Propósito – Qual será o meu?

PROPÓSITO – QUAL SERÁ O MEU?
Por Fatima D’Agostino

Nesses tempos de intensa luz, as inspirações, escritas ou verbalizadas, nos trazem muitas sugestões sobre como aprofundarmos nossa consciência para despertar, iluminar, aceitar, perdoar, enfim, transcender a resistência interna e emergir na perfeição escondida nos recônditos do coração.

Toda vez que me deparava sobre ter um propósito, aceitar todas as experiências, agradecer, criar minha realidade, me sentia como candidata a tais experiências, uma vez que procurava, há tempos, um sentido da vida para além do que se apresentava na forma material, como sofrimentos, doenças, provações, escassez afetiva, financeira, alegrias transitórias e, mesmo assim, quase sempre me via atestando o sucesso alheio e distante dessa narrativa de alcançar a lucidez espiritual.

Sabe aquela sensação de que um dia eu chego lá? A empolgação e identificação ao ler a mensagem, depois, levantar os olhos e se deparar com outra frequência. Então, vamos trabalhar, cuidar da casa, dos filhos, do jantar, dos cachorros, afinal a vida não para…

A sensação de que as mensagens, os cursos, as vivências, nos carregam com energia amorosa para encher de ânimo o coração, mas, enquanto estamos na atuação porque depois tudo volta ao “normal”, ou seja, angústia, pensamentos incessantes, mágoas reprimidas, contas para pagar.

Conto aqui minha experiência. Um dia, respirei profundamente, relaxei e fiz a leitura de uma mensagem, determinada em sentir quais sensações me despertavam a energia das palavras. Se ressoar com seu caminho, experimente e perceba sua percepção dos conteúdos. Você sentirá se foi produzido pelo coração, pela mente racional, pela busca estética e persuasiva, etc.

Você, responsável pela certificação do que deixa entrar em seu campo. Isso é amor próprio!

Nas redes sociais, centenas de mensagens bombam, diariamente. São vídeos, canalizações, exercícios, mantras. Tudo certo, porque são inúmeras as ferramentas disponíveis para sentir bem estar, plenitude, realização. Receitas existem, mas a mão de quem prepara sempre dá o toque personalizado ao produto final, não é?

Queridos, o propósito é autoaceitação. Não passa pela fama, pelo glamour, pelo reconhecimento, pela notoriedade, pelos serviços prestados. É tão simples que soa banal aos olhos de quem se acha pouco. E esse é o ponto, observar se está se deliciando com a receita preparada pelo outro e desqualificando a sua ou, talvez, guardando uma receita para preparar numa ocasião especial.

Teste receitas ou não, afinal só você sabe o que precisa usar para aceitar seu poder e o que está criando na realidade que reside e observe, sem julgamentos, as escolhas que cada pessoa decide experimentar.

Vibre amor!

Formatação – DE CORAÇÃO A CORAÇÃO
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