Neurotransmissores ligados ao desejo de doces e a obesidade

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Low Carb – Reflexões sobre saúde e alimentação

Neurotransmissores ligados ao desejo de doces e a obesidadeDopamina, Obesidade e Idade parecem influenciar a preferência por desejo de doces

Título do original:

Dopamine, Obesity and Age Appear to Influence Preference For Sweet Foods

Resumo: Pesquisadores acreditam que pode ter identificado uma nova anomalia na relação entre dopamina e resposta ao alimento entre aqueles com obesidade.

Fonte: neurosciencenews.com

Uma nova descoberta das pesquisas pode revelar uma disfunção nos cérebros dos indivíduos com obesidade.

Quando os jovens atingem a idade adulta, suas preferências para alimentos doces tipicamente declinam. Mas para as pessoas com obesidade, uma nova pesquisa sugere que esse “drop-off” (declínio) pode não ser tão íngreme e que o sistema de recompensa do cérebro funciona de forma diferente nas pessoas obesas em relação às pessoas mais magras, o que pode desempenhar um papel neste fenômeno.

Os novos resultados foram publicados on-line em 15 de junho de 2016 na revista Diabetes .

“Acreditamos que pode ter sido identificado uma nova anomalia na relação entre a resposta de recompensa à alimentação e a dopamina no cérebro de indivíduos com obesidade”, disse o primeiro autor do estudo, M. Yanina Pepino, PhD, professor assistente de medicina. “Em geral, as pessoas crescem e gostam menos de coisas doces na medida que elas se movem da adolescência até a idade adulta. Além disso, à medida que envelhecem, temos menos receptores de dopamina em uma estrutura do cérebro, denominada de striatum, que é crítica para o sistema de recompensa. Descobrimos que tanto a idade mais jovem quanto menos receptores de dopamina estão associados a uma maior preferência por doces nas pessoas com peso normal. No entanto, em pessoas com obesidade, isso não era o objeto em nosso estudo “.

Os pesquisadores estudaram 20 indivíduos com peso saudável e comparou-os com 24 pessoas consideradas obesas, cada uma das quais tinha  um índice de massa corporal de 30 ou superior. Os voluntários do estudo estavam entre 20 a 40 anos.

Os participantes receberam bebidas contendo diferentes níveis de açúcar para determinar os graus de doçura preferenciais de cada indivíduo. Os pesquisadores então realizavam tomografia por emissão de pósitrons (PET) para identificar receptores de dopamina ligados a recompensas no cérebro de cada pessoa. A dopamina é o principal químico no cérebro que nos faz sentir bem. Os exames PET revelaram que embora tenha havido uma relação entre os receptores de dopamina, preferência por coisas doces e idade, em pessoas magras, esse padrão não era verdadeiro no cérebro de pessoas obesas.

“Nós encontramos disparidades de preferência por doces entre os indivíduos, e encontramos também variações individuais em receptores de dopamina – algumas pessoas têm níveis altos e alguns baixos – mas quando nós olhamos como essas coisas andam juntas, a tendência geral nas pessoas de peso normal foi que, ter menos receptores de dopamina estava associado com uma maior preferência por doces”, disse a co-investigadora Tamara Hershey, PhD, professora de psiquiatria, da neurologia e radiologia.

A relação entre as suas idades, preferências por doçuras e receptores de dopamina não seguiu o padrão observado em pessoas que pesavam menos.

Mas isso não era verdade nos obesos. A relação entre as suas idades, preferências pelos doces e receptores de dopamina não seguiu o padrão observado em pessoas que pesavam menos.

Pepino e Hershey explicam que é possível que a resistência à insulina ou alguma outra alteração metabólica relacionada com a obesidade pode contribuir para a ausência dessas associações no grupo obeso. Embora nenhum dos participantes obesos do estudo tinham diabetes, alguns tinham maiores concentrações de glicose e de insulina no sangue, e alguns estavam se tornado resistente à insulina. Os pesquisadores acreditam que esses fatores podem ter alterado a resposta do cérebro para produtos doces.

“Há uma relação entre resistência à insulina e sistema de recompensa do cérebro, de modo que pode ter algo a ver com o que vimos em indivíduos obesos”, disse Hershey. “O que está claro é que a gordura corporal extra pode exercer efeitos não só na forma de metabolizar o alimento, mas como nosso cérebro percebe recompensas quando comemos esses alimentos, especialmente quando é algo doce.”

 

LINK DO ARTIGO ORIGINAL

Correr é o pior jeito de entrar em forma

 

Por Nick English

dezembro 2, 2016

Foto por Martin Zemlickis/Unsplash

Esta matéria foi originalmente publicada no Tonic.

Correr é um jeito escroto de perder gordura e uma maneira menos eficaz de aumentar a saúde cardiovascular, mas de algum jeito, se tornou o exercício mais popular da Terra depois da caminhada.

O que é péssimo, porque correr é um saco. Tem um motivo para mais de 79% dos corredores ficarem de molho por alguma contusão pelo menos uma vez por ano: essa é uma maneira incrivelmente ineficaz de se fortalecer. E como todo mundo sabe, um corpo forte é a melhor maneira de evitar contusões, acelerar o metabolismo, queimar gordura e continuar funcional até uma idade avançada.

