Mãe, uma mulher comum…

Mãe: uma mulher comum – Constelação Familiar de Bert Hellinger

Não se assuste com o título deste texto. Pode parecer que chamar nossa mãe de uma mulher comum se assemelha a diminuí-la, ou ao seu papel. Não é nada disso.

Na verdade, a nossa recusa, como filhos, em ver a ela desse jeito, dentro da realidade como ela é, nos conduz a problemas e dificuldades de relacionamento e na vida.

É bom esclarecer: nossa mãe é comum, ainda que capaz de coisas extraordinárias.

A maior delas é a capacidade de gerar vida.

Uma outra é a capacidade de a partir do seu corpo, nos alimentar. E nos prover segurança, carinho e um ambiente que nos permite crescer.

Mas ainda assim, ela é somente uma mulher comum.

O que isso significa?

Que ela também foi uma filha com suas carências, ou uma mulher de coração partido. Significa que ela também foi uma jovem com seus sonhos, e talvez também frustrações. Significa que a vida que passa e passou por ela também trouxe desafios que ela talvez não soube lidar bem.

Como uma mulher bem comum, ela pode ter passado por situações que foram muito fortes, e onde ela se viu sem saída. No seu senso de sobrevivência, algo teve que se reposicionar para que ela pudesse ir adiante.

Esse ir adiante, ainda que de forma não perfeita – ou melhor, não da forma idealizada por nós, filhos – é que permitiu que ela construísse uma vida, da forma como foi.

E foi essa vida que alimentou a nossa vinda. Também da forma como foi.

 

Despedindo-se da mãe ideal

É possível olhar para sua mãe e se despedir da super-heroína? Olhar para ela na sua grandeza comum, de quem tomou a vida e fez algo com ela?

Falar sobre a mãe lembra também que tem que se falar dos filhos. São papéis interdependentes, onde um não existe sem o outro. E nesse ponto, os filhos, através de seu amor e conexão profunda com a mãe, caem na armadilha da idealização.

Isso é prejudicial pois ao identificar a mãe com o olhar idealizado, também passa a exigir dela um comportamento que é impossível de ser alcançado.

E nesse movimento, muitas vezes, cria-se um espaço onde o filho experimenta esta expectativa e sua não realização por parte da mãe como falta de amor e falta de carinho, como se a capacidade de sua mãe de ser mãe não fosse o suficiente.

Por olhar o inatingível, sua conexão com a mãe real fica estremecida.

Isso é prejudicial, antes de tudo, para o próprio filho. Nesse ponto, onde se percebe o ciclo de dificuldades que nós inconscientemente criamos para nós mesmos, é que Hellinger, o criador das Constelações Familiares, nos coloca a nossa responsabilidade pessoal.

O relacionamento com a mãe é algo definidor que gera reflexos em muitas áreas da vida. Um estremecimento na relação com a mãe traz dificuldades no desenvolvimento e no  caminhar de uma pessoa.

Se eu, como filho, idealizo algo que minha mãe não pode me dar, eu também tenho responsabilidade nas minhas dificuldades com ela. E se eu aceito essa responsabilidade, então é possível olhar para uma boa solução.

 

Como retornar à mãe

Filhos desejam seus pais. O vínculo que os une é muito mais forte que qualquer desavença ou exigência. Vemos continuamente em nossos workshops, que o que atua no coração de cada filho é amor e lealdade a seus pais, ainda que na superfície esse sentimento seja experimentado como raiva ou exclusão.

Reconhecendo isso, é possível encontrar uma porta onde podemos retornar à nossa mãe. No caminho de volta, faremos apenas um pequeno ajuste: nos preparamos para encontrar nossa mãe real.

Para nos ajudar nesse caminho, um pequeno exercício de imaginação pode nos ajudar.

Então, que tal olhar você para aquilo que é difícil em sua vida pessoal? Aquilo que negamos, tentamos esconder ou mesmo que batalhamos para mudar, mas que nem sempre saímos vitoriosos? Lembramos da nossa sensação de confusão quando somos confrontados por outros que nos pedem outras atitudes, e nos sentimos perdidos sem saber direito o que fazer.

Sim, nós, como pessoas bem comuns, com nossas limitações.

Se você pode experimentar isso, veja se é possível olhar para sua mãe e perceber nela essa mulher, também bem comum, que se defrontou com coisas na vida em que ela tenha se percebido também com dificuldades para resolver.

Uma mulher comum, que também caminhou na vida como a gente, sem manual de instrução. Acertou e errou, em um método de aprendizado comum a todos.

Veja se a exigência que ainda existe em você é algo que você possa soltar. Veja também se esta exigência está servindo à você, no seu medo de tomar responsabilidade pela sua vida.

“Enquanto eu culpo minha mãe, pouco me resta fazer a não ser esperar. E exigir. E também assim escapo da minha responsabilidade com a minha vida.”

 

Comum, ainda que com feitos extraordinários

Que tipo de relacionamento nos espera, ao vermos nossa mãe como uma mulher comum? O maior reflexo da mudança deste olhar é encontrar novamente o caminho para nossa mãe, e retomar o fluxo da nutrição para nossa vida.

Saimos do imaginário e lidando com o real, encontramos nossa mãe e a nós mesmos.

Descobrimos onde está o nosso porto seguro e todo o mar disponível para navegar.

Com uma base forte, nos sentimos seguros para tomar nosso próprio caminho, conquistando nossas alegrias e aceitando nossas dores. Tudo aquilo que nos pertence entra em nosso caminho.

Há também um interessante efeito secundário de vermos nossa mãe através do que se apresenta como verdadeiro e real. Ao liberá-la de expectativas extraordinárias, liberamos a nós mesmos para conduzir nossa vida dentro dos parâmetros reais. Ficamos menos ansiosos, mais satisfeitos e vemos a leveza adentrar na nossa rotina.

Seguimos bem por estarmos tranquilos na nossa origem. Não brigamos mais com a fonte da nossa vida. E por consequência, não brigamos mais com a vida em si.

Caminhamos, gratos, por ter a mãe e o pai que temos. E tudo que faz parte se torna força em nossos movimentos diante da vida.


À todas as mães, nossa gratidão pela coragem.

https://iperoxo.com/2018/05/10/mae-uma-mulher-comum-constelacao-familiar-de-bert-hellinger/

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Vamos falar de Divórcio? O olhar da Constelação Familiar – texto de Sonia Farias

Vamos falar do divórcio? Que tema caro e precioso!

Você está casado? Sabia que o casamento é um projeto de amor? Não é um gostar, é amar! É uma decisão diária. Casamento é decidir querer andar ao lado de alguém.

Andar em amor, respeito, honra e admiração. Estar casado é uma jornada para gente grande e responsável, alguém disposto a pagar um preço. Um bom preço. O preço do crescimento.

 

E, sim, às vezes não dá para continuar andando juntos e o divórcio se apresenta como a única opção.

Mas nada deve impedir você de poder crescer ainda mais. Divórcio também é crescimento.

Convido você a refletir comigo sobre esse tema tão atual, a partir do olhar das constelações familiares de nosso querido Bert Hellinger.

Vamos caminhando juntos em quatro momentos:

  • A solução do divórcio;
  • Olhando nossos filhos;
  • Grandes tarefas;
  • Recomeçar, sem se esquecer por onde passou.

