Ferramentas

11.12.2017

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Usherall

Abrindo a caixa…

O Ser Humano em sua sabedoria ao escolher retornar para uma nova existência traz consigo a sua caixa de ferramentas, e milhares de contratos a serem resolvidos. Ao longo de sua jornada fará uso de cada uma delas, em muitas vezes fica sem entender o que acontece.

À medida que recebe os esclarecimentos e passa a expressar a tua soberania, você é agraciado por dádivas que te auxiliam no caminho do despertar.

A entrega do poder é a aceitação do Eu Divino, você toma posse do bastão do Eu Superior.

Os teus sonhos serão diferentes a noite, você se sentará com teus guias e anjos para planejar a tua jornada. Ouvirás muitas vezes a expressão: Ouça o teu travesseiro.

Receberás a força e a vitalidade necessárias, e terás sempre a tua disposição energia extra a qualquer hora, onde você recarrega as baterias.

Para iluminar teu caminho através da escuridão e do medo, tens a lanterna da sabedoria que junto aos teus guias te serve para ensinar outras pessoas nas horas difíceis.

Aqui deste lado do véu, nossa missão é receber e enviar as mensagens do outro lado, transmitir energia, amor e sabedoria aos outros. Por vezes terás a sensação de rádio transmissor.

Despertará o poder de cura nas tuas mãos e em todas as partes do teu Ser, terás o domínio da energia e poder que carregas dentro de você e usarás para curar a ti e aos outros, são as tuas luvas espirituais.

Tudo o que for de tua necessidade e para o teu bem maior virá a você, assim como o que já consideravas perdido retornará ao teu domínio, novos caminhos se abrirão a tua frente. É o imã espiritual em ação.

Verás claramente quem você é, o teu Eu verdadeiro, assim como as coisas que chegam até você, compreenderás o equilíbrio da pessoa que estiver a tua frente. É como estar conectado com um binóculo.

Ao longo desta jornada, a confiança interior e o equilíbrio são fundamentais para seguir no caminho escolhido. Esteja de posse do teu cajado porque o apoio necessário virá de você.

Neste processo despertarão em você a intuição e a sabedoria. Permita-se lapidar igual um cristal, deixando a tua luz brilhar em amor e compaixão.

As dificuldades e obstáculos serão frequentes, não te deixarás derrotar pelas dores de cabeça ou cansaço da caminhada. A sutileza é o teu remédio para honrar as dores e desgostos causados pelos outros seres humanos.

Preserve a fonte desta informação, obrigado.

Eu Existo
Eu Sou Lorena
Namastê.

http://www.usherall.com
@eqe.usherall

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A preocupação é inútil para solucionar problemas

Você considera-se uma pessoa muito preocupada? Embora todos se preocupem de tempos em tempos, algumas pessoas ficam muito angustiadas pela excessiva preocupação diária. Elas tendem a cair em um padrão de pensamento catastrófico, como se estivessem sempre preparando-se para o pior cenário possível. Isso é mentalmente e emocionalmente desgastante, mas também prejudicial ao nível físico, potencialmente levando a doenças frequentes, por exemplo, úlceras e problemas cardíacos. A preocupação exagerada pode ainda ser a matéria prima para o desenvolvimento de um transtorno de ansiedade.

Imagine o seguinte cenário: O seu ente querido, que chega sempre a horas, está meia hora atrasado. Você tenta ligar, mas vai para o correio de voz. Qual é o seu pensamento inicial? Se você imaginar um desastre e entrar no modo de pânico, provavelmente pode estar exagerando e a sofrer consequências devastadoras na sua vida, prejudicando o seu otimismo, paz de espírito e contentamento. A preocupação exagerada, ou seja, aquele tipo de preocupação que é irracional e deriva apenas da forma negativa de olhar o mundo, é essencialmente devastação negativa. É pura imaginação.

Então, enquanto a excitação nos faz sentir bem ao imaginar cenários positivos, a preocupação excessiva é a imaginação de cenários terríveis a permitir-nos vivenciar como essa experiência seria se fosse verdade. Nós pegamos num gatilho (neste caso, um ente querido que está atrasado) e avançamos rapidamente para o pior medo imaginado, em vez de simplesmente assumir que ele ou ela está atrasado por inúmeros outros motivos benignos.

PORQUE FAZEMOS ISSO?

