A Comunicação Não-Violenta como filosofia de vida

 

Se você ainda não sabe nada sobre o assunto, sugiro começar por um texto publicado no Papo de Homem (link) que explica um pouco das origens e apresenta os 4 componentes da CNV de um jeito bem didático. Pra quem já conhece o básico, vale a pena ler um texto do Tales Gubes (link) que complementa muito bem o que vou falar aqui.

A Comunicação Não-Violenta é um modelo de comunicação poderoso e eficaz, com certeza, mas vai muito além disso. Trata-se de um jeito de serpensar e viver. É uma linguagem que inspira conexões genuínas entre as pessoas, conexões que nos ajudam a reconhecer as necessidades de todos, inclusive as nossas. Conscientes dessas necessidades, podemos contribuir espontaneamente com a vida ao nosso redor. Em suma, a CNV se preocupa com as seguintes perguntas:

O que está vivo em nós?

O que podemos fazer para tornar a vida melhor?

UMA RESPOSTA À NATURALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA

 

A violência é consequência da forma como somos educados, e nada tem a ver com a natureza humana. Vivemos, por milhares de anos, em sociedades hierárquicas que se aproveitaram de certos conceitos para justificar a opressão. Para manter as coisas como estavam, sem derramar tanto sangue, foi preciso uma narrativa de dominação que pudesse justificar o que acontecia. Assim, a tal narrativa passou a utilizar uma linguagem que transformava pessoas em objetos, ignorando sua humanidade.

Aprendemos a pensar uns nos outros em termos de julgamentos morais, criando uma série de palavras para abreviar esse processo: certo, errado, bom, mau, bonito, feio, etc. Então, passamos a relacionar essas palavras ao conceito de justiça pautada no merecimento. Se você for “mau” ou fizer algo “errado”, será punido. Se for “bom” ou fizer o que é “certo”, então merece ser recompensado.

Daí a importância da CNV como possibilidade de utilizar a linguagem de outra forma. Além de humanizar as pessoas, ela se propõe a transformar a nossa cultura, que continua a reproduzir uma narrativa de violência e dominação.

Então, se eu pudesse sintetizar o que aprendi, diria que a CNV integra um tipo de pensamentolinguagem e comunicaçãoque nos aproxima e, inevitavelmente, resgata uma vontade natural e espontânea de contribuir com a vida.

Imagem de capa: Shutterstock/BlurryMe

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Estou cansado de “estar cansado”: 7 formas de recuperar a energia

Há momentos em que chegamos ao mais extremo dos esgotamentos, aquele em que a pessoa se sente cansada de “estar sempre cansada”, sem um pingo de energia. Pode parecer irônico, mas ainda que seja difícil acreditar, esta sensação vai muito além da simples fadiga física.

Falamos, antes de mais nada, de um estado mental em que a pessoa começa a se sentir vulnerável, sem recursos pessoais e frustrada por não conseguir cumprir com os objetivos do dia a dia. Poucas situações podem chegar a ser tão desgastantes quanto a de se sentir irritado consigo mesmo por não chegar, por não corresponder aos demais como gostaria, e por não sentir um bem-estar físico e emocional para ter uma adequada qualidade de vida.

Hoje, em nosso espaço, queremos explicar a que se deve este tipo de estado tão comum e, sobretudo, como podemos enfrentá-lo.

1. Você está descuidando de si mesmo: comece a se priorizar

Às vezes nos esquecemos de que nosso corpo e nossa mente são atributos de um ser humano, e não de um robô de energia incombustível.

  • Seu corpo precisa descansar, e permitir a si mesmo algumas horas de relaxamento por dia e um ou dois dias de descanso na semana não significa que você faça menos ou que descuide das suas obrigações.
  • Focarmos em cumprir expectativas alheias, em fazer mais do que nos pedem, e em centrar toda a nossa atenção nos demais, cedo ou tarde vai nos prejudicar.
  • Nutrir a nós mesmos de vez em quanto com instantes de solidão, ócio e bem-estar é sinônimo de saúde.

Reflita sobre estas ideias e comece a aprender a priorizar a si mesmo.

