Sobre a sombra

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Por um lado, eu sou um grande defensor de assumir e curar a nossa sombra, por outro, eu também reconheço o valor de fazer tudo o que pudermos para encontrar a luz sempre que possível. Não a pseudo-luz, mas a luz do caminho verdadeiro, a luz da esperança, a luz do amor. Eu conheci um grande número de indivíduos que se agarravam à escuridão, como um cobertor de segurança, ocultando seu medo da luz atrás de um processo perpétuo de vitimização. O atalho da escuridão. Uma coisa é entrar na sombra, em um esforço para curar-se e se tornar mais autêntico – outra é se esconder nas sombras e torná-las nossa casa. Nunca nos esqueçamos de que, uma vez que a luz se apague nesta vida, ela provavelmente ficará apagada por um longo tempo. Melhor não glorificar a escuridão. A vida é um dom auto-definido. Uma vez que tenhamos trabalhado o suficiente com a sombra, nós temos uma escolha. Podemos nos abrir para a escuridão, ou podemos nos abrir para a luz. Trauma, ou tesouro? Você decide.

___ Jeff Brown

Fotografia: Joel Robison

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Às vezes precisamos de ajuda……

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Sim, muitas vezes somos nós que escolhemos entre sermos uma vítima ou um vencedor. Em muitas situações, existe uma maneira de olhar para o lado positivo, de assumir a responsabilidade, de focar na lição a ser aprendida, em nossos esforços para avançar.
Mas não vamos jogar toda a questão da vítima fora, com a água do banho.
Porque às vezes há vítimas, às vezes há pessoas que não escolheram o seu sofrimento. Às vezes há pessoas em situações tão terríveis que a positividade não é suficiente para salvá-las. E às vezes as pessoas realmente precisam expressar sua condição de vítima como parte de sua cura.
Elas precisam expressá-la, e precisam ser ouvidas. E às vezes elas precisam de nossa ajuda para que possam tornar-se vencedoras.
Quando nós lhes dizemos que elas têm escolha entre a vitimização e a vitória, às vezes nos esquecemos de que NÓS também temos uma escolha.
Podemos esconder a dor dos outros sob um pântano de positividade fingida, ou podemos ajudá-los a se reerguer.
Podemos ignorar seus desafios ou podemos apoiar a sua libertação. Sim, nós temos uma escolha, também.

___ Jeff Brown

Fotografia: Kindra Nikole

Continuemos

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Acho ridículo todo esse julgamento em torno de como os indivíduos deveriam estar em uma determinada fase de sua vida.
Só a alma conhece o caminho que ela veio trilhar, o que ela teve que superar, que realizações ela deve usar para medir seu próprio progresso.
As pessoas julgam, como se elas tivessem resolvido todas as suas questões pessoais, mas seus julgamentos muitas vezes apenas disfarçam sua própria confusão.
Nós somos daqueles que demoram a desabrochar, ou dos que evoluem dentro do prazo?
Esta é uma decisão privada.
O importante é que continuemos a caminhar em direção a um lugar onde possamos nos sentir em casa.

___ Jeff Brown

Fotografia: Joel Robinson

Pioneiros

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Honre seu guerreiro interior, aquele que escolhe confrontar e atravessar seus obstáculos rumo à plenitude, aquele que mata os dragões internos com ternura e persistência.
Já não é hora de celebrar com alma a coragem necessária para enfrentar nossos padrões de novo e de novo?
Já não é hora de elevar nosso olhar, muitas vezes negativo, sobre nossos desafios?
Em vez de “oh não, não esse padrão novamente”, que tal reconhecermos que somos CAMPEÕES por simplesmente encará-los? Que tal ver-nos como alguns dos primeiros seres humanos com a abençoada oportunidade de mudar a padronização negativa, intrínseca ao inconsciente coletivo?
Somos PIONEIROS, pelo amor de Deus!
Que coisa fantástica – sermos pioneiros no mundo interior!
Cada pequeno passo é uma mudança de paradigma radical para a humanidade.

