vez devemos confiar em nossos instintos e ansiedades, sobretudo quando se tratar de pessoas que afirmem que a solução ideal para um problema seja dominar os outros, usar violência, recorrer à guerra ou alguma outra coisa que viole a sua consciência moral.
O mesmo deve acontecer frente à chefias abusivas. Muitos cargos de poder usam de sua posição para sair impunes de situações claras de assédio moral e sexual onde a vítima, além da tortura psicológica e física, tem que lidar com o silêncio, a vergonha e muitas vezes com a falta de ajuda dos colegas que são coniventes com o assédio pois silenciam-se também frente ao “poder” da hierarquia superior.

5-Desconfie da bajulação
Elogios são ótimos, sobretudo quando sinceros. Por outro lado, a bajulação é exagerada e agrada nosso ego de uma maneira irreal. É uma característica do charme fingido e quase sempre envolve uma tentativa de manipulação, que, às vezes, pode ser inofensiva e, em outras, sinistra.

6- Se necessário, redefina seu conceito de respeito
Muitas vezes confundimos medo com respeito e, quanto mais tememos alguém, mais o vemos como merecedor de nosso respeito. Lembremos que o respeito deveria ser uma reação automática dirigida apenas aos fortes, generosos e moralmente corajosos. A pessoa que se aproveita do medo que causa não possui nenhuma dessas qualidades.

7- Não entre no jogo
Quando trabalhava com saúde do trabalhador, sempre um dos meus maiores esforços era fazer com que as pessoas entendessem que o emprego é uma forma de vida e que não somos reféns eternos de um mesmo lugar. Por isso o fortalecimento da pessoa e a capacitação para outras atividades são tão importantes no processo.
Dificilmente haverá saúde num ambiente de intriga e manipulação política.
A intriga também é uma grande ferramenta dos sociopatas. Resista a tentação de competir com um sociopata sedutor, de enganá-lo, de analisá-lo ou mesmo de enfrentá-lo (a sua chance de perder é muito grande pois o jogo de quem não tem consciência não costuma ser justo).
Muitas vezes é mais importante concentrar-se no mais importante que é proteger-se.

8- A melhor maneira de se proteger de um sociopata é evitá-lo, recusar-se a manter qualquer tipo de contato e comunicação com ele.

Por mais que seja sofrido e difícil entender isso (todos aprendem a duras penas), a única maneira de lidar com um sociopata é impedir que ele tenha qualquer tipo de acesso à sua vida. As pessoas ao redor podem não entender, mas você não magoará ninguém. Por mais estranho que pareça e embora eles possam tentar fingir o contrário, (serão as vítimas e você o vilão ou vilã que as hostiliza) os sociopatas não sentem mágoa.
Também não se esqueça que a sociopatia é imensamente difícil de ser percebida e ainda mais difícil de se explicar. Você saberá, mas, como sociopata é muitas vezes um sedutor, algumas pessoas não acreditarão em você. Se você tiver clareza, entretanto, faça o que tiver que ser feito. Afaste-se.

9- Questione sua própria tendência a sentir pena

Lembre-se que seu respeito deve ser reservado aos generosos e as pessoas que possuem consciência moral. A “pena” é outra coisa que deve ser reservada para inocentes e para pessoas que realmente estejam enfrentando um revés da vida.
Ainda nessa linha lhe recomendo que questione seriamente a sua necessidade de ser educado em toda e qualquer situação. Para os adultos normais na nossa cultura, ser “civilizado” é um reflexo, e muitas vezes nos mostramos automaticamente corretos, mesmo quando alguém nos enfurece, mente ou nos apunhala pelas costas. Os sociopatas tiram grande proveito disso usando argumentos aparentemente convincentes para provar à você e aos próximos que é vítima de um complô ou algo do tipo.

10- Não tente recuperar os irrecuperáveis sozinho
Uma segunda (terceira, quarta e quinta) chance deve ser dada aos indivíduos que têm consciência. Se você estiver lidando com alguém sem essa característica fundamental, aprenda a engolir em seco e reduzir seus prejuízos afastando-se.
A certa altura, a maioria de nós precisa aprender a lição importante, ainda que desanimadora, de que, por melhores que sejam nossas intenções, não podemos controlar o comportamento- e menos ainda o caráter- de outras pessoas.
Do ponto de vista da justiça, acredito que as prisões-em casos extremos-são válidas. Isso porque, embora não possamos criar consciência e nem caráter em alguém, podemos educar uma pessoa para saber o peso da consequência de seus atos.

11- NUNCA concorde, por pena ou por qualquer outra razão, em ajudar um sociopata a esconder seu verdadeiro caráter.
O apelo “Por favor, não conte.”, em geral em tom choroso e rangendo os dentes, é uma marca registrada de ladrões, pedófilos e sociopatas. Não dê ouvidos ao canto da sereia. Os OUTROS merecem ser alertados enquanto OS SOCIOPATAS NÃO MERECEM QUE VOCÊ OS PROTEJA. E, lembre-se, você não deve nada à eles.
Outra coisa muito importante de ser dita é que, embora não tenham consciência, os sociopatas sabem diferenciar perfeitamente o certo do errado e entendem as normas sociais.

