O Caminho para a Paz

paz.jpgO CAMINHO PARA A PAZ
Mensagem de Julie Redstone

A Paz virá à Terra, no entanto, ela poderá vir mais cedo a cada decisão de cada coração que liberar o seu próprio medo e atitude defensiva, e buscar colocar o amor no centro de todas as suas ações.

Muitos perderam a esperança pela criação da paz no mundo, porque não podemos ver ainda o caminho através do conflito – não os conflitos que são momentâneos, mas aqueles que continuam por anos, décadas e até séculos.

Temos ainda que descobrir que o caminho para a paz se encontra dentro de nós. Isto não se baseia em estratégias, tratados ou poder militar. Baseia-se no único desejo do coração de substituir o medo pela presença do amor.

Amor ao próximo. Amor pela Terra, cujo sangue é derramado a cada encarnação. Amor pela vida sagrada de Deus, que permeia todos os seres. É somente este amor que pode trazer a paz ao mundo, pois em um mundo de unidade, a guerra e o assassinato não fazem sentido, sob qualquer condição.

Onde está esta paz?
Onde ela está no mundo?

Ela não pode ainda ser encontrada no mundo, porque as forças que levam ao desejo pelo poder e o domínio, em vez do amor, ainda influenciam, e estas forças devem ser desmontadas, a fim de ver a paz ser manifestada.

Mas cada um de nós pode procurar viver na paz de nossa natureza mais profunda, conosco e com os outros, abandonando o julgamento onde quer que ele ocorra, incluindo a nós mesmos, abandonando a atitude defensiva onde quer que isto ocorra, sabendo que a firmeza e a atitude defensiva não são a mesma coisa.

A firmeza envolve pretender algo, ser responsável pelos princípios da luz e da verdade. A atitude defensiva envolve se posicionar contra algo, contra a força do que se julga uma ameaça, ou um risco.

Podemos ser firmes e tranquilos ao mesmo tempo, desde que o que é realizado na luz Divina pode conter toda a verdade dentro de si mesmo. No entanto, esta verdade deve ser a verdade da luz, que inclui o amor.

Não pode ser a verdade de nossa separação dos outros. Não pode ser a verdade do argumento e da raiva. A Luz inclui o amor e pode ser mantida em nossos corações com firmeza. O alinhamento com uma verdade superior inclui o amor, que pode incluir a paz.

Por que, então, encontramos tanta dificuldade nisto?

Encontramos dificuldade quando não somos capazes de nos alinharmos com este princípio mais profundo da verdade, que é fundada no amor. Quando procuramos nos opor a algo que parece errado ou prejudicial para nós, mas não sabemos como localizar o amor dentro de nós mesmos que concilia tudo, que mantém todos.

Então, a fim de evitarmos o que consideramos errado, nós contra-atacamos, defendemo-nos, criamos ataques preventivos, manifestamos o nosso poder e a nossa força. Todos estes são armamentos de guerra, porque não sabemos como nos alinharmos com a Luz que contém amor e paz e que mantém tudo em si mesmo.

A Humanidade ainda tem que descobrir este princípio da auto-afirmação que não exclui o outro, que não impede o outro de seu próprio direito de existir. O extremismo de qualquer forma corre o risco de erradicar o direito do outro da auto-afirmação, portanto, o extremismo não pode ser uma prática que detém a luz.

Nossas políticas, bem como as nossas práticas, devem ser inclusivas dos direitos de todos, das almas de todos, a fim de se alinharem à luz. Elas não podem excluir ninguém do nosso amor abrangente.

E se o outro quiser nos prejudicar?
O que fazemos, então?

Este “outro” precisa ser ajudado para ver que ele não precisa ter medo de nós. Que não procuramos tirar nada dele, mas sim, ajudá-lo a realizar os seus próprios objetivos. Esta é a verdade da reconciliação, mas esta reconciliação deve ser praticada com o coração.

Ela não pode ser uma diretriz eficaz, no sentido exterior, a menos que o coração esteja disposto a manter interiormente os seus próprios desejos, não só o que realiza os próprios objetivos, mas o que realiza os objetivos dos outros ao mesmo tempo.

Onde houver a atitude defensiva, onde houver o ódio, há um medo subjacente do que poderia acontecer se estes fossem deixados de lado. Este medo é impulsionado pelas forças negativas que buscam inflamar o conflito e a separação, e a maneira de remover a sua influência é retornando novamente ao desejo do coração de realizar os objetivos de todos e não apenas os próprios objetivos.