___ Jeff Brown

Fotografia: Kindra Nikole

Depende de você

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Depende de você – sempre depende de você.
Você pode negar, reprimir, distorcer e enterrar suas feridas não resolvidas o tanto que você quiser.
Você pode maquiá-las, tratá-las com pseudo-positividade, afastar-se delas ou buscar atalhos espirituais para fugir delas. Você pode mudar de nome, esconder-se em um mosteiro, inverter sua história.
Você pode gastar todo o seu dinheiro em práticas de cura superficiais e buscar charlatães.
Mas isso não significará nada, se você não fizer o trabalho mais profundo de escavar e curar suas feridas primárias.
Porque o material ainda estará lá, exatamente onde você o deixou, governando sua vida e controlando suas escolhas.
Esta é a natureza do material não curado – ele está vivo, e de um jeito ou de outro, ele se manifestará em sua experiência atual.
O material não-curado será a língua que conta sua narrativa interna.
Ele obstruirá seu caminho e limitará suas possibilidades.
Esse material vive em todos os lugares onde você habita.
E então você tem que decidir – escavá-lo e trazê-lo para a consciência, onde pode ser trabalhado e integrado, ou reprimi-lo e vê-lo dominar sua vida.
É uma das verdades mais difíceis que temos de enfrentar: se não dominarmos nossos conteúdos profundos, eles nos dominarão.
Não há como evitar isso. Escolha.

___ Jeff Brown

Fotografia: Marina Gondra

O Homem Consciente

Há um Novo Homem Consciente emergindo no coletivo e ele não está tirando um cochilo ao volante.

Este homem desperto é consciente e de coração aberto. Através de seus olhos, ser consciente não é uma construção mental, nem um exercício intelectual desprovido de sentimento. É uma experiência do sentir, uma consciência cada vez maior, que se move de dentro do coração para fora.

É sentir Deus, não racionalizar Deus.

O novo homem está sempre em processo, despertando através de uma interface de aprofundamento com o mundo do sentimento. Ele continua a esforçar-se para uma consciência mais sincera e inclusiva.

O homem consciente mudou seu foco de uma perspectiva localizada e etnocêntrica para um quadro mundial centrado na percepção.Sua comunidade é a humanidade . Enraizada no relacional, seu senso de responsabilidade se estende bem além de seu ego e de comunidade local. Sempre que possível, a sua tomada de escolha é alimentada por uma visão ampla de possibilidades para toda a humanidade. Não cada um por si, mas cada homem para a humanidade.

O homem consciente tem reverência ao divino feminino, em todas as suas formas. opening-to-the-divine-masculine-236x300Ele comemora a maravilha que é a mulher. Ele é respeitoso, honrando e gracioso. Ele está triste pelos horrores perpetuados contra as mulheres através da distorção do masculino em malévolo. Ele convoca seus irmãos à responsabilidade. Ele compensa por seus próprios erros. Ele co-cria um mundo onde todas as mulheres vão se sentir seguras para mover-se livremente, para encontrar a sua voz, para atualizar sua magnificência inerente. Ele acolhe um mundo onde mulheres e homens são como parceiros iguais. Humanidade.

O homem consciente não é derivado do externo. Ele é autenticamente original. Ele não se comparara aos outros. Ele não adapta a sua personalidade com os ditames da multidão. Ele está no seu próprio centro, respeitoso com os outros, mas não é definido por eles. Ele trabalha diligentemente para libertar sua consciência dos laços egóicos que o amarravam. Ele tornou-se a sua própria referência, valorizando a autenticidade sobre a a imagem. Ele é o escultor de sua própria realidade.

O homem consciente trabalha corajosamente em seus processos emocionais. 

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Ele limpa os detritos emocionais e abandona as suas couraças. Ele enfrenta seus problemas e padrões inconscientes de coração aberto. Ele enfrenta a si mesmo em suas tendências de fuga e homenageia a sabedoria da sua dor em seu coração. Ele comunica os seus sentimentos de forma respeitosa para com os outros. Ele aprende e fala a linguagem do coração.