Talvez acreditemos que de alguma forma nos prepara para o pior e nos protegerá daquilo que tememos. Por exemplo, se houvesse um tigre numa sala de espera, nós manteríamos os nossos olhos, observando cada movimento que ele fizesse, certamente não nos sentaríamos a ler um livro na sua presença. Quando nos preocupamos, a catástrofe que tememos faz-nos sentir exatamente como nos sentiríamos na presença do tigre na sala.

Na realidade, porém, a preocupação excessiva não nos prepara nem nos protege do desastre. Ela simplesmente drena os nossos níveis de energia e rouba a nossa alegria e tranquilidade. Se cada vez que o nosso ente querido estiver atrasado, passarmos pela tortura de um cenário de acidente de carro, não estamos de forma alguma evitando ou protegendo-nos que isso realmente aconteça. E mesmo que o nosso parceiro estivesse envolvido num acidente de carro, como teria a preocupação ajudado a minimizar a situação?

preocupações

Só porque imaginamos o cenário catastrófico vezes sem conta, isso não melhora a situação. Corrie ten Boom, uma incrível holandesa que enfrentou as horríveis atrocidades do Holocausto e da Segunda Guerra Mundial para ajudar a salvar 800 judeus, disse que:

“A preocupação não nos retira a tristeza de amanhã, ela esvazia a força de hoje”.

Na verdade, se ela tivesse passado os seus dias envolvida numa preocupação catastrófica, provavelmente deixaria-a emocionalmente paralisada e incapaz de ajudar tantas pessoas. Então, da próxima vez que você estiver tentado a preocupar-se excessivamente, tente imaginar possibilidades alternativas, ao invés de focar a sua mente apenas na possibilidade catastrófica.

Se o seu ente querido estiver atrasado, imagine que você vai ver o nome dele aparecer no seu telefone nos próximos minutos. Imagine o alívio que você sentirá quando isso acontecer. Respire profundamente e sinta o seu corpo relaxar. Assuma o melhor. Sim, coisas ruins acontecem às vezes, mas são a exceção, não a norma. Não se faça sofrer desnecessariamente sobre os cenários imaginados. Deixe que o seu dia hoje seja livre de preocupações desnecessárias.

 

Miguel Lucas

Mulheres

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Não peçam pra uma mulher ser “equilibrada”.
Uma mulher não veio a este mundo pra ser “equilibrada”.
Uma mulher veio a este mundo pra sentir! 
Sua natureza a obriga, no mínimo, uma vez por mês a olhar pra dentro, a questionar seu estado emocional, a avaliar o quanto está sendo influenciada pelos hormônios, pela Lua, pelo posicionamento dos astros, ou por aquela pessoa no trabalho que ela intui que está jogando energias nocivas pra cima dela faz tempo.
Uma mulher tem um pé no visível e outro no invisível.
Mesmo que não aceite, o invisível mexe com ela a todo instante. Seu lado bruxa pode ser negado, mas sempre está presente influenciando suas percepções.
Uma mulher não veio a este mundo pra ser “normal”. Quando se obriga a isto, deprime-se, desenvolve síndromes que nada mais são do que sua alma gritando: “Para de me aprisionar! Para de desenvolver um papel! Você não está sendo você mesma!”.
Uma mulher que não se aprisiona vai amar e sentir raiva um minuto depois.
Vai acolher e dizer adeus quando sentir que este é o caminho.
Vai ser pai e mãe. E, ah, vai rugir quando alguém se aproximar de seus filhos.
Ser “normal” não é pra mulher.
Deuses não são “normais”.
Portanto, não peçam pra uma mulher ser “equilibrada”. Uma mulher vai ser “equilibrada” somente quando se matar por dentro. Mulher é movimento! Mulher é éter! Quando você pensa que está aqui, ela já está lá, ela já se foi, já se transformou, a alquimia já se fez.
Mulher veio pra desequilibrar, desestabilizar, intuir, duvidar, verbalizar, confrontar…
Ela não pode ser “normal”. Ser “normal” vai sufoca-la!
Ela é anormal!
Ela é desencaixada!
Ela tem todo o Universo dentro dela… E dá à luz a todo instante…
Como pode ser “normal”?
Mulheres não são de paz. Mulheres são de totalidade!
Mulheres não se tornam “Mestres”. Mulheres assumem a Deusa.
(Nina Zobarzo)

Bebês que recebem mais abraços têm a genética alterada por anos: estudo

Abraçar seu bebê não é apenas uma forma de demonstrar amor e carinho: de acordo com um novo estudo da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), isso pode realmente afetá-lo em um nível molecular, e os efeitos podem durar anos.

