Seu valor é infinito

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SEU VALOR É INFINITO – Por Horácio Frazão.

imagem internet

Os fluxos universais de abundância aguardam o seu reconhecimento do seu valor.

Não há autoestima baixa ou alta. Há apenas o atributo da autoestima. Ou ele está presente ou ele está ausente. Este atributo é um aspecto natural da sua constituição interna e, portanto, não pode ser aprendido ou desenvolvido. Tudo o que é natural não se aprende, faz parte de quem você realmente é.

Todo ser vivo porta um senso natural de que o seu valor é infinito por ser único. Isto é autoestima. Você nunca irá ver um animal na natureza ou uma flor num jardim se sentindo superior ou inferior e muito menos se comparando por que não é assim ou não tem isso ou aquilo.

Todos vivem na totalidade de ser si mesmos. Por isso um animal está em absoluta harmonia consigo mesmo e, consequentemente, convive em harmonia com o seu ambiente e prosperam.

O exercício do autovalor é o exercício da verdadeira prosperidade, pois só se é próspero genuinamente aquele que reconhece o seu valor.

Para acessar sua autoestima e, consequentemente criar harmonia em seu ambiente interno e externo não mais:

Se rejeite para ser o que o outro espera.

Se anule para todos ficarem bem

Se abandone para suprir a vontade dos outros.

Se subestime porque um dia te subestimaram.

Se puna por achar que errou.

Se julgue usando as referências das pessoas.

Se compare em relação aos demais.

Ao invés disso, se aceite, se apoie, se acolha, se eleve e se aprove. Saiba que você é a pessoa mais importante da sua vida para você. Você é tão importante que todo o universo responde a forma como você se trata. Simplesmente seja quem você é.

Tudo começa com o respeito por você que o conduz a aceitação do que você pode ser. Daí surge a apreciação por você que o leva a paz que é a ponte para o auto amor.

Lembre-se que ao se valorizar o universo o valoriza e abre os fluxos de valor e abundância em sua vida. Pois só é abundante e próspero quem se coloca numa atitude de autovalor. Pense nisso.

Por Horácio Frazão.

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Quando não há nada mais…

 

“Quando não há nada mais a ser dito, silencia.

Quando não há mais nada a ser feito, permitas apenas ser, apenas estar e fica na companhia do teu coração e este indicará o momento apropriado para agires.

Quando a lentidão dos dias acomodar tua vontade, enlaçando-te com os nós da intranqüilidade, descansa e refaz tua energia.

Não há pressa, a prioridade é que tu encontres novamente a tua essência para que tenhas presente em ti a alegria de ser e estar.

Quando o vazio instalar-se em teu peito, dando-te a sensação de angústia e esgotamento, repara tua atenção e encontra em ti mesmo a compreensão para este estado.

É necessário descobrirmo-nos em tais estados, para que estes não se transformem no desconhecido, no incontrolável.
Tudo pode ser mudado, existe sempre uma nova escolha para qualquer opção errada que tenhas feito.

Quando ouvires do teu coração que não há nenhuma necessidade em te preocupares com a vida, saibas que ele apenas quer que compreendas que nada é tão sério a ponto de te perderes para sempre da tua divindade, ficando condenado a não ver mais a luz que é tua por natureza.

Não te preocupes, se estiveres atento a ti mesmo verás que a sabedoria milenar está contigo, conduzindo-te momento a momento àquilo que realmente necessitas viver.

