Aceitando o presente – link

ACEITANDO O PRESENTE
Eckhart Tolle

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Ouvir o silêncio

OUVIR O SILÊNCIO
Eckhart Tolle

Ouvir o silêncio desperta a dimensão de calma que já existe dentro de você, porque é só através da calma que você pode perceber o silêncio.

Veja que, quando percebe o silêncio à sua volta, você não está pensando.

Está consciente do silêncio, mas não está pensando.

Quando você percebe o silêncio, instala-se imediatamente uma calma alerta no seu interior.

VOCÊ ESTÁ PRESENTE!

Nesses momentos você se liberta de milhares de anos de condicionamento humano coletivo.

Olhe para uma árvore, uma flor, uma planta.
Deixe sua atenção repousar nelas.

Note como estão calmas, profundamente enraizadas no Ser.

A verdadeira inteligência atua silenciosamente.

A calma é o lugar onde a criatividade e a solução dos problemas são encontradas.

Deixe que a natureza lhe ensine o que é a calma.

Quando você olha para uma árvore e percebe a calma da árvore, você também se acalma.
Você se conecta à árvore num nível muito profundo.

Você sente uma unidade com tudo o que percebe na calma e através dela.

Sentir a sua unidade com todas as coisas é AMOR.

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Meditação – Eckhart Tolle

 E. Tolle
ECKHART TOLLE

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O Corpo de Dor

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O CORPO DE DOR
Por ECKHART TOLLE

No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos- o pensamento acontece em nós.

“Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.

A voz na nossa cabeça tem vida própria. A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. O termo oriental para isso é carma.

ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz.

A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage.
Essas reações são as emoções.

A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem-estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo – a ameaça vem da mente.

O que é uma emoção negativa?

É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso.

Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja – tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante.

Até mesmo a medicina tradicional, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas.

Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos. Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade.

Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que chamamos de “corpo de dor”. 

O “corpo de dor” não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia.

Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos – o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso. Isso acontece porque, nesse ponto, o “corpo de dor” está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.

Nos relacionamentos íntimos, os “corpos de dor” costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida.

Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem, também nos casamos com o “corpo de dor” dessa pessoa.

Pode ser um verdadeiro choque quando – talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel – vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.

A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa – a que nunca tínhamos visto antes – e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o “corpo de dor” que assumiu temporariamente o controle.

Seria difícil encontrar um parceiro ou uma parceira que não carregasse um “corpo de dor”, no entanto seria sensato escolher alguém que não tivesse um “corpo de dor” tão denso.

O começo da nossa libertação do “corpo de dor” está primeiramente na compreensão de que o temos.

É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”. Quando não nos identificamos mais com ele, o “corpo de dor” torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles. Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente.

No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia.

A energia que estava presa no “corpo de dor” muda sua freqüência vibracional e é convertida em “Presença”.

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Consciência significa Presença

E. Tolle

CONSCIÊNCIA SIGNIFICA PRESENÇA
ECKHART TOLLE

“Um dia vou me libertar do ego.” 

Quem está falando?

O ego.

Libertar-se dele não é verdadeiramente um grande trabalho, mas uma tarefa muito pequena. Basta estarmos conscientes dos nossos pensamentos e das nossas emoções à medida que eles vão surgindo.

Não se trata de “fazer” e sim de “ver” com atenção.

Nesse sentido, é verdade que não há nada que possamos fazer para nos libertar do ego. Quando essa mudança acontece, ou seja, quando passamos do pensamento para a consciência, uma inteligência muito maior do que a esperteza do ego começa a agir na nossa vida.

Ninguém se torna bom tentando ser bom, e sim encontrando a bondade que já existe dentro de si mesmo e permitindo que ela sobressaia. No entanto, essa qualidade só se distingue quando algo fundamental muda no estado de consciência de cada um.

No zen se costuma dizer: “Não busque a verdade. Apenas pare de cultivar opiniões.” 

O que isso significa?

