Quando estiverem prontos

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QUANDO ESTIVEREM PRONTOS
Por Maria Chambers
16/07/17

Quando vocês estiverem prontos para deixar uma situação, condição física ou emocional, ou um relacionamento, vocês o farão. E nem um momento antes.

E quando digo, vocês, quero dizer qualquer parte sua. Mesmo as questões físicas, que na maioria das vezes são herdadas, podem ser transmutadas. Mas, se parecer lento ou parecer não haver nenhum progresso, é porque não se está pronto. Quer o corpo, quer a mente.

Até aqueles dentre nós que estão no caminho acelerado em comparação ao restante da humanidade, ainda há um processo envolvido em nossa integração ou iria sobrecarregar o nosso sistema. Já está nos sobrecarregando. Imaginem se fosse ainda mais intenso? No entanto, é realmente difícil ser paciente com esse processo, e muitas vezes queremos saber se isso acontecerá em nosso caso.

Disseram-nos para aceitar o lugar em que estamos e para ter paciência com o nosso corpo, em termos da sua necessidade de atingir a mesma situação que a nossa consciência. Mas, às vezes, esse corpo com as suas questões herdadas, é um verdadeiro estraga prazeres.

Vocês estão finalmente conseguindo ter alegria nas coisas, sentir a sua alma e a natureza sensual da vida, e, BAM! Vocês são atingidos por mais uma dificuldade física, ou talvez seja de natureza emocional. Ou algo que vocês estão enfrentando, piora.

Portanto, vocês tentam se reconciliar com isso e compreendem que, com frequência, quando mais luz é introduzida em suas células, desencadeia essas condições e doenças que precisam ser liberadas. Às vezes, sem saber, estamos também assumindo os problemas dos que nos cercam.

Mas, também sabemos que isso não vai mais acontecer. E se estivermos absorvendo as coisas alheias, isso não deve ser processado por nós, mas permitido que saia por nosso intermédio.

Bem, tudo isso faz sentido e está acontecendo, embora lentamente, muito mais lentamente do que qualquer um de nós negociou.

Mas, enquanto isso, tentar forçar ou acelerar uma cura ou nossa iluminação, em geral não funciona. Porém, isso pode ser acelerado, ao se permitir que apenas aconteça e não tentar tão arduamente.

Acho muito interessante que as pessoas jurem por determinados produtos ou métodos que eles afirmam que curaram alguma condição deles. Um produto em particular, que fez milagres para uma pessoa, não fez nada para outra.

Um amigo me disse que não conseguia achar um terapeuta adequado e que cada um com quem ele tentou trabalhar não era profissional. Eu lhe disse que talvez ele não estivesse pronto para olhar a questão com que estava lidando, porque era dolorosa demais. Então, não conseguir encontrar o terapeuta ‘certo’ não era surpreendente.

Quantos fizeram intensas e exaustivas pesquisas acerca de uma condição e todos os remédios possíveis, encontrou um, tentou e não funcionou?

Se alguém em quem confiamos nos dissesse que comer barras de Hershey, três vezes por dia, curaria nosso corpo de uma determinada condição, esse método funcionaria absolutamente. Não porque acreditávamos que funcionaria, mas porque estávamos realmente prontos, em qualquer nível, para liberar essa condição.

Não gostamos tanto de ouvir isso, porque gostamos de pensar que nós, como a personalidade humana, estamos no controle dessa decisão. Bem, realmente controlamos isso em grande parte devido a nossa resistência.

Quanto mais tentamos e lutamos e analisamos, mais nos mantemos aprisionados. Porque, nós, como humanos, não temos acesso a todas as informações. E não é nosso trabalho obter essa informação e brigar com ela. Não é importante saber de onde o problema se origina porque nenhum deles é verdadeiramente nosso.

FINGIR SE HUMANO

Sabíamos que esta existência seria especial. Queríamos estar aqui no momento mais poderoso do planeta para introduzir a Nova Energia. E parte desse processo foi assumir uma vida humana muito real, com problemas humanos muito reais para nos tornar professores, líderes e mentores compassivos.

Já éramos almas avançadas. Não precisávamos realmente estar aqui. Portanto, todos os problemas e questões que vimos enfrentando não são realmente nossos. Não precisávamos tomá-los em nível pessoal.

E mesmo sabendo disso, embora possa ser confortante, não resolve automaticamente todos esses problemas e questões. Essas questões se resolverão por si mesmas quando estiverem prontas.