2. Aprenda a focar no que você pode controlar

Precisamos admitir que muitos de nós ficamos obcecados com aquilo que está longe do nosso controle.

  • Gostaríamos que esta ou aquela pessoa se desse conta de certas coisas.
  • Ficaríamos felizes de todos que nos rodeiam agissem como esperamos.
  • Às vezes também cometemos o seguinte erro: investir tempo e energia em causas perdidas.
    • Fazemos todo o possível para que nosso amigo ou irmão, por exemplo, mude de atitude, de humor, ou de comportamento com a ideia de que seja mais feliz.
    • No entanto, se ele não se dedicar, não vão conseguir somente por nos ouvir.

Devemos manter o foco naquilo que está ao nosso alcance, naquilo que podemos controlar e em que podemos obter resultados claros. Do contrário, a única coisa que conseguiremos será dar cabeçadas na parede ao investir tanto de nós mesmos em causas impossíveis.

3. Controle suas expectativas

“Se fizer isso, conseguirei aquilo”. “Se tal pessoa me fizer este favor, então acontecerá aquilo que tanto espero”. “Se eu alcançar este objetivo, finalmente serei feliz”.

  • Embora seja verdade que traçar metas é algo bom e recomendável, não é saudável construir expectativas altas demais ou definir objetivos cujo alcance não dependa de nós mesmos.
  • Nestes últimos casos, o mais provável é que muitos de nossos desejos nunca se tornem realidade.
  • A sensação de fracasso reiterada faz com que nos sintamos cansados e sem esperanças.

Aprendamos, portanto, a estabelecer metas mais realistas e mais de acordo com nossas possibilidades.

4. Ouça a sua mente

O propósito primário de nossa mente e de nosso cérebro é nos proteger.

Se me sinto sempre cansado e sem energia, há um desequilíbrio físico ou emocional que devo atender. Não podemos nos esquecer de que tanto a dor como o próprio sofrimento são chamadas de atenção de nosso cérebro para que nos detenhamos e descubramos o que causa o incômodo.

No caso de não ouvirmos nossa mente, não prestarmos atenção aos sinais do corpo cansado, o esgotamento se acumulará ainda mais.

5. Leve-se a sério

Você é uma pessoa que conquistou muitas coisas, que enfrentou diversos momentos difíceis, diversas adversidades.

Você tem virtudes admiráveis, forças que um dia lhe deram grandes resultados.Você esqueceu tudo que vale, tudo que fez e conseguiu?

  • Leve-se a sério, valorize-se, mime-se.
  • Se você está cansado, presenteie-se com um descanso.
  • Se você está preocupado, presenteie-se com paz.
  • Se você se sente inquieto, presenteie-se com calma.
  • Se pedem demais de você, liberte-se de certas pessoas.
  • Se você se esqueceu do quanto vale, estabeleça um encontro consigo mesmo para se reconciliar com seu ser, com suas emoções e identidade.

6. Há estratégias que lhe permitirão recuperar a energia quando estiver cansado

  • Aprenda a dizer “não” e descobrirá algo fantástico: o mundo não acaba.
  • Levante-se e saia para dar um passeio.
  • Ouça música.
  • Crie uma visão de como quer ver a si mesmo e se sentir dentro de um ano. Comece a trabalhar nesta ideia todos os dias.
  • Dizer aos demais “hoje não estou disponível para ninguém” não é um crime, é saúde.
  • Averigue o “porquê” de seu cansaço. Evite deixar para amanhã o mal-estar que você sente hoje.
  • Perdoe-se por cometer erros.
  • Rodeie-se de pessoas que te façam sorrir.
  • Conheça pessoas novas.
  • Pare de compartilhar tempo com pessoas que lhe roubam a calma, a energia e o humor.
  • Leia livros que te mostrem novas realidades, que ofereçam estratégias de melhoria.
  • Presenteie-se tempo para si mesmo em solidão.

7. Viva o momento

Viver o momento implica também saber ouvir o próprio corpo para dar-lhe aquilo de que precisa em cada instante. Se precisa de descanso porque se sente cansado, obedeça a suas necessidades: descanse. Simples assim. Viver de forma consciente sendo receptivos ao que nos envolve e ao que nosso interior nos diz é uma chave de saúde mental que devemos praticar diariamente.