 

A solução do divórcio

Na minha experiência a maioria dos divórcios poderiam ser perfeitamente evitáveis.

O que aconteceu então?

Faltou vontade de investir na relação, na construção dos vínculos durante a caminhada? Ou faltou um olhar com mais tempo? Um “respirar mais fundo”, ou, ou, ou etc e tal.

Casamento é um projeto que pede tempo, investimento e maturidade.

Mas… às vezes é mesmo insuportável!

Por isso, o divórcio é para gente madura e responsável.

Você pode sentir isso mesmo: – “Não dá mais!”

Tudo bem.

Siga a sua necessidade, mas saia desta relação de forma amorosa e honrosa.

Saiba que divórcio desde tempos antigos foi uma proposição, não uma ordem.

Foi um remédio amargo necessário, pró vida! Amputação de algo que já havia morrido. Um mal menor, para evitar um problema maior, como uma infecção generalizada. Foi assim, lá naqueles tempos.

E hoje? Como tem sido? Como olhamos para o nosso cônjuge?

Assumimos a nossa parte?

Sim, o divórcio é uma solução bem amarga, trata de uma amputação doída.

Pede um luto. Dói! É uma morte.

Sejamos maduro. E, o que significa ser maduro aqui? Significa que nos esforcemos para seguir em frente e para liberar a pessoa com quem um dia tivemos um sonho de amor e, tantas vezes, também tivemos com ela nossos maiores presentes: os filhos.

 

Olhando nossos filhos

Uma criança é seu pai e sua mãe e algo mais. Essa frase foi escrita por Olinda Guedes.

O divórcio não tem poder de fazer uma família acabar. A separação ocorre no âmbito do homem e da mulher, de um casal que deixa de existir. Porém o papel de pai e mãe não se desfaz.

O vínculo desses papéis permanece nos filhos e não se acaba jamais.

Jamais!

Então, para que a separação ou divórcio leve ao crescimento, decida continuar amando sua família e os filhos que tiveram juntos.

Diga no seu coração:

– Eu escolhi o melhor pai para você meu filho! Eu escolhi o melhor mãe para você minha filha!

O melhor para o bem dos filhos, é que cada um continue a cultivar neles o amor original que inicialmente sentiu pelo parceiro.

Continue cultivando nos seus filhos o amor ao parceiro que você escolheu. Deu certo. Seus filhos chegaram com sucesso.

Sim, seus filhos sempre os terão em seus corações. Vocês dois juntinhos. Eles são 50% papai, 50% mamãe.

Sim, é difícil compreender isso. Mas, somente compreendendo, você libera seus filhos. E mais, ganharás um presente enorme.

Olhe para o lindo fruto que tiveram juntos, seus filhos!

Olhe para ele, perceba que sem seu parceiro, você não o teria. Não esse filho. Esse, que você ama.

Ele é 50% seu parceiro.

Pare de se achar o/a “mais certa/o das/dos certas/certos”! ou “O melhor nisso ou naquilo”. É muito dolorido para quem quer ter apenas “toda razão do mundo”.

Mas, quando você conseguir ver seu parceiro no seu filho, tudo poderá mudar. Mesmo!

Temos de evitar ferir o outro progenitor na frente de nossos filhos, obviamente, por mais raiva ou razões que tenhamos, mas o grande desafio vai além: Consiste em trabalhar consigo mesmo para restaurar o amor e o respeito, e dar ao outro progenitor o melhor lugar diante de nossos filhos.  Joan Garriga

 

Grandes tarefas

Eis as “Grandes Tarefas” para o divórcio amoroso e respeitoso:

  • Cubra seu ex-cônjuge com amor;
  • Deseja a ele um bom futuro;
  • Que não lhe falte nada da sua parte, para que ele possa ser um bom pai, uma boa mãe ao seu lado;
  • Que seus filhos vejam você respeitando e amando o pai dele, a mãe dele.

Aqui o seu futuro, o futuro do seu ex-parceiro e de seus filhos estarão garantidos. Todos poderão seguir em paz.

Honre, cuide e respeite o pai ou a mãe de seus filhos. Divórcio sério e respeitoso é assim, nada leviano.

Isso é fácil? Com certeza não!

Nada fácil, por isso mesmo, é assunto para adulto, deixe fora suas crianças.

Quem critica o pai, ofende a criança; quem desqualifica a mãe, fere o filho. (Olinda Guedes.)

No meu trabalho tenho acompanhado pais e mães chorando muito por ter tido razão e ficado com seus filhos contra um dos pais.

Olinda Guedes e o constelador Peter Spelter concordam quando dizem:

“- … aquele que fica com o filho e desfaz, desqualifica, critica o outro genitor, perderá o filho, pois este sempre irá no futuro, se voltar contra essa mãe ou esse pai que o segurou.”

Pare definitivamente de ficar jogando as crianças nas questões que dizem respeito somente a você e a seu cônjuge. Não misture assuntos de homem e mulher com assuntos de pai e mãe.

É perigoso!

Olhe, para a sua dor. Cuide dela.

Os filhos estão prontos a irem para o sacrifício pelos pais, e o fazem inocentemente por amor. É o sacrifício inocente, segundo Bert Hellinger, sacrifício que não ajudará em nada, só promoverá mais dores e fracassos!

 

Recomeçar, sem se esquecer por onde passou

Lembra do começo deste texto?

Divórcio, dói!

Bert Hellinger escreveu, em a simetria oculta do amor:

“Se a separação é dolorosa, há sempre a tendência a procurar alguém para incriminar. Os envolvidos tentam aliviar o peso do destino arranjando um bode expiatório. Em regra, o casamento não se desfaz porque um parceiro é culpado e o outro inocente, mas porque um deles está assoberbado por problemas de sua família de origem ou ambos caminham em direções opostas.

Se se incrimina um parceiro, cria-se a ilusão de que algo diferente poderia ter sido feito ou de que um comportamento novo resgataria o casamento. Nesse caso, a gravidade e a profundidade da situação são ignoradas, os parceiros começam a recriminar-se e a acusar-se mutuamente. A solução para combater a ilusão e a crítica destrutiva é resignar-se à forte dor provocada pelo fim do relacionamento.

Essa dor não dura muito, mas é lancinante. Se os parceiros se dispuserem a sofrer, poderão tratar do que merece ser tratado e dispor as coisas que precisam ser dispostas com lucidez, ponderação e respeito mútuo. Numa separação, a raiva e a censura em geral substituem o sofrimento e a tristeza.”

É um luto! Uma amputação!

Decida viver sua dor de forma honrosa!

Ame o que há para amar no seu ex-cônjuge, decida falar bem dele ou dela. Faça fácil sua vida, seja leve.

Como?

Vivendo o seu SIM-SIM, e o seu NÃO-NÃO com dignidade!

A maior prova de amor que posso dar aos meus filhos é continuar cultivando neles o amor original ao parceiro(a) que eu escolhi.

Repita essa frase a si mesmo: “Seremos sempre seus pais”.

https://iperoxo.com/2018/02/27/constelacao-familiar-de-bert-hellinger-divorcio/Decida: Ame a mãe de seu filho. Ame o pai do seu filho.