Deixe de lado a identificação com a mente.
Assim quem você é além da mente emergirá por si mesmo.

Um ponto essencial do despertar é a identificação daquela parte em nós que ainda não se modificou: o ego da maneira como ele pensa, fala, age. Quando você descobre a inconsciência em si próprio, aquilo que torna o reconhecimento possível é o surgimento da consciência, é o despertar.

Você não pode lutar contra o ego e vencer, assim como não consegue combater a escuridão.
A luz da consciência é tudo o que é necessário. Você é essa luz.

Somente a presença é capaz de nos libertar do ego, pois só podemos estar presentes agora – e não ontem nem amanhã. Apenas ela consegue desfazer o passado em nós e assim transformar nosso estado de consciência.

Temos de aprender a não manter vivos acontecimentos e situações, mas em vez disso, a sempre dirigir a atenção para o momento presente – puro, atemporal – em vez de nos deixarmos atrair por histórias produzidas pela mente. Assim, nossa própria presença se torna identidade, e não nossos pensamentos e emoções.

Fique alerta. Se você estiver consciente, será capaz de reconhecer essa voz pelo que ela é: um velho pensamento condicionado pelo passado. Além disso, não precisará mais acreditar em todos os seus pensamentos. Verá que se trata de algo antigo, nada mais.

Consciência significa presença, e só ela pode dissolver o passado inconsciente dentro de nós.

(Trecho do livro “Em Comunhão com a Vida”)

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Origem – http://despertarcoletivo.com/consciencia-significa-presenca

Quando as calamidades acontecem

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Quando as calamidades acontecem
No que diz respeito à maioria da população, que ainda está inconsciente, só uma situação-limite crítica terá o potencial para rachar a dura casca do ego e forcá-lo a render-se e assim entrar num estado desperto.

Uma situação limite ocorre quando, através de alguma calamidade, convulsão social drástica, perda profunda, ou sofrimento, todo o seu mundo se estilhaça e deixa de fazer qualquer sentido. É um encontro com a morte, seja ela física ou psicológica. A mente egoica, criadora do mundo, entra em colapso. E das cinzas do mundo velho surge então um mundo novo.
Não há garantia, evidentemente, de que mesmo uma situação-limite o consiga, mas o potencial está lá sempre. A resistência de algumas pessoas ao que é até se intensifica em tais situações, que assim se transformam numa descida aos infernos. Noutras, poderá haver apenas rendição parcial, mas mesmo isso lhes proporcionará uma certa profundidade e serenidade que não tinham antes. Parcelas do ego quebrar-se-ão, e isso permitirá que brilhem pequenas quantidades de esplendor e de paz que residem para além da mente.
As situações limites têm produzido muitos milagres.

Houve assassinos que, no corredor da morte, esperando a execução, nas suas últimas horas de vida, tiveram a experiência do estado sem ego e da alegria e paz profundas que o acompanham. A resistência interior à situação em que se encontram tornou-se tão intensa que provocou um sofrimento insustentável, mas eles não tinham lugar para onde fugir nem havia nada a fazer para lhes escaparem, nem sequer um futuro projetado na mente. Viram-se assim obrigados a uma total aceitação do inaceitável. Viram-se obrigados a render-se. Desse modo, puderam entrar no estado de graça que acompanha a redenção: completa libertação do passado.

É evidente que não é a situação-limite que abre espaço para o milagre da graça e da redenção, mas sim o ato de rendição.
Por isso, sempre que qualquer espécie de calamidade acontecer, ou quando alguma coisa correr realmente “mal” – a doença, a incapacidade física, a perda do lar, da sua fortuna ou da sua identidade socialmente definida, o fim de um relacionamento íntimo, a morte ou o sofrimento de um ente querido, ou a sua própria morte iminente – fique ciente de que a situação tem outra face, de que você se encontra apenas a um passo de alguma coisa incrível: uma completa transmutação alquímica do metal base da dor e do sofrimento em ouro. Esse passo chama-se rendição.
Não quero dizer que você se sentirá feliz numa tal situação.