Falando estatisticamente, se você está interessado em se manter saudável, você corre. E sim, parece um exercício “natural”. Mas correr num ritmo não muito pesado, mas também não tão leve, por um longo período, não é um padrão eterno de movimento com o qual seu corpo prospera. A corrida só foi popularizada como um “paliativo do sedentarismo” nos anos 60, e mesmo que qualquer movimento seja melhor que nenhum, correr fica atrás em quase todo teste como exercício válido.

Segundo Lee Boyce, treinador e proprietário da Boyce Training Systems em Toronto, as pessoas correm por duas razões, e a mais popular é para emagrecer: a galera “faz cárdio” porque quer queimar barriga. E correr não é uma boa escolha.

“Essa é geralmente a mentalidade, que esse é um jeito bom de perder peso, mas fazer outras coisas fora correr provavelmente vai ter um efeito melhor para chegar a esse resultado”, ele diz. As prescrições de perda de peso de Boyce, como a de todo treinador sério, são compostas por exercícios de força. Isso significa movimentos de várias juntas como agachamento, levantamento de peso, desenvolvimento, levantamento em barra e flexões.

Para viciados em cárdio, ele sugere diminuir os períodos de descanso ou encadear vários exercícios num “circuito” para manter os batimentos cardíacos altos e melhorar a capacidade cardiorrespiratória. Desse jeito, você suga o ar como quando corre, “mas tem mais benefícios porque está realmente desafiando seus músculos contra uma resistência, o que vai queimar mais calorias, mais gordura e acelerar seu metabolismo”.

Leia também: “Não siga o treino de Joe Strummer para maratonas”

E ele está certo: estudos mostraram consistentemente que treino com pesos e sprints são mais eficientes que correr para reduzir gordura da barriga e criarum bom ambiente hormonal para a queima de gordura, o que significa uma melhora na sensibilidade de insulina, menos stress do hormônio cortisol e mais hormônio de crescimento e testosterona. (Sim, isso é bom para mulheres também.)

Um estudo de 2008 publicado no Medicine & Science in Sports & Exercise, por exemplo, dividiu 27 mulheres obesas em três grupos: um fazendo corrida de baixa intensidade por cinco dias por semana, outro fazendo sprints de alta intensidade por três dias por semana, e um terceiro grupo de controle instruído a não fazer exercícios. Depois de dezesseis semanas de treinamento, os resultados eram inegáveis: as sprinter perderam muito mais gordura abdominal e das coxas, e mesmo que o grupo de baixa intensidade tenha melhorado sua forma aeróbica, o nível de gordura corporal não diminuiu muito mais que o do grupo que ficou no banco.

O principal objetivo da corrida é melhorar a saúde cardiovascular. Na verdade, se você acredita em algumas pesquisas, essa é a razão mais comum para se exercitar – emagrecer é só uma feliz coincidência. (Claaaro.) E mesmo sendo verdade que o esforço melhora a saúde cardíaca e capacidade cardiorrespiratória, e correr cai nessa categoria, corrida é um jeito meia-boca de conseguir resultados.

Assim como levantar um peso cem vezes não vai melhorar a força tão bem quando um número pequeno de repetições mais pesadas, exercitar o coração numa intensidade mais alta é um jeito melhor de fazer o trabalho. Estudos têm mostrado que sessões mais curtas de treinamento anaeróbico, como treinamentos de resistência de ritmo rápido ou sprints, são tão bons para a saúde quanto corridas longas e melhores para manter músculos e aumentar a forma aeróbica (ou VO2 max, se você preferir). Um estudo de quinze semanas do Journal of Strenght and Conditioning Research até descobriu que quem faz dez repetições de dez segundos de pedalada rápida numa bicicleta ergométrica, tem mais sucesso em melhorar a resistência do que fazendo exercícios de média intensidade durando de 20 a 25 minutos.

Lembre-se, correr só é bom para o “cárdio” porque te faz respirar com mais força, mas têm muitas outras maneiras de fazer isso. Tá, mas você gosta muito de correr. Não quer desistir. Tudo bem, é só correr mais rápido. “De muitas maneiras, o sprint é mais seguro que correr”, diz Boyce. “Uma pessoa normal geralmente tem muitos desequilíbrios musculares, onde músculos de um lado do ligamento são mais fracos que os do outro lado, então não é uma boa ideia martelá-los numa corrida longa onde você dá, tipo, dez mil passadas em 30 minutos.”

Isso leva a dor crônica e mais desequilíbrios, ele explica, enquanto sprint é uma boa forma de remediar os problemas da corrida de várias maneiras. Dando menos passadas no geral (com menos impacto nas articulações), você se move de maneira mais eficiente, usa mais músculos do corpo e recruta mais fibras musculares de contração rápida, envolvidas em construir força e potência.

Estudos têm mostrado que sessões mais curtas de treinamento anaeróbico, como treinamentos de resistência de ritmo rápido ou sprints, são tão bons para a saúde quanto corridas longas e melhores para manter músculos e aumentar a forma aeróbica.

“As fibras musculares de contração rápida vão ajudar suas juntas a se fortalecerem, então é uma escolha melhor no geral”, disse Boyce. “E mais, você vai queimar mais gordura com sprint pela mesma razão que treino com pesos: você está fazendo algo que exige força, explosão, esforço e intensidade, então seus músculos terão que trabalhar um pouco mais pesado, você queima mais calorias e acelera seu metabolismo depois que termina o treino.” Isso significa que você continua queimando calorias extras mesmo depois de tomar banho para tirar o CC da academia.