A Paz virá à Terra quando o coração se expandir em sua capacidade de amar a todos, e quando todos se conscientizarem de seu relacionamento com o resto da vida que existe como Unidade.

A Paz virá, no entanto, ela virá mais cedo a cada decisão de cada coração que liberar o seu próprio medo e a sua atitude defensiva, e procurar colocar o amor no centro de todas as suas ações.

Este é o chamado para o nosso tempo. É o chamado do despertar espiritual que busca transformar todo um planeta em um planeta de luz e de paz.

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Natureza do Pensamento: Razão e Intuição

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NATUREZA DO PENSAMENTO
RAZÃO E INTUIÇÃO
Mensagem de Julie Redstone
6 de Março de 2017

O que pensamos e o que sabemos são duas coisas diferentes.
O pensamento é condicional, baseado em mudanças nos níveis de informação.
O verdadeiro conhecimento é permanente, baseado em um sentido eterno da verdade.

Nossos pensamentos têm múltiplas fontes. Eles podem vir do nível da mente e estarem baseados na razão, ou podem vir do nível do corpo ou da alma e serem baseados na intuição.

A qual destas fontes nós prestamos atenção é uma escolha que fazemos, e a natureza desta escolha pode nos levar ou a nos unirmos com outros que pensam visivelmente o que pensamos, ou nos tornarmos mais autoconfiantes, porque somente nós podemos saber o que sabemos.

Há o pensamento com a mente e o pensamento com o coração. Há o conhecimento de algo porque isto se conforma ao conhecimento geral, e conhecemos algo porque nós o sentimos como verdade.

Os pensamentos que direcionam a nossa vida têm fontes diferentes, com aqueles que estão mais próximos às percepções da alma, oferecendo a possibilidade de maior certeza e para a maior infusão da inspiração Divina. No entanto, estes pensamentos da alma são os menos preocupados com informações e o conhecimento geral.

Com frequência, em relação às impressões ou intuições que vêm de um plano mais elevado de nosso ser, podemos apenas dizer que “sabemos de alguma coisa”, não como o conhecemos, ou porque o conhecemos, apenas que sentimos algo como verdadeiro.

Porque não podemos encontrar evidência para estes pensamentos, nós, às vezes, duvidamos de sua origem. Se nós iremos seguir as mensagens que chegam a nós desta maneira, é responsabilidade nossa. Em grande medida, isto tem a ver com se estamos prontos para fazê-lo.

A prontidão tem a ver com a nossa capacidade de perceber a verdade – verdade que é fundamentalmente uma percepção da luz que envolve algo. No curso de nos tornarmos mais conscientes, a clareza sobre o que é mais verdadeiro ou o que é menos verdadeiro cresce dentro de nós, e a vida, muitas vezes, pede-nos para escolher entre os dois.

A fim de fazermos isto, devemos decidir qual é a base da verdade, se os pensamentos de nossa mente que têm razões e explicações, ou os pensamentos de nosso corpo e de nossa alma que são mais sutis e difusos. O problema imediato que isto apresenta é o da confiança – se seguimos o nosso próprio caminho, confiando no que pensamos e sentimos, ou se buscamos o conforto de saber que pensamos o que os outros pensam.

O pensamento que vem da intuição não pode ser validado por outros. Se optarmos por seguir a sua orientação, devemos aprender como confiar nisto e como mantê-lo de forma protetora, de modo que as opiniões dos outros não nos afastem do que sabemos. Muitas vezes, o que vem a nós como percepção intuitiva é profundo ou sagrado e somos convidados a reconhecer a sua sacralidade, mesmo sem qualquer referência ou apoio externo.

A capacidade de nos movermos da razão para a intuição como uma fonte de conhecimento acontece como um resultado da abertura da intuição no curso do desenvolvimento da alma, trazendo com ela maior sensibilidade com outros planos de experiência. Antes disto, podemos ter momentos mais difíceis, de detectar o que sabemos, quando não vem da mente.

Conforme progredimos, no entanto, o problema não é o de saber, mas de confiar. 

O processo prossegue quando ouvimos mais a nossa própria voz interior, e quando seguimos a sua orientação mais fielmente. Então, as intuições que nos chegam são sentidas mais fortemente e percebidas com mais confiança. Se nos afastamos destas intuições, no entanto, a voz que estamos ouvindo se tornará mais fraca e menos audível.