Como aplicar as Leis do Amor da Constelação Familiar em nossa vida e na educação de nossos filhos

Inês + anaTexto escrito pelas professoras e Consteladoras do Instituto Ipê Roxo Maria Inês Araujo Garcia Silva e Ana Garlet, que fundaram o EDUCANDO, um Programa com o propósito de fortalecer pais e mães na missão de guiar seus filhos.


Toda pessoa em algum momento de sua vida, se pergunta qual a sua missão no mundo, qual o propósito de sua vida, porque somos tão desafiados, para quê?

Outras também se perguntam o porque de tantas coisas que acontecem em suas vidas.

Nesta jornada que trilhamos diariamente ao acompanhar famílias, observamos o óbvio, mas tão pouco percebido e cumprido…  Como diria Clarissa Pinkola Estés, autora do livro “Mulheres que correm com os Lobos”, a missão do ser humano é “Criar, Amar e Curar”.

E esta missão nós podemos fazê-la com alegria!

O homem e a mulher foram feitos para serem felizes e servirem um ao outro em generosidade e gratidão. Todos nós somos capazes de encontrar aquilo que nos faz bem e talvez seja aí que esteja a nossa felicidade.

Vocês podem estar se perguntando, como fazer isto se a vida nos traz tantos desafios? Sofrimentos? Dor? Perdas…

Podemos afirmar que é possível sim vivermos bem, realizados e com êxito se nos permitirmos perceber que estamos ligados uns aos outros pelo fio condutor da existência.

A vida é fluxo

Tudo o que acontece, seja bom ou ruim, faz parte deste fluxo.  Portanto, o primeiro passo para cumprirmos nosso processo evolutivo é aceitarmos o que vem para nós como aspectos importantes, que nos possibilitarão avançarmos maiores, melhores e mais presentes.

Isso, claro, desde que olhemos querendo ver e aprender qual a lição.

Bert Hellinger, filósofo e psicoterapeuta alemão, nos presenteou com as Constelações Sistêmicas Familiares. Nesta postura diante a vida, nomeou 3 leis da vida ou leis do Amor que, segundo ele, desde sempre regem o mundo.

Se considerarmos estas leis com atenção, conseguiremos nos aproximar muito da quietude, respeito e reverência que nós como seres espirituais somos. E a partir desta postura, nos ligamos ao que é essencial para atingirmos nossa missão: “Criar, Amar, Curar” em alegria e gratidão.

De forma simples vamos lhes apresentar as 3 leis do Amor e ilustrar com exemplos, como podem ser utilizadas em nossa vida:

 


Lei do Pertencimento

Esta lei de Bert Hellinger nos ensina que todos têm o direito de pertencer.

Em cada família, os que vieram antes, pai, mãe, irmãos, avós, bisavós, aqueles que não sobreviveram e todos aqueles que de alguma forma foram prejudicados para que nossa família continuasse, pertencem para sempre. Tanto os que já partiram ou que estão distantes de nós por qualquer motivo, fazem parte, influenciam e são influenciados pela  força da lei do pertencimento.

Bert nos ensina que os sistemas, sejam quais forem, não permitem exclusão e se o fazemos pelo nosso julgamento, reivindicação ou rejeição, alguém deste sistema representará o excluído.

Aqui começa nosso primeiro desafio: para garantirmos o direito ao pertencimento, precisamos adotar a postura do não julgamento.

Quando julgo alguém ou algo, me coloco acima desta pessoa ou situação, me esquecendo que sou tão falível, tão vulnerável, tão hostil quanto ela. Sim, pense se você pai, você mãe, não seria capaz de matar por seu filho? “Que atire a primeira pedra quem dentre vós, nunca pecou”, é um princípio tão antigo e sempre tão atual e aqui também vale para todos nós.

 

Portanto, para pôr em prática a Lei do Pertencimento:

  • Pratique o não julgamento. Decida de forma consciente não julgar, não criticar, avaliar as situações apenas descrevendo-as como são e não como certas ou erradas, boas ou más.

  • Renuncie ao hábito de avaliar rotulando, analisando. Esta postura limita sua capacidade de ver o que realmente acontece com o outro e sobretudo com você mesmo.

  • Silencie. Quando se perceber julgando ou criticando, lembre-se de sua decisão de não julgar e silencie. O silêncio diário como prática amplia sua capacidade de perceber para além do que se mostra.

  • Se esvazie de seus julgamentos, saberes e valores para receber o outro em suas características. Esta postura te possibilitará aceitá-lo como é e lhe dar o lugar de pertencimento que lhe é de direito.

  • Pratique e ensine seus filhos a nomearem seus colegas de escola ou de brincadeiras sem excluí-los, caso não sejam tão competentes nas brincadeiras ou tão eficientes nas atividades laborais, ou mesmo se forem mais hábeis.

 

  • Aceite as diferenças como possibilidades para ampliar seu propósito. Por exemplo: Se o tio ou o pai é alcoólatra, olhe para ele e seu destino com respeito, ame-o como é; esta postura desenvolverá em você compaixão, paciência, dedicação. Estes atributos conduzirão você para um estado de unidade que lhe dará força.

  • Seus limites também fazem parte, aceite-os, só assim descobrirá que você também é humano e com eles aprenderá que você também necessita do outro. Verá que suas habilidades se fortalecerão se olhar para você com respeito.

  • Exercite renunciar o preconceito de qualquer ordem. Todos têm direito a cumprir seu destino, por mais nefasto que possa parecer ser.

 


Lei do Equilíbrio

A lei do equilíbrio nos ensina que devemos retribuir o que recebemos, pois tudo no mundo responde à lei da troca, à compensação entre o dar e o receber.

A vida flui de forma dinâmica e as trocas em equilíbrio garantem este fluxo.

Esta lei é a que garante a continuidade da espécie, pois como a meus pais não posso retribuir a vida, este bem precioso que de graça me ofertaram, retribuo passando a vida adiante.

O mundo é abundante e está em uma troca dinâmica. Aqui, há algo que deve ser observado de forma bem prática.

 

Portanto, para pôr em prática a Lei do Equilíbrio:

  • “Dê ao mundo o que dele deseja.”

  • Observe se você também está disposto a dar seu tempo, atenção, carinho para os seus relacionamentos ou se está concentrado em reivindicar aquilo que você também não quer oferecer de si ao outro.

  • Observe se você é capaz de aceitar com amor aquilo que as pessoas lhe oferecem – seja uma ajuda às vezes necessária, seja atenção e carinho ou você se coloca sempre como aquela pessoa que está acima de todos e que não necessita de nada.

  • Ensine seus filhos a agradecer, assim receberão gratidão;

 

  • Viva isso e ensine a seus filhos:

– Serem delicados com as pessoas, desta forma receberão atenção respeitosa;

– Estimule-os a servir a todos com generosidade, assim o mundo lhes será gentil;

– Ensine-os a retribuir na medida exata do que receberam e podem retribuir, pois a intenção verdadeira gera compensação;

– Ensine-os a identificar as dádivas que a vida oferta gratuitamente à todos: o Sol, as flores, o ar puro, a água, a capacidade de olhar, de escutar, de falar, de andar, de sentir e sobretudo ensine-os a agradecer;

– Ensine-os a saber receber dos outros, seja um cumprimento, um elogio, um presente material, um aconselhamento;

– Ensine-os a presentear onde quer que estejam, com um sorriso, uma palavra gentil, um gesto, uma intenção verdadeira de querer bem a alguém, todos os dias.