“Os benefícios de produzir trabalho aeróbico máximo, perda de gordura ou desenvolvimento de força são de fato menores que o trabalho de sprint”, diz Dean Somerset, especialista e condicionamento físico, fisiologista de exercícios e cinesiologista de Alberta, Canadá. Mas ele acrescenta que, na sua opinião, uma corrida de baixa intensidade pode colocar menos stress nos tendões do que o tipo de alta intensidade.

Somerset também acha que enquanto exercícios de alta intensidade queimam mais calorias depois do treino, você pode queimar essas calorias durante uma corrida num ritmo regular porque esse tipo de treino dura mais tempo. Para ele, os benefícios mais notáveis dos exercícios de alta intensidade estão na parte hormonal. “Sprints aumentam mais a produção de testosterona, hormônio de crescimento e hormônio da tireoide comparado com cárdio num ritmo constante”, ele diz. Os dois primeiros hormônios têm um efeito poderoso na queima de gordura e ganho muscular, que é a grande razão porque sprints vencem no jogo de composição corporal.

Se você realmente prefere exercícios de resistência, você ainda tem os benefícios de saúde de longo prazo confiando em padrões de movimento que fortalecem e protegem suas partes mais vulneráveis. O que a corrida não faz, diz Boyce. Correr é ruim para as juntas e para ganhar força – e lembre-se, ser mais resistente a contusões é um benefício muito importante de ser forte, particularmente enquanto você envelhece.

“Se você não gosta de correr, não precisa fazer isso para ter benefícios cardiovasculares”, diz Somerset. “Você pode fazer remada, balançar um kettlebell ou pedalar uma bicicleta bem rápido.” Remar, digamos, dez quilômetros em quarenta minutos numa máquina de remada ou balançar um kettlebell 500 vezes são objetivos que podem satisfazer quem quer um treino longo de resistência sem causar dano às articulações. O ponto positivo é que sua postura vai melhorar, você sai fortalecido e suas costas mais saudáveis.

Mas se correr é sua vida, então corra. Mas como Boyce diz: “Você deve usar treino de força como prato de entrada e correr como acompanhamento”. Se você corre 20 ou 30 minutos, equilibre isso com 30 a 40 minutos de treinamento de força antes. Você vai queimar mais gordura, melhorar sua saúde cardíaca e ter mais mobilidade, equilíbrio e flexibilidade conforme for envelhecendo. E não é esse o objetivo de se exercitar?

A matéria original aqui.

Tradução: Marina Schnoor

http://www.vice.com/pt_br/read/correr-o-pior-jeito-de-entrar-em-forma

https://tonic.vice.com/en_us/article/running-is-the-worst-way-to-get-fit

A Prevenção da Doença começa na cabeça!

A imagem pode conter: céu, uma ou mais pessoas, atividades ao ar livre e natureza

 

Enumerei 10 atitudes que considero as mais eficazes para prevenção do câncer de mama.
Sei que não é fácil praticar estas sugestões, mas existem recursos da natureza como a homeopatia que pode nos ajudar.

Lembre-se que você e cada mulher neste planeta possui a capacidade de embalar e estabilizar em seu colo, a si e a todos aqueles que estão desarmonizados, somos centelhas criativas, filhas do universo.

Este poder de renovação, de erguer o mundo, de encontrar solução para as dificuldades mais graves é a mesma capacidade de amar e perdoar de forma incondicional, de reerguer-se para seguir em frente, isso é indestrutível na alma e nas personalidades femininas.

1 – Invista mais em você mesma no dia a dia, quando tiver pensamentos tristes ou pessimistas, afaste-os conscientemente e com prazer;
2 – Não permita ser usada como muleta ou muro de arrimo, não se crucifixe por aqueles que não tem respeito por você;
3 – Aprenda a dizer não àqueles que a perturbam, exploram dentro de casa, no trabalho, etc, livre-se deste sofrimento o mais rapidamente possível;
4 – Permita-se tirar um tempo só para si, sonhe, confie em si, cuide de sua saúde física/emocional e mental;
5 – Tenha momentos de felicidade com algo que realmente lhe dê prazer, que normalmente está nas pequenas coisas;
6 – Deixe que cada um siga seu próprio caminho e tente não culpar-se se a vida deles não está ideal;
7 – Admita para si que não existe o perfeito, nada é 100%, curve-se harmoniosamente às imperfeições dos outros e do mundo a sua volta;
8 – Pratique um esporte, como caminhada, corrida e aproveite para chorar, desabafar, gritar quando sentir que não está bem, se dê a estes luxos;
9 – Livre-se do passado, encare o desafio de um novo reinício em sua vida, ame-se, suavize seu fardo;
10- Acredite que é possível acreditar novamente na delicadeza, na amizade, na beleza e no amor.

Profª Eliete M M Fagundes

Dúvidas ligue para 3003-6777 – Central Nacional de Atendimento – Custo de chamada local de qualquer localidade ou (031) 3439-2500

http://www.homeopatias.com/

Uma Carta ao Ministro da Saúde

 

 

A saúde não é um mercado, e sim um campo humanitário

POR LUIZ ROBERTO LONDRES

 

Prezado senhor ministro: escrevo este artigo em função de duas declarações recentes envolvendo o atendimento médico com as quais não concordo. Não vejo má-fé nessas declarações, mas elas demonstram um profundo desconhecimento da atividade de nós, médicos.