A expansão da intuição na vida não tem a intenção de eliminar a razão, ou mesmo de limitar as esferas em que ela é útil e necessária. No entanto, a capacidade racional, para muitos indivíduos, foi desenvolvida à custa do intuitivo.

É o momento agora, enquanto a consciência se expande na luz, que cada um de nós preste mais atenção aos sussurros da alma que chegam no silêncio da noite, ou na tranquilidade do dia, trazendo com eles mensagens e insights que são destinados a ajudar e a inspirar.

Com o aumento da experiência, a capacidade de confiar em nosso conhecimento interior, irá aumentar até que ele se torne tão natural quanto o pensamento com a nossa mente. Neste ponto, a intuição se tornará parte de uma vida que não é mais comum, mas cheia de pequenos milagres de inspiração e de percepção que nos chegam, sem que sejam convocadas ao longo de cada dia.

INSPIRAÇÃO E INSIGHT

A inspiração ou a percepção vêm frequentemente durante a noite quando estamos dormindo. Pouco antes de ir se deitar, peça ao seu Eu Superior (seu eu unido à Deus) que lhe revele a resposta a uma questão sobre a qual você tem refletido. Tenha um lápis e papel por perto, de modo que possa anotar qualquer coisa que lhe ocorra quando você acordar pela manhã.

PRÁTICA DE ALINHAMENTO

Para começar, sente-se com as suas costas eretas, olhos fechados, e respire lenta e tranquilamente, com as suas mãos, palmas para baixo, sobre o seu centro cardíaco, no centro do seu peito. Deixe que a sua respiração se aprofunde e relaxe.

Agora, visualize uma coluna de luz, descendo do cosmos sobre a sua cabeça, descendo através do alto de sua cabeça e pela sua coluna, preenchendo o seu coração, e se estendendo para baixo, para as solas dos seus pés. Sinta que esta coluna de luz é interminável. É o apoio ilimitado de Deus e dos reinos da Luz.

Inspire a luz através do alto de sua cabeça. A cada inspiração, saiba que você está inspirando a Luz de Deus e que cada respiração está fortalecendo esta conexão. Esta Luz é ilimitada. Ela pode ser atraída inúmeras vezes. Sinta o calor de sua mão em seu coração e inspire a luz em seu coração também.

Descanse, respire, sinta a luz movendo-se através de você, infundindo-lhe o sopro de Deus.
Respire assim por alguns momentos.

Agora, preste atenção à expiração de cada respiração.

Enquanto você exala, libere tudo o que não seja a luz dentro de você, tudo o que o limita, tudo o que o impede de se aproximar mais de Deus.

Libere o medo, a raiva, o desespero, a tristeza – libere toda a limitação na luz maior de Deus que pode absorvê-la e na qual se dissolve. Exale tudo o que o retém, tudo o que o separa…

Continue respirando por mais alguns momentos, concentrando-se na inspiração que atrai mais luz ao seu corpo e consciência, e à expiração que deixa ir tudo o que precisa ser liberado.

Conscientize-se de sua inspiração e de sua expiração.
Conscientize-se do sopro de Deus, movendo-se através de você.

Quando esta meditação for concluída, agradeça à Deus pela dádiva da luz e da respiração e pela ajuda que é dada.

Nota: Esta prática deveria ser feita diariamente para o benefício máximo, preferivelmente no mesmo momento do dia, ou pode ser feita na forma mais curta ao longo do dia. O Alinhamento é o eixo central de uma prática espiritual que busca incorporar mais luz ao ser, com propósitos de transformação individual e serviço à Terra. Quanto mais ela for praticada, mais será criado um caminho de luz através de todos os níveis do ser.

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As roupas que usamos – Novas escolhas para um novo tempo

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AS ROUPAS QUE USAMOS
NOVAS ESCOLHAS PARA UM NOVO TEMPO
Mensagem de Julie Redstone
4 de Março de 2017

Cada item que usamos é feito pelas mãos de outra pessoa… A roupa, em particular, exige que os trabalhadores do vestuário trabalhem, com frequência, longas horas a um grande custo para as suas próprias vidas pessoais. Não vamos mais separar as “coisas” do seu custo humano ou do custo para a Terra em nosso uso delas.