Confia e vai em teu caminho de paz.Nada é mais gratificante que ver alguém submergindo da escuridão apenas por haver acreditado na existência da luz.
Ela sempre esteve presente…
Era só abrir os olhos…

Sao Fransisco de Assis

Para melhorar o cérebro, você tem que cuidar do espírito

Dr. Paulo Niemeyer Filho, 63,  é referência no Brasil quando se trata de neurocirurgia

Já publiquei aqui no 50emais esta entrevista – na verdade, um trecho de uma longa conversa com a revista Poder – do Dr. Paulo Niemeyer Filho, neurocirurgião carioca que é referência no Brasil em seu campo de trabalho – um dos médicos mais respeitados do país. Estou postando novamente para quem ainda não leu e para os que já leram, relerem, porque é o tipo de entrevista que, de vez em quando, é bom voltar a ela. Quando perguntado se existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro, Dr. Paulo responde: “Exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra.” E Deus, existe? Questiona o entrevistador: “Depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, quando acabamos de operar, vai até a família e diz: “Ele está salvo”. Aí, a família olha pra você e diz: ‘Graças a Deus!’. Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.”

Leia:

Dr. Paulo Niemeyer Filho, é filho do lendário Neurocirurgião Paulo Niemeyer, microneurocirurgia da Pioneiro no Brasil, e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer. Dr. Paulo escolheu a medicina ainda adolescente. Aos 17 anos, entrou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Quinze dias depois de formado, com 23 anos, mudou-se para a Inglaterra, onde foi estudar neurologia na Universidade de Londres. De volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina.

Ao todo, sua formação levou 20 anos de Empenho absoluto. Mas foi uma recompensa à altura. Apaixonado por seu ofício, Dr. Paulo Chefia hoje os Serviços de Neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da Clínica São Vicente, onde opera e atende de segunda a sábado, quando não há uma emergência no domingo, e ainda encontra tempo para dar aulas no Curso de Pós Graduação em Neurocirurgia da PUC-Rio.

Por suas mãos passaram já o músico Herbert Vianna – de quem cuidou em 2001, depois do acidente de ultraleve em Mangaratiba, litoral do Rio -, o ator e diretor Paulo José, a atriz Malu Mader, o diretor de televisão Estevão Ciavatta – marido da atriz Regina Casé, além de outros Centenas de pacientes, muitos deles representados pelas belas flores que enchem de vida o seu jardim.

Revista Poder – O que fazer para melhorar o cérebro?

Dr.Paulo Niemeyer: Você tem de tratar do Espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a auto-estima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a auto-estima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma… Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma seqüela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

PN: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro ir muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

PODER: Você acredita em Deus?

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz: “Ele está salvo”. Aí, a família olha pra você e diz: “Graças a Deus!”.

Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.

http://www.50emais.com.br/46534-2/

Cinco modos de ser que podem mudar o mundo – Joanna Macy

” Quando perguntaram ao poeta Zen Thich Nhat Hanh “Do que nós mais precisamos para salvar o mundo?”, as pessoas esperavam que ele identificasse as melhores estratégias a adotar nas causas sociais e ambientais. Mas Thich Nhat Hanh respondeu: “O que nós mais precisamos fazer é ouvir dentro de nós os sons da Terra chorando”.

Quando aprendemos a ouví-los, descobrimos que nossa dor e nosso amor pelo mundo são a mesma coisa. E isto nos faz mais fortes.

Este é um tempo escuro cheio de sofrimento, conforme os sistemas antigos e as certezas prévias desmoronam. Como células vivas em um corpo maior, nós sentimos o trauma de nosso mundo.

É natural e mesmo saudável que o façamos, porque isto mostra que ainda estamos vitalmente conectados à teia da vida. Então, não tenha medo da tristeza que você poderá sentir, ou da raiva ou medo: estas respostas surgem não de uma patologia particular, mas das profundezas do nosso pertencimento mútuo.

Reverencie sua dor pelo mundo quando ela se fizer sentir e a honre como testemunha de nossa interconectividade.”

CINCO MODOS DE SER QUE PODEM MUDAR O MUNDO – Joanna Macy

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Joanna Macy é ativista ambiental, escritora e uma das principais pensadoras da Ecologia Profunda e da Teoria de Sistemas na atualidade. Seu trabalho me inspira grandemente e fundamenta boa parte do que eu tenho feito ultimamente, tanto profissional quanto pessoalmente. Neste artigo ela fala sobre como podemos assumir um papel ativo na Grande Virada que estamos vivendo exatamente neste momento. 