 

Mês passado, esta declaração apareceu na mídia: “Ministro da Saúde diz que pacientes ‘imaginam’ doenças”, seguida de alguns comentários seus. Gostaria de fazer algumas considerações a respeito. Há quase 50 anos eu, um iniciante na prática médica e com boa clientela, fiz um comentário a meu pai, renomado cardiologista, que dividia seu consultório comigo: “Meu pai, estou frustrado; fui bom aluno, estudei muito, tenho uma boa clientela, mas metade dos pacientes que aqui chegam não tem doença física”. Resposta de meu pai: “Só metade? Será que você está ‘adoecendo’ alguns?”

 

Uma boa conversa minha com os pacientes já mostrava a possibilidade de “doenças imaginárias”. Problemas pessoais, familiares ou sociais levavam a sintomas que costumavam ser resolvidos com a simples conscientização do paciente. E grande parte deles saía da consulta sem qualquer medicação ou pedido de exame complementar. Solicitava que voltassem à consulta e praticamente todos retornavam “curados”. Sempre levei em conta que o paciente não se restringe apenas a uma pessoa física; ele é muito mais que isso, é um ente biopsicossocial, como bem ensina o filósofo espanhol Ortega y Gasset: “Yo soy yo y mi circunstancia”. Não atendemos doentes apenas, atendemos pacientes, pessoas inseridas em seu contexto de vida.

 

Outra notícia que gostaria de comentar: “Quem vai fazer proposta é o mercado, diz ministro da Saúde sobre plano popular”. Senhor ministro: a saúde não é um mercado, é, antes de tudo, um campo humanitário, social e beneficente. Mercado envolvendo seres humanos conheço dois: a prostituição e a escravatura; sendo que, nesses casos, por sua participação, a prostituta recebe, o escravo nada recebe. Na saúde, o paciente, direta ou indiretamente, paga.

 

A nossa “Constituição Cidadã” de 1988 define muito bem o campo da saúde, principalmente em seus artigos 196 e 199 em seu primeiro parágrafo. Não podemos considerar o que acontece em nossos dias e com a permissão daqueles que deveriam defender os princípios de nossa atividade, como algo “normal”, mas como uma doença que deve ser tratada. A mercantilização da medicina é uma monstruosa deformação, que visa a atender interesses privados à custa do benefício, tanto social quanto de seus usuários. Assim como a corrupção vigente, a medicina tornada um mercado não pode ser aceita simplesmente. Um olhar profundo, visando tratar uma doença e não apenas seus sintomas, nos mostraria pontos importantes a serem abordados, dentre os quais a formação médica hoje.

 

Senhor ministro: entendo que o senhor, formado em uma área de extrema objetividade como a engenharia, não perceba a enorme subjetividade em que está inserida a atividade médica. Cabe, portanto, reflexão de todos nós, principalmente do senhor, sobre o conhecimento necessário que se deve ter para se ocupar um posto de tal importância como o Ministério da Saúde.

 

Luiz Roberto Londres é diretor do Movimento Participação Médica

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/uma-carta-ao-ministro-19889847#ixzz4GyEUKW5n
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Apenas Respire

arco iris nas gotas

“APENAS RESPIRE”, UM PRECIOSO CURTA-METRAGEM SOBRE ADMINISTRAR AS EMOÇÕES

 

Por Raquel Brito

A vida não dói só nos adultos. As crianças também se estressam, se irritam ou ficam ressentidas. O curta-metragem ‘Apenas Respire’ dá uma lição sobre isso, pois com frequência o que acontece é que castigamos a expressão e a gestão das emoções negativas desde a mais terna infância.

Não percebemos isto, mas os elementos que colocam o maquinário das nossas vidas para funcionar, os ambientes artificiais, a pressa, o jeito como dormimos, comemos e o ar que respiramos podem chegar a ser verdadeiros punhais emocionais.

Seja como for, é obvio que se aprendermos a administrar todos esses “contratempos” que dificultam o nosso desenvolvimento emocional e que podem nos prejudicar, conseguiremos tolerar melhor as circunstâncias de um entorno desfavorável.

Este curta-metragem promove a consciência emocional como um veículo primário para mudar o nosso jeito de vivenciar as nossas experiências sentimentais. As crianças falam do que as faz se sentirem chateadas, tristes ou culpadas, de como reagem e da forma como precisam transformar suas sensações em coisas positivas.

Para realizar este trabalho de forma completa precisamos também falar do que nos dá alegria, prazer e orgulho, assim como da forma que temos de compreendê-los e controlá-los.
Exercitar o nosso cérebro pensante e saber colocar em palavras e expressar as nossas emoções nos ajuda a nos desenvolvermos e a termos sucesso em nossas vidas.

O vídeo nos mostra que traduzir nossas emoções em palavras é uma parte vital da sua compreensão, já que as palavras se conectam com os sentimentos em si e as respostas psicofisiológicas que provocam.

 

(Para ativar as legendas em português, basta clicar no ícone de legendas na parte inferior do vídeo, ao lado da opção “Detalhes”.)

 

https://www.youtube.com/watch?v=eW87oYRt5-g

 

No curta vemos como as crianças são capazes de se afastar da situação e se manter no aqui e agora através de estratégias de calma que sabem definir com perfeição. É, sem dúvida, um vídeo com uma excelente vertente educacional que podemos aproveitar, tanto crianças como adultos.

 

Apenas respire: o aprendizado da gestão das emoções
Nós podemos aprender a linguagem das emoções em qualquer idade. O que acontece é que, do mesmo jeito que ocorre com o aprendizado de outros idiomas, as pessoas que o aprendem quando crianças conseguem falá-lo com mais facilidade.