Não se sentirá. Mas o medo e a dor serão transmutados em paz e serenidade interiores, que vêm de um lugar muito profundo – do próprio Não-Manifesto.

É a “paz de Deus, que ultrapassa toda a compreensão”.

Comparada a isso, e felicidade é uma coisa bastante insípida.

Juntamente com essa paz radiosa vem a compreensão – não apenas ao nível da mente, mas de dentro, do fundo do seu Ser – de que você é indestrutível, imortal. Não é uma convicção. É uma certeza absoluta que não necessita de evidência exterior nem provas de qualquer fonte secundária.
Eckhart Tolle

A libertação do Corpo de Dor

E. Tolle

A LIBERTAÇÃO DO CORPO DE DOR
Por Eckhart Tolle

Uma pergunta que as pessoas costumam fazer é:
De quanto tempo precisamos para nos libertar do corpo de dor?“.

Evidentemente, isso depende tanto da densidade do corpo de dor quanto do grau, ou da intensidade, da presença manifestada em cada um de nós.

 

No entanto, não é o corpo de dor, e sim a identificação com ele que causa o sofrimento que infligimos a nós mesmos e aos outros. É essa identificação que nos leva a reviver o passado vezes sem conta e nos mantém no estado de inconsciência.

Assim, uma pergunta mais importante a se fazer seria esta:
De quanto tempo necessitamos para nos libertar da identificação com o corpo de dor?

A resposta a esta pergunta é: não demora tempo nenhum.

Sempre que o corpo de dor estiver em atividade, temos que estar cientes de que o que estamos sentindo é o corpo de dor em nós. Esse conhecimento é tudo de que precisamos para interromper a identificação com ele. E, quando essa identificação cessa, a transmutação tem inicio.

O conhecimento impede que as emoções antigas surjam na nossa cabeça e controlem não só o diálogo interior como também nossas ações e interações com as pessoas. Assim, o corpo de dor não conseguirá mais nos usar e se renovar por nosso intermédio.

As antigas emoções podem ainda viver em nós por algum tempo e aparecer de vez em quando. Talvez também nos enganem ocasionalmente, fazendo com que nos identifiquemos com elas de novo e, desse modo, obscureçam o conhecimento, porém não por muito tempo.

Não projetarmos as antigas emoções nas situações significa que devemos encará-las diretamente dentro de nós. Pode não ser agradável, mas isso não chega a nos matar. Nossa presença (*) é mais do que capaz de contê-las. As emoções NÃO são quem nós SOMOS.

(*) Nota Stela – “estar presente”: estar no agora, consciente, centrado, focado, ser o observador.

Portanto, quando sentir o corpo de dor, não comece o equivoco de pensar que existe algo errado com você. O ego adora quando você faz de si mesmo um problema.

O conhecimento precisa ser seguido pela aceitação.
Qualquer outra coisa, irá obscurecê-lo novamente.

Aceitação significa que você se permite sentir qualquer coisa naquele momento. Isso é parte da essência do Agora. Você não pode discutir com o que é. Bem, você pode. No entanto, se fizer isso, sofrerá.

Por meio da aceitação, você se torna o que você é: vasto, pleno de espaço. Transforma-se no todo. Não é mais um fragmento, que é como o ego vê a si mesmo. Sua natureza verdadeira emerge, e ela está unificada com a natureza de Deus.

Jesus indica isso nesta passagem: “Portanto, sede um todo. Assim como vosso Pai celeste é um todo”. (Mateus 5:48)

No Novo Testamento temos, porem, “sede perfeitos“, o que é um erro de tradução da palavra grega original, que significa “todo”.

Ou seja, não precisamos nos tornar um todo, mas sermos o que já somos – com ou sem o corpo de dor.

Eckhart Tolle – trecho do livro “Um Novo Mundo – O Despertar de uma Nova Consciência”, editora sextante, pag 161

Leia tambem o texto de Eckhart Tolle:  “O Corpo de Dor

 

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