 

Original em inglês: http://www.filmsforaction.org/takeaction/five-ways-of-being-that-can-change-the-world/ Tradução: Angelica Rente

Quando você sabe para onde olhar, começa a ver um fenômeno sem precedentes acontecendo agora mesmo neste nosso mundo. Sejam professores em favelas, defensores de florestas, fazendeiros urbanos, ocupantes de Wall Street, designers de moinhos, resistência antimilitar (a lista continua…), o fato é que pessoas de todas as áreas da vida estão revivendo e se reunindo, impelidas a criar uma sociedade mais justa e sustentável.

Em seu livro Blessed Unrest, Paul Hawken apresenta este fato – que ele chama de O Movimento sem Nome – como o maior movimento social da história da humanidade. Estimando o número de grupos de base e organizações não-governamentais pela justiça social, direitos dos indígenas e saúde ambiental ele sugere um número de 2 milhões de nós (no ano de 2007), que continua aumentando.

Cada um destes grupos e organizações representa um número ainda maior de indivíduos que, de alguma forma (cada uma delas única em seu próprio modo), estão ouvindo ao chamado para ampliar suas noções para além de seus próprios interesses e agir a serviço da vida na Terra. Neste momento de definição, escolhas infinitas estão sendo feitas; hábitos, abandonados; amizades, forjadas; e portões abertos para colaborações e capacidades imprevistas.

Isto forma as histórias que merecem ser contadas – histórias de homens, mulheres e jovens comuns que estão fazendo mudanças em suas mentes, em suas vidas e em suas comunidades, para estabelecer os fundamentos para um mundo mais justo e sustentável. São estas as lendas que precisamos ouvir, e aqueles que virão depois de nós irão querer ouvi-las também. Porque quando as gerações futuras olharem para este momento histórico, eles verão, mais claramente do que nós podemos ver agora, o quão revolucionário ele é. Elas poderão até nomeá-lo como ” a era da Grande Virada”.

Para aqueles de nós que vivem este momento é fácil permanecer inconscientes da imensidade desta transição – de uma sociedade arraigada no crescimento, militarizada e industrial para uma civilização que apoia a vida.

A educação e os meios de comunicação dominantes não oferecem as ferramentas para compreendermos tal perspectiva. Ainda assim, pensadores sociais como Lester Brown, Donella Meadows e outros reconhecem esta transição como o terceiro maior divisor de águas na jornada da humanidade, comparada em magnitude e escopo às revoluções agrícola e industrial. Esta é a aventura essencial de nossa época.

Como acontece em todas as revoluções, ela pertence ao povo. Suas histórias mais inspiradoras não são as de magnatas da indústria ou políticos partidários, generais militares ou celebridades midiáticas. A força desta revolução reside no fato de que ela vem de pessoas de todas as idades e origens, conforme elas se engajam em ações a favor da vida. Sua motivação representa uma expansão notável de lealdade que vai além da vantagem pessoal ou de um grupo. Este senso ampliado de identidade é uma capacidade moral mais frequentemente associada com heróis e santos, mas agora ela se manifesta em todos os lugares, de uma forma prática e corriqueira. De crianças recuperando córregos para a desova do salmão a vizinhos em cidades plantando hortas comunitárias, de defensores de florestas empoleirados no alto de árvores marcadas para o corte ilegal a inúmeras ações climáticas para limitar as emissões de gases que causam o efeito-estufa, uma onda jamais sonhada de realizações humanas está acontecendo. Cada um destes engajamentos oferece suas próprias recompensas intrínsecas, tenha o objetivo inicial sido alcançado ou não. E mesmo quando se falha em conseguir o resultado desejado, os ganhos podem ser inestimáveis em termos de tudo o que foi aprendido no processo – não apenas sobre o assunto em si, mas também sobre coragem e co-criatividade.