O homem consciente leva uma existência cheia de propósito. Ele ouviu o chamado para uma vida mais profunda. Não está satisfeito em sobreviver sozinho, suas ambições estão enraizadas nos ideiais superiores – a busca e a atualização do seu propósito sagrado. Ele é energizado por sua missão, não pelas maquinações do ego doentio. Ele é revestido em uma autenticidade de propósito, que vê através dos véus para o que realmente importa. Seu propósito é o seu caminho.

O homem consciente é responsável por suas ações e seus consequências. Ele não se desvia da responsabilidade. Ele não sai da frente ou culpa. Ele aceita-se e é emocionalmente honesto. Ele admite seus erros, e compensa-os. Ele trabalha diligentemente o seu interior, artesanalmente elaborando uma consciência mais esclarecida com cada lição.

O homem consciente se move de dentro para fora. Mais interessado em expansão interior que conquista externa, ele cultiva e honra a sua intuição. Ele explora e desenvolve a sua geografia interior. Ele faz grandes aventuras profundas dentro de si, integrando os tesouros que ele escava em sua maneira de ser. Ele procura congruência entre a sua vida interior e a sua manifestação exterior.

O homem consciente procura a totalidade. Ele não está satisfeito com a forma fragmentada de ser. Ele não tem apego a noções arcaicas, lineares de masculinidade. Ele busca o equilíbrio sagrado entre o masculino e o feminino saudável. Ele procura uma forma inclusiva do ser, que reflita todos os seus aspectos arquetípicos. Ele é o papel flexível, confortável se movendo ao longo da vida de muitas maneiras diferentes.

O homem consciente incorpora os mais elevados padrões de integridade em suas palavras e ações. Ele faz um esforço sustentado para trabalhar através de qualquer coisa que não é a integridade dentro dele. Sua referencia de integridade nunca é conveniente ou voltada para si. Ele honra a sua palavra, mesmo em seu próprio prejuízo. Ele se move a partir de um sistema de valores que é indubitavelmente incorruptível. Ele reconhece que o sucesso sem integridade é karmicamente doentio e sem sentido.

O homem consciente prioriza relacionamentos conscientes. Ele valoriza a co-criação autêntica. Ele honra as relações como prática espiritual. Ele procura intimidade física que é profundamente vulnerável e conectada totalmente ao coração. Ele está sintonizado, engajado e saudavelmente delimitado. Quando surgem desafios relacionais, ele corajosamente trabalha para remover os obstáculos à intimidade. Ele tem um coração em brasas.

O homem consciente é um guerreiro do coração. Ele tomou a sua espada, que ilumina interiormente, decepando tudo o que não é compassivo. Depois de muitas vidas com armas a mão, um guerreiro benevolente está nascendo no âmago do seu ser. Ele honra a capacidade do guerreiro para a auto-confiança, mas ele não é arbitrariamente agressivo. Ele se move a partir do amor e da compaixão.

O homem consciente empenha-se para viver em um perpétuo estado de gratidão. Ele é grato pelo dom da vida. Ele é grato por esses antepassados que construíram a base de onde ele se expande. Ele é grato por aqueles que o encorajaram antes que ele pudesse encorajar a si mesmo. Ele é grato por aqueles que ficaram ao lado dele nesta vida. Ele sabe que não está sozinho.

O homem consciente está confortável com a sua vulnerabilidade. Ele participa de sua própria revelação. Ele não tem medo de entregar-se à realidade, ao amor, à verdade. Esta não é uma forma enfraquecida de rendição, mas é estampada com coragem. É preciso mais coragem para se render do que ficar adormecido. Ele explora abertamente suas capacidades para a receptividade e sensibilidade. Ele não identifica essas capacidades como distintas do feminino, mas como inerente a todo ser humano. Ele é forte o suficiente no seu núcleo interior para viver em uma vasta gama de emoções.