Não é uma tarefa fácil para aqueles que desejam estar conscientes de não criar danos aos outros, encontrar e usar roupas que não façam isto. Nosso vestuário, em países desenvolvidos, e especialmente nos Estados Unidos, vem daqueles países que abrigam os mais pobres dos pobres, países em que muitos se escravizam em empregos que pagam tão pouco, que teríamos dificuldade em acreditar que uma família pudesse ser sustentada por estes baixos salários. Sabemos e não sabemos com o que contribuímos para esta situação. Sabemos e não sabemos.

Quando a produção de roupas é terceirizada para áreas do mundo, tais como Bangladesh, onde os trabalhadores tinham poucos direitos e eram vítimas da pobreza extrema e de péssimas condições de trabalho (Exemplo: O desabamento do edifício Rana Plaza, em 2013, onde mais de mil pessoas morreram) não podemos entender como os outros poderiam viver em tais condições.

No entanto, não vemos os meios para alterar a nossa participação em um processo que leva a um lucro extremo no topo da cadeia de produção, e debilitando a pobreza, embaixo.

O que devemos fazer?
O que podemos fazer?

Devemos nos tornar mais conscientes. Este é o começo de nossa “ação”. Devemos reavaliar o que realmente precisamos, de modo que não contribuamos com os efeitos nocivos do consumismo – de compra, porque isto nos traz prazer ou uma sensação ilusória de liberdade.

Devemos saber que o nosso consumismo tem um custo – a indústria do vestuário produz mais resíduos que a Terra deve abrigar e absorver, do que qualquer outra indústria. Pilhas sobre pilhas de roupas não recicláveis são acumuladas em todo o mundo, aguardando a eventual decomposição após centenas de anos, se não mais, enquanto emitem gases que poluem o céu.

Devemos ter conhecimento disto, devemos sentir isto – que desde a década de 70, a quantidade de roupas produzidas neste país, de acordo com uma fonte, aumentou em 400 por cento. Isto é, estamos usando e descartando mais roupas, fazendo mais compras, livrando-nos dos estilos do ano passado com mais frequência, em 400 por cento.

Quando damos as nossas roupas às instituições de caridade, com um desejo de sermos generosos, bem como de reciclarmos, somente uma pequena parte é usada em lojas. O resto se torna parte de um aterro sanitário, ou é distribuído em países do terceiro mundo, como o Haiti, onde começa a substituir a economia indígena de produção de vestuário deste país.

Não há uma resposta fácil a esta questão, do que podemos “fazer” neste momento, pois isto envolve uma mudança em nossa consciência, que se baseia em nossa compreensão de nossa unidade com todos os outros.

Um lugar para começar, no entanto, é a motivação de não fazermos mal. A partir desta motivação pode vir a decisão de seguir vários princípios centrais que ajudarão a trazer mais integridade as nossas compras e ao nosso modo de vida. A partir desta motivação pode vir a expressão mais completa de nosso cuidado com as necessidades de todos.

Ao nos vestirmos, preocupando-nos com as pessoas e com a Terra, estejamos atentos aos seguintes princípios:

1 – Use bem as roupas. Compre roupas que durem e permita que elas durem, em vez de ter que descartá-la, porque os estilos mudam. O princípio da valorização das coisas que duram, foi substituído hoje pelo princípio de responder à “tendência” do momento, estimulado pela publicidade e pelo nosso desejo de atração e de aceitação. Podemos optar por retornar a uma forma mais integrada de responder as nossas próprias necessidades.

2 – Reavalie o que realmente precisa e retorne à simplicidade como um princípio fundamental. “O que precisamos” é uma ideia que temos, não uma realidade. Apenas há algumas gerações as pessoas sentiam que precisavam muito menos de roupas do que hoje.

3 – Seja criativo nas escolhas que faz sobre como criar mais de menos, isto é, como desenvolver um estilo individual que não se baseie em ter mais roupas, mas em usar o que temos com inspiração e criatividade.

4 – Não mais trate as coisas como se estivessem separadas das pessoas. Cada item que usamos é feito pelas mãos de alguém, ainda que alguma parte da produção seja automatizada. As roupas, em particular, exigem que os trabalhadores do vestuário, muitas vezes, trabalhem longas horas, a um grande custo para as suas próprias vidas pessoais. Não vamos mais separar as “coisas” de seu custo humano, ou do custo para a Terra em nosso uso delas.

Estes princípios são apenas um início e não abordam todo o problema da mudança de valores que é necessária, de modo que a nossa economia se torne mais motivada pelo coração e menos motivada pelo lucro, mas já é um começo.