Ainda assim, é fácil nos afastarmos de cumprirmos um papel na Grande Virada. Todos nós somos presas do medo de que possa ser tarde demais e, sendo assim, qualquer esforço é essencialmente sem esperança. Qualquer estratégia que pudermos criar parece muito insignificante em comparação com as poderosas forças sistêmicas incorporadas ao complexo militar-industrial. O passo acelerado da destruição e da contaminação pode já ter nos levado para além daqueles pontos onde os sistemas ecológico e social ruirão irreparavelmente. Juntamente com a Grande Virada, também está acontecendo o Grande Desenlace, e não há como dizer de que forma a grande história irá acabar.

Então, nós aprendemos novamente as mais duras e mais recompensadoras lições: como fazer amizade com a incerteza; como colocarmos toda a nossa paixão em um projeto quando não sabemos se ele dará certo; como nos livrarmos da dependência de testemunharmos os resultados de nossas ações. Estes aprendizados são cruciais, já que os sistemas vivos estão sempre revelando novos padrões e conexões. Não há um ponto do qual é possível prever com clareza as possibilidades que emergirão a partir das condições futuras.

Mais do que qualquer projeto de futuro, nós temos este momento. Ao invés de uma estratégia garantida para provocar a Grande Virada, nós podemos apenas desenhar orientações que nos ajudem a continuarmos em frente da melhor maneira possível e a nos mantermos no caminho com uma fé simples na bondade da vida. Aqui estão cinco destas orientações que já serviram a vários de nós ao longo do tempo. Experimente-as, e crie mais algumas por sua conta.

1. Sinta gratidão

 Nós recebemos um presente inestimável: estarmos vivos neste universo maravilhoso e auto-organizado, com sentidos para percebê-lo, pulmões para respirá-lo, órgãos que retiram nutrição dele. E como é incrível termos recebido uma vida humana com uma consciência autorreflexiva, que nos permite fazer escolhas, nos deixando escolher tomar parte na cura do mundo.

O próprio alcance da Grande Virada é causa de gratidão também, porque ela abarca a gama completa da experiência humana. Suas três dimensões incluem ações para retardar a destruição causada por nossa política econômica e suas guerras contra a humanidade e a Natureza; novas estruturas e modos de realizar as coisas: da posse de terras ao cultivo de comida, passando pela geração de energia; e uma mudança de consciência para novos modos de saber, um novo paradigma de nossa relação uns com os outros e com o sagrado corpo vivo da Terra. Estas dimensões são igualmente essenciais e se reforçam mutuamente. Há milhares de maneiras de fazer parte da Grande Virada.

2. Não tenha medo do escuro

Quando perguntaram ao poeta Zen Thich Nhat Hanh “Do que nós mais precisamos para salvar o mundo?”, as pessoas esperavam que ele identificasse as melhores estratégias a adotar nas causas sociais e ambientais. Mas Thich Nhat Hanh respondeu: “O que nós mais precisamos fazer é ouvir dentro de nós os sons da Terra chorando”. Quando aprendemos a ouví-los, descobrimos que nossa dor e nosso amor pelo mundo são a mesma coisa. E isto nos faz mais fortes.

Este é um tempo escuro cheio de sofrimento, conforme os sistemas antigos e as certezas prévias desmoronam. Como células vivas em um corpo maior, nós sentimos o trauma de nosso mundo. É natural e mesmo saudável que o façamos, porque isto mostra que ainda estamos vitalmente conectados à teia da vida. Então, não tenha medo da tristeza que você poderá sentir, ou da raiva ou medo: estas respostas surgem não de uma patologia particular, mas das profundezas do  nosso pertencimento mútuo. Reverencie sua dor pelo mundo quando ela se fizer sentir, e a honre como testemunha de nossa interconectividade.

3. Permita-se sonhar

Nós nunca conseguiremos realizar aquilo que não sonhamos ou não aprendemos a imaginar. Para aqueles de nós mergulhados em uma sociedade de consumo tecnológica, repleta de distrações eletrônicas que se proliferam, a imaginação é a nossa capacidade mental menos desenvolvida, até mesmo atrofiada. No entanto, o seu poder de entusiasmar e inspirar nunca foi tão mais desesperadamente necessário do que agora.