O que você precisa tirar disso é que a identificação e a comunicação emocional podem ser aprendidas e são um aspecto essencial para obtermos relacionamentos íntimos e profundos.

Uma pessoa que “sabe falar e ouvir” nestes termos é uma pessoa que pode sintonizar e interpretar uma esfera a mais da comunicação intra e interpessoal.
Segundo os dados que Shapiro Lawrence apresenta, a comunicação e a gestão emocional compõem 90% das nossas experiências vitais. Do mesmo jeito, aprender a fomentar a calma, aprender a administrar a expressão facial, a postura, o tom de voz e os nossos gestos é essencial, pois somente 7% do significado emocional se expressa pelas palavras.

 

Alguns pontos importantes sobre o controle emocional
Ensinar e aprender estratégias de controle emocional como a respiração, a lembrança de imagens agradáveis ou o relaxamento através da música ou palavras chave, é primordial. Por quê? A resposta é simples e tem um motivo principal: a ira e a agressividade são dois dos problemas emocionais mais comuns hoje em dia entre os humanos.

A ira e a sua expressão são alternativas emocionais perigosas e, portanto, saber resolver um conflito tratando as emoções que aparecem com ela é fundamental para garantir o bem-estar social e pessoal da comunidade em que vivemos.

Fazer desta forma nos ajuda a “curar o nosso cérebro emocional”, pois conseguimos mantê-lo em equilíbrio e fazer com que os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e outras substâncias não prejudiquem os nossos corpos e os nossos cérebros. Por causa de tudo isso, vale a pena tirar uma lição de cada segundo desse vídeo maravilhoso.

 

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

Ler mais: http://www.psicologiasdobrasil.com.br/apenas-respire-um-precioso-curta-metragem-sobre-administrar-as-emocoes/#ixzz4G2UEEItn

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Eu Cuido de Todos. E Quem cuida de mim?

 

pedras na água

Autora: Bárbara Farias

Muitas vezes encontramos pessoas dispostas a cuidar de tudo e de todos, a qualquer hora, em qualquer lugar e sob qualquer circunstância. Guarda a dor no bolso e vai cuidar da dor do outro. Qual ferida esse curador esconde?

Dias e dias passados com aquele parente no hospital, vive cozinhando para várias pessoas, é sempre o primeiro a se oferecer para ajudar em um mudança de casa, na organização de uma festa, no cuidado com as crianças, é “pau pra toda obra”! É aquela mãe que vive só em função dos filhos; nada de fazer as unhas, arrumar o cabelo, comprar uma roupa nova. É mãe com dedicação exclusiva aos filhos. Tem também aquele que faz todo mundo rir, pois se preocupa em manter todos sempre com um alto astral. São pessoas que dedicam-se ao cuidado do outro. Você conhece alguém assim? Então esse texto é para você!

Que se dispor a cuidar das pessoas, dedicar-se, ser solícito, sejam atos admiráveis, disto não restam dúvidas. Estamos precisando de pessoas que se importam verdadeiramente com as outras, pois o mundo está lotado de pessoas egoístas e cheias de si. O problema é quando a dedicação ao outro é tanta que se esquece do cuidado de si mesmo. Além disso, quem precisa receber cuidados, precisa de alguém que esteja em boas condições física, psíquica e emocional. É preciso estar inteiro!

Quando o tempo está sendo ocupado sempre com o outro, deixa-se pouco ou quase nada de espaço para o cuidado consigo mesmo. Ao voltar-se o olhar para o externo, para o outro, desvia-se do olhar para dentro, para si mesmo. Então precisamos iniciar uma autoanálise: O que não pode ser visto? Há algo em mim que estou evitando? O que em mim é tão difícil de encarar? São perguntas que devem ser feitas para que se possa analisar como está sendo o cuidado com a própria vida. Essa vida tão única e passageira.

Por mais que a vida do outro seja muito importante, a própria vida também é. A própria ferida precisa ser cicatrizada. A realização pessoal, a felicidade, o bem-estar, não podem depender apenas do riso do outro, do conforto do outro, da qualidade de vida só do outro. Quando o outro se vai (e as pessoas vêm e vão), precisamos nos perguntar: O que resta de mim? O quanto de mim pode ser preservado? Cuidado? Qual é a minha identidade? Do que eu gosto, minha música preferida, o meu prato especial, meu filme favorito, meu passatempo aos finais de semana… Tudo isso são modos de saber quem somos, do que gostamos e qual a forma que sentimos que estamos cuidando de nós.

Em síntese, precisamos refletir: Gosto de cuidar do outro; isso eu já sei fazer bem. Agora preciso aprender a cuidar de mim, a gostar de mim, a me olhar, a me tratar com carinho e com respeito, a me amar. Eu tenho esse direito!

Psicoterapeuta de orientação psicanalítica, possui especialização em Psicologia Hospitalar, com ênfase em Oncologia (FCM-UNICAMP) e é mestranda no programa ICHSA (FCA-UNICAMP), tendo a morte como tema de pesquisa. Administradora da página Por que você se foi? -Falando sobre a morte.

Como nos Curamos e a Nossa Família – Compreendendo a Raiz do Sofrimento.

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COMO NOS CURARMOS E A NOSSA FAMÍLIA
COMPREENDENDO A RAIZ DO SOFRIMENTO
Dr. Joseph Michael Levry
28 de Julho de 2016

A Terra está passando agora por um período muito complexo que está levando a maior parte das pessoas a ser reativa. Há uma onda cármica atualmente passando na Terra, fazendo com que todas as emoções não resolvidas e os padrões cármicos que herdamos de gerações passadas se manifestem e afetem cada homem e mulher sem exceção.

