Familiares Tóxicos – como podemos nos defender

Não podemos simplesmente cortar uma relação com um familiar. Ele é “sangue do seu sangue”, e a situação é complicada. Se você não quer que lhe manipulem, defenda-se e imponha limites. Informar de quem você é, como você é e o que você quer não é ser egoísta, é ser sincera.

Todos nós temos alguém na nossa família com estas características. Pessoas que só pensam em si mesmas e que nos manipulam, que brincam com nossas emoções. Situação complicada, pois normalmente mantemos laços estreitos com elas. O que podemos fazer, nesta situação?

Familiares tóxicos, quando a família nos sufoca

Não é o mesmo, sem dúvida. Inclusive os especialistas dizem que ter familiares tóxicos em nosso círculo pessoal pode afetar severamente a nossa qualidade de vida. Por exemplo, se tivermos um amigo manipulador e com tendências egoístas e interesseiras, sempre poderemos terminar com essa amizade para estar melhor, ter o nosso equilibro e a integridade necessária. Mas o que acontece quando a pessoa manipuladora é, por exemplo, a nossa mãe, nosso irmão ou inclusive nosso marido? Não é a mesma coisa, e todos nós entendemos isso.

Não podemos simplesmente cortar a relação com um irmão, uma mãe ou uma sogra. É uma situação complexa e difícil onde estão envolvidas muitas emoções e sentimentos. Eles são parte do nosso sangue e é complicado separar um vinculo assim, mas há muitas pessoas que decidem terminar o relacionamento pela sua própria saúde. Há momentos em que as relações intensificam-se, e é quando esses familiares tóxicos chegam atentar severamente contra o nosso próprio equilibro emocional.

Um exemplo disso são os pais que não permitem que escolhamos livremente nosso parceiro. Que recriminam as nossas amizades e as nossas relações. Todos nós temos o direito de errar, porém nunca podem nos proibir ou nos punir. Imagine, por exemplo, alguns irmãos, irmãs ou primas que sempre estão nos exigindo coisas ou esfregando em nossa cara aspectos que prejudicam e ferem a gente. O que podemos fazer? Como devemos agir? Daremos a solução a você.

1. Estabeleça limites, você sabe o que quer e o que não pode permitir

Vamos ver primeiro um exemplo: você vai visitar os pais do seu companheiro e lhe servem um prato apimentado demais. Você não gosta de comida apimentada e passa mal, entretanto, para não chamar a atenção e não ofender ninguém prefere não dizer nada e comer. A partir daí, toda vez que você for visitar seus sogros, eles continuaram a servir o mesmo prato, até que de repente, você não tenha mais escolha que revelar a todos “que a comida apimentada faz mal para você”. O mais provável é que lhe respondam: E por que não disse isso antes?

Bom, é apenas um simples exemplo. Uma forma de entender que sempre temos que dizer o que podemos e o que não podemos aceitar. Se você não puder ir de compras com a sua mãe ou a sua irmã todas as tardes, avisa isso a elas. Se você não gostar que lhe digam como educar aos seus filhos, fale. Se você não quer ser manipulado, defenda-se e coloque limites. Levante a voz para informar sem punir. Para se defender sem atacar. Fale sempre com respeito e o máximo carinho para não destruir nenhum vínculo, simplesmente deixar em claro quem você é e como é que você quer as coisas. Não é ser egoísta, é ser sincero.

2. Aprender a ser assertivo e evitar ser complacente

A vezes não queremos ferir os sentimentos dos nossos familiares e guardamos muitas coisas que queremos dizer. Pais ou avos que reclamam por estarem sozinhos, quando na realidade os atendemos sempre que podemos. Irmãos que dizem que não os apoiamos como deveríamos. Temos que tentar sermos assertivos, e com respeito e carinho sempre dizer a verdade: “Venho sempre que possível e você sabe que, caso precisar de alguma coisa, pode me ligar”. “Você sabe que eu sempre apoiarei você em tudo, mas não posso ir além das minhas possibilidades”. “Neste momento também estou passando por uma situação difícil e você tem que entender”. Mostre sempre sinceridade e proximidade, mas diga em voz alta a verdade o que você sente e precisa, fale do que você pode fazer e o que não. Destaque que você também tem necessidades que devem ser respeitadas.