Não hesite em colocar estes conselhos em prática. Às vezes as menores mudanças trazem grandes resultados.

Imagem de capa: Shutterstock/Lolostock

TEXTO ORIGINAL DE MELHOR COM SAÚDE

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Deite os seus filhos lendo um livro, não vendo televisão

Não há nada tão terapêutico e reconfortante quanto conseguir que uma criança adormeça enquanto lemos um livro para ela. A experiência da escuta é fundamental também para o seu domínio de leitura. Além disso, através da nossa voz levamos nossos filhos a um universo fantasia e aventuras onde o seu cérebro encontra calma e o convite para continuar sonhando feliz enquanto dorme.

Francesco Tonucci é um notável pedagogo italiano que baseou todos os seus trabalhos no estudo do desenvolvimento cognitivo das crianças pequenas. Para ele, algo tão simples quanto desligar a televisão e ler um livro para os nossos filhos é criar os grandes leitores do dia de amanhã. Além disso implica em aproximá-los a um valor que os tornará livres, mais curiosos e certamente, dignos herdeiros do legado que os bons livros nos deixam.

AS CRIANÇAS SE TRANSFORMAM EM GRANDES LEITORES NO COLO DOS SEUS PAIS, POR ISSO, NÃO DUVIDE EM SER O MELHOR EXEMPLO, DEIXE QUE VEJAM VOCÊ SE MERGULHAR EM UM MAR DE LETRAS PARA QUE ELAS NADEM EM UM MAR DE SONHOS…

Embora seja verdade que às vezes estamos cansados e que é mais fácil se reunir na frente da televisão nas últimas horas do dia, pense que a infância dos seus filhos é muito breve, e o melhor momento “sempre é agora”. Aproveite cada segundo e cada instante, faça deles os seus cúmplices frente a um livro, deixe que o sono os vença no seu colo enquanto você chega ao fim dessa história. No dia de amanhã eles agradecerão…

Um livro aberto é um cérebro que fala e uma mente que ouve

Um dos problemas que costumamos ter com as crianças no que se refere a leitura é que muitos se aproximam dos livros por obrigação escolar e não por prazer. Isto não deveria ser assim. O bom leitor se aproxima pela primeira vez a esses oceanos de letras na sua infância por pura curiosidade e sutil desafio.

A leitura, como o amor, é a pedra ideal para afinar a alma.

Algo tão simples como dar à criança a liberdade na hora de escolher a sua leitura é uma coisa que sempre traz bons resultados, mas é ainda melhor quando nós agimos como modelo. De fato, para Tonucci, não há melhor brinquedo que um livro e não existe maior acerto do que favorecer a capacidade de escuta das crianças ouvindo-nos ler.

Para compreender isto melhor, convidamos você a considerar estes aspectos sobre os quais refletir.

Os benefícios da leitura relaxada

Graças a um trabalho conduzido pela “American Academy of Pediatrics” foi feita uma descoberta importante: as crianças entre 2 e 6 anos não deveriam estar expostos à televisão ou a dispositivos eletrônicos durante mais de uma hora por dia. Dos 7 aos 12 anos de idade, deveríamos controlar que não excedam as 2 horas.

Segundo este estudo, a visão prolongada da televisão ou do computador pode desenvolver um déficit de atenção nos pequeninos. Isto se deve ao fato do córtex frontal, ainda imaturo nas crianças, ficar super ativado com as ondas eletromagnéticas.

Deixar que os nossos filhos durmam assistindo televisão não é precisamente a coisa mais terapêutica, apesar de nós mesmos fazermos isto com freqüência. Falamos de educação, pedagogia e antes de mais nada de saúde infantil, por isso, antes de deixar que o sono os leve diante da TV ou do tablet, é preciso colocar em prática a boa arte da leitura relaxada.

