Você tem vaidade espiritual

VOCÊ TEM VAIDADE ESPIRITUAL?
~ Taylor Rose Godfrey /Lorraine Voss

Não importa o “quanto” você se considera espiritual … quantos treinamentos de cura você fez; quanto tempo você aguenta ficar na tenda de suor, quantas viagens meditativas você realizou, quão brilhantes e alinhados estão seus chakras, quais planetas estão em seu mapa astrológico, quantos cristais você possui, quão vegana é sua dieta, ou se domina a arte tântrica …

Sua visão egóica da espiritualidade provoca uma atitude de emergência que o faz querer aparecer, e aumentar, um “curriculum” espetacular …

Também a fragilidade replicada na ambição de “poder social” fica camuflada pela ilusão de querer “parecer um santo diante dos outros” e/ou tornar-se um líder espiritual. Conseguir admiração vem do gatilho de defesa da carência interior, podendo levar até a neurose da autoidealização.

Um dos primeiros sinais traiçoeiros de vaidade espiritual é da pessoa que conseguiu os seus primeiros resultados de crescimento espiritual começar a dizer aos outros que não tem problema em controlar o ego. Sem perceber que esta é uma declaração do próprio ego!

Podemos considerar também como uma busca frenética motivada pela Ganância espiritual. Concentração na quantidade, não na qualidade. Este é um truque do ego para drenar suas energias na dissipação de seus esforços em muitos projetos.

Todos os humanos são testados para um sentido da sua própria importância, o que é vibratoriamente oposto ao sentido da dignidade divina.

Você pode sentar-se aos pés de moribundos, apesar do desconforto?

Você pode estar com a sua dor, diante da dor de outro, sem tentar aconselhar?

Você pode manter um espaço amoroso para outros nas profundezas da sua própria cura sem tentar aparentar “ser melhor”?

O que importa mesmo é como você se comporta na vida. Como sua consciência atua fundamentada em seus mais elevados aspectos humanos.

O que importa é como você se integra maravilhosamente à realidade comum, como encontra beleza e gratidão no que o cerca e como está presente em seus relacionamentos.

O que importa é como você pode atuar e fazer as tarefas árduas e sagradas nesta Terra turbulenta.

E que você possa reagir emocionalmente sabendo que é uma lição: como a raiva, o ressentimento; resultando alcançar o seu ponto de dor para catalisar o trabalho em si mesmo.

Que você possa ser sincero, íntegro e compassivo, da mesma forma que tem poderes.

Que você possa ser humilde o suficiente para continuar sendo um estudante. Nunca ficar estagnado no que já aprendeu.

Que possa celebrar os outros, não importa o quão “avançado” você se torne, sendo sempre Gentil em suas atitudes.

Que você possa Dar mesmo estando já pleno em si mesmo. Conhecendo a si mesmo você pode Partilhar sua Abundância em informação, energia amorosa, e até materialmente.

Que possa ser Grato a quem lhe ajudou no período da vida nos negócios, na energia, na saúde, …

Que viva literalmente o que acredita, sem entrar em discórdias ou lutas para convencer outros.

O ego, teorizando a sua visão de mundo, traz a vontade de resistir, defender o seu ponto de vista, polemizar para tentar convencer outro, o que é similar à luta pela sobrevivência. E um sinal da presença de bloqueios mentais por crenças e dogmas falidos.

A Condenação de outros pontos de vista, técnicas, estilos de vida e visão de mundo é uma reação protetora do ego blindando a sua expansão da visão do mundo. O ego está tentando desesperadamente convencer a sua consciência de que outras pessoas vivem errado e nada de “útil” podem ensinar.

“À medida que o senso do eu das pessoas se torna cada vez mais ameaçado, elas começam a lutar contra todos, e todas as palavras ditas, a fim de restaurar a perda de equilíbrio em suas vidas.”

Que você possa aceitar o Novo. A Rejeição é sintoma do medo do desconhecido. O medo de se perder sob a pressão do vento da transformação/ da fusão da consciência superior com o ego, que percebe este movimento como a própria morte.

A Convicção espiritual é propiciada pela informação Recebida, e ela não é captada por todos.

O primeiro passo para a espiritualidade é a Abnegação. Se você aprender a ser altruísta, a se dar de coração, o seu esforço será pago/retribuído. Não tenha como prioridade o ganho financeiro. Isso é hipocrisia espiritual.

O verdadeiro mestre/professor é aquele que atua conhecendo as pessoas. Mas conhecer a psicologia da natureza egoísta, a capacidade de analisá-la não significa que você tenha alcançado os picos da sabedoria. Este sentimento de “conheço tudo sobre as pessoas” traz a satisfação ilusória que vem do medo do desconhecido, velado sob a máscara do conhecimento da natureza do ser humano.

A Dualidade faz com que a cada dia as pessoas possam ter novos pensamentos e sentimentos que provocam novas escolhas para novas experiências.

Então, baseado em quê alguém conclui que “conhece” uma pessoa?
Baseado em experiências passadas?
No fato de que conseguiu observar várias vezes as mudanças de vida de uma pessoa?

Sensação de ser “exclusivo”. Sentir-se único, está bem. Todos somos. Mas talvez o sentimento de sentir-se um extraterrestre, de ser um “escolhido”, o faça considerar todos os outros como monótonos e ocos, e de estar separado da espécie humana.

Ou pode ser cansaço ” espiritual ” porque já aprendeu e viu o suficiente; nada mais surpreende e inspira, num bloqueio de energias criativas, mentais e do Chacra Cardíaco.

Durante a integração, a fusão com o Eu, tomamos consciência de que somos parte de tudo o que vive na Terra, e tudo o que contém o Universo. Esse novo estado de ser, da forma sem forma, é o resultado da perda de julgamento e da expectativa. Chegamos a um estado de admiração.

A auto-importância se foi; a pessoa integrada/incorporada ao Eu sabe que nada sabe. O espelho da autorreflexão está quebrado, porque não há mais nada para refletir. Sentimentos de separação deixam de existir e são substituídos por uma unidade arrebatadora com a eternidade.

Não estamos apenas presentes, nos tornamos Presença, funcionando a partir de um estado de Pureza.

O processo de integração depende da fluidez da fusão e de como se percebe o mundo. Aqueles que funcionam a partir da essência de seu ser autêntico movem-se com fluidez, observando o mundo se desdobrando ao seu redor.

Aqueles que continuam a funcionar a partir de uma posição fixa em sua fusão tentam repetidamente racionalizar o mundo ao seu redor. Resistem a expandir mais, porque estão presos apenas à natureza do ser humano.

‘Dentro de cada um de nós estão as respostas livres de ilusões, libertas do consenso e cheias de poder.
Se você encontrar algum tempo a cada dia para se desconectar do mundo e histórias sem sentido que drenam energeticamente, você perceberá que está livre para sair do carrossel incessante do besteirol/enganos da existência”.

Texto baseado na leitura de artigos: “Um convite para mudar do consumismo espiritual e retornar à espécie humana”… Oriah Mountain Dreamer, The Invitation ~ Taylor Rose Godfrey /Lorraine Voss

Postado por Vilma Capuano – vilmacapuano@yahoo.com.br