O homem consciente se move através do mercado de forma responsável, com um olho vigilante para os caminhos do ego doentio. Ele não é um oportunista aproveitando um vácuo. Ele não compete por amor à concorrência. Ele não acumula por causa da avareza. Ao traçar o seu curso, ele está consciente do seu impacto sobre a humanidade. Ele está empoderado, mas ele não explora o poder. Ele obtém o seu poder da sua conexão com a fonte, não do poder sobre os outros. Sempre que possível, ele compartilha a abundância, devolve para a humanidade. Ele trabalha duro para transpor o mundo como ele é, um mundo cheio de possibilidades divina.

O homem consciente tem reverência a Mãe Terramother_earth-500x595Ele reverencia os animais. Ele nunca imagina-se superior ou distinto do mundo natural. Ele entende a natureza interconectada e interdependente da realidade. Ele sabe que se ele provoca danos ao meio ambiente, ele os faz a si mesmo. Ele caminha com cuidado, com atenção, consciência e apreço.

O homem consciente não reivindica Deus. Sua espiritualidade é tolerante, inclusiva, respeitosa. Ele honra todos os caminhos para Deus, contanto que eles sejam respeitosos aos outros. Ele aceita aqueles que acreditam e aqueles que não acreditam. Ele condena qualquer caminho que usa diferenças religiosas como uma justificação para a destruição.

O homem consciente atualiza muitas das qualidades saudáveis do antigo masculino. Ele é nobre. Ele é responsável. Ele é produtivo. Ele é bondoso. Ele é protetor. Ele é inabalavelmente honroso. Ele é pé no chão. Ele é robusto. Ele é flexível. Ele é realista. Ele está esperançoso. Ele é sensível, não frágil. Ele é egoicamente saudável, não é auto-centrado. Ele é prático e intensificada ao mesmo tempo. Ele se eleva com os dois pés no chão. Ele está realmente aqui .

http://minasi.com.br/2017/09/o-que-e-um-homem-consciente/

Artigo de autoria de Jeff Brown, publicado no site Elephant Journal e reproduzido com autorização.

Vergonha de ser humano

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“Se me fosse concedido o poder de erradicar um padrão neste planeta, seria a nossa tendência de sentir vergonha por simplesmente sermos humanos. Este desmerecimento ancestralmente perpetuado tem que acabar. 


Somos todos parte do campo coletivo, lutando em diferentes graus com as mesmas questões em torno da auto-estima e de emoções não resolvidas, e ainda por cima fomos condicionados a tornar tudo mais difícil para nós mesmos, com pensamentos negativos e julgamentos internalizados. 


E, claro, isso só é intensificado por uma cultura de marketing que quer que acreditemos que não somos bons o suficiente ou bacanas o suficiente até que compremos aquele bem material que vai nos transformar em um ser humano que vale a pena. Ridículo, mas oh, como é eficaz em alimentar a fogueira de nossa vergonha coletiva.
Você não percebe? É tudo uma grande mentira, uma distração auto-destrutiva e auto-derrotadora do que é realmente verdade – nosso valor inerente. 


Nós não estaríamos aqui se não fôssemos dignos desta vida. E nossa dignidade não depende do quão “perfeitos” nós somos a cada momento. Ninguém é perfeito neste bendito planeta. Ninguém está plenamente realizado. Ninguém entendeu tudo.

Ninguém!


Estamos todos aqui para viver e nos transformar. Estamos todos aqui para encarnar a nossa magnificência e oferecer nossos dons. 


E mesmo que você esteja começando essa jornada do despertar sob as circunstâncias mais difíceis possíveis, você tem direito a essa viagem. A cada passo dela. E você não tem que esperar até chegar a um estado ilusório da perfeição antes de amar a si mesmo. Dane-se isso! Você já é digno. 


A divindade convidou você e deu-lhe um passaporte com sua bela alma estampada nele. Ninguém e nada pode tirar isso de você. O passaporte é seu para a viagem.

___ Jeff Brown

Fotografia: Gina Vasquez