  • Não importa que os seus filhos ainda não tenham adquirido a competência da leitura e da escrita ou que já estejam conseguindo as suas primeiras conquistas. Sentar-se com eles na cama e começar a ler para eles irá trazer um benefício enorme para o seu desenvolvimento neuronal e emocional.
  • A leitura relaxada aumenta o fluxo de sangue para o cérebro, traz bem-estar à criança além de uma calma muito gratificante apropriada para este último instante do dia.
  • A área do cérebro que mais é estimulada no processo de “escuta” é a área pré-frontal,indispensável para desenvolver e potencializar muitos processos cognitivos nas crianças: a atenção, a imaginação e os raciocínios mais complexos.

Ler para os seus filhos uma história ou livro com uma mensagem exemplar ou um bom raciocínio moral pode potencializar a sua empatia e o respeito por seus semelhantes. Vale a pena.

A leitura relaxada, um vínculo de carinho entre pais, mães e filhos

Leia para os seus filhos sem pensar que você está perdendo tempo ou que você tem muitas coisas para fazer além disso. Permita que o tempo se detenha e agarre-os, deixe que a emoção desse livro os envolva e que a sua voz cative o coração do seu filho.

Nenhum presente poderá superar esses momentos de leitura compartilhada,nesses lugares inventados onde os sonhos, as aventuras e os mistérios aceleram a sua imaginação enquanto a sua respiração ganha compasso pouco a pouco e lentamente, a medida que chega o sono e, simplesmente, se rende.

A leitura relaxada na última hora do dia é um modo maravilhoso de educar as suas mentes e de permitir que o seu cérebro amadureça em equilíbrio. Os livros são um legado que se compartilha entre pais e filhos, e nada deveria substituí-los, menos ainda a televisão ou as novas tecnologias.

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

http://www.psicologiasdobrasil.com.br/deite-os-seus-filhos-lendo-um-livro-nao-vendo-televisao/

Como parar de se importar com o que as pessoas pensam?

Já vou começar esse tema falando a verdade nua e crua: não é fácil para ninguém. Mas parar de se importar com o que as pessoas pensam é um grande atalho para a liberdade. E, com os conselhos que você vai ler aqui hoje, essa mudança de vida vai parecer até receita de bolo de caixinha, de tão fácil de seguir.

Vamos lá?

Bom, vamos começar falando porque é tão insuportavelmente chato se importar com o que as pessoas pensam sobre a gente. O motivo principal é bastante óbvio: esse negócio de ficar pensando o que as pessoas estão pensando sobre tudo o que você faz, fez ou vai fazer pode acabar tomando proporções tão absurdas a ponto de controlar sua vida e todas as suas atitudes. Aí você acorda e vai dormir todos os dias mais angustiado que vestibulando em dia de prova, se perguntando “ó céus, ó dor, ó vida, o que será que estão pensando de mim?”.

Sua vida é feliz ou significativa?

Quando você desgasta sua preciosa energia se preocupando com a opinião alheia, você passa a tomar atitudes com base no que pensa que as outras pessoas vão achar, e não no que você acredita que seja a melhor coisa a ser feita. O que é uma grande loucura.

E quem sofre as consequência desse comportamento insano? Você mesmo. A principal consequência é se tornar um tipo de pessoa que não toma posição nenhuma sobre nada nunca, e fica ali ocupando espaço em um dos lugares mais lotados do mundo: em cima do muro.

Hoje deve ser seu último dia nessa vida. E eu vou dizer o porquê.

Primeiro porque ninguém realmente se importa. Garanto. Ou você realmente acha que as pessoas têm tempo para pensar na roupa que você escolheu usar hoje? Um estudo realizado pela National Science Foundation – um órgão dos Estados Unidos destinado à promover a ciência e a engenharia através de programas de pesquisa e projetos de educação -, fez um estudo que alega que uma pessoa tem mais de 50 mil pensamentos em um dia. O que significa que, mesmo que alguém pensar em você mais de 10 vezes por dia, isso será equivalente a apenas 0,02% de todos os pensamentos que ela teve naquele dia. Acredite ou não: você não é tão especial assim.

Em segundo lugar, ninguém no mundo é capaz de agradar todo mundo. Nem o sol, nem o mar, nem o Einstein conseguiram, então não seria sábio da nossa parte tentar.