Em todos os lugares vemos a evidência de uma batalha interna que está levando muitos a terem uma profunda sensação de que algo está faltando em suas vidas. Como resultado, as pessoas estão experienciando o stress mental, emocional e/ou físico, que está afetando os relacionamentos com amigos, entes queridos e a si mesmas.

Muitas pessoas estão sentindo uma falta de direção em suas vidas, algumas estão presas a problemas emocionais, outras estão experienciando desafios de saúde, impedindo-as de liberarem o potencial interior de sua própria divindade.

Todos os desafios de saúde, infortúnios e adversidades estão ligados à enorme influência que o nosso Karma genético tem sobre as nossas vidas. O passado revela o futuro, e o presente e o futuro repetem o passado. Este conhecimento que estamos compartilhando com você revela o poder da intervenção humana no destino.

Até mesmo os iogues, os cabalistas e pessoas espiritualizadas estão sujeitos à influência negativa do passado. Se você é um iogue, cabalista ou praticante de meditação, ou se vai à Igreja, templo ou à sinagoga, tentando lidar com estes problemas sem uma compreensão de sua causa principal, estará sempre à custa de algo em sua vida.

A razão é que no mundo material tudo se comporta de acordo com uma série de leis que nunca cedem. Portanto, é impossível criar a mudança permanente até que você faça contato com as forças superiores que estão na raiz destes padrões cármicos e geracionais.

A prática da ioga, da Kabala e da meditação ou ir ao seu lugar de adoração, é apenas o início de aprender como se preparar para abordar este problema na raiz ou no nível causal. A verdade é que se você é ainda reativo, é vítima de suas emoções, faz fofoca, ou acolhe a negatividade em todas as suas formas, significa que você nem mesmo começou a colocar uma base que é necessária antes de lidar com este problema.

O primeiro sinal de que a sua base foi apropriadamente estabelecida é que você deixa de ser reativo.

O segundo sinal é que você não responsabiliza mais ninguém por nada, porque você entende que todos são um reflexo uns dos outros. Nesta jornada de auto-cura é importante compreender que as pessoas, locais e situações que encontramos são um reflexo completo e total de nós mesmos.

O terceiro sinal é que o seu amor se torna mais espiritual ou incondicional. Em outras palavras, o seu amor se move de condicional, que é uma fonte de raiva e de destruição, para mais espiritual ou incondicional, o que convida a graça de Deus em sua vida. Quanto mais incondicionalmente amoroso você for, mais fácil a vida se tornará.

O próximo sinal é que você não mais faz fofoca porque você entende, como é afirmado em todas as escrituras que : “«No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”

Você tenta tanto quanto pode não mais se envolver em qualquer forma de negatividade. Isto significa que cada minuto de sua vida diária se torna uma prática meditativa de consciência de cura. Significa que você se torna ciente da qualidade dos seus pensamentos, sentimentos, ações, palavras e atitudes. É preciso consciência para uma pessoa não reagir e isto, por si mesmo, é uma elevação da consciência sem ter que fazer qualquer meditação.

Tudo o que nos está acontecendo no mundo físico tem uma essência espiritual. Nós nunca iremos compreender a sabedoria oculta contida em cada um dos desafios da vida, até que desenvolvamos a coragem para enfrentar a causa principal disto. O universo está falando a todos nós através de nossos desafios. Ouvir o Universo é o processo de começar a observar a si mesmo.

Você tem que ter a coragem de enfrentar a sua própria escuridão oculta, a fim de transmutá-la na luz. Você não pode encontrar a sua luz até que enfrente a sua escuridão.

Cada pessoa, sem exceção, tem que passar por este profundo processo de auto-cura, seja nesta vida ou na próxima, caso contrário, nós nunca iremos entender o significado de nossa vida, porque há uma razão específica por que cada um de nós está nesta Terra agora. Nenhum médico, psiquiatra, terapeuta ou conselheiro pode passar pelo processo por você.

Afinal, há muito mais com os vícios, ou qualquer outro tipo de problema com que nos defrontamos do que as pessoas podem perceber. Um ser humano é muito mais complexo do que podemos imaginar.

A Sabedoria Espiritual Divina revela um método muito mais preciso de reconhecer facilmente pontos fortes potenciais, fraquezas, determinadas qualidades, atitudes, virtudes e falhas, bem como peculiaridades de saúde e de caráter inerente em cada um de nós, economizando muito dinheiro além de muitos anos de terapia necessária para obter o mesmo desafio. Esta informação é de vital importância no processo de auto-cura.

Lembre-se: o conhecimento dos outros é poder, mas o conhecimento de si mesmo é super poder.

Nossas influências genéticas, cármicas e planetárias, às vezes, tornam-se um obstáculo para superarmos os desafios do tempo e espaço. A única maneira de fazer mudanças permanentes de cura em sua vida é tratar os problemas que encontramos no nível causal. Caso contrário, continuará a faltar um significado e realização em sua vida.

As pessoas, com frequência, subestimam o poder que os efeitos das gerações anteriores dentro de sua linhagem familiar têm sobre cada aspecto de suas vidas. Há outro vasto aspecto não abordado aqui: é a influência positiva ou negativa que as pessoas que partiram deste mundo ainda têm em nossas vidas.