Que todos os seres se beneficiem desta mudança em nossa consciência e das mudanças que estamos dispostos a fazer em nossas próprias vidas.

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O Significado de Estar Encarnado

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Mensagem de Julie Redstone
22 de Agosto de 2016

Enquanto avaliarmos o sucesso e a realização pela medida de nossos sentidos físicos, veremos o valor de nossa vida em termos do que fizemos, alcançamos ou criamos de uma forma visível, em vez de em termos do que trouxemos à Terra e à consciência de todos através de nossa estadia aqui.

Nosso ser transmite tanto à vida quanto o nosso “fazer”. E, no entanto, por causa de nossa orientação no sentido de vermos a realidade física como tudo o que há, tendemos a não acreditar que a nossa realidade interna está produzindo um efeito na vida assim como o nosso exterior, para melhor ou pior.

Esta realidade interior consiste de pensamentos e sentimentos de que estamos conscientes, dos quais podemos nos esforçar para nos tornarmos mais responsáveis e mais seletivos, à medida que evoluímos espiritualmente.

Ela também consiste dos pensamentos e sentimentos que existem abaixo do nível de nossa consciência e das energias que residem em nossos próprios corpos, nas células e tecidos que compõem os nossos órgãos e a nossa estrutura física. Tudo isto é a nossa “realidade interior”.

No entanto, além do pensamento e sentimento, a nossa realidade interior corresponde à luz que contemos em nossa alma e aos valores essenciais que trazemos como uma alma para o resto da vida, valores que informam o nosso coração e criam uma sensação do que mantemos como o mais importante na vida. Estes valores podem ser simples, mas profundos, e em sua profundidade, eles transmitem ao mundo a sua presença.

As qualidades de nossa alma, enquanto elas se comunicam com o nosso coração, estabelecem os valores que nos são mais caros, que fazem parte de nosso ser. São estes valores e a luz de nosso ser que participam de uma rede de consciência e de energia que é a rede à qual todos os seres humanos pertencem.

Não podemos participar desta rede, pois a virtude de estarmos encarnados e a própria razão de termos assumido a encarnação é tanto para o nosso próprio aprendizado como um ser individual, como também para a contribuição que nós somos capazes de fazer à vida como um todo.

Amados, estamos acostumados a pensar em nós mesmos como pequenos e insignificantes e no mundo como muito grande e não afetado pela nossa existência. Nós nos imaginamos como uma pessoa entre bilhões de habitantes na Terra. Mas esta contagem pelo número é uma contagem baseada na separação dos outros. Ela se baseia na crença de que somos um indivíduo surgindo contra o resto, a fim de influenciá-los, a fim de influenciar esta grande massa dos “outros”.

Esta é uma imagem incorreta, no entanto. Pois o resto da humanidade não está fora de nós. Pelo contrário, a nossa realidade interior e a realidade interior do resto da humanidade se interpenetram em todos os momentos. Compartilhamos os pensamentos, a energia e a consciência em todos os momentos. Como resultado, estamos sempre influenciando a “entidade” coletiva da qual somos uma parte. É por causa deste fato de um todo unificado, que não há separação entre o “um” que somos e os “bilhões” que os outros são.

A interpenetração do pensamento e da energia do corpo, mente e emoção, é um conforto e uma responsabilidade, pois a nossa importância para o bem-estar do todo, pede-nos que o que compartilhamos seja baseado em uma escolha para elevar, ajudar, permitir que os outros vivam melhor, que não prejudique o seu bem-estar.

Tal desejo está em conformidade com os desejos de nosso eu mais profundo e nos exige um maior autoconhecimento, de modo que possamos optar por compartilhar o nosso senso mais profundo de valores, valores em comunhão com o nosso coração e alma.

A visão de nós mesmos como insignificantes não tem papel a desempenhar na consciência da Unidade, pois nesta consciência todos são importantes e todos estão afetando o outro, o tempo todo, alguns com mais luz e alguns com menos, mas cada um afetando o bem-estar do todo.

Permita que este conhecimento seja um mandato, então, para afirmar a nossa identidade como filhos Divinos do Um, para reivindicá-la e permitir que ela informe as nossas decisões, nossos planos, nossos pensamentos, e as coisas a que prestamos atenção em nossa vida diária.

Pois, somos amados pelo Universo e somos parte deste Universo em todos os momentos, e quando reivindicamos esta verdade, quando nos percebemos como importantes em nossa interação com todos os que encontramos, tornamo-nos mais capazes de agir de forma consciente e com a sabedoria que vive em nós, para o nosso benefício e para o benefício da Terra.

