Caminhos e pessoas desconfortáveis

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Eu aprecio a importância de não se afastar de caminhos e pessoas só porque estes se tornam desconfortáveis. Não podemos permanecer em situações apenas quando elas são agradáveis, porque talvez tenhamos uma lição essencial a aprender no coração do desconforto. Ao mesmo tempo, parece haver um tendência – em muitas pessoas que conheço e com quem trabalho – de renunciar ao bom senso e manter-se em caminhos pouco saudáveis, não importando o quão difíceis eles são. A ideia de que todos os caminhos e conexões carregam uma semente de transformação me parece pouco saudável e falsa. Há uma diferença significativa entre as situações difíceis que são alimento para nossa expansão, e aquelas em que o desconforto é um sinal para ir embora. Às vezes, a sombra surge porque temos algo para trabalhar. Às vezes surge porque nós simplesmente não estamos onde devemos. A vida é tão preciosa. Estamos aqui apenas por um momento. Que possamos enfrentá-lo com prazer.

___ Jeff Brown

Fotografia: Katharina Jung

Terapia que inclua o corpo.

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Você já experimentou uma terapia que inclua o CORPO?

Eu quero defender em voz alta o valor das psicoterapias profundas centradas no corpo, como a bio-energética e Core-energética. Qualquer terapia pode ser benéfica nas circunstâncias certas, mas as práticas centradas no corpo, muitas vezes, elevam a cura ao nível necessário para provocar a transformação genuína. Conheci muitas pessoas que passaram anos em terapia apenas de conversa, sem mudar profundamente. Essas pessoas conseguem nomear seus problemas e reconhecer suas projeções, mas seu comportamento não muda significativamente. Isso ocorre porque os modelos de terapia só de conversa tendem a lidar com nossos padrões habituais, sem conseguir acessar o material mais necessário para nos transformar. As terapias de palavra estão focados em ocupar a mente, mas não entram nos traumas emocionais mais profundos – guardados no próprio corpo – e não têm exercícios que apoiem a sua liberação. O material é acionado, as questões são nomeados, mas e depois? Todo esse material precisa ser descarregado, mas apenas falar com ele não o extrai do corpo. Terapias de base corporal de boa qualidade permitem que o cliente vá além do conhecimento do que o está afligindo, em direção a um movimento real de transformação. O trauma é uma memória corporal – a cura precisa passar também pelo corpo.

___ Jeff Brown

Fotografia: Katharina Jung

Não vejo a hora

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Não vejo a hora de chegar o dia em que as nossas relações não se baseiem em ilusões, mas em um profundo reconhecimento da autenticidade de cada um. Tem sido tão confuso para todos nós, tentar nos equilibrar na linha tênue entre nossas necessidades de segurança e vulnerabilidade. Um dia, as perversões da polaridade vão desabar e nós vamos chegar a um equilíbrio sagrado entre todas as formas saudáveis de ser. As mulheres vão se sentir seguras para afirmar a sua voz e encarnar sua totalidade e os homens se sentirão igualmente seguros para se desarmar e falar da sua vulnerabilidade. Nos rios da essência, tudo flui na mesma direção, em direção ao mar da totalidade.

___ Jeff Brown

Fotografia: Felicia Simion

Notícias do Corpo: Eu vejo você.

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É importante conhecer as pessoas como elas estão, não como nós queremos que estejam.
Há uma tendência, em muitos, de qualificar as experiências dos outros sem ser perguntado. Você diz que está se sentindo mal, eles te dizem todas as razões que você tem para se sentir bem. Você diz que se sente desafiado por suas circunstâncias, eles dizem o que eles acham que você pode fazer para tornar as coisas mais fáceis. Você diz que você tem um plano para fazer algo, eles oferecem um outro plano para você.
Há um lugar para essas ofertas – sobretudo quando são solicitadas – mas muitas vezes elas só pioram as coisas.
Na verdade, estamos mais propensos a chegar ao próximo passo em nossas jornadas quando alguém realmente sintoniza com o lugar onde estamos, sem fazer qualquer esforço para melhorá-lo ou transformá-lo.
Nós não precisamos ser salvos – precisamos ser vistos.
Essa é a cura, logo ali.
Dizer: eu ouço você, eu vejo você, eu honro as suas escolhas funciona muito, muito bem…

___ Jeff Brown

Fotografia: Jovana Rikalo

Curador Ferido

 

curador ferido.jpg“Nós, que trabalhamos com cura e transformação, somos todos curadores feridos. Foi isso que nos levou a este trabalho – nossos problemas e feridas não resolvidos. Nossa dor foi nosso caminho para casa.
A chave é nunca parar de trabalhar o material da ferida, não importa o quão bem-sucedidos nos tornamos. Porque há sempre mais camadas, mais monstros, mais problemas espreitando sob a superfície.
A maturação emocional e a maturação espiritual são sinônimos.
Se quisermos continuar expandindo em estatura kármica, devemos continuar trabalhando com o material emocional subjacente – tudo emana e aponta para a mesma fonte.
E quando você buscar ajuda de um curador, ou terapeuta, certifique-se de que ele continua trabalhando seus próprios conteúdos. Certifique-se de que ele não se julga “pronto”.
Porque o terapeuta só poderá viajar com você até onde ele tiver alcançado dentro de si mesmo”

~ Jeff Brown ~

Amores Impossíveis

 

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“É difícil abandonar o padrão de se sentir atraído por amores impossíveis.
Esse padrão nasce muitas vezes de nossa tendência infantil em tentar obter o amor de uma pedra (pais negligentes/distantes).
É como se só conseguíssemos confiar em quem é emocionalmente indisponível, porque eles refletem para nós o que passamos a acreditar sobre nós mesmos: que somos indignos de amor.
Criamos, então, essa estranha ilusão de que, se pudermos conquistar quem é inacessível para amar, teremos enfim o amor de nossos pais.
A abordagem mais óbvia – que compartilhamos o amor com alguém que realmente pode dá-lo – muitas vezes se perde no embaralhamento kármico.
Este padrão não é fácil de quebrar, mas precisamos romper-lo se quisermos finalmente nos render ao amor que merecemos.”

___ Jeff Brown

Fotografia: Brooke Shaden

Relações amorosas

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Muitas vezes existe alguém fugindo de uma linda relação amorosa, mas raramente essa é a pessoa corajosa.
O corajoso é geralmente aquele deixado para trás.
Parece contra-intuitivo para os românticos e para aqueles que se sentem prontos para se relacionar, quando alguém vai embora. Mas algumas pessoas só podem lidar com um meio-amor, porque um amor inteiro ilumina seus locais internos sombrios.
Uma real intimidade exige presença real.
Se alguém não está pronto para estar verdadeiramente presente em um nível individual, essa pessoa achará muito difícil lidar com todos os gatilhos que surgem numa relação afetiva.
Apenas alguns poucos conseguem manter a porta aberta para o amor profundo entrar.
Alguns abençoados e corajosos.

___ Jeff Brown

Fotografia: Sarah Ann Loreth