Vergonha de ser humano

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“Se me fosse concedido o poder de erradicar um padrão neste planeta, seria a nossa tendência de sentir vergonha por simplesmente sermos humanos. Este desmerecimento ancestralmente perpetuado tem que acabar. 


Somos todos parte do campo coletivo, lutando em diferentes graus com as mesmas questões em torno da auto-estima e de emoções não resolvidas, e ainda por cima fomos condicionados a tornar tudo mais difícil para nós mesmos, com pensamentos negativos e julgamentos internalizados. 


E, claro, isso só é intensificado por uma cultura de marketing que quer que acreditemos que não somos bons o suficiente ou bacanas o suficiente até que compremos aquele bem material que vai nos transformar em um ser humano que vale a pena. Ridículo, mas oh, como é eficaz em alimentar a fogueira de nossa vergonha coletiva.
Você não percebe? É tudo uma grande mentira, uma distração auto-destrutiva e auto-derrotadora do que é realmente verdade – nosso valor inerente. 


Nós não estaríamos aqui se não fôssemos dignos desta vida. E nossa dignidade não depende do quão “perfeitos” nós somos a cada momento. Ninguém é perfeito neste bendito planeta. Ninguém está plenamente realizado. Ninguém entendeu tudo.

Ninguém!


Estamos todos aqui para viver e nos transformar. Estamos todos aqui para encarnar a nossa magnificência e oferecer nossos dons. 


E mesmo que você esteja começando essa jornada do despertar sob as circunstâncias mais difíceis possíveis, você tem direito a essa viagem. A cada passo dela. E você não tem que esperar até chegar a um estado ilusório da perfeição antes de amar a si mesmo. Dane-se isso! Você já é digno. 


A divindade convidou você e deu-lhe um passaporte com sua bela alma estampada nele. Ninguém e nada pode tirar isso de você. O passaporte é seu para a viagem.

___ Jeff Brown

Fotografia: Gina Vasquez

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Será?

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Será que vamos avançar na direção de uma vida maravilhosa, ou de uma vida de sofrimento?
Esta talvez seja a decisão mais importante que tomaremos na jornada de nossa vida – uma escolha que se apresenta a cada momento de cada dia. Ela não pode ser evitada.
E não pode ser contornada com pensamento positivo desenraizado ou práticas de distanciamento desencarnadas. Porque isso apenas nos mantém trancados dentro de nossas próprias feridas.
Em vez disso, temos que abraçar a nossa vitimização e realmente atravessar o conteúdo do sofrimento. Temos que assumir o que carregamos e estimular sua transformação sem sentir vergonha. 


E então, se conseguirmos encontrar o apoio certo e atravessar as feridas até chegar ao outro lado da dor, teremos uma outra escolha. 


Será que vamos permanecer identificados com as nossas feridas, ou vamos avançar em direção à gratidão? 


Será que vamos nos concentrar no que nossos parceiros não nos dão, ou celebrar o que eles oferecem? 


Será que vamos suportar uma vida cheia de sofrimento, ou desfrutar de uma vida cheia de maravilhas?

___ Jeff Brown

Fotografia: Romi Burianova

Mudar o outro

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“Tentar mudar alguém que você ama inevitavelmente é um tiro que sai pela culatra.

E se você tiver sorte, você perceberá que era, na verdade, você que precisava mudar.

Porque a crença de que podemos mudar os outros é um reflexo da nossa própria arrogância.

Espelho, Espelho Meu…

___ Jeff Brown

Fotografia: Felicia Simion

Notícias do Corpo

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“Alguns de nós estão deprimidos porque temos um trauma não curado que afeta nossos estados de humor. Em todos os lugares para onde olhamos, vemos uma epidemia de dor, de proporções épicas.
Mas isso não é verdade para todos nós.
Conheci muitas pessoas que estavam deprimidas não porque tivessem dificuldades demais, mas porque a vida era muito fácil. A depressão delas não era fruto dos eventos reais de suas vidas, mas de sua incapacidade de tirar proveito das próprias oportunidades. 

Não é um trauma que origina seu mal-estar – é uma profunda frustração com as escolhas que elas fizeram. É saber que eles escolheram se esconder de seus dons e chamados.
É por isso que circunstâncias muito confortáveis nem sempre nos servem. 

Sem um fogo aceso embaixo de nós, podemos ficar incrivelmente preguiçosos. E essa preguiça não nos servirá se desejarmos ter uma vida real. 

É uma pergunta que vale a pena fazer: estou deprimido porque tenho material traumático para trabalhar, ou estou deprimido porque me recuso a aproveitar o dia? Ou ambos?

___ Jeff Brown

Fotografia: Aliza Razell

O mundo não me deve nada

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“Este mundo maravilhoso não me deve nada. Ele me deu o dom de respirar, olhos, coração, verdade, amor.

Ele me deu uma oportunidade atrás da outra para despertar e expandir.

Ele lançou sua luz sobre mim inúmeras vezes, me convidando para aproveitar o dia se eu tivesse coragem.

Ele me levantou quando eu caí e ele me deu novos olhos quando eu fiquei cego.

Ele me lembrou o dom da vida todos os dias, de tantas maneiras visíveis e invisíveis.

Se eu não notei, eu não posso culpar ninguém.

Este mundo maravilhoso não me deve nada.”

___ Jeff Brown

Fotografia: Francesco Ruffoni

Espiritualidade fofinha e macia

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“Eu não sei de onde tiramos a ideia de que a espiritualidade deve ser fofinha e macia e jamais incluir a raiva.

Isto parece uma perversão da verdadeira espiritualidade para mim, mais uma receita para a repressão, negação e destruição.

Isso não quer dizer que toda a raiva é boa, minha espiritualidade não inclui raivas insalubres, ataques a inocentes, julgamentos arbitrários, agressão passiva. Mas incluo a raiva saudável, raiva justificada, raiva transformacional, ativismo espiritual. Na verdade, tenho certeza de que não vamos criar o mundo de divinas possibilidades que muitos espiritualistas buscam, a menos que fiquemos com raiva das injustiças que muitos de nós enfrentamos.

Há conflitos desnecessários, e há conflitos saudáveis.

A distinção reside em suas intenções.

É hora de elevar a raiva saudável para a esfera da aceitabilidade dentro da comunidade espiritual. Se você acha que um modelo de consciência está trazendo dano à humanidade, fique com raiva. Se você acha que um guru está abusando de sua autoridade, fique zangado com isso. Se você sentir que o materialismo espiritual está fora de controle, fique com raiva disso.

A expressão reprimida não é nada evoluída.

_____Jeff Brown

Fotografia: Christian Hopkins

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Estamos cansados

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Estamos todos cansados. Realmente estamos. É um caminho difícil, mas também é um belo caminho. Talvez esperemos muito de nós mesmos e dos outros. Talvez a humanidade só possa fazer um progresso lento, como uma minhoca. Talvez tenhamos de celebrar o quão longe nós chegamos. E descansar mais. E saborear os prazeres simples. E procurar o amor em todos os lugares. Há um rio perto de onde eu moro. Ele serpenteia lentamente, de forma pacífica. Ele não se pergunta por que ele não é um oceano ou um rio caudaloso, ou alguma outra coisa. Ele apenas se entrega ao que ele é. Talvez a gente só precise se render mais a quem somos. Acho que vou me deitar amanhã ao lado do rio. E descansar. E me entregar docemente.

____Jeff Brown

Fotografia: Julie de Waroquier