 


Lei da Ordem

Esta lei nos ensina que cada pessoa tem seu lugar e deve ocupá-lo. Quem nasceu ou chegou primeiro, tem precedência sobre aquele que vem depois em seu sistema familiar.

Desta lei é que vem a compreensão de que os pais vieram antes dos filhos, portanto compete a eles cuidarem, nutrirem e guiarem seus filhos. Ensine-os a respeitar vocês, os avós, professores, etc.

Os filhos devem reconhecer e aceitar seus pais exatamente como são e deles receber com gratidão o que podem dar.

 

Praticando a Lei da Ordem:

  • Vivam e ensinem seus filhos a respeitar a hierarquia ou seja, mostre com seu exemplo que os que chegaram antes tem prioridade. Por exemplo, ensine-os a:

– Deixar que os mais velhos entrem no elevador em primeiro lugar;

– Levantarem-se para ceder seu lugar no metrô, ônibus, etc.;

– Se oferecerem para ajudar com sua bagagem;

– Cumprimentá-los gentilmente;

– Parar para lhes dar passagem.

  • Os pais jamais devem incluir seus filhos em suas discussões de casal ou problemas profissionais. Seria demais para eles. Não permitam que se envolvam nos assuntos dos mais velhos.

  • Quando for pedir opinião dos filhos, inicie perguntando ao mais velho, isto reforçará seu lugar de chegada na família. Da mesma forma, na hora de dormir, o que vai primeiro é o menor, dando assim aos mais velhos a prerrogativa de ficar um pouco mais e exercitar o seu lugar. (Você poderá impressionar-se com o que estes poucos minutos de diferença pode fazer para melhorar a relação entre os irmãos.)

  • Ensine o irmão mais novo que ele deverá respeitar o mais velho. Deixe claro que, o fato de ser menor e talvez durante um tempo precisar mais dos pais, não dará ao mais novo a prerrogativa de vir antes dos irmãos mais velhos. Deixe clara a ordem entre os irmãos. (Grandes sofrimentos entre irmãos são decorrentes das dificuldades que os pais têm de estabelecer os limites para o irmão mais novo em relação ao mais velho, deixando claro para ambos qual é o lugar que cada um ocupa na família).

  • Escute tanto aos filhos mais velhos quanto aos mais novos com o mesmo respeito. Assim os mais novos irão valorizar também o seu lugar de chegada na família.

  • Inclua de alguma forma os filhos que não nasceram (abortos) ou morreram, por exemplo com uma pequena celebração em seu aniversário.

 

Temos certeza que, exercitando com atenção e reverência essas leis, encontraremos o amor que nos faz bem e estaremos favorecendo que nossos filhos cresçam em equilíbrio e sabedoria rumo ao sucesso que a vida lhes oferece.

Não é nada fácil, nós sabemos, mas com um coração disposto a amar, aprender e crescer, dará certo. Confie!

Para finalizar, quando falamos de filhos, temos que ter algo sempre muito claro: para nossos filhos, nós, pai e mãe, estaremos sempre juntos no coração deles, independente de vivermos juntos ou não, perto ou longe, com uma boa relação ou com dificuldades de relacionamento.

Quanto mais formos capazes de reconhecer e respeitar aquele ou aquela que, junto conosco gerou esta vida, mais segurança e confiança estaremos gerando para nossos filhos e mais leveza eles encontrarão em seu caminho!


https://iperoxo.com/2017/11/23/constelacao-familiar-em-nossa-vida/

A indisponibilidade dos pais – por Stephan Hausner

Nossos pais são pessoas bem comuns. Eles, em sua história, também lidam com a influência do sistema e da história de seus antepassados. Por isso, por vezes podem estar indisponíveis em níveis mais profundos em determinadas áreas da vida.

Como pessoas bem comuns. Como todos nós.

Stephan Hausner conta em seu livro “As constelações e o caminho da cura” um caso onde um sintoma do cliente, a hipertensão, o levou a percebeu a conexão que havia com o afastamento do pai do cliente.

Esse afastamento aconteceu quando o cliente era muito novo e o impeliu a acusar o pai, sem tomá-lo inteiramente.

Esse movimento, de brigar com a nossa raiz, traz consequências para nossa vida. De certa forma, isso é claro: brigamos com algo que faz parte de nós, emocionalmente e geneticamente.

Ao direcionarmos nossas acusações aos nosso pais, uma parte de nós, inconsciente, ouve isso como uma auto-acusação. Agimos como uma doença auto-imune, sobrecarregando o sistema. Em consequência, nos tornamos menos aptos para a vida e enfrentamos mais dificuldades.

Como filhos, o melhor lugar é o da gratidão pela oportunidade da vida que veio através dos nossos pais. Ao se permitirem serem pais, eles permitem a nossa existência.

E assim temos a chance de experimentar este mundo, ainda que com suas dores e contradições, é um lugar onde também podemos experimentar os prazeres, as conquistas e o crescimento.

Bert Hellinger, em sua obra “As Ordens do Amor”, traz um ensinamento muito importante que também cabe aqui, quando olhamos para a forma como nós, filhos, lidamos com as dificuldades que chegam em nossa vida:

“Algumas pessoas conseguem recuperar em pouco tempo um monte de coisas, quando realmente agem. Já confissões de culpa e lamentações são apenas substitutos para a ação. Elas frustam a ação e enfraquecem”.

Leia abaixo a trancrição do estudo de caso trazido por Stephan Hausner em seu livro.


Doença e Insegurança da criança quanto à sua vinculação, devido a uma indisponibilidade emocional limitada dos pais.

Por Stephan Hausner

Por causa de envolvimentos com membros de sua família de origem, com parceiros anteriores ou devidos a vivências traumáticas pessoais, os pais muitas vezes não estão livres para dedicar-se aos filhos. Estes percebem que algo não está em ordem em sua relação com os pais.

Então ficam inseguros, têm a sensação de que não podem confiar e via de regra, buscam inicialmente em si mesmo a causa da perturbação do seu relacionamento.

O que as crianças não ousam receber manifesta-se geralmente nas constelações quando os representantes dos pais não sentem proximidade em relação aos representantes dos filhos, não os toleram ou até se afastam deles.

A raiva: “Querido papai, eu não estava livre” (Paciente hipertenso)

Um homem de cerca de 35 anos sofre hipertensão há 3 anos. Questionado se nessa época aconteceu algo especial em sua vida responde:

“A empresa onde eu trabalhava foi à falência, e eu tive de procurar um novo emprego. Como tenho uma boa formação, eu não precisaria preocupar-me, mas essa situação me lançou numa depressão profunda. Tive a sensação de que me tiraram o fundamento de minha vida”.

Em muitas constelações verificou-se que a maneira como nos defrontamos com assuntos profissionais costuma estar associada ao relacionamento com o nosso pai. (Como depois se evidenciou, a frase: “Tive a sensação de que me tiraram o fundamento de minha vida” era uma indicação de que o fundamento da vida foi tirada de uma pessoa da família a quem o paciente é ligado e com quem está envolvido.)