Terceiro porque você colhe o que planta. Quanto mais você pensar no que os outros estão pensando, mais todo mundo vai pensar alguma coisa de você. E mais você vai se tornar essas pessoas obcecadas por aprovação – aquelas que ninguém gosta – e, o pior, complacente com todo mundo, achando que isso vai impedir qualquer tipo de julgamento sobre você. Não vai.

E quarto porque ninguém merece viver assim. Mas chega de falar dos sintomas. Vamos à cura! Com vocês, 5 conselhos práticos de como parar de se importar com o que as outras pessoas pensam sobre você:

1. Conheça seus valores

 

Primeiro e mais importe é saber reconhecer o que realmente importa para você. Porque uma vez que isso esteja bem claro para você mesmo, a opinião dos outros se torna insignificante. E é nesse momento em que você para de dizer “sim” para tudo e começa a fazer suas próprias escolhas, sem se curvar a pressões externas, de quem quer que seja.
2. Mostre sua cara

Agora que você sabe quais são seus valores, é hora de colocá-los em prática. Chegou a hora de você aprender a falar o que pensa. A única regra aqui é ser honesto consigo mesmo.

3. Escolha bem suas companhias

É aquela história: me diga com quem andas e te direi quem és.

Fique perto de pessoas autoconfiantes que vivem suas próprias vidas sem comprometer seus valores; elas são sempre boas companhias. E o exemplo delas será passado para você rapidamente, sem você nem perceber.
4. Crie uma lista de medos a serem superados

Funciona assim: você faz uma lista com todas as coisas que fazem você se sentir desconfortável. Medos, inseguranças, tudo. Depois, começa a fazer essas coisas, uma por uma. O crescimento vem do fato de você encarar seus medos e, principalmente, superá-los.

Por exemplo: banho gelado. Odeia tomar banho gelado? Coloque na lista. No começo, até o cabelo vai sair do chuveiro tremendo. Mas da segunda vez, não vai ser assim tão difícil. Na terceira, menos ainda. E assim até que fique fácil e isso não seja mais desconfortável para você. Você passa por cima de um medo.

É um jeito simples de se obrigar a sair da sua zona de conforto. Porque uma coisa é verdade: não importa o quanto você leia sobre confiança, se você não tomar atitudes, as coisas não vão mudar sozinhas.
5. Viaje sozinho

Se você quer um jeito de combinar todos os conselhos anteriores em um só e ainda se divertir um bocado, esse é o caminho. Viaje sozinho. Você será exposto a culturas diferentes, vai quebrar normas sociais que nem conhecia e sair da sua bolha. Leve o mínimo de bagagem e coloque o essencial em uma mochila. Não faça planos e apenas deixe as coisas acontecerem. Acredite, essa experiência será mais reveladora do que você imagina – você estará só consigo mesmo, e vai acabar honrando só os seus valores o tempo todo.

Para finalizar, tenha um conselho extra sempre em mente: o mundo está cheio de pessoas que obedecem o status quo. Mas as pessoas que fazem alguma diferença são as que não se importam com isso. Qual das duas você vai ser? [Medium]

Imagem de capa: Shutterstock/Elvira V

TEXTO ORIGINAL DE HYPESCIENCE

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Da preocupação inútil à ansiedade generalizada: um dos caminhos mais transitados

 

O seu dia a dia está cheio de preocupações. A sua cabeça não para de dar voltas pensando em tudo que aconteceu ao longo do dia. Você procura encontrar soluções para situações que já estão no passado e que não podem ser modificadas. “E se eu tivesse feito isso ou quilo…” Ou se não for por isso, você está preocupado com o que vem a seguir. Você não para de pensar no que precisa fazer depois de ler este artigo.

No que vai acontecer depois de você acabar de comer. E no que vai acontecer amanhã e depois de amanhã e depois… E daqui a um mês! A questão é que você passa o dia revirando a sua cabeça, vendo ameaças no seu passado e no seu futuro, procurando soluções para riscos que talvez nem existam…

O que podemos fazer para parar de nos preocupar? A terapia cognitivo-comportamental nos dá algumas ideias a respeito…

Continue lendo!