De fato, não é mesmo a solução, o que acontece, mas elas simplesmente se afastam. Então, podemos arregaçar nossas mangas, enfrentar cada questão uma de cada vez, gastar nosso tempo, energia e dinheiro em soluções potenciais e ainda ter os mesmos resultados.

O nosso trabalho por esse processo é nos tornar tão confortáveis quanto possível. Certos produtos e métodos podem ajudar a aliviar sintomas, o que é excelente, mas o desequilíbrio energético não se resolverá até que esteja pronto para a solução. Nem um momento antes.

Nosso único trabalho é relaxar e encontrar meios de nos sentir bem. Por quê? Porque sentir-se bem é o nosso estado natural de ser. Todas as outras coisas não são. Honrem todos os sentimentos à medida que vêm à tona. Não lutem com eles, se possível. Não tentem “consertá-los”.

Se a sua mente estiver tensa, talvez vá resolver um quebra-cabeças.

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Gigantes Gentis

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GIGANTES GENTIS
Por Maria Chambers
24/06/17

Os seres humanos estão tão ocupados em se melhorar. Tornando-se mais fortes, mais atraentes, mais ricos, mais saudáveis, mais inteligentes, mais educados, mais apreciados, mais bem-sucedidos, mais espiritualizados, mais dignos… e, no entanto, isso tudo é uma total perda de tempo.

Porque, se eles não estão reconhecendo a existência de sua alma, todas as tentativas, ações e correções os levam… a lugar nenhum.

As pessoas estão começando a reconhecer essa verdade. Estão se tornando mais perturbadas. Mesmo que cheguem mais perto de atingir seus objetivos, ainda parece que algo está faltando. E, então, se culpam. Pensam que não fizeram o suficiente, ou que fizeram a coisa errada. Ou põem a culpa no destino, na economia, no governo, ou nos genes.

Ou apenas na má sorte.

Não é interessante que tendamos a fazer a mesma coisa quando sentimos que essa iluminação encarnada não está funcionando do jeito que esperávamos. Assumimos a culpa ou a posição de vítimas.

Mas, na verdade, é muito mais difícil a transformação do que qualquer um de nós imaginou. Não fizemos nada de errado. Ninguém é culpado. Mas, podemos começar a achar que não estamos destinados a isso nesta existência. Pode parecer um sonho impossível.

Aqueles dentre nós que estão na vanguarda dessa transformação para o humano divino são um grupo consideravelmente resistente. Poderíamos ser chamados de gigantes gentis. Somos gentis por natureza, cheios de amor, mas também somos gigantes em nosso campo.

Passamos das conversas animadoras da nova era ou dos contos etéreos sobre a iluminação.

Não estamos interessados em amenizar esta experiência. Passamos pela mais densa escuridão. Nossas vidas desmoronaram-se. Fizemos o que parece ser um processo interminável e vimos permitindo que o espírito chegue cada vez mais perto. Todavia, parece, às vezes, que temos muito pouco para mostrar. Pelo menos no tangível.

Mas, realmente sabemos que algo está acontecendo e a prova é que estamos nos sentindo cada vez mais distanciados de nossos antigos eus e deste mundo em que vivemos. Estamos começando a reconhecer que temos um parceiro que vive conosco que não sente dúvida ou medo.

Sabemos que algo está acontecendo porque confiamos em nossa sabedoria em detrimento dos outros, mesmo daqueles que certa vez reverenciamos. E definitivamente confiamos em nossa voz em detrimento daqueles que considerávamos amigos íntimos ou outros relacionamentos semelhantes.

E estamos cada vez menos preocupados com o que os outros pensam de nós, de maneira geral.

Não somos influenciados pela culpa. Ou por outras formas de manipulação. Nós percebemos isso a milhas de distância. Bem, nem sempre. Às vezes se esgueiram sobre nós. Gastamos algum tempo com alguém, e mais tarde dizemos para nós mesmos: “Que ** foi essa?”

Mas, não estamos tão interessados em dissecar nossos problemas. Porque sabemos agora que eles não são de fato nossos problemas. Que alívio! Imaginam todo o tempo, energia e dinheiro que estamos poupando nesse projeto?

Muitos de nós somos adeptos disso, ou não somos? Provavelmente, podemos recitar todas as condições corporais e suas origens emocionais, à maneira de Louise Hay, em relação a nós e aos outros.

Todavia, notamos que nem mesmo conhecendo as causas ou as origens desses problemas emocionais ou físicos não faz muito para que desapareçam?

E isso é porque não se trata de uma transformação mental. Não estamos tentando nos psicologizar ou mudar nossas crenças ou nossos velhos padrões como humanos.

