Jeff Brown

Eu sei que muitas vezes queremos tudo alegre e positivo, mas isso simplesmente não é como grande parte da humanidade se sente. Muitos de nós estão sobrecarregados com a dor, a tristeza não digerida, a raiva não expressa, verdades invisíveis.
Este é o lugar onde estamos, como coletivo. Portanto, temos duas escolhas. Nós podemos continuar a fingir que as dores não existem, nos envergonhar e evitar o contato em nós mesmos e nos outros, nos distrair e escapar sempre que possível.
Ou podemos enfrentar os sentimentos de coração aberto, assumi-los dentro de nós, olhar para eles nos outros com compaixão, criar uma cultura que esteja focada na autenticidade e liberação emocional saudável.
Se continuarmos a empurrar tudo para o fundo, estaremos criando doenças e atrasando nossa expansão coletiva.
Mas se nós pudermos simplesmente assumir a sombra, expressá-la, libertá-la, amar uns aos outros através dela, poderemos finalmente nos formar na Escola das Batidas do Coração e começar a desfrutar desta magnífica vida à qual fomos destinados.
Fingir que a dor não existe apenas a enterra mais fundo.
Em vez disso, vamos iluminá-la.

___ Jeff Brown

Fotografia: Christopher J.

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“Não vejo a hora de chegar o dia em que as nossas relações não se baseiem em ilusões, mas em um profundo reconhecimento da autenticidade de cada um. Tem sido tão confuso para todos nós, tentar nos equilibrar na linha tênue entre nossas necessidades de segurança e vulnerabilidade. Um dia, as perversões da polaridade vão desabar e nós vamos chegar a um equilíbrio sagrado entre todas as formas saudáveis de ser. As mulheres vão se sentir seguras para afirmar a sua voz e encarnar sua totalidade e os homens se sentirão igualmente seguros para se desarmar e falar da sua vulnerabilidade. Nos rios da essência, tudo flui na mesma direção, em direção ao mar da totalidade.”

___ Jeff Brown

Fotografia: Felicia Simion

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A ideia de que você não tem valor porque alguém não valoriza você, é um dos pilares do jogo coletivo da vergonha. No momento em que acreditamos que o outro determina nosso valor, o outro nos aprisiona.
E o mundo do marketing aproveita (e reza) para intensificar nosso auto-ódio, lembrando-nos persistentemente de que precisamos comprar mais alguma coisa para ter valor.
Nós esperamos, às vezes por toda a vida, para finalmente obter a aprovação que buscamos. Mas raramente ela vem daqueles que a negaram.
E, mesmo que isso aconteça, não curará a ferida central – nossa incapacidade de nos valorizarmos.
Este é o trabalho central da maior parte de nossas vidas: romper o transe da vergonha e encontrar valor em nossa existência independente da opinião dos outros.
Poder amar aquela nossa parte inocente e verdadeira.
Poder amar o que, em nós, quer pouco mais do que encontrar sentido na vida cotidiana.
Honrar a nossa singularidade e encontrar o propósito que teça nosso caminho legítimo.’

___ Jeff Brown

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O Homem não desperto

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O homem não desperto tem medo de seu coração, ele tem medo do feminino poderoso, ele tem medo de abrir mão de sua armadura egoica em troca de algo mais profundo, mais verdadeiro, mais sincero. O que ele não percebe é que estamos intimamente ligados, tão ligados que, na medida em que ele aprisiona e denigre os direitos da mulher, ele aprisiona e denigre sua própria consciência. Não pode haver vitórias às custas da Mãe Divina. Nenhuma. É hora de um novo paradigma, que homenageie a sabedoria do feminino, que celebre com alma sua disposição corajosa para permanecer receptiva, relacional, e compassiva, no coração deste mundo ainda tão louco. Homem não desperto – curve-se diante dela. Cante-lhe elogios, dance em sua sabedoria e seu amor. Ela é o caminho para casa …

___ Jeff Brown

Fotografia: Laura Zalenga

Armadura emocional

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Não é fácil remover a armadura emocional, nem deveria ser. Ela se formou por algum motivo – como requisito para certas responsabilidades, como uma resposta condicionada às circunstâncias reais, como uma defesa contra sentimentos insuportáveis. Ela serve a um propósito essencial. Ela já salvou vidas. No entanto, ela pode ser amaciada ao longo do tempo. Ela pode dissolver até encontrar a delicadeza em seu núcleo. Pode revelar a luz na sua fonte. Mas nunca a apresse, nunca a pressione, nunca exija que a armadura baixe a guarda antes do tempo. Porque ela sabe algo que você não sabe. Em um mundo ainda assustador, a armadura é tão válida quanto a vulnerabilidade. Deixe-a se dissolver em seu próprio ritmo único.