“A preocupação não elimina a dor do amanhã, mas elimina a força de hoje.”
 -Corrie ten Boom-

O que é a ansiedade generalizada?

A ansiedade generalizada é caracterizada pela pessoa que está constantemente inquieta ou preocupada com áreas da vida cotidiana. Isto é, se antecipa constantemente e o faz pensando que no transcurso do dia alguma coisa vai virar. Pode pensar, sem motivos reais para isso, que vai ter dificuldades financeiras, que vai ser mandada embora do trabalho ou que seus filhos irão ficar de recuperação.

Mas não é só isso. Os afazeres cotidianos, como a limpeza ou os consertos da casa ou o carro, geram ansiedade, exigências e preocupação. Além disso, podem remoer na sua cabeça temores e erros do passado. Assim, a pessoa entra em um ciclo de pensamentos negativos e procura soluções constantemente para os problemas, mas sem colocar nenhuma delas em funcionamento.

Quando a pessoa sofre de ansiedade generalizada, pode aparecer a inquietude ou a impaciência, assim como a tensão muscular. Também é característica a dificuldade de manter a concentração ou deixar a mente em branco. Aparecem distúrbios do sono, seja para pegar no sono, para mantê-lo ou para que seja reparador. Também ficam mais cansadas e irritadas.

Como você pode imaginar, para essas pessoas é difícil relaxar e elas temem aquelas situações onde acreditam que a sua ansiedade vai aumentar. Então o que fazem? As evitam, de modo que seus nervos se acalmam momentaneamente. O ruim disso é que ao longo do tempo, vão tolerando cada vez menos a ansiedade e evitando situações ruins, de modo que a sua vida fica mais alterada.

O que acontece com o meu diálogo interno na ansiedade generalizada?

A questão é que estas pessoas percebem a maioria das situações como perigosas.Interpretam a realidade de forma prejudicial constantemente, tirando conclusões negativas mesmo que não existam evidências de que alguma coisa será mesmo ruim.

As tendências cognitivas, as crenças irracionais e os pensamentos automáticos têm um papel importante em todo este processo. Estas pessoas costumam seguir estímulos negativos, interpretam a informação de modo negativo para elas e analisam as situações atuais com base em outras passadas que foram ruins.

“Você não pode apagar as angústias gravadas no cérebro e, com um doce antídoto de esquecimento, arrancar do seu seio oprimido as perigosas matérias que pesam sobre o coração?”
-William Shakespeare-

Além disso, existe uma série de crenças sobre como o mundo deveria funcionar que não se adequa à realidade. Mas não é só isso: aparece uma série de pensamentos diante das situações sobre os quais não nos questionamos e não são funcionais para nós.

Por isso, é necessário aprender a identificá-los. Uma vez que tivermos feito isso, poderemos nos perguntar que evidências temos a favor e contra eles. Isto é, procurar a informação que seja coerente ou incoerente com os mesmos. Assim, poderemos procurar interpretações mais realistas da realidade, de forma a afastar a tentação de pensar de forma catastrófica.

Aprenda a relaxar e a tomar decisões!

A verdade é que aprender a localizar e modificar nossos pensamentos é um tanto complexo e requer a ajuda de um bom terapeuta para que possa ser realizado de forma eficaz. Mas não basta trabalhar nossos próprios pensamentos; é necessário controlar a ansiedade com outras abordagens.

“A capacidade de suportar a ansiedade é importante para a realização própria do indivíduo e para a sua conquista do entorno. A realização própria só se alcança avançando apesar dos choques emocionais. Isso aponta qual é o uso construtivo da ansiedade.”
-Kurt Goldstein-

 

Também sugiro que você aprenda a relaxar, para conseguir que a tensão muscular e a ativação fisiológica diminuam. Um bom jeito de fazer isto é praticar a respiração abdominal, que podemos utilizar em qualquer situação uma vez que tivermos adquirido a habilidade. Outra técnica que pode ser interessante é o relaxamento muscular progressivo.