3. Apoiar incondicionalmente a família, mas cuidando sempre de nossa integridade

A família em primeiro lugar, isso nós sabemos, mas da mesma forma que é o mais importante na nossa vida, se nos machucarem ou prejudicarem também podem ser o mais destrutivo em nossa existência. Existem pessoas que sofreram de abuso ou maltrato na infância. Manter uma relação familiar cordial com esses membros nunca será possível, e isso está claro. O essencial, é cuidar sempre da sua autoestima, ser uma pessoa madura, equilibrada e com a necessidade de ser feliz todos os dias. Se alguém da sua família o ferir, será melhor se distanciar e afastar para recuperar a integridade, o autoconceito e a tranquilidade.

Todos nós sabemos que as relações familiares nunca são fáceis, mas temos que tentar conviver em harmonia. Se existirem excessivas manipulações e muito egoísmo por parte desses membros, ao final o tratamento deverá ser o justo. O justo para dispor do nosso espaço pessoal, para sermos felizes e evitar mais problemas. Sabemos que a família é uma parte essencial do nosso ser, da nossa identidade e raízes, mas se essas raízes tiverem muitos espinhos e somente causam sofrimento, deveremos nos afastar um pouco. Defenda-se, cuide-se, diga o que você é capaz de aceitar e o que não admitirá. Ame a sua família, mas acima de tudo, ame a si mesma.

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Esgotamento psicológico: quando a última gota enche o copo

 

O esgotamento psicológico nos enfraquece física e mentalmente. É uma dimensão que surge como resultado dos “muitos”: muitas decisões, muitos pensamentos invasivos, muito trabalho, muitas obrigações, muitas interrupções, muita ansiedade… Ao mesmo tempo, também é reflexo de muitos “poucos”: pouco tempo de qualidade para si mesmo, poucas horas de sono, pouca paz interior…

Todos já passamos por essa situação alguma vez na vida, esse desgaste em todos os níveis. É importante ter consciência de que um cérebro cansado, esgotado psicologicamente, trabalha e responde aos estímulos de outra maneira. Assim, e como um dado curioso, o neurocientista Matthew Walker conseguiu demonstrar a nível laboratorial que as pessoas mentalmente cansadas têm uma percepção mais negativa da sua realidade. Além disso, elas são muito mais sensíveis a nível emocional.

Às vezes você simplesmente se cansa, fica esgotado e sem forças nesse canto solitário do desânimo, onde tudo perde sua razão de ser, seu brilho, sua espontaneidade…
Por outro lado, um aspecto que às vezes nos leva a cometer erros é pensar que esse esgotamento psicológico se deve, em essência, a uma acumulação fatídica de erros, de más decisões, de fracassos ou decepções. Não é verdade. Na maior parte das vezes, o cansaço é o resultado direto de um volume excessivo de tarefas e atividades que assumimos sem perceber.

Todos nós já ouvimos aquela frase que diz que a percepção da nossa realidade depende às vezes de como enxergamos o copo, se meio cheio ou meio vazio. No entanto, e em relação a esse tema, poderíamos formular a pergunta de outro modo. E você, quanto de água você conseguiria aguentar se estivesse com esse copo na mão? Às vezes basta apenas uma gota a mais para encher o copo e chegar ao limite das nossas forças.

Esgotamento psicológico, um problema muito comum

Carlos se sente satisfeito com a sua vida. Na verdade, não poderia querer mais nada. Ele é designer gráfico, gosta do seu trabalho, tem uma companheira de quem gosta muito e, além disso, acaba de ser pai. Tudo ao seu redor é gratificante e não há nenhum problema importante na sua vida. No entanto, a cada dia que passa, ele percebe que está mais difícil tomar decisões, seu humor está mais errático, não consegue se concentrar e, inclusive, está com problemas para pegar no sono.