Com todo o amor e bênçãos,

Julie Redstone

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Redefinindo a Depressão

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Mensagem de Julie Redstone
25 de Agosto de 2016

A Depressão é um mestre, e o que ela tem a ensinar é a natureza de uma busca, uma busca pela verdade, uma busca por um sentido, uma busca pelas bases de uma vida significativa.

Hoje, milhões de pessoas no mundo vivem com depressão. A depressão vem a ser a primeira condição médica mais tratada; as antigas soluções para o problema tiveram um sucesso limitado ao tratá-la. A causa da depressão é atribuída a vários desequilíbrios.

No entanto, a depressão como uma experiência da consciência, é raramente atribuída a causas espirituais que, de fato, são mais fundamentais a sua presença, e dão origem às varias condições físicas que vemos, tanto ao nível do cérebro e em outros lugares.

Como é possível hoje redefinir a depressão? Da mesma maneira que olhamos dentro de nós mesmos todos os outros aspectos de nossa consciência para vermos de onde eles surgem e o que eles estão aqui para nos ensinar.

A Depressão é um mestre, e o que ela tem a ensinar é a natureza de uma busca, uma busca pela verdade, uma busca por significado, uma busca pelas bases de uma vida significativa.

Muitos que estão deprimidos perderam a sensibilidade do sentido da vida e estão famintos por isto. Não importam quais sejam as suas limitações externas quando ela aparece para os outros, eles estão buscando o sentido e a luz que lhes trará uma resposta positiva para a questão: “Quem eu sou e por que estou aqui?”

Há muito sofrimento no mundo hoje e muita angústia causada por causas naturais e humanas. E assim, como espectadores, podemos, com um coração compassivo, compreender por que dadas certas condições externas de perda, tragédia, desastre ou violência, qualquer indivíduo poderia responder a estas circunstâncias com depressão.

Nossa empatia, bem como a nossa mente racional nos diz que é assim, quando também confrontados com circunstâncias semelhantes, poderíamos responder. No entanto, não há nenhuma circunstância externa que “simplesmente aconteça”. Cada uma é um catalisador ou um indutor para o crescimento potencial na consciência daqueles a quem isto sucede, até mesmo quando é mais trágico, quando é mais doloroso.

A depressão, da mesma forma, pode ser vista, desta maneira, como um mestre.

Não podemos ver que como mantemos a nossa consciência é a interface entre nós mesmos e a nossa vida externa? Não há nenhum significado que seja construído em qualquer situação, mas somente o significado que lhe damos. Assim, a depressão pode surgir não apenas porque a situação assim o exige, embora possa ser um catalisador para ela, mas porque a nossa consciência está tentando nos ensinar sobre como viver.

A depressão como um mestre nos leva a intensificar a nossa busca por um sentido e pela natureza positiva de nosso próprio ser que vive na esperança e confiança. Isto nos leva a sondar mais profundamente com antenas invisíveis, até o espaço em que a esperança possa ser encontrada, até o espaço em que a crença em nosso próprio potencial possa ser encontrada.

Tal como acontece com qualquer outra condição física, emocional ou mental, a depressão é uma forma dolorosa de aprendizagem. Entretanto, ela pode ser escolhida pela alma antes de encarnar como um meio de deixar a superfície de si mesmo e encontrar as camadas mais profundas do nosso relacionamento com a vida.

Quando a depressão começar a ser encarada desta maneira, isto é, em um contexto espiritual, na natureza de uma busca, então, a fome pela luz da própria alma que é ao mesmo tempo, uma resposta à depressão e ao seu objetivo, será oferecida como um caminho para aqueles que estão em grande necessidade de luz e alimento espiritual, mas que nem mesmo sabem que estão procurando por isto.

Quando tal perspectiva puder ser mantida por muitos, escolas de pensamento surgirão para tratar do problema da depressão que será baseado na luz, em vez de medicamentos, e ocorrerá uma integração nova de compreensão espiritual com compreensão médica ou fisiológica.

Por enquanto, vamos cada um, na medida em que somos vulneráveis ou conhecemos outras pessoas que são vulneráveis à depressão, ajudarmo-nos e a eles, com uma resposta ao seu desejo que é uma afirmação do que eles estão buscando, ou seja, a mais profunda conexão possível com a luz de sua própria alma.