___ Jeff Brown

Fotografia: Janet Mills

Sobre a sombra

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Por um lado, eu sou um grande defensor de assumir e curar a nossa sombra, por outro, eu também reconheço o valor de fazer tudo o que pudermos para encontrar a luz sempre que possível. Não a pseudo-luz, mas a luz do caminho verdadeiro, a luz da esperança, a luz do amor. Eu conheci um grande número de indivíduos que se agarravam à escuridão, como um cobertor de segurança, ocultando seu medo da luz atrás de um processo perpétuo de vitimização. O atalho da escuridão. Uma coisa é entrar na sombra, em um esforço para curar-se e se tornar mais autêntico – outra é se esconder nas sombras e torná-las nossa casa. Nunca nos esqueçamos de que, uma vez que a luz se apague nesta vida, ela provavelmente ficará apagada por um longo tempo. Melhor não glorificar a escuridão. A vida é um dom auto-definido. Uma vez que tenhamos trabalhado o suficiente com a sombra, nós temos uma escolha. Podemos nos abrir para a escuridão, ou podemos nos abrir para a luz. Trauma, ou tesouro? Você decide.

___ Jeff Brown

Fotografia: Joel Robison

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Às vezes precisamos de ajuda……

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Sim, muitas vezes somos nós que escolhemos entre sermos uma vítima ou um vencedor. Em muitas situações, existe uma maneira de olhar para o lado positivo, de assumir a responsabilidade, de focar na lição a ser aprendida, em nossos esforços para avançar.
Mas não vamos jogar toda a questão da vítima fora, com a água do banho.
Porque às vezes há vítimas, às vezes há pessoas que não escolheram o seu sofrimento. Às vezes há pessoas em situações tão terríveis que a positividade não é suficiente para salvá-las. E às vezes as pessoas realmente precisam expressar sua condição de vítima como parte de sua cura.
Elas precisam expressá-la, e precisam ser ouvidas. E às vezes elas precisam de nossa ajuda para que possam tornar-se vencedoras.
Quando nós lhes dizemos que elas têm escolha entre a vitimização e a vitória, às vezes nos esquecemos de que NÓS também temos uma escolha.
Podemos esconder a dor dos outros sob um pântano de positividade fingida, ou podemos ajudá-los a se reerguer.
Podemos ignorar seus desafios ou podemos apoiar a sua libertação. Sim, nós temos uma escolha, também.

___ Jeff Brown

Fotografia: Kindra Nikole

Continuemos

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Acho ridículo todo esse julgamento em torno de como os indivíduos deveriam estar em uma determinada fase de sua vida.
Só a alma conhece o caminho que ela veio trilhar, o que ela teve que superar, que realizações ela deve usar para medir seu próprio progresso.
As pessoas julgam, como se elas tivessem resolvido todas as suas questões pessoais, mas seus julgamentos muitas vezes apenas disfarçam sua própria confusão.
Nós somos daqueles que demoram a desabrochar, ou dos que evoluem dentro do prazo?
Esta é uma decisão privada.
O importante é que continuemos a caminhar em direção a um lugar onde possamos nos sentir em casa.

___ Jeff Brown

Fotografia: Joel Robinson

Pioneiros

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Honre seu guerreiro interior, aquele que escolhe confrontar e atravessar seus obstáculos rumo à plenitude, aquele que mata os dragões internos com ternura e persistência.
Já não é hora de celebrar com alma a coragem necessária para enfrentar nossos padrões de novo e de novo?
Já não é hora de elevar nosso olhar, muitas vezes negativo, sobre nossos desafios?
Em vez de “oh não, não esse padrão novamente”, que tal reconhecermos que somos CAMPEÕES por simplesmente encará-los? Que tal ver-nos como alguns dos primeiros seres humanos com a abençoada oportunidade de mudar a padronização negativa, intrínseca ao inconsciente coletivo?
Somos PIONEIROS, pelo amor de Deus!
Que coisa fantástica – sermos pioneiros no mundo interior!
Cada pequeno passo é uma mudança de paradigma radical para a humanidade.

___ Jeff Brown

Fotografia: Kindra Nikole