Então, pense nos muitos aspectos de sua realidade atual que começaram como o sonho de alguém. Havia um tempo quando a maior parte da América era colônia britânica, quando as mulheres não podiam votar e o comércio de escravos era visto como essencial à economia. Para mudar algo, precisamos sustentar a possibilidade de que poderia ser diferente. O escritor e coach Stephen Covey nos lembra: “Tudo é criado duas vezes. Há uma primeira criação mental, e uma segunda criação, física, para todas as coisas”.

4. Junte-se a outros

Seja  o que for que você se sinta atraído a fazer na Grande Virada, nem pense em fazê-lo sozinho. O hiperindividualismo de nossa cultura industrializada competitiva isolou as pessoas umas das outras, gerando conformismo, obediência e uma epidemia de solidão. As boas notícias são que a Grande Virada é uma empreitada grupal. Ela evolui a partir de inúmeras interações espontâneas e sinérgicas, conforme as pessoas vão descobrindo seus objetivos em comum e suas habilidades diversas. Paul Hawken vê esta emergência incrível no nível básico como uma resposta imunológica da Terra viva às crises que nos confrontam atualmente.

Muitos modelos de grupos de afinidade e estudo-ação têm emergido nas últimas décadas, oferecendo métodos para aprendizagem, estratégia e colaboração. Eles nos ajudam a descobrir a confiança em nós mesmos, assim como nos outros.

 5. Aja de acordo com sua idade

Agora é o tempo de nos investirmos de nossa verdadeira autoridade. Cada partícula de cada átomo de cada célula em nossos corpos pode ter seu passado traçado até o resplandecente início do tempo e do espaço. Neste sentido, você é tão velho quanto o universo, com uma idade de aproximadamente 14 bilhões de anos. Este seu corpo atual tem sido preparado para este momento pela Terra pelos últimos 4 bilhões de anos, então você tem direito absoluto de destacar-se e agir em nome Dela. Quando você estiver falando em uma reunião do conselho municipal, ou protegendo uma floresta do desmatamento, ou testemunhando em uma audiência sobre rejeitos nucleares, você está fazendo isto não a partir de alguma virtude pessoal, mas a partir da autoridade de seus 14 bilhões de anos.

A beleza da Grande Virada é que cada um de nós pode tomar parte dela de modos diferentes. Dadas as nossas circunstâncias diversas e nossas disposições e capacidades distintas, nossas histórias são todas únicas. Todas têm algo novo a revelar. Todas podem nos ajudar a inspirar outras pessoas. E é por isto que precisamos destas histórias.

https://transformativa.wordpress.com/2015/02/05/cinco-modos-de-ser-que-podem-mudar-o-mundo-joanna-macy/

Biografia aponta fraudes de Freud e põe psicanálise em xeque

Livro de Frederick Crews baseia-se em evidências e cartas divulgadas há pouco tempo

Stefano Pupe

Resumo Autor afirma que uma nova biografia de Freud, escrita por Frederick Crews e ainda inédita no Brasil, põe em xeque a própria psicanálise ao criticar duramente a imagem mitológica de seu fundador. O livro, calcado em evidências documentais, baseia-se também em cartas do austríaco que foram divulgadas há pouco tempo. Leia também o contraponto de M. M. Owen.

Qualquer análise de um fato passa, necessariamente, pelo filtro interpretativo de quem o reporta. Essa observação, popularizada pela psicanálise, também se aplica a seu fundador: o mito de SigmundFreud foi construído pelo próprio austríaco e por seus admiradores.

Ao longo dos anos, Ernest Jones, presidente da Associação Psicanalítica Internacional nas décadas de 1920 e 1930, e Anna Freud, filha e herdeira intelectual do psicanalista, foram responsáveis pela publicação dos documentos pessoais do austríaco, em especial suas cartas.