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O Novo Corpo Sagrado – Julie Redstone

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O NOVO CORPO SAGRADO
Mensagem de Julie Redstone
6 de Agosto de 2016

Seu corpo é belo para Deus. Não importa qual seja a sua forma exterior, não importa os defeitos, as doenças, ou as limitações físicas que ele possa ter, através dos olhos do Divino, somente a vida Divina é vista, somente o instrumento precioso que existe e que contém a vida Divina.

A partir do ponto de vista do Divino, aquilo que vive em seu corpo é a mesma corrente que dá vida ao universo, em todos os seus muitos aspectos. O seu corpo não é inferior, mesmo que ele tenha limitações físicas de acordo com o que ele pode fazer.

Esta apreciação da vida Divina é a que a humanidade, como um todo, não chegou ainda. Pensamos ainda nos corpos como objetos e os percebemos de acordo com a sua aparência externa. Nós ainda o avaliamos de acordo com o quão bem ou ruim eles se encontram no atual padrão cultural do que consideramos que um corpo ideal deve ser ou agir.

No entanto, os olhos do divino não veem as coisas desta maneira que envolve o nível superficial da percepção. Estes olhos veem, testemunham e compreendem por que e como este corpo particular foi escolhido pela alma antes do nascimento.

Eles veem e testemunham e sabem por que os atuais defeitos ou limitações físicas, embora não percebidos como belos a partir do ponto de vista do ego observador, são belos em termos dos nobres objetivos que a alma escolheu a fim de realizar o seu trabalho sagrado em determinada vida.

No nível mais básico, cada corpo é escolhido especifica e perfeitamente para o trabalho que está sendo solicitado a fazer em determinada vida.

É escolhido com perfeição para a forma com que ele irá abordar este trabalho, não em termos de sucesso ou de fracasso, de acordo com um padrão externo de “fazer”, mas de acordo com um padrão interno do que este corpo em particular irá fazer para criar o progresso no movimento da alma encarnada em direção à maior cura e plenitude.

Até mesmo os corpos que não conseguem sobreviver muito tempo no plano físico devido a graves deformações ou doenças, têm esta qualidade de beleza. Eles contêm a mesma medida de vida Divina no meio de quaisquer deficiências que somente permitirão uma breve vida física. Pois a duração da vida física não determina nem é uma medida do valor ou da beleza do corpo.

Até aqueles corpos que duram na Terra apenas por alguns minutos ou algumas respirações, contêm a mesma vida Divina dentro deles, como aqueles que permanecem na Terra por oitenta ou noventa anos. A vida Divina não depende da longevidade, nem da condição física do corpo.

Quando a humanidade emergir mais plenamente para o resgate de suas sensibilidades espirituais, muitas das quais estão localizadas no corpo, ela saberá, sem sombra de dúvida, que a energia que está contida nos átomos e partículas subatômicas do corpo, não é apenas energia física, mas energia espiritual, também.

A Humanidade, neste momento, irá compreender que a interface entre o espiritual e o físico no nível da realidade quântica, a realidade da energia e de partículas minúsculas, é uma interface muito fina.

Na presença da luz que se expande hoje, afetando a vida física da Terra e de todos os corpos que vivem na Terra, esta interface espiritual/física se tornou ainda mais fina do que antes, com transmissão da energia a partir dos planos superiores do próprio ser, tornado muito mais fácil pela maior luz presente no plano físico.

Assim, o corpo se torna um instrumento mais aberto para receber a marca do eu superior e, como uma planta que absorve os raios do sol e os transforma em produtos de fotossíntese, assim, também, o corpo físico recebe as correntes da energia mais elevada e as transforma em alimento para todos os aspectos do ser encarnado.

É desta forma que o corpo sagrado está se tornando mais empoderado para representar o Eu Superior, e menos separado, vibracionalmente, deste Eu Superior.

Todos os planos estão interagindo mais completamente agora e, assim, o novo corpo físico que tem interagido com os corpos mais elevados de energia, conterá mais a luz espiritual e a consciência espiritual do que jamais foi antes possível. Será, para todos os seres, o instrumento que abriga a consciência superior sem separação.

Nós não vemos isto ainda, mas os olhos do Divino veem isto. Pois, na Terra hoje e na presença das forças de oposição e das trevas, o movimento de abertura do plano físico para os planos superiores da luz, está ocorrendo e este movimento, enquanto ele se expande ainda mais, trará à consciência de todos os seres humanos, a percepção de quem eles são, além da definição física de identidade.