Ele se sente incapaz de entender o que está acontecendo. Tudo está bem, na verdade ele deveria se sentir mais feliz do que nunca. No entanto, há na sua mente um tipo de sensor que indica que “alguma coisa está errada”. Se tivéssemos um observador externo nessa história, ele poderia explicar várias coisas que seriam uma boa ajuda para o nosso protagonista.

Uma delas é que Carlos está com a sensação de que estão acontecendo muitas coisas ao mesmo tempo na sua vida: uma promoção no trabalho, novos projetos profissionais e clientes aos quais atender, um filho, uma hipoteca, a consolidação de uma fase pessoal na qual deseja (e exige) que tudo seja “perfeito”… Tudo isso forma uma constelação na qual “muitos poucos” fazem um “excesso” na sua cabeça, colocando em perigo a sua capacidade de controle. O esgotamento mental dele é evidente, além de desgastante. Vamos ver a seguir como a fadiga mental impacta a nossa vida.

Sinais e consequências do esgotamento psicológico

Fadiga física e perda de energia. A sensação de esgotamento chega às vezes a um nível que é comum nos levantarmos pela manhã com a firme convicção de que não vamos conseguir lidar com a nossa jornada.
Insônia. No início é comum acordar subitamente durante a noite, mas posteriormente podemos sentir grande dificuldade para pegar no sono.
Perdas de memória. Segundo um artigo publicado na revista “The Journal of Forensic Psychiatry & Psychology”, o esgotamento psicológico costuma produzir uma alteração cognitiva chamada “efeito de desinformação”. Isso nos faz confundir dados, lembrar de informações de forma incorreta, misturando imagens, pessoas, situações…
Entre os sintomas físicos, é comum sentir palpitações, problemas digestivos, dores de cabeça, perda ou aumento excessivo de apetite…
A nível emocional, é bastante comum nos sentirmos mais sensíveis e, ao mesmo tempo, apáticos, irritados e pessimistas.

Além disso, outra característica comum é a anedonia, ou seja, a incapacidade de sentir prazer, de aproveitar as coisas tanto quanto antes, já não temos mais esperança, a vida se torna mais cinzenta e o mundo fica suspenso num horizonte distante, onde ouvimos seu barulho ao longe…

“O sono é um bom colchão para o cansaço.”
-Juan Rulfo-

Como enfrentar o esgotamento psicológico

Eric Hoffer disse que o pior cansaço vem do trabalho não realizado. Essa é uma grande verdade. Às vezes, o verdadeiro esgotamento é formado por tudo o que queremos fazer e não fazemos. Por todos aqueles objetivos cotidianos que nos propomos e que não conseguimos realizar, que ficam frustrados porque nosso nível de exigência ou as pressões do ambiente são muito altas.

No fim, a gota enche o copo e o copo já está bastante cheio. É nesse momento que tudo escapa das nossas mãos. Assim, o que deveríamos fazer nesses casos, antes de mais nada, é tomar consciência do que está acontecendo. O esgotamento psicológico está aí e devemos evitar que a “criatura” se torne maior, mais obscura e opressiva. Vamos refletir, portanto, sobre as seguintes dimensões, nesses passos que deveríamos colocar em prática.

3 permissões que você deve conceder a si mesmo para escapar da fadiga mental

Dar permissão para se reencontrar. Pode parecer irônico, mas o esgotamento psicológico tende a nos aprisionar em camadas de preocupações, autoexigências, pressões, deveres e ansiedades até chegarmos ao ponto de nos esquecermos de nós mesmos. Dê permissão a si mesmo para se reencontrar. Para isso, nada melhor do que separar uma hora por dia para reduzir ao máximo todo tipo de estímulo (sons, luzes artificiais…). Devemos ficar um tempo num ambiente tranquilo, onde nos limitamos a “ser e estar”.

Dê permissão a si mesmo para priorizar. Esse é, sem dúvidas, um ponto essencial. Lembre-se do que é prioritário para você, o que o identifica, o que você ama, o que o faz feliz. O resto será secundário e não será merecedor de tamanho investimento emocional e pessoal da sua parte.