O trabalho biográfico que se seguiu, baseado nesse material, criou para a posteridade a imagem mitológica do gênio incompreendido que, com insights cortantes sobre psicologia, levou a humanidade à descoberta triunfal do inconsciente.

Mas Frederick Crews tem um ponto de vista diferente e lançou no ano passado “Freud: The Making of an Illusion” (Freud: a construção de uma ilusão), ainda sem lançamento previsto no Brasil.

Crítico de longa data da psicanálise, Crews fez carreira na literatura —é professor emérito da Universidade da Califórnia em Berkeley—, mas desde cedo se interessou pelo campo psicanalítico. Em 1980, publicou o primeiro artigo no qual rejeitava completamente o legado de Freud, criticando sua metodologia falsa, sua ineficiência terapêutica e o dano causado aos pacientes.

freud em verde e roxo
Ilustração de capa da Ilustríssima – Gabriel Centurion

Viriam outros ensaios e, finalmente, o influente livro “As Guerras da Memória – O Legado de Freud em Xeque” (Paz e Terra, 1999), que questiona os pilares da psicanálise e documenta falhas metodológicas de seu fundador.

Sua obra mais recente é resultado de anos de pesquisa, mas tem ponto de partida na recente divulgação das versões originais de cartas de Freud inicialmente censuradas por seus biógrafos oficiais. Usando evidências antigas e outras que só se tornaram disponíveis recentemente, Crews faz um ataque incessante à vida pessoal e profissional do “pai da psicanálise”, acusando-o de ser egoísta, preconceituoso, infiel e, acima de tudo, um charlatão que mentiu com frequência em suas obras.

O livro evidencia conhecimento enciclopédico impecável sobre os mínimos detalhes da vida do psicanalista e torna a leitura prazerosa para qualquer apreciador de iconoclastia de alta qualidade, ainda que não tenha interesse em psicanálise.

PRIMEIROS PASSOS

Com foco principal no período de 1884 a 1900, quando Freud iniciava sua carreira como médico e pesquisador em Viena, o autor descreve a trajetória do austríaco como um indivíduo de pouco brilho e nenhum rigor científico. São dessa época as cartas trocadas entre ele e sua noiva, Martha Bernays, com quem se casaria em 1886.

A contribuição mais importante de Freud dessa época é um artigo de 1884 sobre cocaína, então novidade na Europa. Crews sustenta que o psicanalista foi usuário da droga por pelo menos 15 anos —período superior ao apontado por seus biógrafos anteriores, que se basearam em cartas censuradas. (Crews acredita, inclusive, que Jones escondeu propositalmente essa informação em suas biografias.)

Naquele artigo, o austríaco defendeu as virtudes da cocaína como tratamento possível para a dependência de morfina —isto é, que o uso de uma droga combateria os efeitos da abstinência da outra—baseando-se apenas no caso de seu amigo Ernst Fleischl. Porém, em cartas para a noiva, Freud viria descrever o aprofundamento do problema de Fleischl, que nunca deixou a morfina e ainda passou a usar cocaína compulsivamente.

Mesmo assim, o fracasso nunca foi mencionado em artigos posteriores de Freud. Ao contrário, ele repetia que a cocaína não oferecia riscos e seguia proclamando seus efeitos benéficos para tratar sintomas da dependência de morfina.

Em sua vida íntima, Freud traía a esposa com sua cunhada MinnaBernays —fato que o livro documenta em abundância por meio de cartas e testemunhos de terceiros. Tudo indica que ele a engravidou em 1900, e o aborto que se seguiu o teria marcado profundamente.

Ilustração de Gabriel Centurion para a central da Ilustrissima
Ilustração – Gabriel Centurion

Crews traz muitos exemplos da crueldade do psicanalista com pessoas próximas. Era comum que se aproximasse de um colega que supunha ter grande inteligência ou reputação, para posteriormente difamá-lo e renegar a amizade.