E é exatamente por isso que ficamos tão frustrados, às vezes. Continuamos pulando de volta para a ação, mesmo que seja uma ação mental. E, infelizmente, esse processo não funciona dessa forma.

A parte mais difícil desse processo é a mente querer manter o controle. Ela ama dançar com o medo, a dúvida e a desesperança, porque são emoções com que está familiarizada. E essas emoções têm persistido em nós e permanecido em nossas células por muito tempo.

Nenhum de nós, que esteja passando por esta iluminação encarnada, poderia dizer com convicção que funcionaria da maneira que esperávamos. De fato, não estamos cem por cento certos para onde deveríamos ir. Ao longo do caminho, mudamos nossas expectativas. Principalmente à medida que mergulhamos mais profundamente na experiência e começamos a rasgar o próprio tecido de nossas vidas.

SOMOS ÍNTEGROS E COMPLETOS

E quanto mais avançamos, com menos pessoas em nossas vidas diárias conseguimos nos relacionar. Podemos tentar explicar-lhes quem somos e pelo que estamos passando, mas vemos os seus olhos vidrados. Para cada desconforto físico e emocional por que estamos passando, eles têm uma explicação ‘lógica’ ou médica.

Assim, percebemos que não podemos obter a espécie de apoio que desejamos de alguém que não esteja passando pelo mesmo processo. Começa a parecer que estamos cercados por crianças do ensino fundamental, em termos de crescimento da alma ou grau de conscientização.

Deste modo, pode ser bastante solitário. Mas, para ser gigantes em nosso campo, utilizamos isso também, para aproveitar a nossa resolução interior. É a oportunidade perfeita para depender ainda mais da própria Presença Divina.

Porque, aquilo que nos distingue também de outros seres humanos, é que reconhecemos a nossa alma, e, nesse reconhecimento, nos sentimos íntegros e completos. Não estamos buscando amor e aprovação do lado de fora. Isso é profundo.

E isso nos torna até mais sensíveis àqueles que ainda estão querendo extrair esse amor e aceitação dos outros. E se eles não estão reconhecendo que também são almas, eles estarão definitivamente fazendo isso.

Percebemos que não precisamos ou queremos ser a fonte para que os outros se sintam melhor acerca de si mesmos. Não podemos nos dar ao luxo de ser salva-vidas para alguém. Sabemos, bem no íntimo, o que se exige para ser um humano em ascensão. Sabemos que os outros vão ter que passar pelas próprias transformações, no próprio tempo.

Estamos no processo de descobrir o modo mais profundo e mais autêntico em que um ser humano pode amar-se. É preciso um gigante em seu campo para passar por isso.

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A Nova Mente

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A NOVA MENTE
Maria Chambers
23/05/17

O aspecto mais desafiador da Iluminação Encarnada, de se permitir que o espirito resida em nossos corpos e em nossas vidas, é a mente. Nosso relacionamento com nossa mente tem sido, na maioria das vezes, um relacionamento baseado na sobrevivência. Não tanto em muita alegria.

Nós nos sentimos mais seguros residindo em nossas mentes durante um período muito longo aqui no planeta. Consequentemente, a mente e o coração estão em desacordo um com o outro. E nesse processo de nos tornarmos mais conscientes, transferimos nossa atenção da mente para o coração.

Em resposta, a pobre mente vem enviando alerta após alerta, na tentativa de manter o seu status como o centro de controle. Toda questão de sobrevivência imaginável tem sido provocada, da saúde às finanças, aos relacionamentos, e tudo o mais.

A mente vem tentando nos proteger, e a si mesma, do dano ou mesmo da completa aniquilação.
E isso, às vezes, nos leva à distração.

Mas, muitos dentre nós, vêm notando algo: a mente está relaxando um pouco mais. Está começando a testemunhar novas experiências. Vê que estamos tomando mais decisões baseadas na alegria, e não no medo, e que coisas terríveis não nos acontecem. De fato, com frequência, nossas vidas são mais sincronizadas. Mais fluidas.

Portanto, querida mente, registre isso em seu banco de dados. Agora tem a prova de que essa nova experiência de confiança e permissão funciona. Que existem benefícios reais, tangíveis.

Então, a mente começa a confiar no espírito. Começamos a confiar no espírito. Começamos a soltar mais os nossos punhos cerrados. De tentar controlar tudo. De nos preocupar com o futuro. E começamos a viver mais no agora.