Dê permissão a si mesmo para ser menos exigente. O dia tem 24 horas e a vida, queiramos ou não, é limitada. Vamos aprender a ser realistas, aproveitar o tempo sem colocar pressões em nós mesmos e sem exigir que tudo seja perfeito. Às vezes basta que tudo seja igual a ontem, com seu equilíbrio humilde e tranquilo.

Para concluir, sabemos que a nossa realidade é cada vez mais exigente, que às vezes queremos fazer tudo. No entanto, nunca é demais se lembrar de uma ideia. Somos feitos de pele, carne, coração e tendões psicológicos que devem ser alimentados com tempo de qualidade, descanso, tranquilidade e lazer. Vamos aprender a nos priorizar, a cuidar de nós mesmos como merecemos…

https://www.resilienciamag.com/esgotamento-psicologico-quando-ultima-gota-enche-o-copo-2/

Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você

Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você. E ela sempre fará, porque ninguém sai dessa vida sem pagar a devida conta de seus atos. Quando o erro não é seu, apenas relaxe.

Não é fácil mantermos a calma quando existe alguém nos incomodando com maldade, agressividade, falsidade ou tudo isso junto. Parece que a energia negativa da pessoa contamina o ambiente e quem estiver por perto, fazendo com que todo mundo ao seu redor fique se rebaixando ao seu nível. E isso não faz bem para ninguém.

Um dos maiores favores que conseguiremos fazer para nós mesmos será conseguirmos ignorar, deixar quieto, deixar pra lá. Silenciarmos, enquanto o outro espera que gritemos e nos desequilibremos, tem uma incrível capacidade de neutralizar o peso que gente ruim carrega para lá e para cá. Como ocorre com tudo nessa vida, o mal, ao não encontrar reciprocidade, vai embora.

A vida anda difícil, sobrecarregada, retirando-nos as forças, enquanto nos equilibramos em meio à correria célere do cotidiano esmagador que nos preenche os dias. Poucos conseguem obter real prazer enquanto se dedica ao trabalho, num ambiente em que as pessoas estão se tornando cada vez mais complicadas. O mundo policia cada um de nossos atos, cada palavra que falamos e escrevemos, aguardando algum possível deslize que possa ser usado contra nós.

Com isso, confiamos pouco no outro, quase não nos abrimos com as pessoas, por medo, insegurança e cautela. E isso tudo vai se acumulando dentro da gente, tornando nossos passos cada vez mais pesados e solitários. A gente acaba não aguentando tanto sentimento represado dentro do peito e, muitas vezes, desconta em quem não merece. A gente se isola e vive a solidão em meio a uma multidão solitária.

Isso contribui para que laços afetivos não se firmem, ou seja, não construímos um relacionamento verdadeiro com as pessoas. Assim, pouco nos importamos com os sentimentos do outro, pouco nos colocamos no lugar de alguém, pouco nos importa que magoemos as pessoas. Para muitos, o outro é apenas alguém que pode vir a ser interessante, caso possa ser usado em seu favor de alguma forma.

Há, como se vê, uma urgente necessidade de não propagar essa ausência de afeto que paira sobre nós, não entrando no jogo de quem só quer disseminar discórdia. Aprenda a não revidar, deixe que a vida faça isso por você. E ela sempre fará, porque ninguém sai dessa vida sem pagar a devida conta de seus atos. Quando o erro não é seu, apenas relaxe.

https://www.resilienciamag.com/aprenda-nao-revidar-deixe-que-vida-faca-isso-por-voce/

Esgotamento psicológico: quando a última gota enche o copo

 

O esgotamento psicológico nos enfraquece física e mentalmente. É uma dimensão que surge como resultado dos “muitos”: muitas decisões, muitos pensamentos invasivos, muito trabalho, muitas obrigações, muitas interrupções, muita ansiedade… Ao mesmo tempo, também é reflexo de muitos “poucos”: pouco tempo de qualidade para si mesmo, poucas horas de sono, pouca paz interior…

Todos já passamos por essa situação alguma vez na vida, esse desgaste em todos os níveis. É importante ter consciência de que um cérebro cansado, esgotado psicologicamente, trabalha e responde aos estímulos de outra maneira. Assim, e como um dado curioso, o neurocientista Matthew Walker conseguiu demonstrar a nível laboratorial que as pessoas mentalmente cansadas têm uma percepção mais negativa da sua realidade. Além disso, elas são muito mais sensíveis a nível emocional.