12- Defenda sua psique
Não permita que uma pessoa sem consciência- ou várias- convença você de que a humildade é um fracasso. A maioria dos seres humanos tem consciência e é capaz de amar.

13- Lembre-se que, apesar de tudo o que você passou, viver bem é a melhor vingança.
A mágoa e o ressentimento que nos invadem quando somos usados, manipulados ou humilhados às vezes é tão potente que o pensamento de vingança é o que prevalece. Entretanto, como dito acima, não se compete com um sociopata. Deixe que ele seja punido pela lei se a infringir e, do ponto de vista pessoal, seja feliz.

A informação é sempre a melhor prevenção

Josie Conti

Referência Bibliográfica
Livro: Meu vizinho é um psicopata
Autor: Martha Stouth, Ph.D

http://www.contioutra.com/13-regras-para-lidar-com-sociopatas-na-vida-cotidiana-terceiro-artigo-da-serie/

A dor é passageira. Desistir é para sempre!

festival de balões.jpg

Tem dias que o peito aperta. A alma parece grande demais para um corpo que não é capaz de contê-la. Os olhos ardem porque a vida vem e nos confronta com novas perguntas, para as quais não temos nenhuma resposta.

Tem dia que viver dói um bocado. Os desafios parecem maiores que nossas pernas dão conta de seguir, mais pesados que nossos braços dão conta de segurar.

Tem dia que parece que nunca mais vai acabar. Parece que estamos vivendo um ano inteiro em vinte e quatro horas. Parece que acabamos inscritos por acidente numa gincana diabólica qualquer no melhor estilo “Hunger Games”.

Tem dia que é teste de paciência. Maratona no deserto. Frio sem fogo nem cobertor.

Dias difíceis! Quem é que não tem?

Alguns deles, inclusive, parecem vir encadeados numa sequência aparentemente infinita de desafios à nossa resiliência e persistência.

Alguns deles vêm cheios de experiências de perda, frustração e dor.

No entanto, esses dias, assim como aqueles outros raros opostos em que o mundo parece estar cem por cento do nosso lado, esses dias também acabam.

A dor é temporária, é circunstancial, e muitas vezes, necessária. A dor é a linguagem do corpo, físico e psíquico, que nos alerta sobre o perigo, que nos avisa sobre algo que não deveria estar nesse lugar.

Bendita dor que nos tira o chão. Porque a partir dela, levamos uma chacoalhada da vida e entramos outra vez em sintonia com o movimento do universo.

Agradeçamos cada uma das nossas dores. Mestras do aprendizado na nossa jornada aqui na Terra.

Que a dor cumpra o seu papel e que sejamos capazes de ouvir, refletir, aprender a lição e persistir. Porque a dor é passageira. Mas desistir é para sempre!

 

“Ana Macarini é Psicopedagoga e Mestre em Disfunções de Leitura e Escrita. Acredita que todas as palavras têm vida e, exatamente por isso, possuem a capacidade mágica de serem ressignificadas a partir dos olhos de quem as lê!”
 http://www.contioutra.com/dor-e-passageira-desistir-e-para-sempre/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+ContiOutraArtesEAfins+%28CONTI+outra%2C+artes+e+afins%29

O que falta na gente não é afeto, mas entrega

duas mãos com borboleta verde.jpg

Infelizmente, o que está faltando na gente não é distribuir proximidades. Até tentamos ser mais gentis, carinhosos e receptivos com quem chega mais perto, mas não tarda muito para que retiremos o time de campo. Não sei quando foi que passamos a economizar mais de nós, mas seria tão bom se a gente entregasse mais do que pedimos em troca.

Evitamos muito e somos pouco, esse é o problema. Cadê o sentir de perto, sem armaduras, qualquer coisa que outro tenha para demonstrar de bom? Não é só saber aproveitar o cafuné, as mãos dadas e os momentos divididos em dias alegres. É, com o pacote completo, entender dos problemas, tristezas e ansiedades de quem se gosta. É passar mais tempo querendo estar e não fugir. Não é fraqueza assumir que precisa e, certamente, não é covardia desejar novas permissões.

Afetos são pontes emocionais criadas com a intenção nos tornarem mais humanos. Mas somente quando os entregamos, por amor próprio, é que enxergamos o especial, o diferente.

Chega de termos medo. Chega de acolhermos distâncias em vez de encurtá-las. O que falta na gente é viver no presente. A vida é tão mais bonita quando entregamos inteiros do nosso amor. Quem sabe assim, afetos deixem de ser apenas palavras e entregas não terminem guardadas num canto solitário, esperando alguém a chamar por ela.

http://www.contioutra.com/o-que-falta-na-gente-nao-e-afeto-mas-entrega/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+ContiOutraArtesEAfins+%28CONTI+outra%2C+artes+e+afins%29