Estamos em uma encruzilhada, amado, um momento onde o que existiu está retrocedendo a um passado mais distante, e onde o que está chegando já está começando a dar forma à realidade.

O que é possível para nós agora é acolhermos a nova realidade que está nascendo, acolhê-la em nossos corpos e mentes, para que possamos nos tornar de todas as maneiras Filhos do Divino e do Plano Divino para a Terra. Que toda a vida possa ser abençoada com este conhecimento.

Julie Redstone

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Imagem – Eddi Van W

Purificação das Emoções e dos Estados Mentais

purificação

Mensagem de Julie Redstone
6 de Julho de 2016

Em tempos recentes, você pode ter notado a intensificação de certos sentimentos dentro de você. Você pode ter experienciado questões que considerou há muito tempo enterradas, vindo à tona novamente. Este ressurgimento de emoções e de pensamentos está sendo provocado pela expansão da Luz na Terra. O seu propósito é a cura, para trazer uma maior integridade a cada ser vivo.

Você é uma alma, Amado, e o momento é agora para liberar tudo o que você mantém dentro de você, que o impede de experienciar plenamente a sua existência na luz. O momento é agora para abraçar a sua própria liberdade de ser.

A purificação das emoções e dos estados mentais que cria esta liberdade ocorre de forma diferente para cada alma encarnada. Pois cada um tem as suas próprias áreas particulares de vulnerabilidade e de dor, que foram mantidas além do eu consciente.

Agora, o poder da luz e do amor trará a capacidade de curar o que não foi curado antes. A luz irá brilhar no coração de cada um, transmitindo a verdade da alma ao coração que busca e a força da alma a cada ser que deseje evoluir.

Você pode não se sentir preparado para fazer isto. Você pode se perguntar o que precisará mudar em sua vida se desistir dos padrões familiares do passado que já não são dignos do futuro que você está aqui para participar. Muitos têm medo disto. Muitos se apegam a velhos padrões incompatíveis de comportamentos, pensamentos e relacionamentos, a partir de um medo de que o novo irá apresentar desafios que o eu consciente não se sente preparado ou forte o suficiente para enfrentar.

Esta premonição não é verdade, amado. O que é verdade é que o maior autoconhecimento irá fortalecê-lo, não somente em sua própria identidade, mas em seu relacionamento com o Divino. Pois o maior autoconhecimento é o mesmo que o relacionamento com o Divino. É o conhecimento de quem você é como uma alma, o conhecimento do seu ser mais profundo. É o conhecimento do seu eu eterno, além da mente e das emoções.

Você veio à Terra neste momento para dar este passo, para avançar em conjunto com a mudança planetária para a nova vibração da verdade e da divindade que foi sempre uma parte de você, mas que foi envolvida por emoções e pensamentos. Estes eram parte de uma realidade que parecia mais real, mas que não era. Você veio aqui neste momento para incorporar o estado de ser do seu próprio eu verdadeiro, para expressá-lo e compartilhá-lo como um dom aos outros, à Terra e à vida.

Há desafios a enfrentar a um nível interior, como a liberação de antigos hábitos e sentimentos, como uma função da luz. No entanto, estes desafios são mantidos em uma barreira divina, a barreira da verdade sagrada, que além de qualquer identidade que você pensou que fosse, você é um Filho Divino do Um e esta é a sua identidade mais real – além do pensamento, além do sentimento, além de circunstâncias, além de tudo…

Portanto, alcance o novo com as duas mãos e um coração agradecido, pois neste alcance está o sucesso do trabalho. Neste alcance, o caminho é aberto e isto irá realizá-lo. Esta é a promessa divina para a humanidade neste momento da história, a promessa de que aqueles que buscam irão encontrar, e que aqueles que abrem os seus corações para um amor maior, devem encontrar a resposta do Universo, preenchendo-o.

Confie o seu lugar no Universo do amor, Amado, e permita que a luz transforme tudo o que foi mantido na sombra dentro de você.

É um momento de grandes desafios para muitos, e um momento de grande alegria, mesmo quando os desafios ocorrem. Pois o resultado final desse momento, é a liberdade de ser você mesmo, uma liberdade que cada alma tem almejado, a partir do espaço mais profundo do coração, e esse é o propósito e o objetivo desta transição sagrada pela qual a Terra agora está passando.

Seja abençoado.

Que todos os seres sejam abençoados.

Julie

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Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

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