Portanto, pergunto inicialmente ao paciente como ele se relaciona com seu pai ou se algo aconteceu nesta relação.

O paciente torce a cara e diz, de mau humor:  “Quando eu tinha 17 anos, meu pai abandonou minha mãe”!

Eu continuo: “Por isso você tem raiva dele?

Paciente: “Sim, porque tive de assumir o seu lugar!”

Para não entrar mais fundo na raiva do paciente, decido fazer um comentário mais objetivo: “Em casos de pacientes hipertensos, as constelações revelam que, muitas vezes, a dinâmica condicionante é um amor que foi ou precisa ser reprimido!”.

Essa afirmação toca o paciente que comovido responde:

“Eu sempre amei muito meu pai, mas sempre tive a sensação de que não devia amá-lo, pois ele fez muito mal a minha mãe”.

Meu pai, minha mãe e eu

Nesse ponto peço ao paciente que coloca em cena representantes para o seu pai, sua mãe e para si mesmo.  O paciente posiciona o seu próprio representante ao lado de sua mãe. O representante do pai é colocado à parte, afastado de ambos.

Quando peço aos representantes que sigam seus impulsos, o representante do pai, resignado, dá as costas para sua mulher e seu filho. A impressão é que com a sua esposa ele não tem chances.

A representante da mãe percebe que tudo é excessivo para ela, e que especialmente o filho está perto demais. Ela dá um bom passo para trás e sente-se visivelmente aliviada com esse distanciamento.

No entanto, o representante do paciente imediatamente a segue. Quando o filho fica de novo ao seu lado, ela começa a respirar com dificuldade e torna a distanciar-se, dando vários passos para trás.

Quando o representante do filho faz menção de segui-la outra vez, a representante da mãe o encara com olhar severo, manifestando-lhe claramente que não deseja isso.

A restante anamnese familiar revela que a mãe do paciente perdeu o pai aos 5 anos. Com essa perda profundamente ancorada, sente dificuldade de ligar-se permitir proximidade. Talvez o filho também precise representar para ela o pai, por isso ela evita contato.

Quem está indisponível?

Seja como for, volto-me ao paciente e pergunto: “Quem, na sua imagem, foi sempre responsável pelas dificuldades no relacionamento dos seus pais? Ele responde imediatamente:  “Meu pai”.  Dou-lhe algum tempo para refletir e pergunto: “E o que se mostra na constelação?”

Paciente: “minha mãe!”

Proponho ao paciente: “Olhe para o seu pai lhe diga: ‘Querido papai, sinto muito, eu não estava livre’.” Ele chora ao repetir a frase.

O representante do pai vira-se imediatamente para o paciente, caminha em sua direção, aproxima-se dele e abraça-o. O paciente chora nos braços do pai, colocando uma das mãos no coração e repetindo várias vezes: “Me dói tanto!”

O representante do pai o abraça e tranquiliza com as palavras: “Está bem, tudo vai ficar bem!” O olhar para o filho nos braços de seu pai alivia a representante da mãe. Com benevolência ela olha para ambos.

Na rodada final do curso o paciente comenta: “Por mais que meu coração tenha doído nos braços do meu pai, algo se soltou com isso. Sinto desde então uma leveza que eu desconhecia.

Quando uma mãe tem dificuldade para relacionar-se com o próprio pai e não está harmonia com ele, com destino dele ou com seu próprio destino, seus filhos muitas vezes renunciam ao próprio pai.

Percebendo a dor de sua mãe, não querem causar-lhe de dor por meio de um bom relacionamento ou de uma proximidade com o pai.

A falta da presença dos pais

Na Perspectiva do trabalho das constelações, as pessoas tendem a ficar depressivas quando não podem ou não devem acolher no coração um dos pais ou ambos. Isso provoca o sentimento básico de abandono e o vazio interior, muito encontrado entre os depressivos.

A origem disso reside muitas vezes numa perturbação do vínculo já na primeira infância (Ruppert, 2003), embora o comportamento depressivo, motivado ou não por um fato externo reconhecível, geralmente só se manifeste numa fase tardia da vida.


Leia também:


 

https://iperoxo.com/2017/11/09/a-indisponibilidade-dos-pais/
 

Pai e mãe não se separam: por Joan Garriga – Constelação Familiar e Sistêmica de Bert Hellinger.

Para os filhos, seus pais continuam sempre juntos como pais. Separam-se como casal, às vezes vivendo sob o mesmo teto, mas não se separam como pais.

Por isso, quando há filhos, é especialmente importante finalizar as relações anteriores com atenção e cuidado. Um dos grandes anseios dos filhos é ter os dois pais juntos no coração, não importa o que fizeram ou o que aconteceu, sem precisar tomar partido por um dos dois ou se alinhar com um contra o outro (como infelizmente ocorre frequentemente, com penosas consequências).

 

Onde começam os problemas?

Há frases ou mensagens dos pais, explícitas ou implícitas, que prejudicam terrivelmente seus filhos: “Filho(a), não ame seu pai/mãe, despreze-o(a) como eu e, acima de tudo, não seja como ele(a)”, ou “Filho (a), não queira entender como eu pude amar seu pai/mãe, você é melhor que ele(a).”

Mesmo que não se verbalizem, esses e outros pensamentos parecidos às vezes, são verdades internas para os pais e nutrem a atmosfera familiar de dinâmicas fatais para a tríade relacional mais importante de nossa vida: a tríade pai-mãe-filho.

Recordemos que os filhos não dão tanta atenção ao que os pais dizem, e sim ao que os pais sentem e fazem.

A verdade de nossos sentimentos pode ser negada ou camuflada, mas não pode ser eliminada, portanto, age e se manifesta em nosso corpo. É importante que trabalhemos com nossa verdade e, caso ela gere sofrimento em nós ou em nossos filhos, que tratemos de transformá-la.

 

E onde começa a solução?

Para o bem do futuro dos filhos, é fundamental que eles estejam bem inseridos no amor de seus pais e que estes consigam se amar, pelo menos como pais de seus filhos.

Não é algo tão raro se pensarmos que, na maioria dos casos, um dia se escolheram e se amaram como casal, e os filhos chegaram como fruto e consequência dessa escolha e desse amor.

Além do mais, quando é possível, é maravilhoso amar o outro progenitor. Eu sempre me surpreendo ao ver como alguns pais e mães se dirigem aos seus filhos passando por cima do outro parceiro.

Essa atitude, que pode parecer razoável, às vezes (a infelicidade costuma chegar vestida de roupagem argumental impecável, mas isenta de amor que nos faz bem), não ajuda os filhos.

Eles não precisam ser os mais importantes; ao contrário, precisam sentir que os pais estão juntos como casal permitindo-se uma recíproca primazia diante dos filhos.

 

Primeiro o casal, depois os filhos.

Quando um filho é mais importante que qualquer pessoa para um dos pais, isso não é um presente para ele, e sim uma carga pesada; não é adubo, mas seca disfarçada de encantamento. Os filhos não precisam se sentir especiais nem têm de ser tudo para os pais. Isso é demais.