É bem aceito na comunidade científica que o toque humano é bom para a saúde e para o desenvolvimento de várias formas, mas esta é a primeira pesquisa a analisar como o contato físico pode mudar a epigenética de bebês humanos.

Contato físico e epigenia

Durante o estudo, os pais de 94 bebês foram convidados a manter diários de seus hábitos parentais a partir de cinco semanas após o nascimento de seus filhos.

Eles anotaram coisas como quanto tempo carregaram ou abraçaram seus bebês, e o comportamento infantil em relação a sono, choro e assim por diante.

Quatro anos e meio depois, os pesquisadores coletaram amostras de DNA das crianças para analisar uma modificação bioquímica chamada metilação do DNA. Este é um mecanismo epigenético em que algumas partes do cromossomo são marcadas com pequenas moléculas de carbono e hidrogênio, muitas vezes mudando a forma como os genes funcionam e afetando sua expressão.

Os pesquisadores encontraram diferenças na metilação do DNA entre crianças nomeadas “de alto contato” e crianças nomeadas de “baixo contato” em cinco locais específicos, sendo que dois deles estavam dentro de genes: um relacionado ao sistema imunológico e outro ao sistema metabólico.

Desenvolvimento normal

A metilação do DNA também atua como um marcador para o desenvolvimento biológico normal, e pode ser influenciada por fatores ambientais externos.

Os pesquisadores também estudaram a idade epigenética, um marcador para o envelhecimento biológico do sangue e dos tecidos. Este marcador foi menor do que o esperado nas crianças que não tiveram muito contato humano quando bebês, e tiveram mais dificuldades em seus primeiros anos.

O envelhecimento epigenético mais lento poderia refletir em um progresso de desenvolvimento menos favorável em crianças.

As diferenças entre a idade epigenética e a idade cronológica já foram associadas a problemas de saúde no passado, mas é muito cedo para tirar esse tipo de conclusão a partir deste estudo: os cientistas admitem que ainda não sabem como isso afetará as crianças mais tarde na vida.

Próximos passos

A amostra do estudo foi pequena, mas de fato parece que o contato próximo e os abraços mudam de alguma forma o corpo humano a um nível genético.

Será o trabalho de estudos futuros descobrir por quê, e investigar se alguma mudança de longo prazo na saúde pode aparecer como consequência.

“Planejamos acompanhar se a ‘imaturidade biológica’ que vimos nessas crianças traz grandes implicações para sua saúde, especialmente seu desenvolvimento psicológico”, disse uma das pesquisadoras do estudo, Sarah Moore. “Se uma pesquisa adicional confirmar esta descoberta inicial, ressaltará a importância de fornecer contato físico, especialmente para crianças com mais dificuldades”.

Um artigo foi publicado na revista Development and Psychopathology. [ScienceAlert]

O bebê chora o que a mãe cala

Nenhum texto alternativo automático disponível.

BEBÊ CHORA, O QUE A MÃE CALA.
Bebês que choram sem parar, tendo peito ilimitado, tendo mãe em tempo integral, tendo banho de ofurô, tendo música clássica tocando e ainda assim, eles choram, sem parar?
Não são eles que choram, de verdade. Quem está chorando – por dentro – é a mãe, imersa no caos do puerpério.
A mãe cala o choro e carrega a angústia que dar à luz traz: a responsabilidade eterna de cuidar de outro ser. O fim da mulher que ela era. O nascimento de uma nova mulher, completamente desconhecida. Todo o peso que pôr um filho no mundo significa. E ela cala. A dor é silenciada, porque quase ninguém compreende o peso do puerpério.
O puerpério é uma água represada, que cedo ou tarde precisa ser liberada. O bebê são as comportas abertas.
E essa água vem feito um dilúvio! E o bebê vai chorar. Vai chorar a falta de descanso da mãe. A falta de cumplicidade do marido. A avó que ou se ausenta demais ou se intromete demais. Vai chorar as dificuldades de amamentar. O medo de falhar que a mãe carrega. Vai chorar o corpo que se revela tão disforme.
Nunca se diagnosticaram tantos bebês com cólica, refluxo e alergias, como hoje. Doenças que justificam a mesma coisa: o choro que não pára. Pode ser que hoje a medicina identifique mais casos que antes passavam batidos? Pode.
Mas existe um outro lado também. Nunca a maternidade foi tão solitária como hoje.
Antes, quando a mulher dava à luz, a mãe, avó, tias, vizinhas, se encarregavam de cuidar da nova mãe. Cuidar da casa, da mulher, de ajudá-la. Hoje não.
Parimos (e re-nascemos) e estamos sozinhas.
Coloquem pra fora! Quanto mais externarem, mais seus bebês se pacificarão. E tudo fluirá no curso natural.
Se seu filho chora, olhe pra você si. Olhe para o que dói em você. Pode ser que esse movimento interno cause desconforto. Pode ser que você não consiga se reconhecer. Mas o faça ainda assim!
E chore: o sono, a dor, o parto, o medo, o amor. Tudo isso é intenso demais. Precisa ser vivido, falado e também, chorado.
Peça colo. Se entregue a abraços. Verbalize a dor. Acolha sua fragilidade.
Cuidar de si própria é a primeira forma de amar o seu filho. Só podemos cuidar do outro quando cuidamos de nós.