DEVAGAR, VOCÊS SE MOVEM RÁPIDO DEMAIS

Reparei que, quando faço minhas caminhadas, ando muito mais devagar.
Não devido à idade, mas porque eu aprecio saborear a experiência.

Caminhar mais lentamente me dá a oportunidade de ver mais, cheirar as flores e as folhagens enquanto passo por elas, até mesmo tocando-as. Embora isso possa não ser tão bom para o meu exercício cardíaco, eu obtenho mais benefícios dessa caminhada do que uma hora em uma esteira.

Apesar de que eu não poderia provar isso de fato, porque nunca passei algum tempo em uma esteira, a não ser a metafórica.

Quando vivemos nossas vidas no momento do agora, com nossa alma presente, a vida é deliciosa. Podemos estar fazendo qualquer atividade, ou não fazendo nada em particular. Não estamos nos preocupando acerca de nosso passado ou futuro. Não estamos tentando consertar nada. Não estamos sentindo culpa, tristeza, medo, raiva, dúvida, tédio ou desespero.

Agora, para alguém que não esteja interessado em um relacionamento com a sua alma, pode acreditar que estamos enterrando nossa cabeça na areia. Que na pior das hipóteses, estamos em negação. Que não estamos encarando a realidade. E na melhor das situações, que não estamos sendo produtivos.

Mas, quando estamos nesse estado de consciência, podemos nos importar menos com o que alguém pensa sobre nós, ou o que pensa sobre qualquer outra coisa. Quando estamos nesse espaço de alegria, não sabemos que a maioria da humanidade está em um lugar muito diferente daquele em que estamos. Que parece haver poucos com quem possamos nos relacionar, ou mesmo que nossa conexão aqui com o planeta mudou.

O que importa é que estamos, neste momento do agora, conectados a nós mesmos.
Se isso não for um estado de liberdade, eu não sei o que é.

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Iluminação – alguns lembretes

iluminacão
Por Maria Chambers
03/05/17

Lá se foram os tempos em que os mestres ascensos se retiravam para o topo das montanhas e ficavam afastados do convívio. Enquanto para alguns isso possa ser uma escolha viável, a maioria de nós aqui na vanguarda da iluminação, estamos aqui para usufruir a vida.

Embora achemos cada vez mais desafiador nos relacionar com a realidade que estamos deixando para trás, há ainda alegria em se participar da vida.

Pode parecer confuso porque alguns de nós abrimos mão de tanta coisa: família, amigos, companheiros, empregos, e estamos no processo de deixar de lado nossa linhagem, nossos antepassados, nossos velhos padrões, até mesmo nossas famílias espirituais de volta para casa.

Tudo em nome de nos libertarmos e a todo mundo. A confusão vem porque, então, queremos saber por que nos sentimos tão sozinhos. Supõe-se que vamos viajar o resto de nossa vida sozinhos?

A resposta para isso é, claro, muito pessoal e cada um de nós possui o próprio e único caminho. Mas, ao mesmo tempo, sabemos que estamos aqui com o propósito de nos conectar ao nosso parceiro eterno, nossa Presença Divina e nossa alma.

EM NOSSOS PRÓPRIOS TERMOS

No entanto, como ser humano, e mesmo como uma alma, queremos experimentar a vida aqui no Planeta Terra de uma nova maneira. Uma em que não carreguemos mais a velha bagagem ancestral ou os fardos da consciência de massa.

Assim, não estamos virando as costas para a vida. Mas estamos querendo experimentá-la em nossos próprios termos agora. Estamos constatando que não sentimos mais a paixão das velhas maneiras, a partir de um lugar de drama ou de ocupação, de conquistas externas ou relacionamentos.

Podemos não estar nos sentindo apaixonados, em absoluto, ou apenas esporadicamente, conforme sentimos nossa alma em nosso corpo. Às vezes queremos saber se seremos capazes de nos conectar à vida aqui, ou nos relacionaremos cada vez menos com ela, à medida que ficarmos mais conscientes e despertos.

Quando nos sentimos assim, é importante nos lembrarmos de que, inicialmente, nós, como nossa almas, éramos cheios de fogo e paixão. Que este ser humano desapaixonado não é quem realmente somos.

De fato, se às vezes nos sentimos cansados, deprimidos e aborrecidos, é fácil demais nos identificar com isso e começar a acreditar que somos assim.

É muito fácil aceitar que somos essa pessoa, especialmente porque o processo de ascensão, de iluminação incorporada, parece estar se movendo no ritmo de um caracol, às vezes. E há momentos em que parece estar se movendo rápido demais, visto que parecemos estar nos transformando de dentro para fora, e a nossa vida externa parece que vai para o caos. E há momentos em que parece que nada está se mexendo, absolutamente.