É frequente que um pai projete em seu filho aquilo que lhe falta em seu companheiro ou nos próprios pais, ou aquilo que faltou em sua família de origem, ou aquele sonho que não pôde realizar. E que o filho, por amor, aceite o desafio.

A preço, claro, de sua liberdade e da força para seguir o próprio caminho.

E tudo sai melhor quando têm o apoio de seus pais e antepassados, e quando estão em paz com eles. No entanto, sofrem quando um dos pais despreza o outro ou ambos se desprezam mutuamente, ou quando têm de se envolver excessivamente com um dos dois ou com os dois.

Se os pais se desprezam, para o filho é difícil não desprezar a si mesmo e não parecer a pior versão que o pai ou a mãe traçou do outro progenitor, pois, no fundo, um filho não pode prescindir de amar os pais e não deixa de fazer acrobacias emocionais para ser leal a ambos, inclusive imitando seu mau comportamento, ou seu alcoolismo, ou seus fracassos e desatinos.

“Filho, continuo amando seu pai em você; em você continuo vendo-o e respeitando-o”; “Filha, você é fruto de meu amor e de minha história com sua mãe, e vivo isso como um presente e uma bênção”; “Filho, respeito o que você vive com seu pai/mãe, mais que isso é demais”. Essas e outras frases parecidas alimentam o bem- estar e o regozijo dos filhos.

O que ajuda, portanto?

Que os filhos recebam um dos maiores presentes possíveis em seu coração: ser amados como são, e muito especialmente que por meio deles seja amado o outro progenitor, porque assim os filhos se sentem completamente amados, já que, de uma forma sutil e ao mesmo tempo muito real, um filho não deixa de sentir que também é parte de seus pais.

Joan Garriga em
O amor que nos faz bem – Editora Planeta


A apenas um passo para a mudança!

Nosso relacionamento com o pai ou a mãe de nossos filhos são decisivos para o desenvolvimento e o sucesso dos filhos em sua vida. Por conta de um amor profundo e leal, os filhos são muito sensíveis aos conflitos que acontecem entre os seus pais. Esse olhar de amor profundo pode atrapalhar e levá-los para longe de um caminho saudável de desenvolvimento.

A Constelação Familiar de Bert Hellinger nos traz a vivência, para além do racional, desses desajustes que por vezes acontece numa relação de casal. A origem dessas dificuldades, pode estar escondido em nossa história familiar. Sim, nós fomos crianças um dias, e para sempre permanecemos como filhos amorosos, independente de qualquer história que nossa mente nos conta. E muitas vezes nos relacionamento buscando a solução para uma dificuldade que nos foi exposta muito cedo.

Por isso convidamos você a ser corajoso e dar o primeiro passo. Olhar para essa questão que tem se manifestado em sua vida ou seus relacionamentos. Desenvolvemos um curso exclusivo, o “Caminhando com as Constelações”, que leva os participantes a olharem para sua história e sua vida.

O curso chega a sua segunda turma em Dezembro. São três módulos – ou trechos de caminhada – onde olhamos nossa história através da Constelação Familiar de Bert Hellinger e da Psicogenealogia de Anne Ancelin. É um curso que te leva ao caminho de vivências transformadoras e ricas para o desenvolvimento da sua vida.


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https://iperoxo.com/2017/10/24/pai-e-mae-nao-se-separam-por-joan-garriga-constelacao-familiar-e-sistemica-de-bert-hellinger/

A relação de casal pelo olhar da Constelação Familiar

A relação de casal é o ponto inicial da família que construímos quando adultos. Levamos da nossa família de origem os muitos referenciais sobre o lugar e o papel de cada um em nossa nova estrutura familiar.

Através do relacionamento amoroso e da consumação do amor, o homem e a mulher deixam sua família de origem para criar um novo vínculo.

Esse vínculo se orienta a um terceiro. Quando o casal tem um filho, através deste o homem e a mulher se tornam completos no seu masculino e feminino. E é no filho que esse vínculo passa a existir para sempre. De maneira plena e visível para todos.

Este filho, respeitando à lei da ordem, vem depois do relacionamento do casal. Por isso, um grande bem que um casal pode fazer para a criação de seus filhos é amar-se e respeitar-se como homem e mulher.

Primeiramente, foi esse amor que fez possível que o filho ou a filha viesse. E por esse motivo, deve sempre ser honrado.

Bert Hellinger diz: “E assim como raízes nutrem a árvore, assim também seu amor como casal sustenta e nutre seu amor de pais pelos filhos.”

 

O vínculo

O homem e a mulher – e também casais do mesmo sexo – experimentam o vínculo de forma muito profunda quando se relacionam. Este movimento é que permite que ambos deixem sua família para criar a sua própria.

O relacionamento íntimo entre o casal cria um laço da alma, que é de certa forma indissolúvel. Mesmo que encontramos na nossa sociedade mecanismos como o divórcio, Bert Hellinger fala que em nosso coração esse vínculo permanece a agir mesmo após o fim de um relacionamento. Ainda segundo Hellinger o primeiro relacionamento sempre nos vincula de forma especial e, quando há um segundo ou ainda outros, estes últimos já não terão a mesma força que o primeiro.


“Uma nova relação não tem o mesmo efeito da primeira. Isso se revela pelo fato de que o marido ou a mulher de uma pessoa que se casa pela segunda vez não ousa tomá-la e mantê-la como a primeira união. A razão é que o casal experimenta a segunda união com culpa em relação à primeira.”

Bert Hellinger


Nos workshops aqui no Ipê, é possível perceber de forma bem clara estes vínculos. Muitas vezes quando um cliente vem e traz um tema relacionado à dificuldades de relacionamento, muitas vezes há um parceiro anterior não visto no caminho.

Quando se se traz para a consciência a existência de um parceiro ou parceira anterior, é possível para o cliente perceber o vínculo que o está ligando a esta história, e com amor e respeito, deixá-lo seguir.

O vínculo porém continua a existir, por exemplo: aquela pessoa continuará a ser o primeiro ou primeira parceira de relacionamento, isso não mudará. Porém, o vínculo que é reconhecido não mais se interpõe no caminho de novos relacionamentos. Ele se torna parte do que foi, sem precisar permanecer presente.

Bert Hellinger nos traz a imagem de que a cada novo relacionamento, entramos com “menos”. Já deixamos “coisas” com os parceiros que vieram antes, e por isso temos menos à disposição, somos capazes de dar um pouco menos a cada novo relacionamento.

É importante salientar, porém, que esse é um movimento da alma, não se relaciona com bens ou coisas concretas e sim com a disponibilidade interna (de alma e coração) para se relacionar. Por isso, é mais fácil terminar um segundo relacionamento em comparação com o primeiro…e, sucessivamente, a cada novo relacionamento há menos vinculação e mais fácil se torna a separação.

Aqui, não entra qualquer juízo de valor, de certo ou errado. Apenas se mostra uma lei que atua sobre todos e que, independente de nossa vontade, age sobre nós.

Dar-se conta destas leis que foram observadas por Hellinger, nos ajuda a perceber muitas das nossas atitudes quando estamos nos relacionando. Principalmente para quem está no segundo ou terceiro relacionamento, compreender como elas atuam pode nos ajudar a compreender e dissolver conflitos com um parceiro, por exemplo.