Às vezes você simplesmente se cansa, fica esgotado e sem forças nesse canto solitário do desânimo, onde tudo perde sua razão de ser, seu brilho, sua espontaneidade…
Por outro lado, um aspecto que às vezes nos leva a cometer erros é pensar que esse esgotamento psicológico se deve, em essência, a uma acumulação fatídica de erros, de más decisões, de fracassos ou decepções. Não é verdade. Na maior parte das vezes, o cansaço é o resultado direto de um volume excessivo de tarefas e atividades que assumimos sem perceber.

Todos nós já ouvimos aquela frase que diz que a percepção da nossa realidade depende às vezes de como enxergamos o copo, se meio cheio ou meio vazio. No entanto, e em relação a esse tema, poderíamos formular a pergunta de outro modo. E você, quanto de água você conseguiria aguentar se estivesse com esse copo na mão? Às vezes basta apenas uma gota a mais para encher o copo e chegar ao limite das nossas forças.

Esgotamento psicológico, um problema muito comum

Carlos se sente satisfeito com a sua vida. Na verdade, não poderia querer mais nada. Ele é designer gráfico, gosta do seu trabalho, tem uma companheira de quem gosta muito e, além disso, acaba de ser pai. Tudo ao seu redor é gratificante e não há nenhum problema importante na sua vida. No entanto, a cada dia que passa, ele percebe que está mais difícil tomar decisões, seu humor está mais errático, não consegue se concentrar e, inclusive, está com problemas para pegar no sono.

Ele se sente incapaz de entender o que está acontecendo. Tudo está bem, na verdade ele deveria se sentir mais feliz do que nunca. No entanto, há na sua mente um tipo de sensor que indica que “alguma coisa está errada”. Se tivéssemos um observador externo nessa história, ele poderia explicar várias coisas que seriam uma boa ajuda para o nosso protagonista.

Uma delas é que Carlos está com a sensação de que estão acontecendo muitas coisas ao mesmo tempo na sua vida: uma promoção no trabalho, novos projetos profissionais e clientes aos quais atender, um filho, uma hipoteca, a consolidação de uma fase pessoal na qual deseja (e exige) que tudo seja “perfeito”… Tudo isso forma uma constelação na qual “muitos poucos” fazem um “excesso” na sua cabeça, colocando em perigo a sua capacidade de controle. O esgotamento mental dele é evidente, além de desgastante. Vamos ver a seguir como a fadiga mental impacta a nossa vida.

Sinais e consequências do esgotamento psicológico

Fadiga física e perda de energia. A sensação de esgotamento chega às vezes a um nível que é comum nos levantarmos pela manhã com a firme convicção de que não vamos conseguir lidar com a nossa jornada.
Insônia. No início é comum acordar subitamente durante a noite, mas posteriormente podemos sentir grande dificuldade para pegar no sono.
Perdas de memória. Segundo um artigo publicado na revista “The Journal of Forensic Psychiatry & Psychology”, o esgotamento psicológico costuma produzir uma alteração cognitiva chamada “efeito de desinformação”. Isso nos faz confundir dados, lembrar de informações de forma incorreta, misturando imagens, pessoas, situações…
Entre os sintomas físicos, é comum sentir palpitações, problemas digestivos, dores de cabeça, perda ou aumento excessivo de apetite…
A nível emocional, é bastante comum nos sentirmos mais sensíveis e, ao mesmo tempo, apáticos, irritados e pessimistas.

Além disso, outra característica comum é a anedonia, ou seja, a incapacidade de sentir prazer, de aproveitar as coisas tanto quanto antes, já não temos mais esperança, a vida se torna mais cinzenta e o mundo fica suspenso num horizonte distante, onde ouvimos seu barulho ao longe…

“O sono é um bom colchão para o cansaço.”
-Juan Rulfo-

Como enfrentar o esgotamento psicológico

Eric Hoffer disse que o pior cansaço vem do trabalho não realizado. Essa é uma grande verdade. Às vezes, o verdadeiro esgotamento é formado por tudo o que queremos fazer e não fazemos. Por todos aqueles objetivos cotidianos que nos propomos e que não conseguimos realizar, que ficam frustrados porque nosso nível de exigência ou as pressões do ambiente são muito altas.