É vital que compreendamos o nosso passado, pois ele se relaciona com o nosso presente, de modo que os mistérios de nossas vidas possam ser elevados e as responsabilidades e destinos que carregamos conosco nesta encarnação possam ser revelados e se tornem conhecidos.

Como resultado, nós receberemos a orientação, o amor e a força para compreendermos o nosso verdadeiro caminho, de modo que possamos começar o trabalho que estamos destinados a fazer. Minha humilde prece é que você leia e reflita na sabedoria contida nesta mensagem, de modo que ela possa apoiá-lo em sua jornada de auto-cura.

Todos nós estamos experienciando as reverberações cármicas de gerações anteriores que estão afetando a nossa saúde, a vida amorosa, a carreira e a nossa própria sensação de bem-estar mental e emocional. Alguns também suportam os remanescentes de traumas de gerações não resolvidos. É vital compreendermos que a justiça Divina visita as transgressões de cada geração. O carma de gerações é o carma que é passado nas famílias, dos bisavós, para avós, pais, aos filhos.

Lembre-se de que uma fonte impura comunica as suas impurezas aos seus produtos. Em outras palavras, se um homem ou mulher comete o mal, o carma é automaticamente transferido à sua posteridade. Determinadas doenças, e hábitos ocorridos nas famílias, e filhos nascidos de pais que têm problemas mentais, emocionais e/ou físicos, provavelmente terão problemas semelhantes quando eles crescerem.

Um novo bebê não nasce somente com o seu próprio carma de vidas anteriores, mas também será afetado por um pouco do carma da família em que ele encarnou. Portanto, é importante que cada um de nós reconheça os sinais e sintomas do karma geracional em nossas próprias vidas, de modo que possamos agir para romper o ciclo para nós mesmos e os nossos filhos.

Está escrito que o Homem colherá o que ele semear. Aqueles que semeiam para agradar a sua natureza animalesca irão colher a destruição, enquanto aqueles que semeiam para agradar a sua natureza angélica colherão a vida eterna. Se você semeia coisas boas em sua vida, irá colher coisas boas. Se você semeia ofensas geradas por pensamentos, sentimentos, palavras, ações e atitudes negativos, colherá as consequências destas ofensas.

Mas não é apenas você que precisa ficar preocupado, pois a lei da colheita de gerações diz que outros, particularmente os seus filhos e a sua família imediata, serão afetados pelas nossas escolhas, seja para o bem ou para o mal.

Seu passado é a base de sua vida, ele molda quem você é, mas você não tem que estar ligado a ele para sempre. A razão por que tantas pessoas não têm direção em suas vidas agora, deve-se ao fato de que nunca podemos saber onde estamos indo, até que compreendamos de onde viemos. O momento para esta compreensão é agora.

O primeiro passo para a liberdade é uma consciência de nossos laços genéticos e cármicos.

A comunidade médica começou a compreender a ligação entre a nossa linhagem genética e as doenças que se manifestam em nossas vidas. Nos próximos anos, a comunidade científica começará a fazer uma comparação entre alguns dos traumas de gerações e os seus efeitos em nossa vida emocional e mental.

O desligamento do passado começa com a nossa capacidade de desenvolver a consciência contínua. Podemos estar cientes ou sermos vítimas de nosso Corpo de Dor. Quando você está atento, a sua consciência predomina. Quando você não está atento, o seu Corpo de dor predomina.

Isto significa que temos que nos treinar para estarmos atentos aos nossos pensamentos, sentimentos, palavras, ações e atitudes, em uma base diária. A espiritualidade é a auto-realização e a realização Divina, mas você não pode encontrar Deus até que se encontre.

Você não pode deixar que o seu passado o defina.
Você pode usá-lo para guiá-lo para uma vida melhor.

Não podemos deixar que a nossa linhagem genética nos defina e que nos tornemos vítimas das circunstâncias. Temos que usar o passado como um guia vetor. Estamos agora no período em que todas as emoções de nossas influências cármicas e o carma de gerações estão se manifestando para dar às pessoas uma oportunidade de fazer algo em relação a isto.

A única maneira de curar o passado é se tornar ciente do poder que o passado tem e redirecioná-lo para o nosso bem maior.

Nosso passado é composto de várias camadas. O trauma de gerações ocorre quando as pessoas em nossa linhagem familiar experienciaram traumas insuportáveis criados, ou ao nível familiar ou social.

Por exemplo, padrões de abuso passados de uma geração à seguinte, são traumas familiares. É importante que notemos que este fardo cármico e o sofrimento podem ser demasiados para a primeira geração suportar. Os filhos têm, então, a oportunidade de resolver o carma herdado e libertar as futuras gerações desta dor.

Traumas sociais, por outro lado, são os abusos sistêmicos e a opressão nivelados em um grupo particular de pessoas, o impacto do que é passado através das gerações. Em toda a história da raça humana, vemos exemplos do trauma social através da guerra, genocídio, pobreza, opressão, escravidão e doença. Cada continente, país, raça, religião e grupo de pessoas estão processando a dor e os eventos coletivos de seu passado coletivo.

O holocausto é um claro exemplo de trauma de gerações. A perseguição dos Nativo-Americanos, o genocídio em massa em Rwanda, a fome na Ucrânia – estes são, infelizmente, uma pequena fração da dor que a humanidade tem vivido, e podemos ver claramente os efeitos destes eventos traumáticos nas vidas práticas e psíquicas das atuais gerações.