 

A visão sistêmica reconhece diferentes funções para o homem e para a mulher dentro de um relacionamento, porém ambos com o mesmo grau hierárquico, ambos estão no mesmo nível quando falamos de lugar (ordem).

O homem não é mais importante do que a mulher, assim como a mulher não é mais importante do que o homem. Eles são equivalentes. Sem qualquer uma das partes, o relacionamento inexiste.

Da mesma forma, ambos se necessitam mutuamente. Reconhecer isto nos abre o caminho para a compreensão de um desequilíbrio que acontece entre o casal.

 

Se os dois precisam, os dois tomam e dão, em uma troca equilibrada. Porém, se por algum motivo, há um lado que é “benevolente”, que sempre cede, que não costuma pedir nada em troca, o relacionamento entra em uma área perigosa para sua sobrevivência.

Atua em nossos relacionamentos a lei do equilíbrio, e quando somos impedidos de exercer uma troca equilibrada, nos sentimos pressionados a buscar a compensação.

E se nosso parceiro ou parceira “benevolente”, não abre espaço para o equilíbrio, é comum que quem recebeu muito saia do relacionamento. Hellinger define como pesado o destino daquele que não pode se relacionar compensando o que recebe de alguma forma.

Saímos de nossa família de origem e seguimos para nossa iniciativa de criar uma família. Mas isso não corta nosso pertencimento do nosso sistema original. Então, os emaranhamentos não resolvidos daquele sistema podem atuar no novo relacionamento.

Desse lugar podem surgir alguns conflitos para o casal. Bert Hellinger fala que “somos estrangeiros na família do cônjuge. Não falamos a “língua” e não compartilhamos da mesma cultura.”

Por isso, ele mesmo sugere, temos que ter muito cuidado ao nos colocar em nossos relacionamentos. Precisamos entender que aquele ou aquela que está agora comigo teve uma vida com sua própria cultura e emaranhamento, e que de certa forma ele ou ela também é resultado disso.

Quando, por algum motivo, intervimos no processo da família do nosso parceiro ou parceira, estamos a alguns passos de fracassar pois nos colocamos em um campo que não conhecemos e não temos bússola, não temos registros, não temos informações – é a família do outro e ali não temos nada a fazer. Absolutamente nada.

Bert Hellinger fala sobre o movimento do divórcio no livro “A simetria oculta do amor”. Leia abaixo:

Quando finalmente se dá a separação, ambos os parceiros se vêem diante das possibilidades e riscos de um novo começo. Se um deles rejeitar a oportunidade de um novo começo e ignorar a possibilidade de criar algo de bom, preferindo apegar-se à dor, torna-se difícil para o outro parceiro libertar-se.

Por outro lado, se ambos aproveitarem as oportunidades surgidas e fizerem alguma coisa com elas, ambos se libertarão e ficarão aliviados do fardo. Entre todas as possibilidades de perdão nas situações de divórcio e separação, esta é a melhor, porque traz harmonia mesmo quando a separação ocorre.

Se a separação é dolorosa, há sempre a tendência a procurar alguém para incriminar. Os envolvidos tentam aliviar o peso do destino arranjando um bode expiatório. Em regra, o casamento não se desfaz porque um parceiro é culpado e o outro inocente, mas porque um deles está assoberbado por problemas da sua família de origem, ou ambos caminham em direcções opostas.

Se se incrimina um parceiro, cria-se a ilusão de que algo diferente poderia ter sido feito ou de que um comportamento novo salvaria o casamento. Nesse caso, a gravidade e a profundidade da situação são ignoradas, os parceiros começam a recriminar-se e a acusar-se mutuamente.

A solução para combater a ilusão e a crítica destrutiva é resignar-se à forte dor provocada pelo fim do relacionamento. Essa dor não dura muito, mas é lancinante. Se os parceiros se dispuserem a sofrer, poderão tratar do que merece ser tratado e dispor as coisas que precisam ser dispostas com lucidez, ponderação e respeito mútuo. Numa separação, a raiva e a censura estão a substituir o sofrimento e a tristeza.

Quando duas pessoas não conseguem separar-se civilizadamente, isso acontece, às vezes, porque não souberam tomar plenamente um do outro aquilo que lhes foi oferecido. Devem, pois, dizer-se “Recebi o que de bom me deste e vou guardá-lo como um tesouro. Tudo o que te dei, dei-o com gosto, portanto, guarda-o também.

Assumo a minha parcela de responsabilidade pelo que saiu errado entre nós e deixo-te a tua. Agora partirei tranquilo”. Se conseguirem dizer isto com sinceridade, podem separar-se em paz.

Muitas vezes os parceiros agem como se a sua participação no relacionamento fosse como a associação a um clube, associação livremente escolhida e que pode terminar livremente. Mas a consciência secreta e infatigável que zela pelo amor ensina outra coisa. Se fossemos livres para cancelar as nossas parcerias, a separação não magoaria tanto.

Numa parceria séria de iguais, estamos ligados um ao outro e não podemos separar-nos sem sofrimento e culpa.

A relação de casal pelo olhar da Constelação Familiar

O dinheiro pelo olhar da Constelação Familiar de Bert Hellinger: energia à serviço da vida

Dê um tempo neste momento a você mesmo.

Perceba agora quais são as suas crenças em relação ao dinheiro e ao fruto do seu trabalho.

Muitos de nós percebemos o dinheiro como algo sujo, imoral. Somos expostos todos os dias nos jornais, nas notícias, no nossos círculo familiar, histórias de como o “dinheiro” corrompeu alguém.

Damos ao dinheiro um personalidade. O chamamos de corruptor.

Olhamos para o dinheiro e o julgamos como fonte de nossos problema – ainda mais visível na nossa situação atual enquanto país.

É uma situação difícil. Ficamos todos presos na confusão.

Ao mesmo tempo, percebemos e é inegável o papel do dinheiro na manutenção da vida. Ele proporciona crescimento, possibilidades, segurança e liberdade. Ele nos sustenta.

Então, como podemos olhar para o dinheiro e ver sua real energia?

O que é o dinheiro?

O dinheiro em si é um pedaço de papel. Todo o poder, valor e energia que emana dele é uma convenção da nossa sociedade para tornar as trocas entre os indivíduos mais igualitárias.

Antigamente, o escambo era a prática usual. Mas quantos pães valiam uma galinha? Ou a maçã valia mais ou menos que uma laranja? Dessa dúvida surgiu a necessidade de padronizar um meio sem oscilação de valor para realizar as trocas. Desse movimento, o dinheiro foi criado.

Ainda que fisicamente sua representação seja bem simples (papel e metais), o dinheiro é uma manifestação de uma energia que está à serviço da vida, e não somente isso, mas é essencial a ela.

Bert Hellinger fala que o “dinheiro é algo espiritual! O dinheiro é vida. Sem dinheiro , ninguém pode sobreviver em nossa sociedade. O dinheiro nos permite continuar vivos.” (Livro “Histórias de sucesso na empresa e no trabalho” – Editora Atman)

Numa troca, estipulamos um valor e a outra pessoa concorda ou não com o que estipulamos. Podemos negociar ou encerrar uma negociação com base nos argumentos apresentados entre os lados.