No fim, a gota enche o copo e o copo já está bastante cheio. É nesse momento que tudo escapa das nossas mãos. Assim, o que deveríamos fazer nesses casos, antes de mais nada, é tomar consciência do que está acontecendo. O esgotamento psicológico está aí e devemos evitar que a “criatura” se torne maior, mais obscura e opressiva. Vamos refletir, portanto, sobre as seguintes dimensões, nesses passos que deveríamos colocar em prática.

3 permissões que você deve conceder a si mesmo para escapar da fadiga mental

Dar permissão para se reencontrar. Pode parecer irônico, mas o esgotamento psicológico tende a nos aprisionar em camadas de preocupações, autoexigências, pressões, deveres e ansiedades até chegarmos ao ponto de nos esquecermos de nós mesmos. Dê permissão a si mesmo para se reencontrar. Para isso, nada melhor do que separar uma hora por dia para reduzir ao máximo todo tipo de estímulo (sons, luzes artificiais…). Devemos ficar um tempo num ambiente tranquilo, onde nos limitamos a “ser e estar”.

Dê permissão a si mesmo para priorizar. Esse é, sem dúvidas, um ponto essencial. Lembre-se do que é prioritário para você, o que o identifica, o que você ama, o que o faz feliz. O resto será secundário e não será merecedor de tamanho investimento emocional e pessoal da sua parte.

Dê permissão a si mesmo para ser menos exigente. O dia tem 24 horas e a vida, queiramos ou não, é limitada. Vamos aprender a ser realistas, aproveitar o tempo sem colocar pressões em nós mesmos e sem exigir que tudo seja perfeito. Às vezes basta que tudo seja igual a ontem, com seu equilíbrio humilde e tranquilo.

Para concluir, sabemos que a nossa realidade é cada vez mais exigente, que às vezes queremos fazer tudo. No entanto, nunca é demais se lembrar de uma ideia. Somos feitos de pele, carne, coração e tendões psicológicos que devem ser alimentados com tempo de qualidade, descanso, tranquilidade e lazer. Vamos aprender a nos priorizar, a cuidar de nós mesmos como merecemos…

Ignorar certas pessoas nos torna mais felizes

 Prof. Marcel Camargo

 

Quanto mais vivemos, mais percebemos que a arte de ignorar certas pessoas é capaz de nos poupar de muitos dissabores, aumentando a qualidade de nosso dia-a-dia. Com o tempo, vamos aprendendo que gastar energia com pessoas e coisas que não merecem um mínimo de consideração é atraso de vida, e que só serve para aumentar a quantidade de nossos cabelos brancos e de nossas decepções acumuladas.

Não dê ouvidos a quem está sempre dizendo que nada vai dar certo, que você não vai conseguir, ou que seus sonhos são utópicos demais. Ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos e ninguém tem o direito de nos determinar qual é o real alcance de nosso potencial. Nossos ideais é que alimentam as nossas esperanças, as nossas certezas de que o amanhã virá mais belo e pleno de realizações.

Passe por cima, com dignidade e elegância, das opiniões contrárias, dos pontos de vista que denigrem e diminuem tudo aquilo em que acredita. Poderemos nem sempre estar com a razão, mas jamais deveremos abrir mão do pulsar de nossos sentidos, das crenças que nos sustentam o olhar adiante e que nos impulsionam a seguir sempre em frente, a despeito das adversidades e dos tombos que a vida nos dá.