‘Infância não é fase de construir currículo’ alerta Daniel Becker, pediatra e pesquisador da UFRJ

Daniel Becker, pediatra e pesquisador do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro

É cada vez mais comum ver crianças precisando lidar com agendas atribuladas, preenchidas com aulas de idioma, música, reforço, teatro, esportes.

Para o pediatra Daniel Becker, pesquisador do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos criadores do programa Saúde da Família, essa visão curricular sobre as atividades nas quais a criança precisa se envolver pode acabar fazendo com que ela desenvolva comportamentos de competitividade e individualismo.

O especialista defende que, na infância, a prioridade deve ser o livre brincar, atividade que não pode ser repetida em outra etapa da vida e que é capaz de estimular uma série de competências humanas que nenhuma sala de aula poderá ensinar.

Becker concedeu entrevista a EXAME* sobre a importância de cultivar a saúde desde os primeiros anos de vida durante o VII Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, em Fortaleza.

Muitos pais acreditam que deixar ao criança ocupada com atividades que compõem um currículo estão auxiliando na educação. Por que o senhor critica essa prática?

Nós vivemos uma cultura de excesso de valorização da aprendizagem com adultos, é um paradigma da escola do desenvolvimento. Como se o desenvolvimento de uma criança só se desse na sua interação com adultos, em aulas, supervisões, atividades programadas e estruturadas.

Quando, na verdade, isso só provê essa criança de um tipo de ganho, um tipo de inteligência. Essa educação bancária – em que um domina o conhecimento e outro está ali para receber – é cada vez mais reconhecida como um modelo que tem muitas limitações.

As nossas crianças brincam para serem adultas, por essa crença dos pais de que elas se tornarão mais prontas para o mercado. Brincando a criança aprende coisas que ninguém mais pode ensinar a ela.

Uma criança que brinca no parque com amigos vai aprender a negociar, interagir, ter empatia, ouvir o outro, se fazer ouvir, avaliar riscos, resolver problemas, desenvolver coragem, autorregulação, auto estímulo, criatividade, imaginação… Uma série de habilidades que nenhuma aula vai oferecer para ela.

E elas são muito mais importantes para um adulto bem-sucedido do que uma aula de Kumon ou violino. Não que precisemos desvalorizar a importância de matricular nossos filhos em algumas atividades, mas é importante nunca esquecer que brincando livremente na natureza a criança está aprendendo.

Existe algum risco de essas crianças se tornarem adultos mais improdutivos ou com alguma deficiência?

Há algumas pesquisas que já estão avaliando que as crianças da geração Y, os millennials, que foram superprotegidas e foram vítimas desse excesso de escolarização, estão se tornando adultos narcisistas, incapazes de lidar com a frustração e com o conflito, tendem a fugir das intempéries…

Começamos a ter alguns indícios disso. São efeitos previsíveis. Uma criança que enfrenta a realidade com o pai e a mãe se interpondo entre ela e o problema não vai aprender a resolver sozinha. Nem com o professor ensinando a ela alguma disciplina.

Ela tem que cair e ralar o joelho. Porque a vida dói, a realidade dói. Mas passa. E, no dia seguinte, o machucado ganhou uma casquinha, o corpo está reagindo e fazendo alguma coisa.

Daqui a pouco, aquela marquinha sumiu e o joelho voltou ao normal. Olha tudo o que ela aprendeu ali sobre enfrentar a dor, sobre saber que essa dor passa e que o corpo funciona e se regenera. Que aula vai oferecer a ela essa experiência?

O senhor ressaltou, em sua palestra, que investir num pleno desenvolvimento na primeira infância ajuda a reduzir os custos futuros com saúde. Por quê?