Um exemplo claro é Wilhelm Fliess, seu melhor amigo e confidente a partir de 1892, a quem dirigiu palavras como “meu amigo amado” e “11 anos atrás, eu já tinha percebido que era necessário para mim amar você, para enriquecer minha vida”.

Crews considera que Freud nutria, de fato, um desejo sexual por Fliessque contribuiu com muitos conceitos psicanalíticos importantes. No entanto, quando a relação esfriou, o amigo amado foi relegado a notas de rodapé, e Freud contribuiu, inclusive, para que um aluno roubasse o crédito de Fliess sobre sua teoria da bissexualidade.

Para Crews, cartas de Freud também demonstram que ele não tinha o bem-estar de seus pacientes em grande estima. Após o suicídio de Viktor Tausk, um promissor estudante que havia se analisado com ele, o psicanalista confessa, em missiva cruel a uma ex-namorada do morto: “Não sinto a falta dele; eu tinha percebido há muito que ele não poderia mais ser útil”.

As correspondências apontam, ainda, para o interesse específico do psicanalista em seus pacientes. Ele identifica uma cliente rica como peixe de ouro; escreve que dinheiro é seu gás hilariante; num outro momento, relata que decidiu adiar uma viagem porque uma de suas pacientes mais ricas estava tendo algum tipo de crise nervosa e pode melhorar em sua ausência.

Entre os destaques de Crews está o caso de Horace Frink, cujas dificuldades no casamento se deviam, segundo Freud, a desejos homossexuais reprimidos. O psicanalista instigou o paciente a deixar sua esposa e se casar com a amante, uma americana rica e também casada.

Em carta a Frink, Freud escreve: “A reclamação de que você não consegue compreender sua homossexualidade sugere que você ainda não está consciente da sua fantasia de me tornar um homem rico. Se as coisas derem certo, no fim, vamos mudar esse presente imaginário e torná-lo uma contribuição real para os fundos psicanalíticos”.

O novo matrimônio se mostrou um desastre que logo terminaria em divórcio, e o paciente tentaria se suicidar duas vezes.

FRAUDE

O conteúdo mais chocante do livro diz respeito à vida profissional de Freud. Há inúmeras evidências de que o austríaco teria fraudado casos notórios. Segundo Crews, documentos mostram que a técnica psicanalítica consistia em nada mais que uma imposição de opiniões aos pacientes e que estudos publicados eram ficção.

O famoso “Homem dos Lobos”, por exemplo, foi declarado curado de suas fobias e obsessões após quatro anos e meio. Freud sempre destacou esse como um dos primeiros e maiores sucessos da psicanálise. No entanto, sabe-se hoje que o paciente continuou em tratamento por 60 anos —fato que era do conhecimento de Freud— e declarou que não havia sido curado de nada.

Outro caso notório foi o de Emma Eckstein, tratada por Freud como histérica que padecia de “neurose nasal reflexa”. Ele a induziu a fazer cirurgia nasal para curar os sintomas, mas a operação só agravou a situação: a paciente desenvolveu um quadro de infecção e hemorragias, provavelmente causado pelo erro grosseiro de Fliess —como cirurgião, ele deixou um pedaço de gaze de meio metro dentro do nariz da operada.

Nem mesmo o erro do médico e amigo impediu Freud de criar outra justificativa para as complicações: “Os seus episódios de sangramento eram histéricos, causados por desejo, e provavelmente ocorreram em períodos sexualmente relevantes”, escreveu meses depois.

A verdade é que algumas das transgressões apontadas por Crews já eram conhecidas no meio psicanalítico. Sempre predominou, porém, a ideia de que a falibilidade do fundador não põe em dúvida a credibilidade da técnica como um todo.

No entanto, diferentemente do que ocorre com disciplinas científicas como a biologia e a física, a psicanálise depende substancialmente da confiança na figura de Freud.

Se amanhã descobríssemos que Charles Darwin forjou a viagem no Beagle, a teoria da evolução permaneceria intacta, pois existem milhares de evidências independentes que a corroboram.