Além disso, já comentamos que estas pessoas se dedicam a procurar possíveis soluções na sua cabeça mas não chegam a executar nenhuma. Portanto, também será bom que aprendam a tomar decisões e implementem as soluções que tiverem pensado, mesmo que não sejam as mais adequadas, e sem se punir por isso. A questão é experimentar até encontrar a correta… Errar é humano!

Como já dissemos, evitar aquelas situações não é a estratégia que mais nos beneficia. Por isso, é importante parar de fugir disso. Se ficarmos nervosos, podemos colocar em prática as estratégias de relaxamento adquiridas. A mudança para superar este mal-estar não é fácil, mas com ajuda de um profissional qualificado poderemos recuperar a nossa qualidade de vida… Vamos atrás disso!

Imagem de capa: Shutterstock/Tam Patra

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE E MARAVILHOSA

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Você não precisa ser magra – sobre quilos a mais e felicidade

Por Nathalí Macedo

Ela é linda. Tem olhos grandes e expressivos, sorriso brilhante e belos quadris. Interessante, tem papo agradável e outras mil e uma qualidades. Mas quando sobe na balança e o ponteiro passa do que a sociedade julga aceitável, tudo o que ela tem de bom cai no mar do esquecimento e o foco passa a ser os quilinhos que ela “precisa” perder.

Ela disse que ainda não fez aquela lindíssima tatuagem na costela porque antes precisa ficar magra. Afinal, absolutamente nada fica bonito ou sexy em gente gorda.

Ela mora junto e tem o sonho de se casar na igreja (é, naquela cerimônia besta em que você se veste de branco, diz sim e depois te jogam arroz), mas adiou o antigo sonho porque não quer entrar na igreja “como um colchão amarrado pelo meio”.

Ela precisa estar magra para viver um dia de fato feliz. Ela queria a lingerie nova que viu na vitrine, mas não – o marido não vai me achar bonita vestida naquilo. Aliás, eu sou gordinha, então não posso ser bonita.

E deixa eu contar a maior verdade pra vocês: ela é linda mesmo. Ela não percebe os olhares quando ela passa, porque está ocupada olhando-se no reflexo da porta de vidro e encontrando defeitos sem importância. Ela não se deu conta que aquela amiga magrelinha que vive contando vantagem é louca pelas coxas dela. Ela não se deu conta de quanta vida está perdendo pelo simples fato de não ser magra.

Aqueles vinte inofensivos quilinhos a separaram da sonhada tatuagem e da cerimônia de casamento. Do cupcake no último aniversário. Do churrasco em família, da praia de domingo, da sessão de fotos sensuais. Os dias dela estão ocupados com inibidores de apetite, aulas de aeróbica e duras sessões de autodepreciação em frente ao espelho.

Eu juro que não há (absolutamente) nenhum problema em querer estar bonita – chega de hipocrisia, todos nós queremos. Não há nada de errado em ir à academia ou em estar insatisfeita com o que quer que seja no seu corpo. Mas há algo de muito errado em condicionar a isso a sua felicidade. Em guardar a vida para “quando você for magra”. Você tem que ser feliz agora  – sorrindo abertamente enquanto resolve os seus problemas com a aparência, se é que eles existem.

Se cuida – você pode até ficar magra se achar que vai ser mais feliz assim. Mas não espera não: se ama agora.

Imagem de capa: Shutterstock/Anastasiia Kazakova

TEXTO ORIGINAL DE ENTENDA OS HOMENS

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Indicativos de que a relação com seu parceiro não funciona

Quando uma relação não está bem todos somos capazes de intui-lo. Porém, muitas vezes não queremos aceitar, nos custa admitir que as coisas não estão indo por um bom caminho e que só colhemos infelicidade. Se você esta nessa situação, leia esse artigo e entenda um pouco mais, nele falaremos sobre alguns dados que podem te ajudar a reconhecer tal situação.

