Mudar o outro

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“Tentar mudar alguém que você ama inevitavelmente é um tiro que sai pela culatra.

E se você tiver sorte, você perceberá que era, na verdade, você que precisava mudar.

Porque a crença de que podemos mudar os outros é um reflexo da nossa própria arrogância.

Espelho, Espelho Meu…

___ Jeff Brown

Fotografia: Felicia Simion

Notícias do Corpo

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“Alguns de nós estão deprimidos porque temos um trauma não curado que afeta nossos estados de humor. Em todos os lugares para onde olhamos, vemos uma epidemia de dor, de proporções épicas.
Mas isso não é verdade para todos nós.
Conheci muitas pessoas que estavam deprimidas não porque tivessem dificuldades demais, mas porque a vida era muito fácil. A depressão delas não era fruto dos eventos reais de suas vidas, mas de sua incapacidade de tirar proveito das próprias oportunidades. 

Não é um trauma que origina seu mal-estar – é uma profunda frustração com as escolhas que elas fizeram. É saber que eles escolheram se esconder de seus dons e chamados.
É por isso que circunstâncias muito confortáveis nem sempre nos servem. 

Sem um fogo aceso embaixo de nós, podemos ficar incrivelmente preguiçosos. E essa preguiça não nos servirá se desejarmos ter uma vida real. 

É uma pergunta que vale a pena fazer: estou deprimido porque tenho material traumático para trabalhar, ou estou deprimido porque me recuso a aproveitar o dia? Ou ambos?

___ Jeff Brown

Fotografia: Aliza Razell

O mundo não me deve nada

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“Este mundo maravilhoso não me deve nada. Ele me deu o dom de respirar, olhos, coração, verdade, amor.

Ele me deu uma oportunidade atrás da outra para despertar e expandir.

Ele lançou sua luz sobre mim inúmeras vezes, me convidando para aproveitar o dia se eu tivesse coragem.

Ele me levantou quando eu caí e ele me deu novos olhos quando eu fiquei cego.

Ele me lembrou o dom da vida todos os dias, de tantas maneiras visíveis e invisíveis.

Se eu não notei, eu não posso culpar ninguém.

Este mundo maravilhoso não me deve nada.”

___ Jeff Brown

Fotografia: Francesco Ruffoni

Espiritualidade fofinha e macia

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“Eu não sei de onde tiramos a ideia de que a espiritualidade deve ser fofinha e macia e jamais incluir a raiva.

Isto parece uma perversão da verdadeira espiritualidade para mim, mais uma receita para a repressão, negação e destruição.

Isso não quer dizer que toda a raiva é boa, minha espiritualidade não inclui raivas insalubres, ataques a inocentes, julgamentos arbitrários, agressão passiva. Mas incluo a raiva saudável, raiva justificada, raiva transformacional, ativismo espiritual. Na verdade, tenho certeza de que não vamos criar o mundo de divinas possibilidades que muitos espiritualistas buscam, a menos que fiquemos com raiva das injustiças que muitos de nós enfrentamos.

Há conflitos desnecessários, e há conflitos saudáveis.

A distinção reside em suas intenções.

É hora de elevar a raiva saudável para a esfera da aceitabilidade dentro da comunidade espiritual. Se você acha que um modelo de consciência está trazendo dano à humanidade, fique com raiva. Se você acha que um guru está abusando de sua autoridade, fique zangado com isso. Se você sentir que o materialismo espiritual está fora de controle, fique com raiva disso.

A expressão reprimida não é nada evoluída.

_____Jeff Brown

Fotografia: Christian Hopkins

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Estamos cansados

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Estamos todos cansados. Realmente estamos. É um caminho difícil, mas também é um belo caminho. Talvez esperemos muito de nós mesmos e dos outros. Talvez a humanidade só possa fazer um progresso lento, como uma minhoca. Talvez tenhamos de celebrar o quão longe nós chegamos. E descansar mais. E saborear os prazeres simples. E procurar o amor em todos os lugares. Há um rio perto de onde eu moro. Ele serpenteia lentamente, de forma pacífica. Ele não se pergunta por que ele não é um oceano ou um rio caudaloso, ou alguma outra coisa. Ele apenas se entrega ao que ele é. Talvez a gente só precise se render mais a quem somos. Acho que vou me deitar amanhã ao lado do rio. E descansar. E me entregar docemente.

____Jeff Brown

Fotografia: Julie de Waroquier

Caminhos e pessoas desconfortáveis

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Eu aprecio a importância de não se afastar de caminhos e pessoas só porque estes se tornam desconfortáveis. Não podemos permanecer em situações apenas quando elas são agradáveis, porque talvez tenhamos uma lição essencial a aprender no coração do desconforto. Ao mesmo tempo, parece haver um tendência – em muitas pessoas que conheço e com quem trabalho – de renunciar ao bom senso e manter-se em caminhos pouco saudáveis, não importando o quão difíceis eles são. A ideia de que todos os caminhos e conexões carregam uma semente de transformação me parece pouco saudável e falsa. Há uma diferença significativa entre as situações difíceis que são alimento para nossa expansão, e aquelas em que o desconforto é um sinal para ir embora. Às vezes, a sombra surge porque temos algo para trabalhar. Às vezes surge porque nós simplesmente não estamos onde devemos. A vida é tão preciosa. Estamos aqui apenas por um momento. Que possamos enfrentá-lo com prazer.

___ Jeff Brown

Fotografia: Katharina Jung

Terapia que inclua o corpo.

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Você já experimentou uma terapia que inclua o CORPO?

Eu quero defender em voz alta o valor das psicoterapias profundas centradas no corpo, como a bio-energética e Core-energética. Qualquer terapia pode ser benéfica nas circunstâncias certas, mas as práticas centradas no corpo, muitas vezes, elevam a cura ao nível necessário para provocar a transformação genuína. Conheci muitas pessoas que passaram anos em terapia apenas de conversa, sem mudar profundamente. Essas pessoas conseguem nomear seus problemas e reconhecer suas projeções, mas seu comportamento não muda significativamente. Isso ocorre porque os modelos de terapia só de conversa tendem a lidar com nossos padrões habituais, sem conseguir acessar o material mais necessário para nos transformar. As terapias de palavra estão focados em ocupar a mente, mas não entram nos traumas emocionais mais profundos – guardados no próprio corpo – e não têm exercícios que apoiem a sua liberação. O material é acionado, as questões são nomeados, mas e depois? Todo esse material precisa ser descarregado, mas apenas falar com ele não o extrai do corpo. Terapias de base corporal de boa qualidade permitem que o cliente vá além do conhecimento do que o está afligindo, em direção a um movimento real de transformação. O trauma é uma memória corporal – a cura precisa passar também pelo corpo.

___ Jeff Brown

Fotografia: Katharina Jung