Atropele seus medos, os temores que emperram os seus passos, que tolhem o seu caminhar da liberdade da qual deve se revestir. Não se contamine pelas negatividades alheias, de gente que nunca ousou desvencilhar-se das amarras das convenções sociais, de gente que nunca saiu do lugar, iludindo-se pela comodidade desconfortante da ilusória zona de conforto em que se amotina.
Não ligue para aqueles que desacreditam de seus empreendimentos, de suas idéias, dos sonhos que embasam a sua busca pela felicidade, em casa, no trabalho, onde for. Mantenha firme o seu propósito de encontrar o amor verdadeiro, o amigo leal, o emprego perfeito, a carreira naquilo em que você é melhor. Nada nem ninguém nos impedirá a construção de um caminho de sonhos palpáveis, caso acreditemos em nós mesmos.Esqueça as palavras de desânimo e de desmotivação que ouvir pelo caminho, enquanto tenta seguir a luz que ilumina a sua jornada. Lembre-se de que ouvir a voz que vem do seu coração lhe abrirá muitas portas que estarão prontas para recebê-lo diariamente, bem como o levará ao encontro de pessoas que o acompanharão com apoio sincero, amando tudo o que em você é digno de admiração verdadeira. Não guarde dentro de si lixo emocional que os desavisados tentam lhe empurrar, tentando atraí-lo para dentro de suas próprias escuridões.

Ignorarmos aqueles que nos ferem gratuitamente, que querem tão somente nos paralisar, para que estagnemos ao nível da miséria emocional em que se encontram, será uma das atitudes mais sábias e úteis que tomaremos ao longo de nossas vidas. Porque ninguém é capaz de acabar com a grandeza que possuímos aqui dentro, nem ninguém tem poder algum sobre as nossas verdades, a não ser que deixemos. No mais, o que importa é ser feliz, e bem longe de gente chata.

 

Uma pessoa boa, não diz que é boa, suas atitudes demonstram!

Hoje em dia eu não procuro mais pelo melhor nas pessoas, eu procuro por tudo que é real, porque a bondade às vezes vem disfarçada de falsidade, mas o que é real, vem despido e imperfeito.

A realidade é nua e crua e não tem vergonha de suas feridas e cicatrizes.

Pessoas de verdade são honestas, doa a quem doer, uma pessoa boa, não precisa falar que ela é boa, atitudes demonstram o que as palavras insinuam.
Eu me afasto sem aviso prévio, de tudo e todos que promovam sentimentos negativos, em mim e nas pessoas a minha volta.

A verdade é que, ninguém é perfeito, mas existem aqueles que tornam a imperfeição na coisa mais bonita que você já viu. Porque eles não têm medo ou vergonha de expressar quem são por dentro e por fora.

Cuidado com aqueles que criticam demais, que estão sempre dispostos a fazer você se questionar se é bom o suficiente.

Cuidado com os frustrados e amargurados, eles vão tentar te convencer que não vale a pena lutar para ser feliz.

Inveja? Não, eu não acredito em inveja, eu acredito em acomodados, que escolhem ficar estagnados, e se incomodam com quem vai à luta e faz acontecer, então sem essa de achar que todo mundo tem inveja de você.

Não se sinta tão especial, não se coloque em um patamar acima dos outros, aqui nesse mundo, somos todos iguais.

Não importa se você acorda em uma cobertura de frente para o mar, que vale milhões, ou se você acorda em uma casinha simples no meio do nada, todos acordam sob o mesmo céu, e vão dormir sob a mesma lua, respiramos o mesmo oxigênio e bebemos da mesma água.

O que nos diferencia uns dos outros, é o quanto estamos dispostos a lutar, a evoluir, a ser e fazer melhor.

A chegada e partida deste mundo, é a mesma para todos sem exceção. Então seja real, seja verdadeiro com você mesmo acima de tudo. E que a sua bondade se manifeste em palavras, ações, olhares, sorrisos e em todo o amor que você é capaz de dar e receber.

Seja verdadeiramente uma pessoa do bem, não para que ninguém saiba ou veja, mas para que você experimente a sensação de viver ao invés de somente existir.

 

Não importa o que seus pais fizeram, agora o responsável pela sua vida é VOCÊ

Resiliência Humana

Tanto faz. Não importa o que os seus pais fizeram ou deixaram de fazer no momento deles. No presente, o responsável pela sua vida é você. Você é responsável pelo que você cria para si, pela família que constrói, pelo amor próprio que pratica, pelos abraços que dá em si mesmo, pelo calor de afeto que gera para si e para os que o rodeiam.