Cada civilização suporta as cicatrizes dos preconceitos e do racismo impostos em uma parte da população por outra. Este é o trauma coletivo de gerações da raça humana. Ao trazermos a consciência e a compreensão à origem de nosso sofrimento, podemos curar e resolver o nosso carma de gerações, individual e coletivo.

Como mencionado anteriormente, os sentimentos criados com a experiência do trauma podem se tornar tão opressivos que eles estão além do alcance do que o indivíduo pode lidar. No ponto em que a dor se torna muito grande, algumas pessoas a evitam, bloqueando os seus sentimentos. Como resultado, elas também bloqueiam o seu processo necessário de cura e a dor é submersa em vez de liberada.

A dor submersa deve encontrar um caminho alternativo para expressão e resolução. Este caminho é, muito frequentemente, transferido para a geração seguinte na expressão dos sintomas que não podem ser ignorados. Os efeitos do trauma, familiar ou social, são passados de geração a geração, tanto biologicamente quanto em relação ao comportamento, da mesma maneira que as características físicas são passadas.

Estudos mostram que o trauma persistente entre gerações se torna absorvido em nosso material nuclear, alterando certos mecanismos de controle. Estas alterações são passadas de geração a geração, se não forem examinadas. É desta maneira que somos capazes de herdar o trauma emocional, hábitos, medos e doenças mentais, da mesma maneira que herdamos um determinado nariz ou cor de olho.

Estas qualidades ou condições são reforçadas através de fatores ambientais e culturais. Por sua vez, elas são integradas em nossas vidas, ainda que elas não se originassem conosco. Esta é a razão por que, às vezes, as pessoas podem parecer muito saudáveis fisicamente, mas podem não ser mental e emocionalmente saudáveis. Apenas a cura física não é suficiente para tratar estes problemas. A única maneira de tratá-los permanentemente é através do corpo astral.

O fardo cármico de pensamentos, sentimentos, palavras, ações e atitudes errôneos, pode persistir por sete gerações depois de nós. Este é um fardo que todos os pais e filhos compartilham. Devemos compreender que assim como a justiça Divina pode afligir os filhos através dos seus pais, assim, também, ela pode purificar os pais através de seus filhos.

Podemos decidir romper o ciclo das mesmas ofensas que os nossos pais. Somos todos responsáveis pelas nossas próprias escolhas e ações. Portanto, podemos direcionar a nossa vida de maneira a sairmos do ciclo deste carma de gerações. Com o uso apropriado do livre arbítrio, temos o poder de não sermos vítimas das consequências coletivas das ofensas dos pais.

Embora você possa ter nascido com uma desvantagem em termos de seu carma familiar e/ou trauma entre gerações, você não tem que ser definido pelos erros de seus pais, de sua comunidade, cultura ou sociedade. Você está apenas destinado a repetir os erros e continuar no ciclo negativo, se escolher fazer isto.

Não é fácil romper padrões, particularmente aqueles que estão ocultos no subconsciente, mas é possível. É possível trazer as sombras do inconsciente coletivo de sua família e de sua sociedade à Luz, de modo que elas possam ser integradas para o seu bem maior e o bem maior de sua descendência.

Lembre-se: os pais transmitem tendências, não as exigências.

Isto é uma boa notícia, pois indica que não temos que seguir as ofensas de nossos pais. Podemos usar o nosso livre arbítrio para resistirmos adotar as suas tendências negativas. O fato de que a lei pune os filhos pelas ofensas dos pais não tira a nossa própria responsabilidade pessoal de mudar a maneira que decidimos pensar, sentir, falar, agir e nos comportarmos de hoje em diante.

Somos responsáveis à Deus pelas nossas ações, e não podemos mudar esta responsabilidade para os nossos pais ou para qualquer pessoa. Todos nós devemos enfrentar as consequências da ofensa cármica de gerações e escolhermos romper este ciclo.

É importante observarmos pelo menos três gerações da história familiar, a fim de compreendermos o mecanismo por trás de padrões repetidos de sofrimento. Mais uma vez, a maioria de nós não percebe que estamos realmente sofrendo mais com os erros de nossos antepassados do que com os nossos.

Devemos adquirir uma compreensão de como podemos estar revivendo inconscientemente aspectos da experiência de vida de um parente. Traumas herdados são, com frequência, reforçados pelas histórias que nossos pais contam além de suas verdadeiras provações.

A fim de processar o trauma, pode ser útil um membro da família ter uma experiência direta dos sentimentos e sensações que estiveram submersos no corpo. Algumas pessoas que desejam se anular podem estar profundamente entrelaçados com os seus membros familiares perdidos. Com freqüência, compreender que algo do trauma que passamos está enterrado na história não mencionada da família é o primeiro passo no processo de cura.

Esta comunicação é apenas uma introdução a um tema que é tão vasto quanto a própria vida.
Isto é o que torna a Sabedoria Espiritual Divina tão fascinante.

A Sabedoria Espiritual Divina é a ligação perdida, pois ela tem a capacidade de preencher um vazio em nós que estamos experienciando. Quando nos dedicamos à Sabedoria Espiritual Divina, não apenas afetamos o futuro do mundo, afetamos o passado, apagando as suas ofensas e purificando a escuridão da memória.

A Sabedoria Espiritual Divina cria uma atmosfera de cura da consciência, o que ativa a nossa consciência, levando-os progressivamente a pensar, sentir, falar, agir e ter uma atitude tão saudável, que se torna uma bênção para nós, para o nosso ambiente e para as gerações futuras.

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Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br