Problemas considerados importantes em uma relação

1. Falta de comunicação

Esse talvez seja um dos problemas mais importantes. Precisamos do apoio de nosso parceiro, de compreensão e entrega. Porém, nossas palavras não são escutadas, não existe a relação olho no olho ao falar e somos incapazes de estabelecer umdiálogo aberto e construtivo. Ao tentar buscar esse tipo de diálogo sempre terminamos caindo em discussões e brigas. Essas situações são as que mais costumam distanciar os casais, visto que já não existe cumplicidade.

As emoções podem se esfriar ou se transformar em ressentimento, o que atrapalha um diálogo sincero. Outro ponto a ser considerado é que, em certas ocasiões, essa falta de comunicação é causada por períodos de muito estresse. O trabalho, por exemplo, pode fazer com que tenhamos pouco tempo para nos dedicarmos ao parceiro, assim o diálogo se torna mais complexo. É bom considerar esse ponto e não descuidar jamais dessa ponto imprescindível em nossa relação.

2. Falta de entusiasmo na hora de fazer planos

Pode ser que chegue um momento em que já não notemos o mesmo entusiasmo de antes na hora de fazer coisas juntos: sair para jantar, viajar no fim de semana… pode ser que até se perceba uma certa monotonia em casa ou que já não haja mais aquele olhar com a mesma intensidade de antes. A magia se perde e não se sabe muito bem o porquê.

Devemos estar atentos, por exemplo, a forma como nosso parceiro reage quando propomos coisas, sejam para o futuro, ou algo que se espere para os dois. Se sua reação for fria e não demonstrar muito interesse nessas metas das quais falamos, devemos nos perguntar e lhe perguntar o que está acontecendo. Talvez algo tenha mudado, e a perda do entusiasmo é um indicativo muito importante dessa mudança.

3. Quando há mais lágrimas de tristeza do que alegria

São muitas as ocasiões em que nos sentimos mal. O amor, às vezes, tem suas complicações, e as relações exigem esforço e sacrifício. E é preciso ir com cuidado, observar se chegamos a um instante em que recebemos apenas razões para nos sentirmos tristes, pois isso faz com que nossa saúde mental se corrompa pouco a pouco, e esse é um indicador muito negativo.

Existem casais que se amam muito, mas que são incapazes de fazerem um ao outro feliz. É preciso ir com cuidado e fazer o possível para que nossa relação prospere, mas se seus esforços não são iguais aos que seu parceiro faz, você se sentirá mal. O peso não pode estar sobre os ombros de um só e no coração de um só, afinal, uma relação é feita por duas pessoas e ambas devem trabalhar em prol dela.

4. Quando surge a desconfiança

Outra faca de dois gumes, que rompe o equilíbrio da relação, é a desconfiança. Se chegamos a um momento em que não enxergamos no companheiro uma pessoa confiável para contar sobre nossas emoções, em quem identificamos um confidente e encontramos apoio, é provável que algo está muito mal. Nosso companheiro não é só uma pessoa com a qual dividimos a cama ou a mesa para jantar, é uma pessoa com a qual vamos construir uma vida e uma família. Se a confiança se perde, então perdemos tudo.

5. Quando já não somos a prioridade

Compartilhar a vida com alguém existe que os dois sejam prioridade um na vida do outro, que suas preocupações sejam as mesmas, e que o bem estar de ambos seja importante. Se chegamos ao ponto de notar que a prioridade na vida de nosso parceiro não é mais a relação, então provaremos de sofrimento e decepção. Claro que além da vida a dois também existem outras coisas importantes, como o trabalho, nosso espaço e nossos interesses, porém, a pessoa que amamos é sempre nossa prioridade e aquilo que mais deve nos preocupar.

Assim, se em algum momento colocamos outras pessoas ou nosso trabalho à frente do relacionamento, com certeza surgirão problemas. Lembre-se que cada vez que identificarmos um sinal de que a relação não funciona, devemos dialogar com nosso parceiro. Em algumas ocasiões esses problemas surgem de fatores externos que precisamos saber resolver e enfrentar. Problemas no trabalho, econômicos ou pessoas podem acabar com nossa estabilidade, mas com confiança, amor e comunicação poderão superá-los.

Imagem de capa: Shutterstock/David Pereiras

TEXTO ORIGINAL DE MELHOR COM SAÚDE

 

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