Sim, é verdade, o que acontece na infância, na adolescência, e até mesmo na vida adulta com os nossos progenitores nos marca para a toda a vida. No entanto, isso não nos exime da responsabilidade que temos sobre a nossa vida e nossas emoções. O presente é o momento ideal para depurar o nosso passado e desintoxicar a nossa vida sentimental.

Se o frio do afeto paterno ainda é constante, é hora de deixar o casaco de lado e acender a lareira. As desculpas e os rancores não nos permitem viver, e muito menos construir um lar em nosso interior.

Porque um lar é quente, e conviver em permanência com a recordação de uma criança com defeitos só transforma o nosso eu-afetivo em um gélido iglu. Não podemos viver sem termos curado as nossas feridas, sem termos deixado de lado as lâminas das facas…

Curar feridas de um legado disfuncional da infância

Todos nós temos, em maior ou em menor grau, marcas de toxicidade na nossa infância. Acontece que em alguns casos o negativo supera o positivo e, portanto, a família se transforma em uma rede complexa de relações, vínculos e sentimentos distorcidos ou ambivalentes.

Há figuras paternas que não são sinônimo de alegria, identidade, união, lealdade, respeito, amor e fidelidade. A elaboração dos vínculos com os nossos pais longe desse ideal nos transforma em caldeirões em ebulição, os quais são gênese de dinâmicas complexas e nocivas.

Talvez à primeira vista nos vejam calmos, mas na realidade, lá no fundo escondemos verdadeiras forças antagônicas que lutam para lubrificar nossas crenças, nossos valores e nossos sentimentos sobre o mundo e sobre nós mesmos.

Na infância, a família é o que representa a nossa realidade e a nossa referência, por isso não é estranho tentarmos repetir certos padrões, mesmo que sejam disfuncionais.

Os pais são pessoas e, como pessoas que são, cometem erros. No entanto, a dor provocada no filho se mantém. Neste sentido, não importa que afirmemos sem pudor que devemos aprender com os nossos erros, também podemos aprender com os erros cometidos por nossos pais.

Assim, quem não teve a sorte de crescer em uma família totalmente funcional tem que realizar um trabalho duplo para se fortalecer e apreciar o sentimento de amor e respeito em relação a si mesmo e às pessoas ao seu redor. Para alcançar isso, é bom contar com o guia de um profissional de saúde mental, o qual nos ajudará a abrir as vias de comunicação com nós mesmos.

As condutas autodestrutivas e de castigo em relação aos outros devem ser reavaliadas e rejeitadas pelo nosso ‘eu’ do presente, o qual se constitui como um ‘eu’ adulto e com capacidade de discernir sobre a possibilidade de se realizar.

Resgatar a ideia de que somos merecedores de amor e de que podemos nos brindar segurança e afeto incondicional em primeira pessoa é essencial para curar as feridas que as figuras paternas, uma ou ambas, criaram na nossa criança interior.

Infância é destino, diria Freud; mas o certo é que não podemos viver indefesos toda a nossa vida sob a desculpa de que tivemos uma infância complicada e longe de ser a ideal. Devemos interiorizar a mensagem de que não importa o quão destrutivas tenham sido as nossas relações entre pais e filho, as perspectivas sobre o nosso futuro correspondem a nós.

Este ponto é realmente um desafio ambicioso, pois requer uma grande vontade de trabalho interior para rejeitar os julgamentos parentais que vimos alimentar (ou destruir) a nossa autoestima a vida inteira.
Seja quem for, sentir-se valioso ou merecedor da felicidade e do amor é um pilar fundamental para a sua capacidade de desenvolvimento de vida. Isto requer que você seja altamente empático ou empática consigo, reconhecendo através dessa empatia o direito de viver a sua própria vida da forma que você escolher.

http://www.resilienciamag.com/nao-importa-o-que-seus-pais-fizeram-agora-o-responsavel-pela-sua-vida-e-voce/