E, para os que estão passando por algumas questões físicas difíceis, pode parecer uma eternidade.

Mas, apesar das dificuldades deste processo por que estamos passando, em algum lugar dentro de cada um de nós está a consciência de que não somos esses corpos, não somos essas personalidades, e não somos nossa história. Para aqueles dentre nós, na vanguarda da mudança da consciência, viajamos muito. Somos almas avançadas e não estamos aqui para mais lições.

POR QUE ESTAMOS AQUI?

Estamos aqui voluntariamente para inaugurar a mudança do humano para o Humano Divino.

Até onde chegamos neste processo, é extremamente individual. Existem muitos fatores. Mas em última análise, realmente não importa. Como almas, não estamos realmente interessados em sermos os primeiros, embora com frequência somos os primeiros a passar pelas mudanças.

Na verdade, como almas, não estamos sequer interessados em ser apreciados por aquilo que estamos fazendo aqui. Apenas queremos experimentar. E outros humanos vão experimentar isso após termos pavimentado o caminho.

E o que vimos fazer é pavimentar o caminho.

Como humanos, tendemos a ser severos com nós mesmos. Fomos preparados para acreditar que somos fracassados, se não formos até o fim, seja lá o que isso signifique mesmo. (Basta olhar os esportes, o mundo empresarial ou como os lideres políticos se concentram na ‘vitória’ a qualquer custo).

Nós nos julgamos severamente se acreditamos que falhamos em algo.
Ou se nossa perspectiva não é acolhida pelas massas.

Mas, como almas, valorizamos a experiência, onde quer que ela nos leve. E o que estamos fazendo nesta única existência nunca foi feito antes. Nem desta maneira. Morrer e ser renascidos na mesma vida. Uau! Integrar nosso eu humano e nosso eu eterno. Empalidece em comparação a escalar o Monte Everest, não é?

E até que ponto somos capazes de levar isso, não deveria importar.

Conforme olhamos para os grandes líderes da consciência na história, para outros inovadores das mudanças, muitos deles vão somente até certo ponto. Eles estavam também limitados pela consciência em que nasceram e em que tinham que viver. Eles estavam muitas vezes agindo sozinhos, em obscuridade virtual, sem o benefício do apoio de outras pessoas em sua vida, e mais definitivamente, não havia o apoio do restante da humanidade. Eles eram invisíveis às massas, ou eram vistos como um tanto loucos.

É um pouco diferente para nós, porque temos o apoio das almas de corações semelhantes, ao redor do globo, mesmo que esse grupo seja pequeno em número e seja na maior parte online. No entanto, ainda estamos sujeitos à leis deste mundo tridimensional, às vezes, o que tende a nos puxar para trás e nos desacelerar emocional e fisicamente.

GRANDES EXPECTATIVAS

Como almas, vimos nesta existência com entusiasmo e com fogo. Estávamos animados por estar aqui neste tempo importante na história da humanidade. Este famoso ditado: “É o melhor dos tempos e é o pior dos tempos”, não poderia ser mais adequado.

Mas, agora que estamos aqui, estamos nos sentindo, às vezes, como em uma sopa de ervilhas. E porque essa sopa de ervilha é espessa e lenta para se mexer, duvidamos de nós mesmos. Queremos saber por que não está indo tão suave ou rapidamente conforme esperávamos. Deixamos de sentir a sensualidade da vida com a nossa alma, para nos sentir completamente entediados.

Mas isso não é incomum para um pioneiro da mudança. Eles muitas vezes duvidam de si mesmos ao longo do caminho. Eles normalmente subvalorizam o seu trabalho. E isso é porque, entre outras coisas, eles não estão recebendo um milhão de visualizações por semana em seu canal do YouTube. Seus livros não estão voando das prateleiras. Oprah ainda não os contatou. Em outras palavras, eles não são atraentes para as massas.

O trabalho que estamos fazendo é profundo. É revolucionário. E por esse motivo, as massas não estão prontas o suficiente para o que estamos oferecendo. Se estivessem, não seríamos os pioneiros.

E quando vocês olham para o estado do mundo, podem ver claramente que eles terão que fazer o que estamos fazendo, finalmente, ou eles não terão um futuro para aguardar com prazer.

E embora sejamos almas magníficas e capazes, é sempre mais difícil e desafiador com os que passam primeiro. Mas, é também o mais emocionante e o mais recompensador, tédio à parte.

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