Porque as crianças se tornarão adultos mais capacitados, mais saudáveis, que poderão fazer melhores escolhas e desenvolver bons hábitos, vão ter um melhor emprego e conseguir condições de vida melhores… E são essas as condições de vida determinantes de uma saúde melhor no longo prazo.

Com melhores hábitos nutricionais, as doenças que mais matam atualmente têm maior chance de serem evitadas lá na frente, como diabetes, obesidade, hipertensão. É na primeira infância que a prevenção dessas doenças começa. Investir na capacitação familiar, em pré-natal e incentivo ao aleitamento materno, que ajuda a reforçar as defesas do organismo, é muito eficiente em termos de investimento em saúde pública.

O senhor também falou que a primeira infância ajuda os gestores públicos a superar o dilema da busca por equidade e por eficiência, que normalmente são vistas como inconciliáveis. Como?

É uma dualidade clássica do político, que quer ter resultados daqui a quatro anos, quando ele estiver se reelegendo. Para o gestor público, investir dinheiro na redução da pobreza muitas vezes é muito custoso e tem pouco resultado.

E ele consegue ser eficiente com esse recurso, porque a estrutura dessas pessoas já é muito viciada por opressão e baixo desenvolvimento. O investimento na primeira infância supera essa dualidade.

Investir nesse momento da vida ajuda a promover redução da pobreza em médio e longo prazos, com uma eficiência muito grande dos recursos, porque investir precocemente é o que traz mais resultados. No curto prazo também funciona, porque esse gestor vai contar com famílias mais felizes e crianças rendendo mais na escola. É um caminho para a cidadania e para uma sociedade mais capacitada.

* Publicado originalmente em revista Exame.

http://www.revistaprosaversoearte.com/infancia-nao-e-fase-de-construir-curriculo-alerta-daniel-becker-pediatra-e-pesquisador-da-ufrj/

“Existe uma ideia estapafúrdia de que quem está com câncer tem que, pelo menos, parecer herói” – Márcia Cabrita

Com este trecho da fala da própria Márcia Cabrita, homenageamos todos os homens e mulheres que travam, cotidianamente, uma luta severa e dolorosa contra o câncer.

Texto de Marcia Cabrita
Eu fiquei gravemente doente. Ao contrário do que muitos fantasiam, não tirei de letra. Não sei o porquê, mas existe uma ideia estapafúrdia de que quem está com câncer tem que, pelo menos, parecer herói. Nãnãninã não! Quem recebe uma notícia dessas não consegue ter pensamentos belos. Bem… eu não conseguia. A cobrança de positividade acabou se tornando um problema. Olhava-me no espelho branca, magrela e de cabelos curtinhos (antes de caírem) e achava que estava pronta para fazer figuração em “A lista de Schindler”. Achava que não tinha chance de sobreviver à cirurgia, só pessoas que não tinham maus pensamentos sobreviviam. Muitas vezes deixei de comprar coisas para mim porque tinha que deixar tudo para minha filha. Bem, se na minha cabeça era esse o pensamento que reinava… Sem chance.

O mundo moderno é incrível. Tudo é maravilhoso, não existe sofrimento! As separações são sempre amigáveis e sem lágrimas, as mães não têm mais o direito de embarangar e ficar em casa lambendo a cria. Um mês depois estão lindas, magras, com barriga sarada! Os atores não ficam desempregados, estão sempre felizes com um convite que ainda não pode ser revelado! Quimioterapia é moleza! Vem cá, só eu que não moro na Disney?

Hoje percebo que precisei viver esse luto. Ele passou. Apesar do medo, fui confiante para o hospital. Mas outras angústias vieram. Sofri pelo que é “o de menos”, chorei pelos cabelos, pelas sobrancelhas, pelos cílios e pelo… resto que vocês sabem. Chorei pelas dores, enjoos, injeções e tudo mais. Eu me dei esse direito. Eu me dei o direito de ser humana. A Mulher Maravilha mora na televisão, eu moro na Gávea mesmo. A Mulher Maravilha dá aquele giro e sai linda e poderosa correndo para salvar pessoas. Se eu fizesse a mesma coisa, cairia estabacada com a careca no chão. Então meu giro foi bem devagarzinho, segurando na mão de minha mãe, de minha irmã e de meus queridos amigos e familiares. Girei amparada por Dr. Eduardo Bandeira, por Virginia Portas, Dr. Celso Portela e todos os enfermeiros e profissionais de saúde que foram maravilhosos comigo.

Marcia Cabrita.

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