Aqui, somos apresentados à lei que exerce maior influência sobre o fluxo de dinheiro: o equilíbrio. O dinheiro, para permanecer com quem o recebe, exige que a troca seja justa, para ambos. Quando há um desequilíbrio, acontece uma disfunção na gestão do valor.

Os rendimentos param, os negócios travam e às vezes não sabemos o porque. Mas uma boa dica é olhar para o equilíbrio entre o dar e o tomar em todos os âmbitos do negócio.

Quem recebe o dinheiro também deve merecer, oferecer na sua troca algo compatível com o que está cobrando pelo serviço. Compatível aqui quer dizer, nem exigir a mais do seu valor e nem a menos. Cobrar o que é justo.

Uma pessoa que cobra menos do que o justo pelo seu trabalho, em algum tempo se tornará um prestador de serviço que parará de servir seu cliente. Como vemos na situação em desequilíbrio, um dos dois lados se sente pressionado e sai da relação comercial.

 

O Olhar de Bert Hellinger

O psicoterapeuta alemão aborda bastante a influência do sistema na nossa forma de lidar com o dinheiro e o sucesso, e como por vezes nossos comportamentos seguem um emaranhamento familiar neste mesmo assunto.

Em seu livro “Leis Sistêmicas da Assessoria Empresarial” ele propõe a seguinte metafora:

“O dinheiro possui uma dimensão espiritual. Ele reage como se tivesse uma alma e um faro fino para a justiça e a injustiça.

Quer ficar com aqueles que o ganharam honestamente, com o suor do seu trabalho. Quer voltar para aqueles que trabalharam duro para obtê-los ou para aqueles que o receberam de outros com a condição de administrá-lo e multiplicá-lo honestamente, a serviço da vida.

O dinheiro que outros ganharam para nós quer ficar conosco quando os recompensamos corretamente. Acima de tudo, uma vez que pertence à vida, o dinheiro quer ser gasto e transmitido a serviço da vida. O dinheiro se alegra quando é gasto. Ele retorna ainda mais rico para nós.”

Hellinger reconhece que esta é só uma metafora, e que na verdade o dinheiro e seus movimentos são apenas uma manifestação do que está em nosso centro, que ele chama de alma.

O dinheiro deseja servir nosso interesse pela vida. Por isso, se coloca à disposição naquilo que contribui para o avanço dela.

Em outro livro, chamado “Êxito na vida, exito na profissão”, Bert Hellinger discorre sobre as causas da nossa relação com dinheiro ser tão conflitante. Ele fala de uma razão religiosa para isso:

Na bíblia se transmite um dito de Jesus: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar nos reinos dos céus”(…) Na consciência do Ocidente, esta emoção contra a riqueza e o efeito desastroso para a salvação de nossas almas continua atuando , tanto na vida pessoal, quanto na vida pública.

Além disso, alguns movimentos de filósofos antes e depois do cristianismo também abordavam a questão da riqueza X pobreza como algo ligado ao mal x bem. Mesmo que alguns destes grupos tenham sido perseguidos pelo cristianismo, muito de suas posturas e idéias influenciaram a doutrina cristã nos séculos seguintes.

Nossa postura em relação ao dinheiro

A relação com o dinheiro é algo desafiador a todos nós. Geralmente nos queixamos da sua falta e dizemos: “- Não farei algo pois não tenho dinheiro.”

Sim, é verdade. A falta de dinheiro é um limitador. Mas talvez haja uma dinâmica agindo de forma oculta neste argumento. Porque é tão desafiador termos dinheiro para servir aos nossos planos?

Em uma constelação onde o dinheiro foi colocado no campo durante nosso trabalho no Instituto, foi possível perceber que o dinheiro tem uma força direcionada à vida, ao crescimento. Seu trabalho é de sustentar nosso caminhar na vida, e ele nos serve com alegria e motivação.

Por isso, ter dinheiro é uma responsabilidade. A partir do momento que você o possui, cabe a você movimentar sua vida, tomar a responsabilidade do seu caminhar na sua mão. É preciso assumir as suas decisões.

Por mais que seja desconfortável, muitas vezes a falta de dinheiro pode estar prestando um serviço àquele que não o tem. Quando não se tem dinheiro é mais fácil terceirizar a responsabilidade por não fazer algo. A frase sai quase automática: – Queria muito fazer, mas não tenho dinheiro…

O caminho opcional é desafiador: Eu tenho dinheiro, mas tenho medo de tomar tal decisão. O que devo fazer?

Para todas estas perguntas, somente um adulto pode ter a resposta, pois para se caminhar na vida é necessário aceitar alguns riscos.

Se não somos capazes de decidir, ficamos como a criança que espera que alguém a cuide ou tome as decisões por ela (talvez, sim, dentro de nós exista ainda uma criança que em algum momento se sentiu abandonada e que ainda aguarda por seus pais). A “criança” aguarda que os pais – ou alguém que assuma o papel deles – venham à sua salvação.

E assim permanece inocente, culpando a tudo e a todos por sua infelicidade. Nesse lugar, é impossível crescer.

Nestes casos, é preciso perceber que aquilo que não recebemos quando crianaça, podemos agora como adultos, conquistar e criar para nós mesmos: seja um relação de afeto, seja o resgate de nosso vínculo com nossos pais para além de nossas reivindicações, seja a conquista de algo material de que precisamos.

Também há o movimento de aceitarmos a riqueza quando outros no nosso sistema não tiveram a mesma sorte. Neste caso, aquele que se sobressai sente peso e culpa pela sua situação. Como superar isso? Hellinger fala que:

Somente com a má consciência, com a coragem de ter uma má consciência. Conseguimos isso quando obtemos, em outro lugar, a força e a segurança para nos tornamos ricos e continuarmos sendo ricos. Isto é, se entrarmos em sintonia com um movimento do espírito que permanece igualmente voltado a tudo tal como é, um movimento além da diferenciação entre o bom e o mau, porque tudo tem igualmente sua origem em seu pensamento e por isso só pode ser tal como é.

Podemos perceber o quanto o dinheiro nos serve e está à nossa disposição. Ele nos pede coragem para poder andar ao nosso lado.  Ao mesmo tempo, se ainda não estamos prontos para assumir nossa vida, ele aguarda até sermos responsáveis para lidar com as decisões e a maturidade que ele nos exige.

Dinheiro que permanece

Para concluir, colocamos aqui um trecho do livro “Histórias de sucesso na empresa e no trabalho” de Bert Hellinger que fala de sua visão sistêmica para o dinheiro:

“Quero dizer algo sobre o dinheiro. O dinheiro tem alma. O dinheiro é algo espiritual. O dinheiro é resultado do amor. O dinheiro é adquirido através de um desempenho. É o equilíbrio de um bom desempenho. Se alguém ganhar dinheiro por seu desempenho, o dinheiro o ama. O dinheiro também permanece com ele, pois foi adquirido através do seu desempenho.

O dinheiro também quer render algo – depois. Por isso o dinheiro espera ser gasto. Ser gasto em algo bom, que leve a vida adiante. Então se ganha mais dele – cada vez mais. Através de seu desempenho, o dinheiro entra no circuito de serviço, trabalho e ganho, tudo ao mesmo tempo.”

O dinheiro pelo olhar da Constelação Familiar de Bert Hellinger: energia à serviço da vida