Mas a psicanálise carece de evidências científicas que possam ser observadas ou replicadas independentemente. Ela é, antes de tudo, um modo de pensamento autorreferente. Se hoje sabemos que casos famosos foram manipulados e falsificados em vários pontos importantes, como identificar o que é legítimo e verdadeiro no que sobra?

Para um campo que ainda trata os textos de Freud como obras praticamente sagradas, a confirmação de que a fraude foi um recurso recorrente de seu fundador cai como uma bomba —pondo em xeque não só a própria figura do austríaco, mas também a técnica psicanalítica como um todo.


Stefano Pupe, 32, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em neurociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, é pesquisador no Centro Alemão para Doenças Degenerativas, em Bonn.

Gabriel Centurion, 39, é artista plástico.

Chega agora o momento da reunião – Os Anciãos Hopi

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CHEGA AGORA O MOMENTO DA REUNIÃO
Os Anciãos HOPI

Você tem dito ao povo que esta é a Última Hora.
Agora você deve voltar e dizer às pessoas que esta é A Hora.
Aqui estão as coisas que devem ser consideradas.
Onde você está morando? O que você está fazendo?
Quais são os seus relacionamentos? Você está numa relação correta?
Onde está a sua água?

É hora de falar a sua verdade .
Crie a sua comunidade.
Seja bom para os outros.
E não olhe para fora de si mesmo, para o líder.

Este poderia ser um bom tempo!
Há um rio que flui agora muito rápido.
É tão grande e rápido que há aqueles que vão ter medo.
Eles vão tentar se agarrar à margem.
Eles vão se sentir como sendo dilacerados, e eles vão sofrer muito.
Conhecer o rio tem uma razão.
Os Anciãos dizem que devemos deixar de ir à margem, e nos impulsionar para o meio do rio, manter os olhos abertos, e nossas cabeças acima da água.
Ver quem está lá com você, e celebrar.

Neste momento da história, nada devemos tomar pessoalmente, muito menos
nós mesmos!
O que fazemos no momento, o nosso crescimento espiritual e nossa jornada chegam a um impasse.
O tempo do lobo solitário acabou.
Reúna-se!
Elimine a palavra luta da sua atitude e vocabulário.

Tudo o que fazemos agora deve ser feito de uma maneira sagrada e em celebração.
Nós somos aqueles por quem temos esperado.

Os Anciãos HOPI
Oraibi, Arizona – Nação HOPI

Tradução Vilma Capuano

A Graça

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A Graça é o que torna a vida suportável quando você está oprimido pelos exemplos de feiúra e vulgaridade da humanidade. ..Você pode escolher a graça na mais terrível das circunstâncias e trazer a calma ao caos a sua volta.
A Graça é o que o lembra de que você não está sozinho, que você é orientado e apoiado quando a solidão do seu caminho escolhido pode fazê-lo se sentir como uma ilha em um mar de anonimato.

A Graça está presente na quietude e no barulho, na luz e na escuridão, quando você se lembra de que ela é uma presença constante e uma escolha constante.

Ela é o seu refúgio do que o ameaça e o assusta, chamando-o de volta à quietude silenciosa de seu poder e presença. Ela não pode ser tirada de você, mas você pode ignorá-la.

Você cria o espaço sagrado para a graça quando escolhe a paz e não o caos, quando deseja estar na aceitação, consciência e na alegria, a cada momento.

Você já notou um belo nascer do sol ou o pôr-do-sol?
Isto é a graça tentando atrair a sua atenção.

Alguém sorriu para você ou foi particularmente gentil ou atencioso?
Você recebeu um presente da graça.

Você teve um momento de alegria, de paz e de segurança em que você se sentiu completamente alinhado e conectado? Você experienciou a graça neste momento.

Você é “cheio de graça” quando você cria espaço e tempo para a graça e fica ancorado e presente nesta conexão.

Resumo da vilma

MENSAGEM COMPLETA EM
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