O Cérebro dos Corruptos

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O CÉREBRO DOS CORRUPTOS

Na leitura da ciência, o gosto pela corrupção se desenvolve nas mesmas estruturas neuronais onde se cristaliza a fissura pela droga ou pelo sexo. Ou seja, corromper dá prazer e vicia.
O córtex frontal, área desenvolvida mais tardiamente, é o filtro por onde passam os instintos e as emoções. Os sentimentos são lá analisados sob o viés da razão e da crítica

• Nos corruptos, esse circuito não consegue conter o impulso e a busca da satisfação por meio de atos que rendem vantagens.

Entender a origem do mecanismo que colocou a corrupção no mesmo escaninho cerebral da dependência química obriga a olhar para o início da evolução humana…
Para dar conta dos perigos, circuitos associados à busca por comida ou à rapidez na fuga fortaleceram-se…. eram processadas estratégias que garantissem a sobrevivência de modo mais fácil. Trapacear para ficar com a melhor parte da caça, por exemplo.

Nas mesmas áreas, abriga-se ainda o sistema de recompensa.
É onde funciona a máquina que nos faz procurar prazer.
Se for sem muito esforço, então, melhor ainda.

Quanto mais o indivíduo se expõe a esses estímulos, mais o cérebro os associa a algo bom.
Cria-se um ciclo em que a ação resulta em recompensa e a recompensa pede mais ação. “A vontade se torna um hábito e o hábito reforça a vontade”, explica o neurologista André Palmini, do Hospital São Lucas, da PUC-RS.

SEM FILTRO

No córtex frontal, as reações primárias são submetidas a um juízo crítico e moral formado segundo as regras civilizatórias vigentes. Lá são moduladas por variáveis como o que é certo ou errado ou as consequências que podem surgir.
Nos corruptos, assim como em quem mata para roubar, esse filtro não funciona.

“São psicopatas”, afirma o neurologista Vitor Haase, professor da Universidade Federal de Minas Gerais –
“Mostram-se insensíveis aos males que causam.”

A maneira com que operam tem a ver com a genética, mas também com o ambiente.

Isso quer dizer que uma sociedade menos tolerante à corrupção e meios eficazes de punição servem como moduladores importantes no fortalecimento desses filtros.

O cérebro do corrupto é movido pelo prazer de ganhar dinheiro fácil e pela ausência total do temor de punição.

“Se as pessoas aprendem que corromper não leva a consequências negativas e não é moralmente errado, o córtex não tentará inibir o comportamento”, explica Antoine Bechara, professor de Psicologia da University of Southern Califórnia.

Historicamente, no entanto, os dois conceitos nunca fizeram parte da moralidade brasileira.

Resumo da Vilma Capuano
Artigo completo em
http://istoe.com.br/o-cerebro-dos-corruptos/

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O QUE MOVE O HOMEM
• Por uma imposição da evolução, o ser humano criou mecanismos para buscar vantagens e sobreviver. Ter mais comida e melhor abrigo favoreciam a chance de viver

• Um dos primeiros circuitos cerebrais desenvolvidos está associado à essas questões básicas. Também está relacionado à busca de prazer, processado no sistema de recompensa

• Quanto mais o indivíduo se expõe a algo que lhe dá prazer, mais ativa o circuito. Ganhar vantagens por meio da corrupção pode ser um estímulo

• Aos poucos, as sinapses (troca de informação entre os neurônios) nessa rede ficam mais numerosas e intensas. A vontade se torna um hábito e o hábito reforça a vontade

O QUE PODERIA PARÁ-LO

• O córtex frontal, área desenvolvida mais tardiamente, é o filtro por onde passam os instintos e as emoções. Os sentimentos são lá analisados sob o viés da razão e da crítica

• Nos corruptos, esse circuito não consegue conter o impulso e a busca da satisfação por meio de atos que rendem vantagens, mesmo os ilícitos

 

do Facebook da Vilma Capuano

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